Arquivo da categoria: anti-militarismo

O panfleto dum encapuchado

Texto publicado em Atenas Indymedia, que se bem fala da situaçom cotidiá na Grécia, pode ser totalmente extrapolável a qualquer país baixo dominaçom capitalista:

Nom tenho nada de que confesar-me ou defender-me. Vós, os outros, os institucionais, tedes que defender-vos duma cheia de cousas. Dim: “A Democracia nom leva carapucha”!. Dim-no com altissonância e nom se fam vermelhos. Todo o sistema político leva uma carapucha que lhe chega aos nozelhos. Que se quitem eles as carapuchas e logo falamos da minha.

Minto? Vou-chos contar todos, um por um, para que vejas com quantos encapuchados crúzas-te cada dia sem cair na conta de-lo:

Vas ao banco tranquilo para pagar uma conta ou para sacar dinheiro do caixeiro automático. Bom, eu nom conto. Digamos que eu me levo o caixeiro automático enteiro. Nada mais entrar, uma cámara vigia-te sem que te decates. Ao ponher-te diante da pantalha do caixeiro, outra cámara de vigia. Nom sabes quem te vigia, quem registra teus movementos, pero di-me, que mais que encapuchados podem ser os tipos que estám agochados no panel de control da videovigilância e os que o pagam? A primeira carapucha, pois, é o banco.
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A conquista do deserto no Século XXI. Balanço repressivo do governo argentino ao povo mapuche

Colo (e traduzo) de AlasBarricadas esta analise realizada polo Departamento de Agitación Libertaria de Argentina que resume as repressons para o povo Mapuche e suas consequências políticas durante o 2017: Nele as compas argentinas falam da manipulaçom mediática progovernamental, do seu invento dum grupo terrorista mapuche (RAM) para desprestigia-lo povo para poder assassinar impunemente as suas membros; além de disfarçar a verdade fazendo passar por terras legítimas de famílias indefessas o que som intereses moi capitalistas das multinacionais que roubaram ditas terras ao povo mapuche.

Sem dúvida, um dos temas centrais relativo ao autoritarismo, repressom e avanço do neo-liberalismo em Argentina é o sofrido polo povo Mapuche durante a segunda metade do ano 2017. O desaparecimento de Santiago Maldonado foi, talvez, o que abriu as portas para exibir de forma publica a situaçom das comunidades originárias no sul, ao mesmo tempo que deu cancha ao imaginário oficialista para gerar uma nova mitologia sobre o terrorismo. Sendo que estamos adentrándo-nos no último mês do ano, vemos apropriado fazer uma síntese do acontecido em 12 meses.

A princípios de Janeiro, e no marco diferentes situaçons de violência armada contra o povo Mapuche em território argentino, o nome de Facundo Jones Huala (Lonko/Líder da comunidade Cushamen – Chubut, Argentina) começa a ressoar nos principais diários (de tiragem oficialista) do país, vinculando a este com a RAM (Resistência Ancestral Mapuche) -cuja existência até o dia de hoje segue estando em dúvida- e, a sua vez, com organizaçons “terroristas”, postulando o discurso oficial que esta pessoa e sua suposta organizaçom estariam a ser financiados polas FARC, ao mesmo tempo que se propom que seria respaldado polo ex governo nacional. Sendo que a disputa dos povos Mapuches no território argentino tem como um de seus principais antagonistas à empresa Bennetton, também se começa a vislumbrar uma manipulaçom na linguagem em vários meios de corte oficialista, ao começar a se referir a dita empresa como “a família Bennetton”, tentando gerar uma visom no leitor que nom relacione o nome Bennetton com uma multinacional. É também durante este mês quando a (comunidade) Pu Lof em Resistência – Cushamen (Chubut-Argentina), território, antes em mãos de Bennetton e que em 2015 fora recuperado polo povo originario Mapuche, sofre sua primeira repressom do ano, ao ser invadidos pola Gendarmeria Nacional e Infanteria por ordem do Juiz Federal Guido Otranto, deixando várias pessoas feridas e detidas como saldo da mesma. Cabe realçar que dita comunidade pertence ao Movimento Autónomo do Puelmapu (MAP), que nucleia diversos lof (comunidades) em Chubut, Rio Negro, Neuquén, Buenos Aires e La Pampa e nom à suposta RAM, como tamém plasmam os meios oficiais em outra tentativa por manipular a opiniom publica.
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[Roma] Célula “Santiago Maldonado”da FAI-FRI assume autoria de ataque a delegacia de Carabineri

Recebo um correio de turbanegra, na que se me informa desta açom e se me facilita a traduçom ao castelám do Comunicado reivindicativo que está a rular pola rede pola “Célula Santiago Maldonado – Federaçom Anarquista Informal”. Além a A.N.A. (Agência de Notícias Anarquistas) aponta a que esta reivindicaçom em nome do anarquista argentino que recém foi assassinado polas forças repressivas daquele pais, foi feita pública algumas horas depois de que a família deste jovem anarquista fosse recebida polo papa Francisco nesta quinta-feira passada (07/12). Tamém aponta a A.N.A. que, de acordo com a imprensa local, o explosivo apenas danificou o portom de entrada do destacamento policial e alcançou com fragmentos dois carros estacionados nas proximidades do local. Colo acá seu Comunicado (traduzido):

Roma, Italia – Ataque explosivo contra delegacia de Carabinieri

Em tempos de paz social e imobilismo, nom há milhor resposta que a açom. Um estímulo, uma continuidade e uma sacudida para espertar ás que dormen. Atuar por própria iniciativa rompe o imobilismo e a inaçom e acende a aquelas cujo sangue ferve.

A praxe de ataque anárquica deve ser o estímulo básico da anarquia; de nom ser tal, será só uma morta vivente. A açom é necessária para fazer-nos viver da maneira que consideramos apropriada á margem de programas, estruturas jerárquicas e verticais. Uma das tantas práticas revolucionárias que formam parte da esência do anarquismo.
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Moira Millán: O povo mapuche nom luita pola propriedade da terra, senom por um jeito de vida na terra

Colo (traduzido) este artigo de Alvaro Hilario de colaboraçom para Borroka garaia da!:

Moira Millán, referente da comunidade Pillán Mahuiza, de Chubut (Puelmapu) é sem dúvida um dos rostos mais conhecidos a nível internacional da comunidade mapuche. Fugindo das ameaças em sua contra (têm torturado, sacrificado e pendurado da porta de sua casa uma raposa, assinalando que o seguinte cadáver ia ser o seu) no mês passado percorreu Europa para informar sobre o povo mapuche e sua resistência. Aproveitamos sua presença em Bilbo, em Ekoetxea, para conversar com ela.

Poderias explicar em poucas palavras qual é a situaçom atual da naçom mapuche?

—O território mapuche denomina-se Wallmapu. O lado oeste, baixo administraçom chilena, é o Gulumapu; e o que se encontra baixo administraçom argentina, o leste, é o Puelmapu. Em conjunto, serám pouco mais de 4 milhons de mapuches as que povoam estes territórios. Quiçá sejam mais, mas falamos de gente que se autodefine como mapuche: na província de Chubut, de onde eu venho, o último censo arrojou um 60% de autoafirmaçom identitária mapuche.
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Rajoy e os militares deslocalizados no Golfo da Guiné – Que fam lá, além de louvar franquistas assassinos?

Oportunistas falsimédios, desses que buscam vender mais dissimulando sua adesom inquebrantável ao Regime Capitalista com disfarces de esquerdistas, ponhem o tilde da notícia da vissita de M. Rajoy ás tropas imperialistas espanholas deslocalizadas em augas do Golfo da Guiné, nas esperpénticas declaraçons do atual Presidente “de las españas todas” a bordo do navio de guerra espanhol “Infanta Cristina”, nas que di -dirigíndo-se aos militares do barco com um sorriso irónico nos seus beiços- nom saber porquê quitarom-lhe o nome a rua de Ponte Vedra, donde ele viviu durante muitos anos, e que ubicada ao carom da Escola Naval de Marim, levava o nome do almirante franquista Salvador Moreno Fernández (ao que M. Rajoy de seguido aponta que “ahora no sé por qué le han quitado el nombre a la calle, yo le sigo llamando así“).
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Rafael Nahuel, “peñi” mapuche de 22 anos, assassinado pola polícia argentina

Todas as notícias que nos chegam estes dias da Argentina polos medios oficiais e oficiosos do Gram Capital, falam em exclusiva dos 44 militares profissionais que morrerom no fundo do mar a consequência dum acidente do seu submarino. Uma morte trágica com muito morbo de 44 pessoas branquinhas de cara e de profissom pro-sistémica, herdeiras daqueles que assassinavam anarquistas e outras disidentes no casino de oficiais da “Escuela de Mecánica de la Armada (ESMA)” que funcionara durante a última ditadura cívico militar (1976-1983) como centro clandestino de detençom, tortura e extermínio de arredor de 5 mil pessoas. E digo herdeiras porque a transaçom da ditadura á democracia foi um plágio da espanhola a efeitos de nom ter feito nos estamentos políticos, militares e judiciais, nenhuma limpeza de elementos fascistas das suas filas.
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De nazis, franquistas, ministros e alcaidesa…

Iñigo Pérez de Herrasti, um dos nazis da Blanquerna que nom entrará em prisom é cunhado do Ministro de Educaçom e portavoz do governo espanhol Íñigo Méndez de Vigo e curmão do exministro de Defesa Pedro Morenés Eulate.

Esta filiaçom entre Iñigo Pérez de Herrasti, velho conhecido ultra fascista e dirigente de Alianza Nacional, e ministros e exministros do PP nom é algo casual nem estranho; mesmo eu seria quem de atrever-me a dizer que, em todas as famílias de dirigentes do PP há alguém com laços moi afetivos com membros da ultradireita (como prova disso bastaria sinalar o muito que se querem a si mesmas essas dirigentes). Pese a isso é interesante lêr a crónica do jornal ElNacional.cat que pom este singular (ou mais bem plural) detalhe no olho do furacám do porqué a Sala 2ª do Tribunal Constitucional determinou que nom terám que entrar em prisom os 5 fascistas (eram mais pero só foram condenados Herrasti e 4 mais) tras ser sentenciados a 4 anos de prisom polo Tribunal Supremo polo assalto violento do Centro Cultural Blanquerna em 11 de setembro de 2013.
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