Arquivo da categoria: anti-militarismo

“Llega la Caballería para salvar al monte de los incendios” – “Cubrirá toda Galicia”

Com este cabeçalho escrito na sua língua habitual, ECG, o jornal das risas compostelã, titula o artigo redatado por Elena Piñón e publicado na versom em papel deste diário. Nele, a entusiasta jornalista, pom fim a todos nossos medos em quanto á mais que presumível vaga de lumes que nos vai asolar Galiza no vrão.

E para aplacar as incrédulas, começa assim sua entusiasta e tranquilizante crónica: Galicia tiene todos los medios humanos y materiales para salvar a sus montes de las llamas en un verano que se presenta amenazador por la sequía y la previsión de altas temperaturas. Brigadas, helicópteros, motobombas… solo faltaba la Caballería. Y ya está aquí” (sic).

Para quem coma mim, ainda nom as temos todas conmigo ou consigo, Elena parte seu apelido pola Unidad de Caballería del Cuerpo Nacional (CNP) vinda desde Castela para fazer fronte á Operaçom Lumes 2017 (aviso para despistadas: nom se trata de outra operaçom repressiva orquestrada contra anarquistas ou indepes) e além, para ocupar-se da seguridade no caminho de Santiago. Dita unidade vai ter sua base em Compostela e Ponte-Vedra e desde lá cobrirám as quatro provincias galegas.
Continuar lendo

Altsasu a vila onde umha liorta de bar é terrorismo

A fiscalia política do reino borbónico espanhol, a Audiencia Nacional (AN) substituta legítima e fidelíssima da antérior fiscalia política da ditadura franquista, o Tribunal de Orden Público (TOP), pede penas escándalosas para as 8 pessoas que tiveram umha liorta num bar a altas horas da noite durante as festas de Altsasu contra outras 4, das que 2 eram gardas civis. Suponho que esta petiçom fiscal vem motivada polo feito de que a liorta tivo lugar numha vila na que a Guarda Civil nom é bem mirada (se bem, pergunto-me eu: haverá algumha vila em tudo o estado espanhol na que sim se lhe tenha apreço verdadeiro?) e numha localizaçom onde, tudo quanto se passe contra dalgum elemento das forças armadas espanholas leva apostado um halo da ETA, pese que esta segue inativa desde seu anúncio de «cese da sua atividad armada» em 2011.

Como aporte em defessa dos moços e moças, além do já publicado nesta minha bitácora tempo há, tamém quero sumar este atinado comentário que recolhim da rede, que traduzo e colo: (o texto que recolhe a seguinte imagem está recolhido da rede e decidim eliminar o alcume da assinante polo que lhe poidera passar neste estado de criminalizaçom de toda oposiçom a sua “democracia a la española”):
Continuar lendo

Ciclistas, a DGT e as forças de ordem.

Recém acedim a umha notícia na que um home denúncia que dois polícias nacionais espanhois, Rodolfo Álvarez Gago ao volante e Carlos José García Cuesta de copiloto, atropelaram mortalmente a sua mulher, umha cicloturista alemã de 65 años, na ilha de Mallorca, quando ambos estavam fora de serviço e iam circulando num coche oficial camuflado a grande velocidade. Tras embestir e matar á cicloturista, “desentenderam-se e abandoaram imediatamente o lugar sabedores que a vítima sofrera graves feridas”. Minutos depois do assassinato o copiloto pugera-se ao volante.

O home da mulher assassinada queixa-se de que um “POLÍCIA” atropelara sua dona matándo-a no ato e nom sae no spot da DGT; em referência ao polémico anúncio na que umha mulher de nome Anna denúncia que “um camioneiro atropelou ao meu home matándo-lo no ato”. Ao seu entender, que eu compartilho: “neste caso existem duas similitudes com o caso do aberrante anúncio da DGT, no qual fai referência e pom sobre a palestra, e incita ao ódio a todo um seitor do transporte: Um ciclista morto por um camioneiro, e outra ciclista morta por um polícia. A diferência está em que o falecido polo camioneiro foi num acidente fortuito sem intençom, e o da ciclista falecida foi provocado por um polícia fora de serviço, ébrio, circulava a grande velocidade, sorteando temerariamente ciclistas e adiantando em zonas proibidas manejando um coche oficial camuflado.
Continuar lendo

A Guardia Civil e a organizaçom criminosa e jerarquizada de alunos do insti de A Estrada

As forças de ordem espanholas andiveram estes dias pola Galiza de caça de terroristas ás que aplicar as suas mais “dura lex” . Mas depois de duas detençons frustradas de okupas e de indepes (umhas e outras só estiveram umhas horas retidas) semelha que ficaram fastidiados de nom atopar nada que poidera server para encirrar, sem ser julgadas, okupas e indepes num talego e aplicar-lhes de imediato a lei antiterrorista. Para elo mesmo servírom-se dos falsimédios e utilizarom técnicas göbbelianas (umha mentira repetida mil vezes convírte-se em verdade) e nom duvidarom em enlaçar as notícias destas detençons coas de supostos jihadistas para criar similitudes nessas mentes passivas que seguem olhando para o televisor como se seguira a ser umha fonte de informaçom viável e crível (meu avô materno mandava calar quando nos estertores do franquismo iam ponher o “parte” na tve e meu pai durante anos tirou do típico bordom assertivo para revocar opinions contrárias ás suas: “que saberás tu, se até o digerom na tele”). Pero por muito que o tentaram nenhuma das detidas nesses dias vissitou mais cela que as das comissarias e enquartelamentos e, índa que ficam pendentes de ser julgadas, todas ficarom em liberdade.

Semelha que a nenhuma das detidas nestas operaçons repressivas poderom aplicar-lhe as leis antiterroristas pese que insistem em vincula-las a supostos grupos criminais organizados. Poida que fosse por isso, ou por algumha outra razom que escapa aos meus entendimentos, que deviam estar ávidos de obter algumha vitória ás suas ânsias prisioneiras.

E por fim se atoparom com o que desejavam: Numha escola de A Estrada (“La Carretera” para aqueles falsimédios que seguem gostando de castelanizar nossos topónimos) levavam meses investigando umha trama que estava a pôr em perigo a toda a humanidade conhecida e por conhecer e nos aquertelamentos da Guarda Civil andavam á espera de que se lhes permitira umha rápida e eficaz intervençom que poidera solucionar os graves problemas aos que se veria abocado o mundo de nom faze-la com toda precauçom e seguridade.

E o momento esperado chegou ontem.
Continuar lendo

“Batalha Campal” ou “Criminalizaçom da luita”

“Estamos informados de todo, pero nom nos enteramos de nada” Ezequiel Fernández-Moores, jornalista argentino

Dizia meu tocaio Galeano ao respeito da linguagem nos médios que “agora o Capitalismo luze o nome artístico de Economia de Mercado, o Imperialismo chamam-lhem Globalizaçom; o direito do patrom a despedir umha operária sem indemnizaçom nem explicaçom chama-se-lhe flexibilizaçom do mercado laboral; Os militares mortos nas batalhas som baixas, e as civis que a ligam sem come-la nem bebe-la, som danos colaterais. Em 1995, quando as provas nucleares da França no Pacífico sur, o embaixador francês em Nova Zelanda declarara: “Nom gosto dessa palavra “bomba”, nom som “bombas”, som artefatos que explodem. De seguir hoje vivo meu homónimo e ao fio do publicitado em todos os falsimédios dos sucessos vividos nas ruas de Compostela na noite do sábado 10, tras a manifa contra o despejo do CSOA Escárnio; de certo que Galeano teria incluido algumha outra variaçom da linguagem nos mass merdas e assim bem poderia escrever hoje: á “receber hóstias como pans da polícia antidistúrbios” chamam-lhe “violentos originam outra batalha campal”.
Quem vira qualquer imagem gravada dos feitos, tanto fosse nas televissons geralistas como nos inúmeros vídeos colgados na rede, vai-lhe ser impossível atopar umha só cena na que se veja umha atitude violenta das manifestantes e pola contra atopará múltiples cenas dos centos de polícias despregados pola cidade, tanto uniformados como á paisana, arrastrando polo cham gente submissa, impartindo porraços a mãos-cheias, disparando perigosas balas de borracha e asfixiantes botes de fume ou levándo-se gente detida ou retida a empurrons.
Continuar lendo

Criminaliza que algo fica!! Reflexom sobre a manipulaçom mediática do despeje do CSOA Escárnio

Terça feria, martes, 29 de junho, 8 menos 10 da manhã.- Caminho do meu curro passam-me, ao ritmo de luzes e sons, duas furgonas da polícia nacional, por momentos lembro que hoje estava previsto um protesto de taxistas e continuo meu rutinário caminhar. Ao chegar á altura da Algália de riba observo na distância qual era o destino das furgonas policiais; a minha primeira reaçom foi de estranheça diante da evidência, mesmo pensei, iluso de mim, que os polícias que estavam despregándo-se polo tramo da rua onde está ubicado o CSOA Escárnio e Maldizer estavam a umha outra coisa; havia um motivo que me levara a crêr isso, eu escuitara mais de umha vez que havia um pacto verbal coa imobiliária no que as okupas comprometerám-se a facilitar o acesso para ser vissitado por possíveis compradores (feito que chegou acontecer, se bem nom sei em quantas ocasons) e em troques a imobiliária comprometia-se a avissar de antemão quando iam a despejar. Um acordo bem raro e para mim insólito e que saiba inédito na história da okupaçom pero que, sem dúvida, resultava cómodo; mas que agora, á vista dos acontecementos, só pode qualificar-se como um burdo engano por parte da imobiliária que deixa ás terroríficas okupas da kaleborroka mediática mas bem como ingênuas ovelhas caminho do matadoiro (e nom me estou a referir ao Centro Social de Compostela Aberta)

Entanto rematava de percorrer a Algália, mirando pa’trás vim que já estavam formados dois cordons policiais para trancar o trânsito peonil e no meio um fotografo coa sua objetiva apontando ao objetivo jurídico-policial. Marchei apurando o passo porque já ia com retrasso e quando cheguei ao curro mirei na rede que já estavam concorrendo gentes solidárias a protestar por tal abuso de autoridade e menosprezo ás formas de convivência. Por certo, nem rastro da polícia local, o feito de que a alcaldia nom fosse avissada impediu sua presência para facilitar a tarefa de cortar o trânsito como seria sua obriga legal.
Continuar lendo

Erre que erra: O milhor alcaide do BNG insiste em parabenizar e confraternizar coa BRILAT do ejército espanhol

Miguel Anxo Fernández Lores -médico e politólogo a semelhança do autor da obra canónica do galeguismo ativista e militante, do egrégio do nacionalismo galego: D. Alfonso Daniel Rodríguez Castelao e que ao igual que este é conhecido polo apelido materno- ponherá, o vindeiro 27 de maio “Día de las Fuerzas Armadas Españolas”, a Alameda pontevedresa a plena disposiçom da Brigada de Infantería Ligera (Brilat), para que esta exponha os seus veículos, armamento e equipas de telecomunicaçom.

De tal jeito vem de faze-lo público nesta semana a través dos falsimédios galegos o novo General ao mando desta brigada aerotransportável, Antonio Romero, quem explicou que a cidadania “tiene derecho a conocer en qué se gastan sus impuestos, qué es lo que hacen las Fuerzas Armadas”, e é por isso que o alcaide bloqueiro cedeu a Alameda para tam grande empenho guerreiro.
Continuar lendo