Arquivo da categoria: As minhas vizinhas

ORGULHO DE POVO, VERGONHA DE GOVERNO!

Quando ontem baixava polas ruas caminho da praça compostelá do Toural dirigindo meus passos á convocatória do protesto pola nefasta politica forestal do governinho galego e a vaga de incêndios que assolam Galiza ano tras ano; veu-me a mente a imensa quantidade de imagens nas que se vê a gente do povo luitando contra enormes lapas em situaçom de grave risco; lembrou-me a atitude da gente do mar quando chegaram as primeiras ondanadas de chapapote do Prestige ás nossas rias; quando chorando de ráiba e á desesperada quitavam do mar, valéndo-se so das suas mãos enguantadas, grandes quantidades do mortal veleno entanto que nossos governantes tentavam manipular a realidade fazendo declaraçons escándalosas:

“Probablemente el fuel no toque la costa gallega (Arsenio Fernández de Mesa, na altura Delegado do Governo espanhol na Galiza baixo mandato de Aznar. Depois seria premiado co cargo de diretor geral da Garda Civil quando assassinaram 15 pessoas na praia ceutí de Tarajal e agasalhado deste ano com umha porta giratória coma conselheiro de Red Eléctrica​)
“Ya ha pasado el peligro más grave” (Manuel Fraga. Presidente do governinho galego)
“Las playas están limpias y esplendorosas y el marisco está allí extraordinário” (Federico Trillo-Figueroa y Martínez-Conde, quem depois berraria Viva Honduras estando em El Salvador, seria responsável do acidente do Yakolev e remataria sua “tourné” sendo embaixador em London sem ter nem papa de inglês )

E dentre todas recordava como especial aquelas declaraçons de Mariano Rajoy, daquelas vicepresidente e portavoz do Ejecutivo espanhol e ministro da Presidência que foi o encarregado de assumir a cordinaçom da gestom da crise: “Salen unos pequeños hilitos, los que se han visto, hay en concreto cuatro regueros que se han solidificado con aspectos de plastilina en estiramiento vertical”

E assim caminhando rua abaixo e á medida que ia sumándo-me a um regueiro de gentes veu-me á mente, nom sei se por inspiraçom ou porque já o tinha escuitado nalgum outro momento da minha vida, a cantinela, a consigna, que colguei como cabeçalho desta entrada e que crio que refleja moi bem o sentimento da gente galega diante deste nova catástrofe ecológica que nos assola e que nos enraiva como povo contra das nossas patéticas governantes:  ORGULHO DE POVO, VERGONHA DE GOVERNO!
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Animais ou mascotas?

De sempre nom tivem moi clara qual é foi razom primitiva que levou a estes animais a fiar-se dos homes (e das mulheres) e converter-se no que muitas gostam de chamar aos cans “o seu milhor amigo” ou “a sua milhor amiga” ás cadelas.

Quando hoje vim este fantástico desenho de Mincinho na rede, solicitei-lhe permiso para dar-lhe pulo no meu blogue porque considero que é do milhorinho que tenho vista na minha vida ao respeito dessas, para mim, estranhas relaçons entre humanos e animais.
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Compostela Aberta colocará cámaras de vigilância no entorno de S. Francisco

Segundo a informaçom recolhida do mentideiro compostelá: A decisom de fazer peonil o tramo da avenida Joam XXIII na sua parte próxima a S. Francisco e co galho de evitar o caos circulatório produzido tras a volta ao cole (lembramos que a escola pública “López Ferreiro”, além da biblioteca tamém pública “Anxel Casal” e as Faculdades de Educaçom e Enfermaria, ficam nesse entorno), nossos regidores podemitas, confluentes, mareantes e supostos anovadores, só se lhes ocorreu optar pola velha via da repressom recaudativa e coa mesma colocar cámaras de vigilância para controlar quanto tempo se passam os veículos em dita avenida e mesmo saber se fam algumha parada e coa mesma… Zasca!! tirar do talonário e multa ao canto!!

Nada novo aporta Anova e confluentes á hora de buscar outras alternativas para ofertar-lhe ás usuárias desses centros públicos, e assim atuando “mutatis mutanti” ás agachadas e aproveitando o periodo estival de inatividade ou de baixa assistência a esses centros públicos, figerom peonil esse tramo para favorecer assim o tránsito de pelegrins e turistas que se achegam a Compostela em autobuses privativos com aparcadoiros reservados na Dársena de Joam XXIII. Como já digera noutra entrada falando disto, é claro que o único que lhes preocupa a Compostela Aberta som a gente que vêm de afora e a quem vivemos aqui todo o ano que nos segam dando…
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“Anarquismo de bairro. Umha tese que supera” x Ruymán Rodríguez

O anarquismo de bairro nom pactua com partidos nem quer saber nada das instituiçons. Som o inimigo e estám aí para ser fiscalizados e combatidos, para arrebatar-lhes quanto possamos. Nom para lhes presentear sorrisos, fotos e titulares.

Recolho e traduço de AlasBarricadas esta proposta anarquista que pranteja o canário Ruymán Rodríguez e que, segundo ele, poderia acabar com a falsa disjuntiva entre anarquistas sociais e insurretas (e de ambas com as autónomas); além de criticar a quem claudicou do anarquismo e agora pede rebaixar a crítica cara determinadas instituiçons ocupadas por determinados partidos; soa-vos de algo?:

Já tenho comentado em alguma ocasiom que para mim a polaridade entre anarquismo social e insurreccionalismo é artificial. Tenho concluído que só há anarquismo contemplativo (exclusivamente teórico) e combativo (principalmente prático). No entanto, reconheço que há a quem isto lhe possa resultar insuficiente.
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Compostela Aberta para Guiris: Cidade Peonil pensando só no turisteio!!

Há uns dias lim na imprensa local umha Carta ao Diretor no que um cidadá residente em Compostela botava pestes contra o governo do concelho polo feche ao tráfico rodado na Avda Joam XXIII; onde (oh casualidade!) está ubicada a dársena de autobuses vindos de afora cheinhos de vissitantes foráneos.

É norma do pseudojornal, onde lim a crítica, publicar toda quanta protesta lhes chegue e que lhes serva para ponher a feder ao governo local; mais neste caso que trato acho que lhe assiste toda razom ao residente indignado polo corte de tráfico nessa zona. E isso que por mim faria pionil toda a cidade (pero nunca faria exclusiva só a zona guiri)
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Descerebrados pintan esvásticas na fachada do C.S.O. A Insumisa (A Corunha)

Colo tal qual da sua web:

A mañá do pasado luns a fachada do Centro Social Okupado coruñés A Insumisa amenceu decorada cun puñado de esvásticas, pintadas con rotulador, superpostas ao letreiro da okupa. Evidentemente o asunto non reviste moita importancia: algún descerebrado pretendeu, con tan insignificante xesto, descargar a frustración que lle produce a boa marcha de tan activo e prolífico Centro Social. Nunha cidade de máis de 250.000 habitantes ten que haber de todo, pero aquí os nazis son absolutamente marxinais e anecdóticos, probablemente haxa máis xente nesta cidade que beba os seus ouriños, ou que se dediquen a domar iguanas que verdadeiros seguidores de Hitler. É por iso que semellantes mentecatos vense obrigados a descargar a súa frustración ante a boa marcha do movemento antagonista e asembleario con absurdas chiquilladas.
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Aviso para pelegrinas: O que vos contaram da neve na Galiza nom tem que ver nada co clima

Depois de comprovar “in situ” e “de visu” que as e os pelegrinas destes tempos substituirom “ex profeso” os báculos de pau “ad hoc” para peregrinagem -que todas suas predecesoras usavam “in illo tempo”– por bastons de esqui de neve rematados em perigosa ponta ; lanço desde esta minha gávea este aviso intencionado para que depois, ninguém que venha a Compostela com intençons de se lançar costa abaixo por umha pendente nevada, se chame a engano:

Se algumha vez estando por vossas terras do além, escutáchedes dizer alguém que na Galiza havia moi boa neve e mesmo se alguém algumha vez vos comentou que nosso presidente tinha grande gosto por ela; nom se estavam a referir a precipitaçom de cristais de gelo agrupados em flocos ou folerpas e formados pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera nem aos próprios flocos desses cristais. Acho que há um pequeno erro de interpretaçom léxico pois a única estaçom de neve que há na Galiza é a de Cabeça de Manzaneda que está ubicada bem longe de Compostela e penso que nom há nenhuma ruta oficial entre ambas localidades que figure entre os múltiples caminhos de glória que chegam agora a Compostela.
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