Arquivo da categoria: criaçom literária

Homenagem a Iosu Expósito – Eskorbuto – no seu 25 cabodano. Amor fraterno

Um dos meus irmãos, Jesús, é o autor deste magnífica e magna homenagem a Iosu, guitarra e segundo cantante do grupo punk vasco Eskorbuto. “Ya No Quedan Mas Cojones Eskorbuto A las Elecciones”. “El rock no tiene patria, ni siquiera la vasca”

Assim apresenta na rede seu trabalho recolhido num surpreendente vídeo-criaçom, autoria de Violet Vox (que é quem sae no vídeo de quando em vez): “Em 31 de Maio cumpriu-se o 25 aniversário do passamento de Iosu Eskorbuto. Nunca saberemos o ke nos poderia ter deixado se nom se tivera ido tam pronto. Só sabemos o ke nos deixou: o punk mais lúcido, honesto e raivoso de todos os currunchos deste puto planeta. Agora e sempre Eskorbuto presente! Com todo o amor e respeito para sua família, em especial Unai e Jose”.
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OXALÁ PUDÉSSEMOS EXPULSAR A EUROPA DO CONTINENTE EUROPEU.- Apologia da Deserçom x Pedro García Olivo

Sabes? Depois da Deserçom, transcorreu um tempo
em que se prestava tam pouca atençom a si mesmo
que as suas ideias pasávam-lhe case desapercebidas;
e tinha que apresa-las cada noite ante o papel
para nom equivocar-se de pensamento polas manhãs
e lembrar aproximadamente
quem era esse que acordava no seu corpo…?
De “El irresponsable”

Di o meu Documento Nacional de Identidade que eu som espanhol, súbdito dum Estado que forma parte da Uniom Europeia.

Nom som tal! Nom quero ter nada que ver co que fai Europa contra boa parte do resto do mundo: massacres, genocídios, etnocídios!

Eu nom pecho as portas da minha morada ás gentes doutras terras; eu nom temo ás emigrantes, porque sego emigrando dentro de mim e nom figem umha outra cousa mais que migrar ao longo de toda minha vida.

Eu nom crio na parvoíce de votar cada x anos, para mudar de tiranos, de déspotas ás vezes remoçados, de aspirantes a amos que Si Podem.

Eu nom admito mais naçom que o caminho; e atorménta-me que hoje os caminhos ofértem-se só como espirituais, quando nom como espirituosos, pois já se pecharom as sendas para as nómades de verdade.
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Amnistia Fiscal de Montoro – Choio para amiguetes riquinhos??

Umha vez confirmada que a Amnistia Fiscal de 2012 de Montoro vem de ser anulada polo Tribunal Constituiçonal espanhol por inconstituiçonal e por legitimar o fraude. E umha vez que a sentência sinala que a amnistia “vem legitimar como opçom válida a conduta de quem, de forma insolidária, incumprirom seu dever de tributar de acordo coa sua capacidade económica, e vírom-se numha situaçom mais favorável que a de quem cumpriram no seu prazo suas obrigas contribuitivas”.

Tendo em conta isso e sobretudo o matiz de que, pese tudo, o T.C. avala e dá por boas as declaraçons feitas polos mais de 31.000 defraudadores beneficiados dessa amnistia de 2012 que permitiu-lhes regularizar o dinheiro evadido pagando só o 3% do total das quantidades eludidas e sem intereses de demora, nem recargos adicionais, nem investigaçons penais, a jogada de Montoro só pode ser considerada como um exitaço para os seus. Visto o visto, agora fontes jornalísticas de prestigio (ver foto adjunta) sinalam que Cristobal Montoro prepara umha outra Amnistia Fiscal para resarcir de danos aos seus amigos e a quantidade de famosos que se estám descobrindo nos últimos anos como defraudadores de muitos milhons. A publicaçom da lista de afortunados é aguardada com ilusom polos proprietários das grandes fortunas, com essa mesma fantasia de quando crianças esperavam a chegada dos regalos dos reises magos e papa noel.

Para desmemoriadas colo acá o vídeo gravado quando fora anunciada por Rajoy e Montoro a 1ª Amnistia Fiscal; se bem as nossas fontes já nos avissarom de que a 2ª promete ser muito milhor preparada e mais abondosa e generosa, de tal jeito que quando o T.C. nom tenha umha outra que declara-la tamém nula poderá avalar as novas declaraçons que, nesta volta, só vam ter que pagar menos do 1% do roubado: Continuar lendo

“Guiom para banda desenhada, se quadra…” Meu aporte á Revista Abordaxe nº6. Já nas ruas!!!!:

As minhas compas de Abordaxe! já figerom público no seu blogue (acá) a saida ás ruas do último número da revista em formato papel, o nº 6!!, na sua entrada tendes acesso ao texto editorial e mais ao índice dos contidos e os modos de fazer-se com um ejemplar (com os pontos de distribuiçom gratuita) e mesmo umha sua ligaçom para poder lê-lo ou imprimi-lo em formato pdf. Desde acá vos convido a vissitar seu blogue para saber mais, da revista e do que quiger. Mas tamém fago público acá, agora que já está editado e publicado, o meu aporte para este número:

Guiom para banda desenhada, se quadra…

Día: 6 de janeiro de 2048 (Ano100000000000 no calendário binário )
Hora do vermut
Lugar: Compostela (pode ser adaptado para qualquer outra cidade do mundo)

Cena 1 a representar em vários quadrinhos segundo avança a conversa (os pitidos do telemóveis podem dar o passo dum a outro):

Mesa baixa bar Medusa, um home e umha mulher conversam sentadas em torno a uns copos médio cheios (ou médio vazios), cada quem tem nas suas mãos os seus telefones móveis última geraçom (nota para desenhadora: umha delas, a tua eleiçom, tem o tegrado configurado para pessoas esquerdeiras) e a carom de cada quem há umha especie de casco de moto com patas, as suas roupas nom difirem muito das que usam agora a gente “guapa” porque léva-se a moda retro do ano 2015: Nos planos dos sucessivos quadrinhos da sequência pode haver distintos enfoques; nalgum vem-se umhas mãos mecánicas sobre a barra, desde dentro, em atitude de preparar um coquetel.  Nom se vê nenhuma outra pessoa humana no local.

 Diálogo:
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Sábado 27 em Compostela “Dupla Jornada de Hip-Hop: FURNIER & LA ISLA DEL TESORO APRESENTAM…”

Meu bo amigo Adri, “Furnier”, nom para de argalhar atividades diversas co galho de dar a conhecer o verdadeiro mundo do Hip-Hop, esse que nasceu nas ruas como movemento rebelde e que como tal tem que seguir por muito que alguns interesados no dinheiro pretendam fazer delo um simple negócio e desvirtuem sua história e sua essência.

Assim no Sábado 27, tal como me fijo chegar num seu correio, “Furnier” junto a “La Isla del Tesoro”, convidam a umha jornada de projeçons e música ao vivo coa seguinte programaçom e lugares de desfrute:

-Ás 20:00h no local “EL TESORO SHOP” (rua Poza de Bar nº3) Apresentaçom do videoclip “HAROLD SMITH” de FURNIER e da entrevista com LA ISLA DEL TESORO, ambas realizadas por SHIR-KHAN FILMS.

-ÁS 22:30h na Taberna “O’ POZO” (Ruela das Ánimas nº1) Atuaçons de:
FURNIER & LAROCK (showcase)
DJ LA ISLA DEL TESORO
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“O «H» apenas umha letra diacrítica com espíritu de crítica”.- Meu contributo ao “Boletín Abordaxe” nº 19 do mês de maio

As compas de “Abordaxe” pedíram-me se poderia escrever algo relacionado coa data da festividade das “Letras Galegas” porque pensavam adicar-lhe á temática da língua o nº deste mês de maio, misturado com a outra data sinalada neste mês: o 1º de maio em homenagem aos anarquistas assassinados em Chicago em 1891. Agora venhem de tira-lo do prelo e faze-lo público no seu blogue (para sua leitura, descárrega e distribuiçom, clicade acá). Eu colo acá o artigo que, com o título do cabeçalho desta entrada na minha bitácora, escrevim para a coluna “Vento de Través” da sua contracapa e o acompanho do genail desenho de Mincinho para o Portal Galego da Língua. Sinalar que as compas de Abordaxe tamém dam pulo neste seu Boletín nº 19 á minha resenha sobre a nova ferramenta subversiva, contrainformativa e anarquista galega “A Irmandade da Costa” colo tamém ao final o sumário:
O «H» apenas umha letra diacrítica com espíritu de crítica.

Digeróm-me de escrever algo sobre as letras galegas e mirei de gabar aquelas que fam do meu galego, umha língua peculiar ; aquelas com som ou sons que dam razom a quem avogamos pola reintegraçom, porque abrangem a nossa peculiar fonética (essa que nos fai diferentes no falar índa que empreguedes um idioma alheio). Mas acho que é um tema abondo tratado por lingüistas que conhecem muito milhor do que eu essas «peculiaridades», assim que optei por falar do «H» (“agá”), do que damos em dizer que é umha letra muda, se bem -como aponta o Doutor brasileiro Simônides Bacelar na sua Palestra «Aspectos correntes em terminologia médica»– falar de «H» mudo é  questionável, pois mudo é quem nom fala, e prefire falar dele como «nom vocalizado».
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Hábitos de Leitura versus Estupidez

 “En el otoño del 98, en pleno centro de Buenos Aires, un transeúnte distraído fue aplastado por un autobús. La víctima venía cruzando la calle, mientras hablaba por un teléfono celular. ¿Mientras hablaba? Mientras que hacia como que hablaba: el teléfono era de juguete”.
Eduardo Galeano “Patas Arriba. La Escuela Del Mundo Al Revés”

Havia bem tempo que nom via umha cena como a que acabo de viver: Um home novo ia caminhando a modinho polo campus e ia lendo um… LIVRO de papel !!!!

E nom, nom era um livro de texto (nas épocas de exámes índa podes vêr gente moça polo campus botando as últimas olhadas aos livros de texto denantes entrar nas aulas), senom umha NOVELA !!!!

E além era humano, pois erguia sua cabeça de quando em vez por ver de nom tropeçar com ninguém na sua boa andança literária!!!
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