Arquivo da categoria: criaçom literária

“Revoluçom Anarquista na Manchúria (1929-1932)” Entrevista a Emilio Crisi, autor do livro sobre esta desconhecida revolta anarquista

Há já tempo caira nas minhas mãos o livro “Elogio de la anarquía por dos excéntricos chinos del siglo III” da editora “Pepitas de Calabaza” que vinha a desmontar essa ideia de que o anarquismo nasceu na Europa de finais do século XIX e que denantes nom houvera nenhum teórico anarquista na história mundial. Agora venho de saber destoutro livro “Revolución Anarquista en Manchúria (1929-1932)” da editora argentina “Libros de Anarres” graças á entrevista que lhe figerom, ao seu autor Emilio Crisi, recém no site brasileiro, libertário e autogerido “El Coyote” co galho da ediçom do livro em português que será lançado em breves pola editora anarquista brasileira “A Faísca Publicações Libertárias” que vêm a dar uma oportunidade de conhecer esta revolta tam longana e da que tam pouco se fala nos ambientes libertários e/ou anarquistas europeias pese a ter tido lugar num periodo recém da história da humanidade.

É o que tem viver imersas numa cultura eurocentrista que nom nos deixa ver mais alá do que alcança nosso olhar. Por isso é mais necessária do que nunca aprender a deconstruir-nos e desbotar longe de nós todas quantas aprendizagens temos metidas nos nossos miolos que nos limitam a vê-lo mundo só desde uma prisma ocidentalizada que despreza e desconhece tudo quanto nom atanhe a essa visom europeizante que divide o mundo em colonizadores (listos, ghuapos e irresistíveis conquistadores) e colonizadas (inhorantes, quase animais e todas iguais e feíssimas).

Cópio e colo a entrevista e mais o vídeo que recolhe a apresentaçom que se figera da ediçom argentina em julho de 2015 na Biblioteca Popular “José Ingenieros” de Buenos Aires; ediçom á que tendes acesso a sua descárrega livre em pdf nesta ligaçom
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“Irmandinhas” Peça microteatral sobre os cárceres

Lá por 2014 escrevera esta peça curta a petiçom das “Bichas lerchas”, um grupo de compas envolvidas numa experiência teatral já desaparecida (se bem alguma delas segue ativa nesta arte dramática) coa que montaram (juntando textos escritos por outras pessoas, das que agora mesmo só lembro a Santi Cobos) sua obra de denúncia da situaçom dos cárceres focalizada nas mulheres, e que teria sua estrena co galho da II Feira do Livro Anarquista de A Guarda celebrada a finais de abril desse ano. A mesma foi representada num domingo de sol na praça de S. Benito desta vila marinheira com grande sucesso e assitência e depois rulou por algum outro lugar da cena antisistema.

Agora, abrumado pola notícia segundo a qual é uma mulher, Gina Haspel, a nova máxima responsável da fabrica de torturar que é a CIA, que além tem sona de ser tamém uma experta na matéria; publico neste meu blogue a versom atualizada e corregida desta minha colaboraçom á que pugera de cabeçalho o título de “Irmandinhas”:
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“Mirando de esguello o concepto de revolución” e “Nem um só rabunho”. Dois novos artigos para instruir-se e debater na web de Abordaxe

A web de Abordaxe segue sua andadura belicosa polos mares revoltos enchíndo-se de contidos; assim na semana que levamos cumprida deste mês de março já figuram dentro da nossa santa-bárbara novas muniçons cargadas de pólvora para luitare contra nossas inimigas. Na seçom de “artigos” vêm de incrementar-se com duas opinions geridas polos miolos das tripulantes embarcadas nesta travesia:

“Mirando de esguello o concepto de revolución” texto assinado por Belisario Castrón, na que o autor di que “escribo este texto coa ousadía e o impulso irreverente de cuestionar un concepto asociado a boa parte das ideas socio-políticas transformadoras existentes desde os albores da revolución francesa: o concepto de revolución”

«Nem um só rabunho» – Resposta aos libelos «Puñaladas al nacionalismo» texto assinado por este menda, O Gajeiro Arredista (coa colaboraçom das minhas compas de Abordaxe) no que quiger “fazer umas leves críticas a algumas ideias quitadas dos escritos recopilados polas autoras de dois libelos publicados recém num site contrainformatvo anarquista da capital “das espanhas todas”.
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“El ABC de la Europa racista” de Daniela Ortiz. Libelo sobre o racismo colonial europeio

Recolho (e traduzo) do seu muro duma rede social e colo alguma das suas clarividentes páginas:

Acá podedes descárregar El ABC de la Europa racista completo em PDF (em castelám):
“El ABC de la Europa racista” é um pequeno livro feito desde o carinho e a digna raiva sobre o racismo colonial europeio.
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“Onte fixo catro meses” x Elena Buch – Palavras sobre a vaga de lumes do outono passado

Recolho, com o permiso da autora, do seu muro duma rede social, este magnífico texto assim coma as imagens que o acompanham. Um texto que fala de sentimentos de tristura e de amor á nossa terra; de nojo para o fascismo e o capitalismo que estám a transforma-la e destrui-la; e no que se fai um convite a luitar para recuperar este país das fauces do mostro depredador. Colo (mantendo sua grafia original) e convido a sua leitura pausada:

Onte fixo catro meses.
Catro meses dende o 15 de Outubro, dende a masacre que calcinou unha Galicia xa sentenciada.
Eu xa non estou deprimida; custou, non ía custar…
Saimos camiñar, coma tantos días… a ser conscientes, a documentar, a brutalidade dos tempos que nos tocaron vivir.
Miramos cadáveres, esqueletes de árbores ó noso redor. Unha carballeira centenaria calcinada; encolle o corazón pensar en quen a plantou, doe de verdade; estarase a revolver na súa tumba, de seguro, doe.
Sempre penso, imaxino estes camiños, carreiros, quiringostas, devesas… e o movemento que nelas houbo; persoas co seu leghón ó lombo, traballando. Traballando e desfrutando, moendo e cantando; asubiando, berrando… falando. Podese chegar a escoitar os pasos, e os bramidos dos animais. Escoitar a auga, a Vida. Agora non se escoita nin o píar do ferreiriño, nin se miran as pegadas da corza… Continuar lendo

APONTAMENTOS PEDANTES SOBRE O AFFAIRE DO PREGAO x Quico Cadaval

Recolho e colo (tal qual) da sua página duma rede dessas que chamam sociais:

(Este texto está escrito em galego internacional, chamado português, para facilitar o trabalho dos vossos tradutores de internet. De nada)

OFENSA.- Parece que hai pessoas que se sentem ofendidas ao ouvirem ou lerem algo, senten uma estimulaçao cerebral acompanhada de taquicárdia e outras manifestaçoes psicosomáticas. Aconteceu-lhe a alguns ao ler o que lhe disseram ao redator, que parece que ouvira um matrimónio na praça do Toural, na efusao do pregao das festas do entroido de Santiago. Eu entendo perfeitamente esses sentimentos e manifestaçoes físicas associadas, porque eu ofendo-me com frequência. E tomo medidas para dar saida á minha indignaçao. Por exemplo: Eu levo sem ler os jornais desde o dia 1 de outubro/17. Constantemente lia en jornais antigamente discordantes, ofensas unánimes á minha inteligência, á minha sensibilidade e aos principios democráticos nos que se sustenta a nossa convivência. Que foi que eu fiz? Mandar ameaças aos midia em questao, ou objectos incendiários contra as suas instalaçoes, ou sombrias insinuaçoes do gênero “sei aonde vao á escola os teus miudos” referindo-me aos filhos dos criadores de opiniao.Nada disso, nem solicitei que lhe fossem retirados os subsídios públicos que sustentam a sua liberdade de expressao. Simplesmente, deixei de ler esses dignos cabeçalhos. Mas nao, agora instalou-se uma cultura de inspiraçao futbolística que nos permite o linchamento e posterior julgamento duma pessoa, neste caso, Carlos Santiago, um tipo viciado na liberdade de expresao, para maior ofensa.
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[Brochura] 100 anos depois da Contrarrevoluçom Bolchevique.- Memória histórica sobre a destruiçom das nossas luitas

Tal como comentei na minha entrada na que dava conta do meu enrole ao novo projeto de Abordaxe!, agora especificamente como Editorial Anarquista Galega, venho de colar nessa web a brochura 100 anos depois da Contrarrevoluçom Bolchevique.- Memória histórica sobre a destruiçom das nossas luitas em versom galega, que vos animo a lêr ou mesmo descarregar de balde nesta ligaçom á entrada publicada na web abordaxe.org

Versom em galego: Editorial Abordaxe! Fevereiro 2018

Versom Original em catalám: Editorial Segadores (antes Josep Gardenyes) Novembro 2017
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