Arquivo da categoria: História

25 de abril; Sempre?? – O papel da rádio na revolta dos cravos portuguesa

Co galho desta data histórica do pais vizinho, figera lá polo ano 2006 este meu programa na Rádio Kalimera (a rádio livre de Compostela). Nele tratei de abordar umha vissom particular do papel jogado pola rádio como médio de apoio à revolta do nosso pais irmão. Umha revolta que, de início, tras o derrocamento do Ditador, prometia muitíssimo, mas que ao final ficaria em caseque nada coa volta ao poder dos representantes mais recalcitrantes do Capitalismo excluinte e com seus impulsores mais aguerridos e rupturistas no cárcere.

25-de-abril-de-1974-12-728 Hoje, treze anos depois da sua primeira emissom no meu programa Comochoconto, volto a colgar neste meu blogue o aúdio para quem queira escuta-lo:

Tamém podedes descarrega-lo em dois formatos, clicando em Continuar lendo

Programa Comochoconto -A ablaçom ou mutilaçom genital feminina (MGF)

Hoje 6 de fevereiro é um desses dias nos que, organismos internacionais, decidem adicar-lho a algum tema polémico mundial do que falar só nesse concreto dia nos falsimédios para depois volver garda-lo no baul dos maus recordos até o seguinte ano na mesma data. Eu nom acostumo fazer seguimento de tais comemoraçons por entender que, estes lavados de cara, som um gesto mais da hipocrisia geralizada no mundo do Capital e do Consumismo dos paises que se autodenominam “civilizados” ou “desenvolvidos”. Assim hoje nos informativos matinais da TVE davam conta desta “efemeride”, cuja denúncia, por estes lares, tem certo pouso “xenófobo” ao assinalar esta bárbarie contra o corpo das meninhas como próprio de certas religions e culturas alheias a estes lares e coa mesma negam que no estado espanhol se poidam estar realizando estas brutais práticas sob o rotundo argumento de que é delito!! Como se isso bastara!… Tamém é delito roubar e nom há político com alto cárrego que nom enchira seus petos durante seu mandato co dinheiro de todas. Além indicam que nestes lares a preocupaçom é impedir que as meninhas sejam levadas aos paises de origem de seus progenitores para que se lhes practique lá tal “barbárie” e denunciam que é dificil de evitar porque há familias que deixam lá suas filhas uma vez que lhes praticam a mutilaçom… É dizer culpabilizam as famílias e seus paises de origem e assim seguem criminalizando as emigrantes e permíte-lhes, uma vez cumprido o trámite de falar um dia sobre elo e depois seguir olhando de esguelha esta problemática até o vindouro ano.

ablacion

Quando publiquei uma entrada nesta bitácora na que expressava a minha confussom e surpresa diante dalgumas das aportaçons que estava a receber a campanha #PrimAcoso, recebim um comentário no que se me respostava com estas palavras: “Tamén nalgunhas culturas cortan o clítoris por tradición e estética. O problema é cando a persoa chora de dolor e non quere”. Nom sei que lhe motivou a esta pessoa a enviar-me esse comentário; mas retrotraeu-me a quando no ano 2007 emitira um programa na Kalimera sobre este tema da MGF (depois remitido em outras ocasions) e mantivera um debate com um home que pretendia que a MGF era comparável e basicamente igual que a circuncisom masculina, á que este home tildava de mutilaçom.

Colo acá agora este programa para quem queira ouvir a minha opiniom ao respeito:


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[Tarajal, Ceuta] 5º cabodano do assassinato impune de 15 migrantes a mãos da Garda Civil (vídeos)

Republico este artigo que vira a luz há um ano no 4º aniversário deste assassinato e que, por suposto, segue impune.

Dizer que tudo isto acontecera baixo o governo de Rajoy e o PP mas nada mudou coa chegada de Schez e a suposta esquerda ao governo espanhol com respeito á chegada de gentes vindas doutros lugares em busca duma vida milhor que a que suportavam nos seus lugares de saida e fuga. Miles de homes, mulheres e crianças provintes de paises empobrecidos durante séculos polas máfias de escravas, polas guerras de interés das colónias imperialistas europeias e norteamericanas e polo expólio orquestrado mesmo desde organismos internacionais para repartir-se de jeito descarado as riquezas naturais desses lugares. Só lembrar que quando Schez chegara ao governo soltara um seu oportuno discurso ao respeito do direito irrenunciável a salvar vidas no Mediterráneo por riba de tudo e recebera, em contra da opiniom do resto de governantes europeus, ao navio ‘Aquarius’ com honores e concedera aos migrantes que viajavam nele os papeis necessários. Mas só fora um gesto cara a galeria… Pura hipocrasia!! Pouco tempo depois, o mesminho governo de Schz, proibia atracar ao ‘Nuestra Señora del Loreto’, um barco espanhol que levava mais duma semana á deriva em pleno inverno e com temporal com doze migrantes recolhidos do Mediterráneo porque nenhum governo europeu se dignava a dar-lhe permiso de atraque. Em janeiro deste ano já se esquecera Schz daquilo do direito irrenunciável a salvar vidas e a ONG Proactiva denunciava que as autoridades espanholas impediam ao barco ‘Open Arms’ zarpar cara ao Mediterráneo central tras proibir-lhe sair do porto de Barcelona, onde está atracado e retido em consonância coa política migratória do resto de Europa.

“Nom entendo como uma história tam importante como esta, uma história que nos afeta tanto, pode ser tam desprezada” Hervé, sobrevivente do Tarajal

Tal dia coma ontem há 5 anos acontecera um dos momentos mais sinificativos da política migratória espanhola (e europeia) quando eram assassinados a tiros de balas de borracha, cartuchos de fogueo, botes de fume e paus, 15 das pessoas que tentaram cruzar a nado desde Marrocos até a colónia espanhola de Ceuta pola praia do Tarajal. Um tema que ja tratei no seu dia nos blogues de Abordaxe fazendo referência a quem na altura dos assassinatos era o diretor e responsável político da Guardia Civil, e como tal negara com rotundidade os feitos, o “camisa azul ferrolá” Cuco Fdez de Mesa aquele que se figera pintar um quadro onde luze uniforme militar cheio de medalhas para figurar no Panteom de assassinos com lustres da Benemérita e mais ao ministro hipócrita do ramo, o “opusino” Jorge Fdez Díaz, a quem vistas as evidências nom lhe ficou outra que admitir dias depois o uso de armas contra as migrantes pero só co galho de “disuadir-lhes” (1, 2, 3, e 4).

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Um curioso “zasca” que me remitirom co galho do Dia das Letras

No ano passado publiquei por estas datas uma crítica ao Depor pola sua peculiar jornada na que, na data festiva do Dia da Letras Galegas, junta equipas de futebol de crianças de toda Galiza e fai do castelám o idioma único da mesma. A minha intençom nom ia tanto em criticar só a nefasta política lingüistica das equipas desportivas senom a perda de falantes entre as crianças e a hipocrasia desta jornada.

Neste ano nom estivem ao tanto do que se passou mais que nada por estar longe da Galiza e das ondas da RTVG; pero ve-se que alguma resentida polo meu escrito tivo a bem enviar-me um comentário á notícia antes mentada (e que venho de publicar ao retomar esta minha bitácora) com um curioso cabeçalho em perfeito castelám: ZAS!!! Entoda la boca!!! e a ligaçom a este vídeo que colo:

Por curiosidade fum mirar á página do clube por se era uma mudança na sua política lingüistica e coa mesma assumir o “zasca” recebido como correspondia. A verdade é que tinha esperanças de que assim fosse e mesmo estava ilusionado por tal envio e por publicar uma rectificaçom e meu apaluso a tal câmbio. Mas para meu desgosto todo meu gozo num poço:

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Sentência do Caso “La Manada”: Nom é uma aberraçom jurídica; assim é a Justiça democrática que temos

Quem segue mantendo este Sistema com seus votos, que saiba bem o que está permitindo e mantendo: Juízes, Militares e Forças Policiais nom vivirom nenhuma “transçom” á “memocracia”; nem sequer figeram um paripê de limpeza e os mesmos que estavam na elite de ambas estruturas do Poder sob o franquismo seguirom estándo-lo com a “merdocracia” (como mínimo 10 dos 16 juízes que tiveram praça titular no Tribunal de Orden Público franquista, o temível TOP, foram ascendidos e se passarom a ser magistrados do Tribunal Supremo ou da Audiencia Nacional; e os que nom o forom foi porque lhes chegou sua hora de jubilaçom ou de criar malvas nom porque fossem repressaliados por protofascistas, dado que todos o eram posto que juraram obediência ás leis franquistas, tal como tamém figera Juan Carlos I rei emérito); depois e agora som suas milhores alunas e alunos as que agora ditam estas sentências tam favoráveis para os intereses da doma e castraçom do povo e de anulaçom das suas faculdades para pensar e analisar a realidade circundante por se mesmas.

A sentência do caso de “La Manada” NOM É ALGO ÚNICO NEM INSÓLITO
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Loquillo: “Me importa un pepino lo que haga un rapero”

Nom lhe bastou a esta personagem passar á história da música espanhola polo seu gram ego, quando junto ao Sabino Méndez protagonizaram uma das pelejas mais sonadas da década dos oitenta que rematava em 1989 quando o cantante prescindia do seu compositor, letrista, guitarrista e amigo, ou seja da alma mater do éxito de quem só punha a sua voz. Se bem anos depois voltaram juntar-se e reconheceram ambos que: «Todo fue un choque de egos»

Agora vem de sair a palestra mediática tras a entrevista publicada o domingo passado no jornal El Periódico sob o cabeçalho LOQUILLO: “ME IMPORTA UN PEPINO QUE UN RAPERO ENTRE EN LA CÁRCEL”

Tras o escándalo que provocou dita sentência e outras perlas ególatras do tipo “Nos han censurado a todos veinte veces. ¿Qué? Hombre es que si tú te arriesgas te parten la cara. Esto va así. Y siempre ha sido así. Nos lo han hecho a nosotros,..” ou outras saindo pola tangente Tabarnia C’s: “Me preocupa mucho más que amenacen a Coixet y Serrat. ¿Me entiendes? Eso me preocupa muchísimo más” agora vem de tirar um seu Comunicado feito público nas redes sociais na que tanto o cantante como sua oficina de imprensa manifestam entroutras coisas  que o titular publicado por El Periódico é capcioso e falso e nom se corresponde com as suas manifestaçons, nem na sua forma nem no seu sinificado, como demonstra uma gravaçom que Loquillo aporta (justo a sua trascripçom literal) para exiger do jornal uma rectificaçom e resservam-se o direito a tomar quantas açons fossem necessárias para reparar o evidente perjuízo causado a sua imagem (e nom se refirem a sair junto a Butanito numa foto).
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[A Corunha] Quitade vossas sujas mãos do “Germinal”

Venho de saber graças ás minhas compas envolvidas no projeto informativo anarquista “A Irmandade da Costa” que o concelheiro mareante da cultura institucional da cidade herculina, José Manuel Sande, conhecido ex-okupa e ex-ativista sócial, vêm de ofertar, em 19 de abril, 120.000 euraços das arcas munícipes para sua nova linha de subvençons para que as artistas de vanguarda compitam entre si por quantiosas subvençons de até 3.600 €. Sande sinala que tal competiçom será em regime de concurrência co galho de “apoiar ao tecido local vinculado ao âmbito das artes cénicas, da música, do livro, da audiovisual ou outro tipo de manifestaçons artísticas”.

As compas de “A Irmandande” no seu artigo anónimo (dado que ninguém assina tal), qualificam Sande de “Caradura”, polo feito de que, a dita linha de subvençons, decidiu ponher-lhe o nome de “Plano de Apoio á Criatividade Grupo Germinal, em suposta deferência e em especial homenagem ao Centro de Estudos Germinal (*), do primeiro terço do século XX, e que estivera relacionado com a cultura operária, o movimento libertário e a história política e cultural da cidade de A Corunha. Eu teria tirado dum qualificativo menos generoso para definir a quem apresenta esta linha de subvençons no mesmo dia no que seu chiringo político aprovava a ordem de despejar o CSO A Insumisa e davam um seu ultimatum de 8 dias a contar desde já para que as ativistas culturais envolvidas nesse projeto marchem polas boas das dependências da antiga Comandância de Obras, depois de tudo quanto figeram para acondicionar este espaço e dotar de vida social a umas ruinas, ou senom ameaçam com tomar as medidas necessárias para botar-lhes á brava.

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