Arquivo da categoria: História

Opinions muito interessantes sobre os lumes – “Se buscam culpáveis que se mirem num espelho”

“O lume do ladrom arde por debaixo e por enriba, nom”. refraneiro popular galego

Colo acá as ligaçons a 3 artigos que, ao meu entender, ajudam a calibrar a magnitude da tragédia que sofremos na Galiza e mesmo no Portugal e alguma coisinha mais falando de lumes:

– Sobre incendios Forestais – assinado por “Un dos do lume”; e que recolhim da minha página amiga A Irmandade da Costa, do que vos colo seu início: “Eu son brigadista da empresa SEAGA na provincia da Coruña. Este fatídico fin de semana acababamos de ser recontratados (*) para o dispositivo antiincendios, ainda así ninguén nos chamou para actuar. Gustaríame facer unhas pequenas reflexións soltas sobre esa e outras cuestións relativas á vaga de lumes”.

– Miguel Ucles, as verdades dun bombeiro que estivo nos peores lumes: “Menten descaradamente”; entrevista assinada por Xurxo Salgado no jornal digital Galicia Confidencial . Colo acá a entrada na matéria: É o presidente da Plataforma de Bombeiros Públicos de Galicia. Estivo todo o domingo dun lado cara a outro no sur de Pontevedra para tentar facer fronte ás lapas nos peores incendios, os de situación 2. Viviu tensión, terror, medo, indefensión… pero sobre todo, moita solidariedade. A de centos de veciños que saíron a axudalos cando máis o precisaban. Sobre a coordinación, os medios e os efectivos dos que fala a Xunta é contundente: “Menten descaradamente”. E sabe do que fala. Estivo loitando contra os lumes durante 24 horas.

– El cártel del fuego (I e II) uma reportagem da ctxt assinada em Lisboa por Daniel Toledo; publicado em duas partes (é extenso e íntenso e recomendo a quem coma mim costa-nos lêr textos longos na pantalha, que os cópie e cole num documento de texto e imprima) em 12 e 27 de setembro. Está em castelám e fala da existência duma investigaçom judicial que revela que existe uma máfia empresarial que tem conseguido 250 milhons de euros públicos amanhando concursos de extinçom de lues com médios aéreos ligada a políticos com cárregos públicos que derivaria umha parte importante dos fundos destinados a prevençom de incêndios vam parar, de maneira fraudulenta, a empresas de extinçom com um passado legal mais que duvidoso.
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5ª feira, joves 19 ás 20 hs no CSA do Sar: Apresentaçom da ediçom galega do livro “Requiem por unha viaxe sen retorno” de Nikos Romanós

Recebo na minha caixa de correios esta convocatória de “algunhas Individualidades Anarquistas” que seguem na brecha do projeto informativo anarquista galego “Abordaxe”. De feito tudo o recaudado irá destinado a financiar seu novo projeto editorial Abordaxe.org que já está ativo na rede e onde ficam a disponibilidade de quem quiger vários artigos, resenhas e mais as diversas publicaçons que se foram editando em torno a “Abordaxe” (revistas, boletins e mais material) e que segundo o que apontam na sua web som “froito da necessidade de confrontar e gerar ideias e debates-chave numha realidade na que naufragamos presas da democraticidade e o mercado das opinions, e da intençom de investigar e recuperar a memória respeito das luitas contra a dominaçom e dos tecidos comunitários e autogeridos que ligarom Galiza e outros territórios do mundo durante longo tempo”; e dentre suas prioridades está sua intençom de plasmar esta tarefa a través das suas publicaçons que editam “para fornecer estas luitas no presente, e por suposto, visibiliza-las”. Tudo elo encaminhado a reformular o projeto Abordaxe como editorial, mantendo tamém a revista, que é onde milhor e com mais sanha destripam o cadáver desta sociedade autoritária e onde mais alegremente passam pola quilha os princípios que a sustentam.
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“ESPAÑA ES FALSA” Videoclip de Samyone

Recolho da rede este vídeo autoria do rapero Samy X colgado na plataforma de youtube; ao qual cheguei ao recolher críticas ao dia da hispanidade (tamém chamado dia da raza polos fascistas), num seu comentário ao texto-mensagem publicado por Kaire Banish (que vos colo traduzidos junto á imagem que acompanha ao texto, de seguido)
Mensagem para gente que di que o colonialismo rematou x Kaire Banish:
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Hoje 12 de outubro – “Dia de Resistência Anti Colonial, de Rebeldia Antirracista” x Daniela Ortiz.

Recolho (e traduzo) de Daniela Ortiz este seu texto publicado ontem na rede. Volto a recorrer a ela para ajudar a dar pulo a um texto que, quanto menos a mim, fai-me olhar desde umha outra vissom, dás de quem sofrem a opressom colonial e racista:

Hoje 12 de outubro venhem-me lembranças de fai 8 anos quando, umha companheira de turma na Faculdade de Artes da Universidade de Barcelona, maltratou-me em frente a dois professores e umha sala repleta durante a apresentaçom de meu trabalho quando contava algo sobre Guaman Poma de Ayala.

A.E, essas som seus iniciais, fitou-me com muito ódio, com muito desprezo, enquanto de sua boca saíam essas já muito repetidas palavras pola populaçom eurobranca, “isso passou fai 500 anos, eu nom tenho nada que ver em isso, nom entendo por que tens que falar cá da colonizaçom”, essas palavras que escutamos umha e outra vez para anular qualquer reclamo que tenhamos sobre um sistema colonial que se mantém em pé precisamente com celebraçons como o 12 de outubro como Festa Nacional. Lembro-me do vazio que senti nesse dia, da vergonha, da dúvida absoluta ante meu próprio trabalho, a vulnerabilidade, a impotência.
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Atençom ao dado: “El 38,47% no es el pueblo de Catalunya” Miquel Iceta

Gosto de fazer números e quando escuitei as declaraçons do primeiro secrétario do PSC quitando valor ao que a gente de Catalunya foi votar num referendum (e algumhas receberom a câmbio carinhos dos servidores da ordem constitucional espanhola), o primeiro que me veu a minha cabecinha tola foi que esse dado vinha a pôr em questom a quantidade de gente que se precisa para dar validez a um resultado eleitoral. É tem razom, um 38,47% do eleitorado nom deveria dar validez a nada.

Pero como além de tola, minha cabecinha tamém é retorcida, recabei estes surpreendetes outros dados (bom para ser sinceiro eu já os esperava) que espero fagam reflexionar:

França: Presidente Emmanuel Macron foi eleito tras acadar só o 18,19% do censo na 1ª volta, como nom foi suficinte foram a 2ª volta (só os 2 candidatos máis votados) e tivo um honroso 42,61% na 2ª volta
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“O trabalho da realeza” – Monólogo de Quim Monzó na TV3 em 1994

Colo de youtube de Toklaw, junto ao texto explicativo que acompanha: Monólogo do escritor Quim Monzó no programa “Persones humanes” que apresentava Miquel Calzada, «Mikimoto», e que, no seu momento, tivera enormes consequências.

Casa Real expressou sua protesta oficial polas “opinions ofensivas” vertidas contra a coroa no programa; deu-se por feito que a protesta referia-se em particular ao monólogo de Monzó, além da imagem da infanta Elena no fundo do decorado, que era habitual no programa.
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Sobre privilégios eurocentristas e as magnificaçons das luitas branquistas x Daniela Ortiz

Nom tenho o privilégio de conhecer Daniela Ortiz mas polo que sei é umha ativista e artista multidisciplinar de origem peruano que na atualidade reside em Barna. Cheguei a ela por um seu texto que atopei na rede ao respeito das declaraçons de Julian Assange sobre as mobilizaçons do referendum catalám e coa mesma atopei um outro que ia no mesmo caminho. Agora (traduzidos) vos cola ambas suas reflexons que considero muito interesantes e pranteja questons que poucas vezes som refrejadas por estes lares. Dizer que o cabeçalho é de meu, dado que seus textos nom tinham encabeçamento algum:
Este tipo de declaraçons reforçam o eurocentrismo e consolidam a supremacia branca. Julian Assange dizendo que “O que sucede na Catalunya é o mais importante desde a queda do muro de Berlim”. Desta maneira Assange nega e minimiza a importância e existência da Revoluçom Bolivariana em Venezuela, a Intifada em Palestina, o levantamento zapatista do EZLN, a luita e aboliçom do Apartheid em África do Sul, a queda da ditadura fujimorista em Peru, a resistência do movimento Black Lives Matter ante o racismo norte-americano ou a luita pola libertaçom do povo Kurdo, entre outros tantos processos de luita levados a cabo polos povos racializados e nos territórios das ex-colónias.

Umha das características do branquismo e o eurocentrismo é que magnífica as situaçons vividas por essas populaçons. Os sentimentos, ideias e experiências das sociedades eurobrancas som vistas como cruciais, determinantes e históricas, as opresons para estas sociedades som narradas como as mais ferozes e injustas e suas lutas som lidas como as mais dignas e radicais.
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