Arquivo da categoria: História

Aviso para pelegrinas: O que vos contaram da neve na Galiza nom tem que ver nada co clima

Depois de comprovar “in situ” e “de visu” que as e os pelegrinas destes tempos substituirom “ex profeso” os báculos de pau “ad hoc” para peregrinagem -que todas suas predecesoras usavam “in illo tempo”– por bastons de esqui de neve rematados em perigosa ponta ; lanço desde esta minha gávea este aviso intencionado para que depois, ninguém que venha a Compostela com intençons de se lançar costa abaixo por umha pendente nevada, se chame a engano:

Se algumha vez estando por vossas terras do além, escutáchedes dizer alguém que na Galiza havia moi boa neve e mesmo se alguém algumha vez vos comentou que nosso presidente tinha grande gosto por ela; nom se estavam a referir a precipitaçom de cristais de gelo agrupados em flocos ou folerpas e formados pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera nem aos próprios flocos desses cristais. Acho que há um pequeno erro de interpretaçom léxico pois a única estaçom de neve que há na Galiza é a de Cabeça de Manzaneda que está ubicada bem longe de Compostela e penso que nom há nenhuma ruta oficial entre ambas localidades que figure entre os múltiples caminhos de glória que chegam agora a Compostela.
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Homenagem a Iosu Expósito – Eskorbuto – no seu 25 cabodano. Amor fraterno

Um dos meus irmãos, Jesús, é o autor deste magnífica e magna homenagem a Iosu, guitarra e segundo cantante do grupo punk vasco Eskorbuto. “Ya No Quedan Mas Cojones Eskorbuto A las Elecciones”. “El rock no tiene patria, ni siquiera la vasca”

Assim apresenta na rede seu trabalho recolhido num surpreendente vídeo-criaçom, autoria de Violet Vox (que é quem sae no vídeo de quando em vez): “Em 31 de Maio cumpriu-se o 25 aniversário do passamento de Iosu Eskorbuto. Nunca saberemos o ke nos poderia ter deixado se nom se tivera ido tam pronto. Só sabemos o ke nos deixou: o punk mais lúcido, honesto e raivoso de todos os currunchos deste puto planeta. Agora e sempre Eskorbuto presente! Com todo o amor e respeito para sua família, em especial Unai e Jose”.
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Altsasu a vila onde umha liorta de bar é terrorismo

A fiscalia política do reino borbónico espanhol, a Audiencia Nacional (AN) substituta legítima e fidelíssima da antérior fiscalia política da ditadura franquista, o Tribunal de Orden Público (TOP), pede penas escándalosas para as 8 pessoas que tiveram umha liorta num bar a altas horas da noite durante as festas de Altsasu contra outras 4, das que 2 eram gardas civis. Suponho que esta petiçom fiscal vem motivada polo feito de que a liorta tivo lugar numha vila na que a Guarda Civil nom é bem mirada (se bem, pergunto-me eu: haverá algumha vila em tudo o estado espanhol na que sim se lhe tenha apreço verdadeiro?) e numha localizaçom onde, tudo quanto se passe contra dalgum elemento das forças armadas espanholas leva apostado um halo da ETA, pese que esta segue inativa desde seu anúncio de «cese da sua atividad armada» em 2011.

Como aporte em defessa dos moços e moças, além do já publicado nesta minha bitácora tempo há, tamém quero sumar este atinado comentário que recolhim da rede, que traduzo e colo: (o texto que recolhe a seguinte imagem está recolhido da rede e decidim eliminar o alcume da assinante polo que lhe poidera passar neste estado de criminalizaçom de toda oposiçom a sua “democracia a la española”):
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O anarquismo e a renovaçom de suas propostas emancipadoras x Capi Vidal

Recolho da traduçom da A.N.A. do artigo de Capi Vidal no seu blogue “Reflexiones desde Anarres”:

O anarquismo é inimigo de todo dogma e propulsor dum autêntico pensamento livre; por isso, está obrigado a revisar e renovar suas propostas, máxime em um cenário tão diferente daquele que viveram as militantes clássicas.

O mundo mudou radicalmente nas últimas décadas, ao ponto de que as antigas receitas emancipadoras, com umha concepçom da revoluçom social em letras maiúsculas, resultam questionáveis. Se perguntarmos à sociedade sobre os anseios anarquistas de liberdade, igualdade e justiça para todas, o mais provável é que, no melhor dos casos, consideram um belo sonho inalcançável. De tal modo, apesar de como o mundo se encontra, com umha evidente e crescente desigualdade econômica e política, e com a ameaça constante inclusive de destruiçom do planeta, as ideias libertárias som mais necessárias do que nunca. O que podemos fazer? Obviamente, nom nos conduzir rumo a desesperança e automarginalizaçom, nos fechando na defesa de princípios imóveis e nem numha atitude estéril de superioridade moral. A primeira tarefa é compreender que, por muito que apreciemos um vínculo com o passado, com o anarquismo clássico ou moderno, o mundo de hoje é muito diferente. Temos que compreender que a práxis levada a cabo pelas libertárias do passado, nom sabemos se estám ou nom obsoletas ou resultam absolutamente inviáveis, mas o certo é que pertencem a um mundo que já nom mais existe. Isso nom impede, obviamente, o aprendizado com essas militantes e pensadoras doutrora, mas nom podemos nos abundar em concepçons dogmáticas e nem numha espécie de atitude simplória adornada com belas palavras emancipadoras.
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Rajoy em “El Club de la Comedia”

Recolho da canle de youtube de United Unknown:
Rajoy em El Club de la Comedia #1 Publicado em 6 de out de 2015.- O milhor monólogo de Mariano Rajoy! O preshidente abandona temporalmente o plasma para regalar-nos algumhas das suas memoráveis reflexons, dignas dum autêntico mestre da comédia.

Rajoy em El Club de la Comedia #2 Publicado em 22 de jun de 2017.- Por petiçom Popular, regressa nosso milhor monologuista.
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As mentiras de Rajoy e os 60.600.000.000 € do erário público regalados á Banca que nunca voltarám.

Mariano Rajoy é home de fe cristiã e por isso agora deve sentir-se como S Pedro quando, segundo contam nos seus livros, negou por 3 vezes ser fiel ao seu Deus. Mas crio que Mariano ainda tem mais mérito porque, segundo contam as malditas hemerotecas, negou muitas mais de 3 vezes ser-lhe fiel ao seu verdadeiro Deus: O Dinheiro e aos seus templos de oraçom: A Banca Privada com muito Ánimo de Lucro.

Quando ontem foram detidas 9 pessoas acusadas, entroutras coisas, de rachar luas de caixeiros automáticos e vidrieiras de entidades bancárias privativas, entendim que Mariano e seu capitam com praça em Compostela, Agustín Hernández Fernández de Rojas, estavam por fim dando a cara polos seus e voltando ao rego da sua fe no Gram Capital depois das suas múltiples declaraçons nas que negara que o resgate europeu á Banca espanhola nom teria impacto sobre as contribuintes.

Hei eiqui um repasso da hemeroteca que atopei sem grandes dificultades:
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As diferências entre o kamikaze de Paris contra polícias e o de London contra muçulmanas; segundo os média

Eu, que moro na cidade que tem como guia espiritual a “Santiago Matamouros”, atopei estas diferências no trato mediático de ambos supostos “atentados”:

O de Paris foi cometido contra forças da ordem; é por tanto um ato de “Terrorismo”

O de London foi cometido contra pessoas desarmadas; é por tanto obra dum “Extremista” de direitas.

No de Paris nom resultou ferido nenhuma pessoa além do parisino que manejava o turismo que se empotrou contra umha furgona policial. O parisino morreu no incidente tras ser retirado aturdido do seu veículo pola mesma polícia.

No de London morreu 1 pessoa e outras 10 resultaram feridas (2 delas de extrema gravidade), todas elas muçulmanas que saiam de orar, atropeladas por um galés condutor dumha carrinha que ia berrando que queria assassinar a todos os muçulmanos. O galés foi retido polas próprias muçulmanas e entregado vivo e coleando ás forças de ordem.
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