Arquivo da categoria: História

Um curioso “zasca” que me remitirom co galho do Dia das Letras

No ano passado publiquei por estas datas uma crítica ao Depor pola sua peculiar jornada na que, na data festiva do Dia da Letras Galegas, junta equipas de futebol de crianças de toda Galiza e fai do castelám o idioma único da mesma. A minha intençom nom ia tanto em criticar só a nefasta política lingüistica das equipas desportivas senom a perda de falantes entre as crianças e a hipocrasia desta jornada.

Neste ano nom estivem ao tanto do que se passou mais que nada por estar longe da Galiza e das ondas da RTVG; pero ve-se que alguma resentida polo meu escrito tivo a bem enviar-me um comentário á notícia antes mentada (e que venho de publicar ao retomar esta minha bitácora) com um curioso cabeçalho em perfeito castelám: ZAS!!! Entoda la boca!!! e a ligaçom a este vídeo que colo:

Por curiosidade fum mirar á página do clube por se era uma mudança na sua política lingüistica e coa mesma assumir o “zasca” recebido como correspondia. A verdade é que tinha esperanças de que assim fosse e mesmo estava ilusionado por tal envio e por publicar uma rectificaçom e meu apaluso a tal câmbio. Mas para meu desgosto todo meu gozo num poço:

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Sentência do Caso “La Manada”: Nom é uma aberraçom jurídica; assim é a Justiça democrática que temos

Quem segue mantendo este Sistema com seus votos, que saiba bem o que está permitindo e mantendo: Juízes, Militares e Forças Policiais nom vivirom nenhuma “transçom” á “memocracia”; nem sequer figeram um paripê de limpeza e os mesmos que estavam na elite de ambas estruturas do Poder sob o franquismo seguirom estándo-lo com a “merdocracia” (como mínimo 10 dos 16 juízes que tiveram praça titular no Tribunal de Orden Público franquista, o temível TOP, foram ascendidos e se passarom a ser magistrados do Tribunal Supremo ou da Audiencia Nacional; e os que nom o forom foi porque lhes chegou sua hora de jubilaçom ou de criar malvas nom porque fossem repressaliados por protofascistas, dado que todos o eram posto que juraram obediência ás leis franquistas, tal como tamém figera Juan Carlos I rei emérito); depois e agora som suas milhores alunas e alunos as que agora ditam estas sentências tam favoráveis para os intereses da doma e castraçom do povo e de anulaçom das suas faculdades para pensar e analisar a realidade circundante por se mesmas.

A sentência do caso de “La Manada” NOM É ALGO ÚNICO NEM INSÓLITO
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25 de abril; Sempre?? – O papel da rádio na revolta dos cravos portuguesa

Co galho desta data histórica do pais vizinho, figera lá polo ano 2006 este meu programa na Rádio Kalimera (a rádio livre de Compostela). Nele tratei de abordar umha vissom particular do papel jogado pola rádio como médio de apoio à revolta do nosso pais irmão. Umha revolta que, de início, tras o derrocamento do Ditador, prometia muitíssimo, mas que ao final ficaria em caseque nada coa volta ao poder dos representantes mais recalcitrantes do Capitalismo excluinte e com seus impulsores mais aguerridos e rupturistas no cárcere.

25-de-abril-de-1974-12-728 Hoje, doze anos depois da sua primeira emissom no meu programa Comochoconto, volto a colgar neste meu blogue o aúdio para quem queira escuta-lo:

Tamém podedes descarrega-lo em dois formatos, clicando em Continuar lendo

Loquillo: “Me importa un pepino lo que haga un rapero”

Nom lhe bastou a esta personagem passar á história da música espanhola polo seu gram ego, quando junto ao Sabino Méndez protagonizaram uma das pelejas mais sonadas da década dos oitenta que rematava em 1989 quando o cantante prescindia do seu compositor, letrista, guitarrista e amigo, ou seja da alma mater do éxito de quem só punha a sua voz. Se bem anos depois voltaram juntar-se e reconheceram ambos que: «Todo fue un choque de egos»

Agora vem de sair a palestra mediática tras a entrevista publicada o domingo passado no jornal El Periódico sob o cabeçalho LOQUILLO: “ME IMPORTA UN PEPINO QUE UN RAPERO ENTRE EN LA CÁRCEL”

Tras o escándalo que provocou dita sentência e outras perlas ególatras do tipo “Nos han censurado a todos veinte veces. ¿Qué? Hombre es que si tú te arriesgas te parten la cara. Esto va así. Y siempre ha sido así. Nos lo han hecho a nosotros,..” ou outras saindo pola tangente Tabarnia C’s: “Me preocupa mucho más que amenacen a Coixet y Serrat. ¿Me entiendes? Eso me preocupa muchísimo más” agora vem de tirar um seu Comunicado feito público nas redes sociais na que tanto o cantante como sua oficina de imprensa manifestam entroutras coisas  que o titular publicado por El Periódico é capcioso e falso e nom se corresponde com as suas manifestaçons, nem na sua forma nem no seu sinificado, como demonstra uma gravaçom que Loquillo aporta (justo a sua trascripçom literal) para exiger do jornal uma rectificaçom e resservam-se o direito a tomar quantas açons fossem necessárias para reparar o evidente perjuízo causado a sua imagem (e nom se refirem a sair junto a Butanito numa foto).
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[A Corunha] Quitade vossas sujas mãos do “Germinal”

Venho de saber graças ás minhas compas envolvidas no projeto informativo anarquista “A Irmandade da Costa” que o concelheiro mareante da cultura institucional da cidade herculina, José Manuel Sande, conhecido ex-okupa e ex-ativista sócial, vêm de ofertar, em 19 de abril, 120.000 euraços das arcas munícipes para sua nova linha de subvençons para que as artistas de vanguarda compitam entre si por quantiosas subvençons de até 3.600 €. Sande sinala que tal competiçom será em regime de concurrência co galho de “apoiar ao tecido local vinculado ao âmbito das artes cénicas, da música, do livro, da audiovisual ou outro tipo de manifestaçons artísticas”.

As compas de “A Irmandande” no seu artigo anónimo (dado que ninguém assina tal), qualificam Sande de “Caradura”, polo feito de que, a dita linha de subvençons, decidiu ponher-lhe o nome de “Plano de Apoio á Criatividade Grupo Germinal, em suposta deferência e em especial homenagem ao Centro de Estudos Germinal (*), do primeiro terço do século XX, e que estivera relacionado com a cultura operária, o movimento libertário e a história política e cultural da cidade de A Corunha. Eu teria tirado dum qualificativo menos generoso para definir a quem apresenta esta linha de subvençons no mesmo dia no que seu chiringo político aprovava a ordem de despejar o CSO A Insumisa e davam um seu ultimatum de 8 dias a contar desde já para que as ativistas culturais envolvidas nesse projeto marchem polas boas das dependências da antiga Comandância de Obras, depois de tudo quanto figeram para acondicionar este espaço e dotar de vida social a umas ruinas, ou senom ameaçam com tomar as medidas necessárias para botar-lhes á brava.

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Que é terrorismo? E tu mo perguntas? x Borroka garaia da!

Recolho e traduzo de Borroka garaia da! este seu artigo publicado ontem mesmo, co galho do “Caso Altsasu”:

A palavra terrorismo inventou-se em 1794 durante a revoluçom burguesa na França. Terrorista (terroriste em francês) era um termo que designava a certas facçons dos jacobinos em control do Estado. Terrorismo por tanto foi considerado a açom repressiva do Estado que começou a medrar na persecuçom incluindo o uso da guilhotina em execuçons maciças.

A origem do termo terrorismo por tanto corresponde á legalidade da repressom dum Estado burguês. Choveu muito desde entom. Tanto que hoje em dia som precisamente os Estados burgueses, tamém desde a sua legalidade, os que empregam esse termo, pero nom para identificar-se.

Quando se começou a distorsionar a origem e sinificado de terrorismo? Pois precisamente quando esses Estados burgueses, a propósito da terrível cárrega emocional que ainda perdurava associada ao termo, começaram a emprega-lo contra dos seus adversários. E um dos pontos de inflexom nessa distorçom foi a açom contra o Tsar Nicolas II da Rússia co galho de associar terrorismo com anarquismo e um outro foram as açons da Irmandade Republicana Irlandesa para assim associar terrorismo com o independentismo anti-imperialista.
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“Cuco” Fdez de Mesa, ideólogo instigador do Caso Altsasu??

“Arsenio Fernández de Mesa es un tipo que lee un versículo de la biblia y, cuando la cierra, dice que es teólogo”. Palavras dum seu contrincante no PP

Segundo publicava ontem Naiz o tenente da Guarda Civil que, tras a lea entre borrachos durante as festas de Altsasu na noite do 15 de outubro de 2016, sofrera a mais grave lesom -uma fratura de nocelo da que foi operado e dado de alta apenas umas horas depois, segundo a agência Europa Press, que tamém sinala que as outras tres pessonas afetadas sofreram policontusons e maçaduras de caráter leve- nom lembrou no juízo porque nom declarara diante da Polícia Foral a pesar de que fora requerido para elo. «Estava aturdido» sinalou; mas tampouco souvo dizer porque só compareceu diante dos seus companheiros do instituto armado, nem porque quatro dias depois dos feitos, realizara uma declaraçom complementária. O que sim lembrava com claridade é que ao dia seguinte domingo, estando recuperándo-se da operaçom no hospital, recebera a vissita de quem, na altura, era Diretor “General” da Guarda Civil, (e escrevo “General” porque pese a que nom se conhecera ainda seu espetacular retrato cheinho de medalhas, sempre gostou de presumir do que nom era) Arsenio Fernández de Mesa, “Cuco”, quem, segundo Comunicado publicado nessas datas pola delegaçom do Governo espanhol em Nafarroa, nom era a primeira vez que se reunia com os guardas civis do posto de Altsasu.

Andava eu nestes dias, co galho do escándalo do Master de Cifuentes, lembrándo-me desta personagem polo feito de ser dos primeiros maquilhadores do seu próprio curriculum vitae que fora descoberto polos medias, pois já em 29 de dezembro de 2011 prévio a ser nomeado máximo responsável político da Guarda Civil, no blogue “La caja debajo de la cama” faziam dele um “bo exemplo do que é um curriculo adornado”. Anos depois, em fevereiro de 2014, quando os disparos da Guarda Civil na praia do Tarajal contra migrantes, sendo Cuco já seu diretor geral, Ignacio Escolar publicava seu artigo “Del Prestige a la Guardia Civil” e dizia que Fernández Mesa mentira durante a Maré Negra do Prestige e volvia fáze-lo agora, com a tragédia de Ceuta.

Mas tamém “Cuco” Fdez de Mesa figera méritos abondo para que eu mesmo lhe adicara vários artigos nos anteriores blogues de Abordaxe, e agora, tras ter conhecemento desta circunstância de Altsasu, da sua vissita ao picolo no hospital que poidera ser a razom pola que o guarda realizara depois uma declaraçom complementária que bem montada poidera ser a razom fundamental pola que, uma simples liorta dum bar, está a ser julgada na Audiência Nacional como um ato de terrorismo quando, tal como aponta Isabel Pouzeta, nai dum dos acusados, durante 2016 o ministério de Interior espanhol contabiliçou 9571 casos de altercados de vizinhos contra membros das polícias e guardas civis e só esta liorta está a ter esta categorizaçom. Mais de 26 liortas diárias e só 1 é julgada como terrorismo, dá para pensar.

Recupero da hemeroteca de Abordaxe, o seguinte artigo que escrevera ao respeito desta figura, artista da mentira descarada e das montagens mediáticas, a quem tivem o desgosto de conhecer e sofrer na minha mocidade em Ferrol:
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