Arquivo da categoria: História

Que é terrorismo? E tu mo perguntas? x Borroka garaia da!

Recolho e traduzo de Borroka garaia da! este seu artigo publicado ontem mesmo, co galho do “Caso Altsasu”:

A palavra terrorismo inventou-se em 1794 durante a revoluçom burguesa na França. Terrorista (terroriste em francês) era um termo que designava a certas facçons dos jacobinos em control do Estado. Terrorismo por tanto foi considerado a açom repressiva do Estado que começou a medrar na persecuçom incluindo o uso da guilhotina em execuçons maciças.

A origem do termo terrorismo por tanto corresponde á legalidade da repressom dum Estado burguês. Choveu muito desde entom. Tanto que hoje em dia som precisamente os Estados burgueses, tamém desde a sua legalidade, os que empregam esse termo, pero nom para identificar-se.

Quando se começou a distorsionar a origem e sinificado de terrorismo? Pois precisamente quando esses Estados burgueses, a propósito da terrível cárrega emocional que ainda perdurava associada ao termo, começaram a emprega-lo contra dos seus adversários. E um dos pontos de inflexom nessa distorçom foi a açom contra o Tsar Nicolas II da Rússia co galho de associar terrorismo com anarquismo e um outro foram as açons da Irmandade Republicana Irlandesa para assim associar terrorismo com o independentismo anti-imperialista.
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“Cuco” Fdez de Mesa, ideólogo instigador do Caso Altsasu??

“Arsenio Fernández de Mesa es un tipo que lee un versículo de la biblia y, cuando la cierra, dice que es teólogo”. Palavras dum seu contrincante no PP

Segundo publicava ontem Naiz o tenente da Guarda Civil que, tras a lea entre borrachos durante as festas de Altsasu na noite do 15 de outubro de 2016, sofrera a mais grave lesom -uma fratura de nocelo da que foi operado e dado de alta apenas umas horas depois, segundo a agência Europa Press, que tamém sinala que as outras tres pessonas afetadas sofreram policontusons e maçaduras de caráter leve- nom lembrou no juízo porque nom declarara diante da Polícia Foral a pesar de que fora requerido para elo. «Estava aturdido» sinalou; mas tampouco souvo dizer porque só compareceu diante dos seus companheiros do instituto armado, nem porque quatro dias depois dos feitos, realizara uma declaraçom complementária. O que sim lembrava com claridade é que ao dia seguinte domingo, estando recuperándo-se da operaçom no hospital, recebera a vissita de quem, na altura, era Diretor “General” da Guarda Civil, (e escrevo “General” porque pese a que nom se conhecera ainda seu espetacular retrato cheinho de medalhas, sempre gostou de presumir do que nom era) Arsenio Fernández de Mesa, “Cuco”, quem, segundo Comunicado publicado nessas datas pola delegaçom do Governo espanhol em Nafarroa, nom era a primeira vez que se reunia com os guardas civis do posto de Altsasu.

Andava eu nestes dias, co galho do escándalo do Master de Cifuentes, lembrándo-me desta personagem polo feito de ser dos primeiros maquilhadores do seu próprio curriculum vitae que fora descoberto polos medias, pois já em 29 de dezembro de 2011 prévio a ser nomeado máximo responsável político da Guarda Civil, no blogue “La caja debajo de la cama” faziam dele um “bo exemplo do que é um curriculo adornado”. Anos depois, em fevereiro de 2014, quando os disparos da Guarda Civil na praia do Tarajal contra migrantes, sendo Cuco já seu diretor geral, Ignacio Escolar publicava seu artigo “Del Prestige a la Guardia Civil” e dizia que Fernández Mesa mentira durante a Maré Negra do Prestige e volvia fáze-lo agora, com a tragédia de Ceuta.

Mas tamém “Cuco” Fdez de Mesa figera méritos abondo para que eu mesmo lhe adicara vários artigos nos anteriores blogues de Abordaxe, e agora, tras ter conhecemento desta circunstância de Altsasu, da sua vissita ao picolo no hospital que poidera ser a razom pola que o guarda realizara depois uma declaraçom complementária que bem montada poidera ser a razom fundamental pola que, uma simples liorta dum bar, está a ser julgada na Audiência Nacional como um ato de terrorismo quando, tal como aponta Isabel Pouzeta, nai dum dos acusados, durante 2016 o ministério de Interior espanhol contabiliçou 9571 casos de altercados de vizinhos contra membros das polícias e guardas civis e só esta liorta está a ter esta categorizaçom. Mais de 26 liortas diárias e só 1 é julgada como terrorismo, dá para pensar.

Recupero da hemeroteca de Abordaxe, o seguinte artigo que escrevera ao respeito desta figura, artista da mentira descarada e das montagens mediáticas, a quem tivem o desgosto de conhecer e sofrer na minha mocidade em Ferrol:
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“Já é dia 15, já posso ferir sensibilidades alheias” Maria Castelo sobre a efeméride da 2ª República Espanhola

Colo acá esta opiniom de Maria Castelo numa das chamadas “redes sociais” , que compartilho gostoso:

    Cartaz patriótico da Republica com um ¡Viva España!

“Já é dia 15, já posso ferir sensibilidades alheias. Assim, a vulto e sem contar alguma honrosa exceção, a II República espanhola foi uma 💩 cravada em um pau que fez renegar dela até quem a tinha apoiado de partida. Esmagou experiências comunitárias, libertárias, socialistas, não fez senão perjudicar a mulher por mais voto que lhe dera, se lixou nas minorias, nos direitos nacionais, foi um despropósito político, um querer e não poder e, finalmente, um exemplo claríssimo do que é que acontece quando desde o poder não se percebe nada, absolutamente nada. Foi um regime profundamente machista, classista, elitista. Não me serve a desculpa de que classes populares e mulheres estavam alienadas pela igreja. S’il vous plaît, parem de insultar a inteligência de miles de pessoas que em um determinado momento disseram basta. Um regime mau não implica per se o sucessor ser melhor. A monarquia bourbonica foi, é e será uma aberração mas quem pretendeu a suceder fez muitos méritos para o asunto acabar em água de castanhas. Vai ti saber, se ainda vai ter razão a fábula aquela que diz que a mona embora se vestindo de seda…”
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“Revoluçom Anarquista na Manchúria (1929-1932)” Entrevista a Emilio Crisi, autor do livro sobre esta desconhecida revolta anarquista

Há já tempo caira nas minhas mãos o livro “Elogio de la anarquía por dos excéntricos chinos del siglo III” da editora “Pepitas de Calabaza” que vinha a desmontar essa ideia de que o anarquismo nasceu na Europa de finais do século XIX e que denantes nom houvera nenhum teórico anarquista na história mundial. Agora venho de saber destoutro livro “Revolución Anarquista en Manchúria (1929-1932)” da editora argentina “Libros de Anarres” graças á entrevista que lhe figerom, ao seu autor Emilio Crisi, recém no site brasileiro, libertário e autogerido “El Coyote” co galho da ediçom do livro em português que será lançado em breves pola editora anarquista brasileira “A Faísca Publicações Libertárias” que vêm a dar uma oportunidade de conhecer esta revolta tam longana e da que tam pouco se fala nos ambientes libertários e/ou anarquistas europeias pese a ter tido lugar num periodo recém da história da humanidade.

É o que tem viver imersas numa cultura eurocentrista que nom nos deixa ver mais alá do que alcança nosso olhar. Por isso é mais necessária do que nunca aprender a deconstruir-nos e desbotar longe de nós todas quantas aprendizagens temos metidas nos nossos miolos que nos limitam a vê-lo mundo só desde uma prisma ocidentalizada que despreza e desconhece tudo quanto nom atanhe a essa visom europeizante que divide o mundo em colonizadores (listos, ghuapos e irresistíveis conquistadores) e colonizadas (inhorantes, quase animais e todas iguais e feíssimas).

Cópio e colo a entrevista e mais o vídeo que recolhe a apresentaçom que se figera da ediçom argentina em julho de 2015 na Biblioteca Popular “José Ingenieros” de Buenos Aires; ediçom á que tendes acesso a sua descárrega livre em pdf nesta ligaçom
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Do Brasil a Rússia. Que Viva a Anarquia!

Recolho da A.N.A. e dou pulo a este escrito assinado por “Anarquistas” do Brasil em solidariedade com as anarquistas da Russia que estám a ser criminalizadas e perseguidas durante os últimos meses pelo serviço secreto russo que já prendeu várias anarquistas e antifascistas e foram acusadas de criar uma “organização terrorista”. Foram torturadas com fios e descargas elétricas durante muitas horas, assim como brutalmente golpeadas e tentaram forçá-las a testemunhar contra si mesmas e umas contra as outras.  As compas brasileiras entendem que isto vem motivado pelo vindouro Campionato Mundial de Futebol a celebrar entre os meses de junho e julho. Um texto escrito desde quem já viviram (sofriram) tais fatais experiências quando tal acontecemento tivera lugar lá em 2014 e as Olimpiadas no 2016. Um escrito que refleta muito bem o que eu sinto como anarquista:

Vivemos na antiga e bela contradição de arriscar a liberdade lutando por ela… E jamais poderão nos parar.

Do Brasil a Rússia. Que viva a anarquia.
Sabemos que na imensidão dos mares e continentes, nas montanhas e selvas, guerreiros e guerreiras afrontam, há tempos imemoriáveis, lutas contra quem quer destruir e devastar para escravizar, dominar e vender. Não fechamos os olhos diante disso, ainda mais, somos parte dessas lutas também, mas hoje, ao calor de certas arremetidas, queremos mandar este salve, este abraço cúmplice para nós, anarquistas.
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Sobre o 155: “Tudo parecido coa coincidência é pura realidade”

Sob esta lenda girou muitas vezes o meu programa na rádio Kalimera “Comochoconto”. Uma transmutaçom do conhecido dito usado nos filmes de ficçom para evitar que certas cenas -ou bem tudo o filme- fossem tomadas como reais ou que nomes inventados poideram coincidir com nomes reais e alguém se vira reflectida.

Dito isto, nestes dias de folgança estivem voltando olhar as tiras cómicas de Mafalda, publicadas originalmente entre 1964 e 1973 e autoria do genial artista argentino, Quino. Dito autor de banda desenhada, como outras muitas, têm por costume numerar as tiras segundo foram saindo publicadas nos médios; ele chanta um nº pequeninho no primeiro quadrinho da tira para tal seguimento; e para minha surpresa, quando cheguei ao nº 155 atopei-me com esta: Continuar lendo

Morreu Efraín Ríos Montt e eu alegrei-me imenso!!

Coa tranquilidade que me dá saber que o general Ríos Montt nom tinha ascendência espanhola alguma de nobre linhagem (inda que foi embaixador em Madrid de 1974 até 1977), e que nem sequer tinham-lhe apego os fascistas desta beira do Atlântico; lanço acá meu berro sem ataduras nem temores a ser levado a juízo por manifestar o que penso diante da morte deste militar que encabeçara a brutal ditadura em Guatemala tras o Golpe de Estado dado em 1982 e, como tal, máximo responsável do genocídio ―os militares ao seu mando durante sua Ditadura assassinaram 1771 ixiles, violaram sistemáticamente ás mulheres e raparigas e muitas delas foram obrigadas a ser suas escravas sexuais- contra do povo ixil:

VIVA A MORTE QUE NOS IGUALA!!
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