Arquivo da categoria: humor

«MÁS CHULA QUE UN OCHO»

Reconheço que durante muitos anos da minha vida foi uma expressom que usava do comum nas liortas entre irmás sem saber da sua origem. Namorado desde cativo dos números e das suas combinaçons matemáticas nom atinava a ver-lhe nenhuma chularia ao nº 8, nom sendo que quando se amossa tombado fai-se infinito , o qual já de per se «nom é cousas de rir».

Anos depois  souvem por casualidade que o tal dito vinha duma história madrilenha de princípios do século passado quando, «chulapos» e «chulapas» engalanadas com seus trajes típicos, abarrotavam o tranvia nº 8  para ir até Carabanchel, á verbena que se celebrava na Pradera de S. Isidro na festividade do patrom. Nom podia existir nada mais chulo que o tranvia nº 8 atestado de «chulapos» e «chulapas»

O tal dito volveu-me recém á mente -quando já há tempo que nom o tinha no meu magim- por mor da atitude presencial da presidenta da Comunidade de Madrid diante das cámaras e tamém no seu parlamentinho. Ainda que sabe que foi pilhada em mil renúncias, e pese a isso ou por isso, segue erre que erre impertérrita como se o escândalo do seu Master nom fora com ela.

Por inspiraçom das musas marroquinas fum navigar e buscar de que bairro é «essa pessoa da qual lhes falo» e atopei numa web dessas de «bit cuché!» que di que é «carabanchelera»! Tate! de onde a verbena das «chulapas».
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Sobre o 155: “Tudo parecido coa coincidência é pura realidade”

Sob esta lenda girou muitas vezes o meu programa na rádio Kalimera “Comochoconto”. Uma transmutaçom do conhecido dito usado nos filmes de ficçom para evitar que certas cenas -ou bem tudo o filme- fossem tomadas como reais ou que nomes inventados poideram coincidir com nomes reais e alguém se vira reflectida.

Dito isto, nestes dias de folgança estivem voltando olhar as tiras cómicas de Mafalda, publicadas originalmente entre 1964 e 1973 e autoria do genial artista argentino, Quino. Dito autor de banda desenhada, como outras muitas, têm por costume numerar as tiras segundo foram saindo publicadas nos médios; ele chanta um nº pequeninho no primeiro quadrinho da tira para tal seguimento; e para minha surpresa, quando cheguei ao nº 155 atopei-me com esta: Continuar lendo

Denunciado o anticapitalista e podemista alcaide de Cádiz pola sua medalha á Virgem do Rosário

As maneiras de Kichi de demostrar seu pretendido anticapitalismo ve-se que nom estám nada renhidas coa beateria da nai que o trouxo ao mundo. De tal jeito já é um tema recorrente nesta minha gávea, mesmo que nom seja habitual que traia temas de controvérsia que ocorram na Andalucia.

Agora venho de saber graças a Esculca, que a decisom tomada em pleno municipal -há agora case um ano- de conceder a Medalha de Ouro dessa Cidade á Virgem do Rosário, pode levar ao alcaide podemita ((Cádiz Si se Puede) diante os julgados tras a denúncia interposta, em 22 de março passado, por Europa Laica na que achegam documentaçom e ditames científicos concluintes em contra do irracionalismo e a superstiçom nas que o Concelho gaditano baseou a concessom de dita medalha; quem justificou tal absurdo nos vários e variados milagres que esta virgem acometeu, como acabar coa peste, a febre amarela e mais co maremoto que arrasara dita cidade em séculos passados.
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Um outro insubmisso a justiça!! Willy Toledo néga-se a ir declarar a juízo

O ator Willy Toledo vem a sumar-se a corrente insubmissa de negar-se a apressentar-se de maneira voluntária diante da justiça espanhola na vista fijada para o vindouro 18 de abril no que pretendem julga-lo polas suas declaraçons nas redes sobre Deus e a Virgem Maria em julho passado. Com fina ironia e humor, Willy convida a que venham por ele a horas decentes. Que se espalhe o ejemplo!!
Recolho (e traduzo) suas palavras publicadas nas redes sociais:
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De Fochancas, Rios, ElCorreo e Agustín Hernández Fernández de Rojas

Vaia por diante que nom é minha motivaçom ao escrever este artigo na minha bitácora sair na defessa do alcaide nem da corporaçom que o mantem no cárrego; nada mais longe das minhas intençons que parabenizar a CA (Compostela Aberta) e a Martinho Norriega por nom mudar nada interesante em quanto as suas competências na política instituiçonal: por acá seguem as cámaras de vigianças nas ruas e prazas ou o tráfico intenso e os atascos em horas de entrada e saida dos colégios moi privativos, por mentar algo.

Pero claro está que, quando a oposiçom mais hostil á inane política local de CA a constituem o PP e mais El Correo Gallego convida a recorrir ao manido dito castelám ‘Así se las ponían a Fernando VII’; porque com oponhentes desta catadura, ou mais bem deviera escrever “caradura”, qualquera segue no cárrego “in isto tempore”.

As gracietas de Agustín volvem meu olhar a aqueles maravilhosos anos do pistoleiro Conde Roa (“van a sentir mi aliento en su nuca”) ao mando da cidade, porque havia bem de tempo que nenhuma das pessoas que sentam suas posadeiras em cadeiras munícipes nos faziam rir tanto.
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A peculiar maneira das sindicalistas de CCOO e UGT de “Adolfo Domínguez” de sumar-se a Greve das Mulheres em 8 de março

Já vai uma porrada de anos que nada que saia destes sindicatos me surpreende; mesmo durante um bo tempo nom entendia como gente que luitara de verdade durante o franquismo sendo filiada destes sindicatos, inda seguia ligada a eles quando já se lhes vira muito seu plumeiro pactista -atitude traidora que mesmo valera legítimos parabéns dos máximos representantes dos empresários durante a falsa transiçom- mas isto de publicar comunicados agradecendo ao patrom que lhes deixe sair a protestar 15 minutos durante o tempo do descanso para o café e parabenizándo-lhe porque nom lhes vai descontar é já de mejar fora de penico. Por descontado o feito de que enviem a comunicaçom em perfeito castelám já nom depara surpresa alguma nestes sindicatos espanholeiros que bailam ao ritmo que lhe marquem em Madrid, mesmo seja seu hino pátrio com letra de Marta Sánchez. E mais nada, só agradecer a Benito Soto Troleada Galega por dar-lhe pulo ao comunicado e por fazer-me rir tantas vezes co que publica nessas mal chamadas “redes sociais”. Continuar lendo

APONTAMENTOS PEDANTES SOBRE O AFFAIRE DO PREGAO x Quico Cadaval

Recolho e colo (tal qual) da sua página duma rede dessas que chamam sociais:

(Este texto está escrito em galego internacional, chamado português, para facilitar o trabalho dos vossos tradutores de internet. De nada)

OFENSA.- Parece que hai pessoas que se sentem ofendidas ao ouvirem ou lerem algo, senten uma estimulaçao cerebral acompanhada de taquicárdia e outras manifestaçoes psicosomáticas. Aconteceu-lhe a alguns ao ler o que lhe disseram ao redator, que parece que ouvira um matrimónio na praça do Toural, na efusao do pregao das festas do entroido de Santiago. Eu entendo perfeitamente esses sentimentos e manifestaçoes físicas associadas, porque eu ofendo-me com frequência. E tomo medidas para dar saida á minha indignaçao. Por exemplo: Eu levo sem ler os jornais desde o dia 1 de outubro/17. Constantemente lia en jornais antigamente discordantes, ofensas unánimes á minha inteligência, á minha sensibilidade e aos principios democráticos nos que se sustenta a nossa convivência. Que foi que eu fiz? Mandar ameaças aos midia em questao, ou objectos incendiários contra as suas instalaçoes, ou sombrias insinuaçoes do gênero “sei aonde vao á escola os teus miudos” referindo-me aos filhos dos criadores de opiniao.Nada disso, nem solicitei que lhe fossem retirados os subsídios públicos que sustentam a sua liberdade de expressao. Simplesmente, deixei de ler esses dignos cabeçalhos. Mas nao, agora instalou-se uma cultura de inspiraçao futbolística que nos permite o linchamento e posterior julgamento duma pessoa, neste caso, Carlos Santiago, um tipo viciado na liberdade de expresao, para maior ofensa.
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