Arquivo da categoria: liberdade expressom

E se nom se conta? Um vídeo para recapacitar sobre a necessidade de ter os nossos próprios meios.

Vídeo-resumo dum experimento realizado por GARA e NAIZ nas ruas. Publicado em 2017, 5 anos apôs segue em vigente atualidade, tanto á hora de divulgar o que acá se denúncia coma na necessidade de seguir optando por nossos próprios meios:

Algumas transeuntes reconheciam os rostros que lhes eram ensinados e bem poucas as histórias que há detrás das fotografias das 3 pessoas, nascidas em Euskal Herria, que deveriam ficar sempre na lembrança de quem luitam por um mundo milhor:

Lucio Urtubi, albanel anarquista quem, na segunda metade da década dos 70, falsificara cheques de viagem do Citibank, o maior bando do mundo na altura, e quase conseguira quebra-lo. Quando foi gravado este vídeo ainda estava vivo e seguia sendo solidário para com qualquer projeto de luita.

Iñigo Cavacas, seareiro do Athletic, assassinado em abril de 2012 por um ertzaintza que lhe disparou na cabeça com sua escopeta de balas de borracha, desde poucos metros, durante uma intervençom policial abusiva, tras atender à ordem de «entrar con todo lo que tenemos». 10 anos despois o assassinato segue impune e essa escopeta segue gardada num armário, mas outras similares seguem disparando e quitando olhos e vidas, sem justiça e sem vergonha.

Yolanda González, estudante militante do PST (partido de tendência troskista), sequestrada do seu domicílio no bairro madrilenho de Aluche, em 1 de fevereiro de 1980 e apôs assassinada polos fascistas do Batallón Vasco Español, Emilio Hellín Moro e Ignacio Abad Velázquez.

Comochoconto – Homenagem a José Couso

A 3 anos do assassinato de José Couso, vizinho meu na cidade de Ferrol nos nossos anos moços, emitim este programa de Comochoconto da rádio Kalimera na sua homenagem, agora quando já fai 19 anos, o assasinato segue impune com o visto bo dos militares e os sucessivos governos americano e espanhol.

José Couso era um gajeiro e a sua gávea era um balcom no andar 14 do hotel Palestina desde onde estava a filmar o que algumas pessoas em algures nom queriam que soubesemos; junto a ele tamém foram assassinados o jornalista ucraniano Taras Protsyuk ubicado no andar supérior do mesmo hotel e Tarek Ayubi, cámara jordano da tv Al Jazira que estava filmando desde a sua gávea na sede que sua canle compartilhava com Abu Dhabi tv.

Hoje, dezanove anos apôs, este crime de guerra segue impune e na sua enessíma homenagem volto a colga-lo a disposiçom de quem queira ouvi-lo:


Clica acá para descárregar Comochoconto-José Couso audio (mp3)

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Mentir e Manipular a Informação e se descobrem teus enganos… Censura que te criou!!
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Programa Comochoconto Islamofobia.- O Burkini e o Véu

Esta entrada têm já 5 anos, foi publicada acá no 1º ano da andaina desta minha bitácora no 1º dia do mês de setembro de 2016 a raiz da polémica que jurdira na França quando proibiram o uso do burka. Recolhe, tal qual explico ao final, um meu programa sobre a Islamofobia emitido há 10 anos, em abril de 2011, pola Rádio Kalimera tras a polémica jurdida numa escola de Arteixo, onde uma meninha muçulmana fora repremida por acodir à escola com um seu véu. Hoje dou-lhe, de novo, vissibilidade a esta eterna problemática na capa principal desta bitácora co galho de continuar dando voz às mulheres muçulmanas, tal qual figera ao preparar este meu programa:

Burkini Vs Neopreno

Vaia por diante que aplaudo aquelas mulheres que contravindo costumes, normas, leis e tradiçons culturais com marcado caráter de imposiçons patriarcais, som quem de viver como quiger e em consequência vestir, calçar e coidar seu corpo e maquea-lo como mais gostam e desejam.

Dito isto e ao respeito da polémica surgida na França tras o intento de proibiçom do uso do Burkini, dizer que vivemos numhas sociedades onde a maiora da suas gentes assumem com suma facilidade qualquer normativa ou lei que sinifique proibir algo que até entom nom estava regulado e se essa proibiçom nom lhes afeta de jeito direito e vai encaminhada a por-lhe mais dificil a existência a gentes que nom assumem a cultura uniformada do capitalismo do primeiro mundo, melhor que melhor. Se nom gostam de pôr-se neoprenos, banhadores, bikinis e/ou toplees, que se volvam aos seus paises!!

Além, no caso que me ocupa e preocupa hoje, sumárom-se a felicitar tal proibiçom muitas mulheres que se autodefinem feministas sob a argumentaçom de que essa roupagem, que algumhas mulheres adotaram como ideal para poder tomar banhos nas praias, rios, lagoas e piscinas, é umha outra prenda de opressom patriarcal islámica e mesmo há quem di que, as mulheres que vivendo no chamado ocidente, usam este burkini, ou mesmo qualquer véu na sua quotidianidade, além de estar oprimidas polo patriarcado, som estúpidas, numha dualidade novidosa do feminismo malentendido que criminaliza por igual a opressor e oprimida.

Estase a focalizar interesadamente a problemática no ámbeto religioso islámista para imprimirlhe carater de terrorista a toda mulher que use ditas prendas no nosso ocidente, e evíta-se falar de que o uso e imposiçom de véus forma parte dumha prática patriarcal moi extendida desde muito antes de que viveram cristos e mahomets sobre a faz da Terra, e que assevera que toda mulher deve estar tapada como medida de proteçom para agocha-la das miradas de outros homes que nom sejam seu marido, pai, irmãos ou filhos.

Dito tudo isto, eu pergúnto-me se é que tam despejada de atitudes e normativas patriarcais estám as sociedades ocidentais; se é paranoia minha ou há umha intencionalidade nos agentes do capitalismo internacional tanto á hora de incidir nas suas propagandas mediáticas no jeito de vestir como no de calçar, assim como usar a maquilhagem e os perfumes e mesmo no referente ao coidado ou eliminaçom das células mortas tanto capilares como queratinosas (pelos e unhas). Ou nom é certo que a onda que marcam as grandes empresas da cosmética e da moda (dirigidas e participadas maciçamente por homes) nom vam na medida da uniformidade na estética e da perda da identidade cultural dos povos.

Há quem di que o uso dos véus e mesmo dos burkas e do burkini está a medrar em ocidente e que esse medre é devido a que as mulheres que professam o islám estám a levar essas prendas como auto-identificaçom da sua cultura e tradiçom e como contraposiçom a essa uniformidade manifesta. Eu nom podo menos que entender suas razons pois, de evitar a perda das nossas costumes longe da nossa terra, sabemos muito as galegas e galegos espalhadas polo mundo. E nosos trajes tradiçonais tamém tiram de panos na cabeça!!

Anos há, lá por abril de 2011, adicara um programa na rádio kalimera a falar sobre a islamofobia a raiz do caso dumha rapariga de Arteixo que fora expulsada da sua escola por negar-se a quitar o seu hiyab. Umha decisom tomada caseque por unanimidade polo Conselho escolar (do que formam parte membros do concelho, pais, mestres e alunado) e que contara com o firme apoio da Junta. No programa dou leitura a vários textos recolhidos da rede com opinions de mulheres árabes e panárabes ao respeito das polémicas na Europa na altura sobre o uso do véu e do burka, e de como os governos utilizam a excusa da sua preocupaçom pola situaçom da mulher muçulmana em ocidente para impôr nesta hipócrita sociedade a islamofobia. E tudo isso antes da apariçom na cena do terrorismo internacional do ISIS e dos atentados nas cidades europeias.

Aquí tendes o programa para escuta-lo, mas se preferides descarrega-lo clicade acá:

Entrevista Kalimera aos compas Joseba Merino e Carlos Hinojosa sobre os sucessos da “Bahia de Pasaia”

Em 22 de março de 1984 (ontem cumprirom-se 37 anos do fatal sucesso) acaecia um dos episódios mais obscuros da história recém de Euskal Herria. As 22 horas, perto do porto da Bahía de Pasaia, a pequena embarcaçom coa que pretendem atracar 5 membros dos Comandos Autónomos Anticapitalistas é recebeda a tiros por umha premeditada emboscada da Polícia espanhola (sob governo de Felipe González, o Sr. X dos GAL) que, sem aviso prévio e com noturnidade e aleivosia metranhavam a sangue fria aos moços que iam na lancha pneumática sem dar-lhes pê a se render, com o resultado da morte de 4 deles: José Mari Izura, Rafael Delas, Pedro Mari Isart e Dionisio Aizpuru. Açom que ficou marcada a lume para sempre na memória coletiva e da que nom foi encausado ninguém ao disfarçar-se dita massacre de ato de confrontaçom legítima e assim nenhum dos polícias que participaram na massacre, nem por suposto nenhum dos seus superiores policiais ou políticos que a orquestraram nem sequer foram investigados.

Em 27 de marzo de 2009 tivemos a sorte de contar no  estudio da rádio Kalimera (na altura ubicado no CS O Pichel) com a presença de Joseba Merino, único supervivinte da emboscada policial de “Bahia de Pasaia” e de Carlos Hinojosa, autor-editor do livro “Emboscada en Pasaia, un crimen de Estado”. Durante algo mais de umha hora estivemos falando desse sucesso acontecido que ainda segue impune, mas também se falou do que eram os Comandos Autónomos Anticapitalistas, dos GAL, do plano ZEN, do livro,…
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SUBSOLO RAP FEST VII Edición – Venres 22 de marzo ás 21:00h no Moon Music Club – 4 propostas por só 5 €

Recebo e dou pulo a esta info do Subsolo Rap Festival, “un festival independente localizado na cidade de Compostela. O obxectivo deste evento ademais da difusión dos artistas que nel participan, é xerar un espazo-tempo de encontro para a escena underground do rap e das distintas músicas urbanas na Galiza e o resto da Península Ibérica, así como aportar ao circuito cultural de Compostela un festival alonxado do mainstream e as radiofórmulas habituais. Este proxecto naceu en marzo do 2009 e desde entón xa temos realizado 6 edicións de maneira intermitente en distintas salas da cidade, contando con artistas tanto do estado español como do portugués, pero principalmente da Galiza”.

Nesta VII edición o Subsolo Rap Fest cumpre 10 anos. Unha década tentando visibilizar proxectos musicais á marxe de dogmas e tendencias impostadas. O vindeiro venres 22 de marzo queremos celebralo con todas vós nun evento no que contaremos cun cartel ecléctico composto por 4 propostas emerxentes da escena musical urbana. O evento terá lugar ás 21:00h no Moon Music Club (rúa República Argentina/35 – Compostela).

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Voltei por acá…

….para enchir ocos de opiniom entanto sego argalhando minha volta a minha faceta preferida de charlatam de feira no meu programa de rádio Comochoconto; do que darei conta em quanto comece e colarei na rede os postcast (as gravaçons misturadas e listas para escutar) para que cada quem as escuite quando lhe pete e lhe venha em ganha (se lhe vêm, claro).

Um curioso “zasca” que me remitirom co galho do Dia das Letras

No ano passado publiquei por estas datas uma crítica ao Depor pola sua peculiar jornada na que, na data festiva do Dia da Letras Galegas, junta equipas de futebol de crianças de toda Galiza e fai do castelám o idioma único da mesma. A minha intençom nom ia tanto em criticar só a nefasta política lingüistica das equipas desportivas senom a perda de falantes entre as crianças e a hipocrasia desta jornada.

Neste ano nom estivem ao tanto do que se passou mais que nada por estar longe da Galiza e das ondas da RTVG; pero ve-se que alguma resentida polo meu escrito tivo a bem enviar-me um comentário á notícia antes mentada (e que venho de publicar ao retomar esta minha bitácora) com um curioso cabeçalho em perfeito castelám: ZAS!!! Entoda la boca!!! e a ligaçom a este vídeo que colo:

Por curiosidade fum mirar á página do clube por se era uma mudança na sua política lingüistica e coa mesma assumir o “zasca” recebido como correspondia. A verdade é que tinha esperanças de que assim fosse e mesmo estava ilusionado por tal envio e por publicar uma rectificaçom e meu apaluso a tal câmbio. Mas para meu desgosto todo meu gozo num poço:

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“ANTIPERSONA” 1º LP de “Tempo Norte” já disponível para sua descarrega na rede

Dou pulo ao correio do meu bo amigo Adri, um dos componentes de Tempo Norte, que venhem de apresentar na Sala Moon de Compostela este seu primeiro disco de longa duraçom (LP), espectáculo que este gajeiro perdeu-se por nom ter o dom da ubiquidade e estar nessa data a algo mais de 1000 kms de distância física; se bem moi perto no meu coraçom.

Tempo Norte, para quem ainda nom saiba delas, é uma formaçom recém afincada em Compostela pero, com tudo, seus componentes som músicos experimentados e referentes do underground galego desde tempo atrás. O projeto nasceu na primavera de 2017, e desde entom a banda já publicara um Maxi/Single que tivo moi boa acolhida; e agora já temos o privilégio de contar com seu LP Antipersona.

Black Dahlia, Kazike y Lil Naipe nas líricas. Óscar Selektah e DJ Tips na produçom e DJ Larock nos scratchs e cuts, apresentam ANTIPERSONAEste trabalho que tamém conta com as colaboraçons de Crespo, Broder Chegar e Salem Blair, é a primeira referência de longa duraçom de Tempo Norte.

Descarrega ANTIPERSONA aqui

Escuita ANTIPERSONA acá
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Novo videoclip de Tempo Norte

Tempo Norte é uma formaçom recéme afincada em Compostela pero, com tudo, os seus componhentes som músicos experimentados e referentes do underground galego desde tempo atrás. Este projeto nasceu na primavera de 2017, e desde entom esta banda já tem publicado um Maxi/Single que tivo moi boa acolhida.

Monkey Business é a cançom do primeiro videoclip de Tempo Norte, que sae como adianto do seu primeiro disco de longa duraçom (LP) Antipersona que, tal como já contei co galho da entrada que publiquei para dar-lhe promoçom á VI ediçom do Subsolo Rap, teremos o privilégio de contar coa sua atuaçom na que apresentarám tal LP, que além anunciam que estará disponível para descarrega na rede em dias vindouros.
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[Brasil] “A Inimiga da Rainha” nova revista anarco-feminista. Livros Clandestinos: Anarquismo nom é Terrorismo

Recolho do seu blogue “ainimiga.noblogs.org” e dou pulo a esta iniciativa editorial brasileira baseada em Salvador (apesar de ter contribuidores e contribuidoras em outras partes do mundo) e da que, há coisa dum mês, saia seu primeiro número do prelo.

A Inimiga da Rainha é uma nova revista  anarco-feminista interseccional, autogerida. O nome é um tributo ao [jornal] Inimigo do Rei, e uma ênfase na presença feminina no anarquismo, porque não só homens são revolucionários da mesma forma que não só homens são reacionários.

Valorizamos a irmandade entre mulheres, e acreditamos no apoio entre feministas. Mas também achamos importante apontar a nossa oposição a um certo feminismo reacionário, que é uma apropriação neo-liberal do termo, exemplificado pela Rainha. Preferimos abolir hierarquias e cultivar a Rainha dentro de cada uma de nós.

Visamos um feminismo que apoia e incorpora a luta da comunidade trans, pobre, e negra. Lutamos contra o ‘feminismo’ cooptado pelo Capitalismo e pelo Estado. Não basta lutar contra o Estado, lutamos também contra o patriarcado, a supremacia branca, Capitalismo e o neo-colonialismo.

Livros Clandestinos: Anarquismo não é Terrorismo

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