Arquivo da categoria: liberdade expressom

Ana Rosa e sua “Guerra Okupa”

Hoje no programa de A3 de Ana Rosa emitirom umhas gravaçons onde umha equipa deste programa consiguiu (segundo eles) falar com cinco dos responsáveis da manifa okupa que denunciam agresons e detençons ilegais por parte da Polícia e acusam aos médios de manipula-la informaçom.

Diante disto queixam-se com razom desde Galiza ContraInfo do roubo das suas imagens para manipular e tirar conclusons falsas ao respeito do que, as pessoas entrevistadas, contam ao jornalisto infiltrado (veja-se com quanta intensidade pretende criminalizar até o uso do galego).

Para quem somos de Compos e sabemos o que se passa nesta cidade esta gravaçom é umha demonstraçom palpável da estupidez que se transmite polas televisons espanholas (e galegas). Aqui tendes o vídeo que vem de subir a rede “tantallejo” co singular cabeçalho de “Burla, maldición, okupas, comandos portugueses, proetarras e moita psicodelia” (a nom perder!!; para botar umhas risas!!;…)
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A Corunha Libertária – Roteiro “A livre-geografia”

Falo desta jornada ubicada dentro das exitosas Jornadas de Recuperaçom da Memória Anarquista da Corunha -e digo exitosas polos múltiples comentários que escuitei no dia do Roteiro- porque foi a única á que puidem acodir por celebrar-se na jornada do sábado. E foi um desses dias que, sem dúvida, ficará gravado num lugar especial da minha memória.

As fermosas e, ás vezes moi tristes, palavras do seu condutor Manuel Rivas, em lembrança dos feitos repressivos acaecidos nas diferentes paragens nas que fumos fazendo etapa; a música do meu gaiteiro favorito e seu escudeiro tamboril acompanhando os trajetos entre umha e outra paragem; as colagens de cartazes lembrando ditos sucessos; a cordialidade e bo clima de toda quanta gente de idades moi diversas nos juntamos; a palestra final de Pastora nas portas do velho cárcere e mesmo a paelha do Bugui, constituirom umha moi grata jornada de reivindicaçom e luita rodeada de moi boa companhia. Tamém destacar a boa fazeta do compa de Galiza ContraInfo á hora de cobrir tal evento e publicar este seu resultado:

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Adicado com enorme carinho para aquelas que “se deixaram a pel” no Peleteiro. Em especial para todas as mancadas, retidas e detidas

“Eu nom estivem ai, assim que nom podo dizer se foi ajeitada ou nom. Crio que nom houvo pessoas feridas e que tudo rematou ao dia seguinte, com total normalidade”. Luis Villares, juiz espanhol e portavoz da Marea galega, ao respeito da atuaçom policial.

As declaraçons dalguns vividores da política som de traca; as de Villares já tenhem suas boíssimas replicas na rede, autoria da genialidade pirata de “Benito Soto Troleada Galega” e sua peculiar grafia que já criou escola: Mecsan por nos, pero komo lho no miré em ese preziso hinstante te voi dicir ke yueve”, “El 23F-1981 nom ouvo feridos, assim ke como eu nom estava allí nom tenho opiniom fundada do Golpe” ou “Eu, como nom fum enterrado em cal viva polo PSOE, nom tenho opiniom fundada dos GAL” e outras do tipo.

As palavras de Agustín Hernández, (ver foto) quem fora o 2º de Feijoó no parlamentinho e que tivera que renunciar as suas aspiraçons de ascenso no mando de praça para tentar, sem éxito, lava-la cara do PP na alcaldia compostelã depois dos affaires coa justiça dos seus antecesores, Gerardo Conde Roa (porfa Gerard, volta da Alemanha!!) e Ángel Currás, já tenhem sua resposta nos olhos e ouvidos de quem lá estivo e sobretudo nos seus corpos mancados; replicada mesmo por quem, coma mim nom estivemos, mas quisemos saber que se passou e para elo bastou-nos com olhar as imagens captadas por numerosas pessoas que amosam a esquisita violência policial e em particular o vídeo de Galiza ContraInfo que já colei na minha anteiror entrada. Galeano de certo que incluiria as palavras de Aigostirriním na sua listagem de palavros substitutos utilizados polos mass merdas e diria tal que assim: Agora á violência policial contra pacíficas manifestantes chamam-lhe delicadeza extrema

Mas, ao fio da crónica publicada em “A Irmandade da Costa”, semelha que tamém houvo, entre convocantes e participantes, quem manifestou seu entusiasmo polos desenvolvimento dos sucessos do Peleteiro; a todas elas, colo acá este vídeo dos Les Luthiers que me veu de jeito inevitável á minha memória quando soubem destes entusiasmos, porque como bem remata sua crónica meu compa da Irmandade: Ademais, que hostias! había que intentalo!… e a próxima vez vanse cagar!
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Criminaliza que algo fica!! Reflexom sobre a manipulaçom mediática do despeje do CSOA Escárnio

Terça feria, martes, 29 de junho, 8 menos 10 da manhã.- Caminho do meu curro passam-me, ao ritmo de luzes e sons, duas furgonas da polícia nacional, por momentos lembro que hoje estava previsto um protesto de taxistas e continuo meu rutinário caminhar. Ao chegar á altura da Algália de riba observo na distância qual era o destino das furgonas policiais; a minha primeira reaçom foi de estranheça diante da evidência, mesmo pensei, iluso de mim, que os polícias que estavam despregándo-se polo tramo da rua onde está ubicado o CSOA Escárnio e Maldizer estavam a umha outra coisa; havia um motivo que me levara a crêr isso, eu escuitara mais de umha vez que havia um pacto verbal coa imobiliária no que as okupas comprometerám-se a facilitar o acesso para ser vissitado por possíveis compradores (feito que chegou acontecer, se bem nom sei em quantas ocasons) e em troques a imobiliária comprometia-se a avissar de antemão quando iam a despejar. Um acordo bem raro e para mim insólito e que saiba inédito na história da okupaçom pero que, sem dúvida, resultava cómodo; mas que agora, á vista dos acontecementos, só pode qualificar-se como um burdo engano por parte da imobiliária que deixa ás terroríficas okupas da kaleborroka mediática mas bem como ingênuas ovelhas caminho do matadoiro (e nom me estou a referir ao Centro Social de Compostela Aberta)

Entanto rematava de percorrer a Algália, mirando pa’trás vim que já estavam formados dois cordons policiais para trancar o trânsito peonil e no meio um fotografo coa sua objetiva apontando ao objetivo jurídico-policial. Marchei apurando o passo porque já ia com retrasso e quando cheguei ao curro mirei na rede que já estavam concorrendo gentes solidárias a protestar por tal abuso de autoridade e menosprezo ás formas de convivência. Por certo, nem rastro da polícia local, o feito de que a alcaldia nom fosse avissada impediu sua presência para facilitar a tarefa de cortar o trânsito como seria sua obriga legal.
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A Festa Hortera será no CSA do Sar (Casa do Peixe). Mantem-se a data do sábado 17

Cópio e colo da página web de A Kalimera:

Os sucessos imprevistos acaecidos encol do despejo do CSOA Escárnio e Maldizer, lugar no que de início iamos fazer este ano nossa particupar e peculiar Festa Hortera, fam-nos mudar de espaço para o CSA do Sar, onde temos ubicado nosso estúdio de emissom.

Queremos agradecer acá ás nossas compas do Sar por facilitar-nos umha vez mais as tarefas; sem imposiçons nem condiçonamentos e sempre com um sorriso. Em breves publicaremos o cartaz e muita mais informaçom ao respeito da festa. Haverá novidades suculentas…

Permanecede atentas as vossas pantalhas!!

Ide preparando vosso playback!!

Diante o despejo do CSO Escárnio: “Compostela Aberta, sem escusas para a violência”

Ante os feitos ocorridos na jornada deste martes relacionados co despejo do Centro Social de Escárnio e Maldizer na Algália, O Gajeiro na Gávea manifesta o seu profundo rejeitamento ante todo tipo de justificaçom da violência policial assim como os inadmissíveis comunicados do grupo municipal do alcaide urbano e falsimedios locais. É intolerável que umha manifestaçom em apoio da defensa de espaços sociais e culturais seja aproveitada pola polícia nazional para empregar umha força descomunal carregando de tal jeito contra manifestantes -nas que, além de encarapuçadas, havia tamém criançinhas e pessoas maiores- que mesmo semelhara que iam postos de algumha droga psicótica até as celhas, (até chegar ao ponto de abrir-lhe a cabeça a um moço ao espanca-lo violentamente e depois introduzi-lo á força e inconsciente numha furgona policial para léva-lo e encirra-lo numha cela). Cómpre umha reflexom de todas as pessoas que fomos violentadas porque este tipo de comunicados(*) só valem para alimentar o discurso dos governos e governinhos e das suas forças repressivas.
Só com botar um olho o mais objetivo possível as imagens dos vídeos (de ContraInfo e Sermos) que recolhem os momentos em que a polícia empreende com brutalidade as primeiras carrégas, qualquer póde-se percatar de quem motivou as cenas posteirores que tanto gostam de criticar as “ímbeciles e escuras” da nossa cidade. Como dim as compas de Illa Bufarda: “Onte foi un día triste na península, a ignorancia tapiou as portas do CSOA Escarnio e maldizer. Un espazo liberado en Compostela no que bulían as aprendizaxes, a colectividade, as risas, as raibas e un longo etcétera que dende onte está pechado e preparado únicamente para a especulación” ou como bem explica minha amiga Flor Teclas diante da foto da fachada tapiada do Escárnio: “Isto é o que fam os de arriba. Inçar muros e que nom entrem vozes. Que nom saia a livre ideologia. Que ninguém viva”
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O galego perde falantes na infância – Vivências causais ou casuais: 1º) O futebol

TORNEO RC DEPORTIVO – DIA DAS LETRAS GALEGAS

Na tarde do domingo passado, horário de assento zumbi-zaping por excelência, liguei na TVG a retransmissom dos partidos das semifinais e finais do XIV Torneo Real Club Deportivo das categorias Prebenjamim e Benjamim; e falo de retransmissom porque a jornada de competiçom fora celebrada na sinalada data do 17 de maio, Dia das Letras Galegas, na Cidade Desportiva de Abegondo entre 206 equipas de futebol espalhadas por toda Galiza e conformadas por rapazes e rapazas de até 10 anos (nessas categorias nenos e nenas jogam juntas, índa que eu só vim umha rapaza jogando na equipa que ficou de 2ª na categoria benjamim). E nom é que fosse umha casual coincidência jogar nessa data, senom e tal como figura na web deste peculiar torneio, essa é a data escolhida: “Todos os anos, desde 2004, o Dia das Letras Galegas é também o dia da festa do fútebol base em Abegondo”.

Sem dúvida umha ocasiom perfeita para comemorar ambos acontecementos juntos e poder espalhar assim a nossa língua num espaço de esparegimento, jogo e convívio durante mais de 12 horas entre rapazes e rapazas de curta idade.
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