Arquivo da categoria: lumes

Medio Rural: “Pôr caçadores a vigiar os lumes no monte é como chamar a raposa para tomar conta do galinheiro”

Já dim conta em várias entradas desta minha bitácora das minhas suspeitas de que os disparos dos caçadores tiveram algo a ver com a vaga de lumes desatada na data aciaga do domingo 15 de outubre passado que sinificara a queima de 50.000 hectares da massa arvórea da Galiza e na que morreram quatro pessoas.
Fora justo nesse domingo quando começara o periodo hábil de caça aprovado pola Direçom Geral de Património Natural da Junta de Galiza; a tal efeito várias colegas certificaram-me que nessa jornada, desde bem cedo na manhã, já andavam os caçadores a tiros polos montes. Ou seja que, pese ás previsons meteorológicas que auguravam moi fortes ventos furacanados; o começo da tempada de caça 2017-2018 nom foi suspensa.
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Brigadas Deseucaliptadoras do Povo uma boa iniciativa para combater a Trama-Máfia do Eucalipto na Galiza

Nestes dias estám saindo á luz diversas informaçons sobre o eucalipto -espécia invasora e pirófita em mãos de desalmados- que afetam de maneira direta á situaçom desta árvore na nossa terra:

A primeira a ter moi em conta é a publicaçom dum ditame, adoptado por unanimidade, do Comité Científico de Flora e Fauna Silvestres do Ministerio de Agricultura, Pesca e Medio Ambiente espanhol que recomenda a inclusom do Eucalipto no Catálogo Estatal de Espécies Exóticas e Invasoras. O ditame inclue nas suas recomendaçons a todas as variedades de eucalipto, desde a globulus á nitens, e sugire “extremar a precauçom com novas introduçons e plantaçons” e realizar “medidas de erradicaçom denantes de que se produza a invasom”. Além resalta que estas árvores alteram a biodiversidade e implicam um elevado risco de incêndios.
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“Onte fixo catro meses” x Elena Buch – Palavras sobre a vaga de lumes do outono passado

Recolho, com o permiso da autora, do seu muro duma rede social, este magnífico texto assim coma as imagens que o acompanham. Um texto que fala de sentimentos de tristura e de amor á nossa terra; de nojo para o fascismo e o capitalismo que estám a transforma-la e destrui-la; e no que se fai um convite a luitar para recuperar este país das fauces do mostro depredador. Colo (mantendo sua grafia original) e convido a sua leitura pausada:

Onte fixo catro meses.
Catro meses dende o 15 de Outubro, dende a masacre que calcinou unha Galicia xa sentenciada.
Eu xa non estou deprimida; custou, non ía custar…
Saimos camiñar, coma tantos días… a ser conscientes, a documentar, a brutalidade dos tempos que nos tocaron vivir.
Miramos cadáveres, esqueletes de árbores ó noso redor. Unha carballeira centenaria calcinada; encolle o corazón pensar en quen a plantou, doe de verdade; estarase a revolver na súa tumba, de seguro, doe.
Sempre penso, imaxino estes camiños, carreiros, quiringostas, devesas… e o movemento que nelas houbo; persoas co seu leghón ó lombo, traballando. Traballando e desfrutando, moendo e cantando; asubiando, berrando… falando. Podese chegar a escoitar os pasos, e os bramidos dos animais. Escoitar a auga, a Vida. Agora non se escoita nin o píar do ferreiriño, nin se miran as pegadas da corza… Continuar lendo

O PP segue coa sua teima de inculpar a quem menos culpa têm: Miguel e Maria Luisa novos bodes expiatórios

Quando o desastre do Prestige, a 13 de novembro de 2002, as culpas e a implacável justiça recairom em seu capitán, Apostolos Mangouras e contra dele dirigirom todas suas miras nossos governantes do PP e sobre ele canalizarom a impartiçom da justiça. Quando a terrível morte (assassinato?) de 81 pessoas e as feridas de outras 144 que iam do trem Alvia caminho de Compostela em 24 de julho de 2013, as miradas dirigirom-se só a Francisco José Garzón, único maquinista do trem e único imputado por delitos de homicídio imprudente, segue á espera de juízo, pese que nemhuma das associaçons de vítimas do Alvia o considera responsável e ele mesmo, pese ter pedido perdom inúmeras vezes, está convencido de que seu lapsus nunca pudo conlevar tal fatal acidente. Agora com esta vaga de lumes que se originaram por negligência e total falha de prevençom das incopententes que governam Galiza e as espanhas todas, e que causaram a morte de 4 pessoas, os seus olhares acusatórios e sues dedos implacáveis querem fazer recair as culpas em Miguel (vizinho de Os Blancos e Vigo) e mais Maria Luisa (vizinha da paroquia de Petelos em Mos); autoras de lumes de 2 e 3 hectares respeitivamente, só 5 hs das 35.500 totais que se queimaram nessa finde.

Á margem de toda investigaçom judicial ficaram os grandes culpáveis que obrigaram maniobrar o Prestige empurrándo-lo ao desastre e mais quem nom instalou medidas protetoras nas vias nem realizara analise de riscos denantes de lançar trens a tam altas velocidades e tudo aponta a que ninguém assumirá que os lumes poderiam ter-se previsto e tomar medidas preventivas em troques de despedir brigadistas e abrir a tempada de caça. Além, tal como ocorreu por entom, agora estám a botar balons fora e lançar mentiras polos seus falsimédios. E nom só!! muitos deles e muitas delas foram premiadas e ascendidas nos seus postos da escala de mando pepeira, de feito todas as pessoas que, na altura do Prestige, eram membros do Governo espanhol, salvo Jaume Matas (e por causas totalmente alheias ao Prestige) sairam moi bem paradas:
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[Portugal] Há 28 anos um povo luitou contra os eucaliptos. E a terra nunca mais ardeu

«A única maneira de travar os incêndios em Portugal é reduzir o eucaliptal e substituí-lo pela floresta autóctone», diz o ambientalista Serafim Riem.

Nestes dias de certo que, agás as surdas, todas as galegas escutamos que se bem na Galiza sopram maus ventos com isto dos incêndios, muito pior estám nossas vizinhas portuguesas, que por nom ter, nem sequer contam com equipas profissionais para combater os lumes e só tenhem equipas de voluntárias que nom cobram um peso por apaga-los.

Nom é certa tal apreciaçom, dado que Portugal (com uma extensom de 92.256 km²), conta com, segundo dados de 2013, 42.592 bombeiros voluntários e 6.363 profissionais; em tanto no Estado espanhol (com 504.030 km²) segundo aporta o sindicato pactista UGT, o seitor da extinçom de incêndios ocupa 25.000 operárias no vrão e menos da mitade no resto do ano. Com o que o rátio bombeiro profissional por km² é bastante maior no Portugal (aprox 0’07 bombeiros por km²) que na Espanha (aprox 0’05) e isso sem ter na conta os 42.592 bombeiros voluntários!!
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Onde estám os terroristas incendiários de Feijoo? A filha do único detido denúncia que seu pai foi torturado pola Garda Civil

“Pido ás galegas que ajudem meu pai e que nom se deixem enganar”

Com este cabeçalho intitulava ontem Galicia Confidencial o artigo assinado por Alberto Quian no que dá voz á Sara Martínez, filha de Miguel Ángel Martínez Novoa, até hoje único detido depois da última vaga de lumes que asolou Galiza queimando mais de 35.500 hectáreas.

Miguel foi membro fundador do Movemento Ecologista da Límia (MEL) nos primeiros anos 90 e nestes momentos, como trabalhador dos julgados de Vigo, tem assessorado em numerosas ocasions sobre a incipiente normativa ambiental; além é poeta comprometido coa defessa da natureza. Assim o testemunham umha vintena de grupos ecologistas que tirarom um seu Comunicado conjunto no que dim que nom acreditamos que Miguel seja um delinquente, e menos ainda um perigo potencial para ter que priva-lo de liberdade” e que “todo indica que estamos ante um episódio de lume nom intencionado e rematam io Comunicado sinalando que: “em todo caso, foi um incêndio que ele mesmo ajudou apagar e a limitar o seu alcance até ficar em testemunhal. E cómpre considerar que se trata dumha pessoa que pola sua vontade e iniciativa cívica acudiu por duas vezes ao quartel da Garda Civil. Agardamos que em justiza nom se convirta a Miguel num chivo expiatório desta catástrofe ecológica, para desviar a atençom criminalizando ao movemento ecologista e assim eximir das suas responsabilidades a quem tem as competências sobre as políticas forestais, agrárias e de gestom do território.
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