Arquivo da categoria: machismo

“Irmandinhas” Peça microteatral sobre os cárceres

Lá por 2014 escrevera esta peça curta a petiçom das “Bichas lerchas”, um grupo de compas envolvidas numa experiência teatral já desaparecida (se bem alguma delas segue ativa nesta arte dramática) coa que montaram (juntando textos escritos por outras pessoas, das que agora mesmo só lembro a Santi Cobos) sua obra de denúncia da situaçom dos cárceres focalizada nas mulheres, e que teria sua estrena co galho da II Feira do Livro Anarquista de A Guarda celebrada a finais de abril desse ano. A mesma foi representada num domingo de sol na praça de S. Benito desta vila marinheira com grande sucesso e assitência e depois rulou por algum outro lugar da cena antisistema.

Agora, abrumado pola notícia segundo a qual é uma mulher, Gina Haspel, a nova máxima responsável da fabrica de torturar que é a CIA, que além tem sona de ser tamém uma experta na matéria; publico neste meu blogue a versom atualizada e corregida desta minha colaboraçom á que pugera de cabeçalho o título de “Irmandinhas”:
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Avisso a esses machos solidários: Já se passou o 8 de Março, já podedes voltar a ser machistas.

Ontem flipei coa postura desses machos afanados em ser solidários coa luita das mulheres. Have-los hai-nos de todas as cores:

– Os dirigentes sindicalistas de CCOO e UGT das espanhas todas, que nom perderom a oportunidade de sair nas cámaras das televisons para opinar eles sobre como foi trasncorrindo a jornada de luita; nem sequer cederom a voz as suas secretárias da mulher.

– O alcaide mareante da Corunha, que tampouco perdeu a oportunidade de se subir ao palco para falar
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Chamada mundial a todas as mulheres desde o Movimento de Mulheres Curdas contra da “Terceira Guerra Mundial”

“Com a invasom de Efrîn de novo revéla-se quam desigual é o mundo no que vivemos. Os ataques a Efrîn som vistos por todas, pero está claro que todas quantas os vêem os inhoram. Isto deixa em claro que a justiza escrita nas páginas brancas nom é válida. Se fosse certo, a matança de mulheres, crianças e anciás nom seria inhorada. Tamém estamos certas do nosso poder de autodefessa”. Declaraçom do Comando General das Unidades de Proteçom das Mulheres (YPJ) em Efrîn

Nada contam os falsimédios da caravana de mulheres que partiu cara Efrîn desde diferentes lugares do Curdistám (dividido ao seu pesar entre os Estados de Turquia, Irak, Irám e Síria) co objetivo de chegar a essa cidade em 8 de março e amossar sua solidariedade com a resistência do povo curdo diante os bombardeios sistemáticos de Turquia. Nada contam tampouco do éxito de tal convocatória, na que decenas de miles de pessoas marcharom baixo as bandeiras do Kongreya Star (Congresso Ishtar) fundado em 2005 e que desde entom lidera o movimento feminista em Rojava e a revoluçom em Efrîn (foto 1). Tampouco nenhum contou a verdade do que aconteceu na cidade de Amed que forma parte do Curdistám turco e onde a movilizaçom, pese celebrar-se baixo uma permanente ameaça policial, juntou miles de mulheres (foto 2).
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“8 de março, que nojo” x Maria Galindo

Conhecim María Galindo na altura das mobilizaçons do Prestige, numa vissita que figera á desaparecida Casa Encantada de Compostela. Já soubera dela pola minha companheira de entom, quem era siareira do coletivo boliviano “Mujeres Creando”; desde entom quando me chega um seu texto é moi raro que nom o compartilhe dalgum jeito, dado que é uma das pessoas que tenhem essa capacidade de abrir-me os olhos e a mente a outras realidades que me som alheias na minha cotidianidade de home branco europeio com trabalho estável. Nom é a primeira vez que traduzo um seu texto e dou-lhe pulo nalgum site de informaçom alternativa. De tal jeito na anterior etapa de Abordaxe já publiquei várias entradas sobre este coletivo “Mujeres Creando” e sobre María Galindo, uma luitadora que se autodefine Anarquista e Puta e da que, denantes de reproduzir (e traduzir) seu novo texto publicado ontem na web boliviana Página Siete desde a perspetiva das “mulheres do sul do mundo”, uma visom crítica com a “celebraçom” do 8 de março, colo esta sua cita refletida na entrevista publicada no desaparecido jornal Diagonal em abril de 2015:

“Sou consciente de que nos estám a roubar até a palavra ‘feminismo’. Um dos atos do poder é devorar tudo, ser tudo e que nada tenha sentido fora do sentido que o poder assigna às cousas, de aí a necessidade de apropriar-se da palavra, do território feminista, a necessidade de coopta-lo, devora-lo e desprovê-lo do seu sentido subversivo e inquietante.”

Está claro que o Dia da Mulher, o Dia do Índio ou do Discapacitado som dias absurdos que como tantos outros costumam servir para que, quem governam em nome dos interesses do homem branco, são, heterosexual, católico, se dirijam a esses “outros” para nos felicitar, para nos recordar que nos outorgaram tal ou qual direito retórico e periférico, que nom afecta a pirâmide de privilégios do sistema, e para nos recordar que suas políticas de inclusom, igualdade e demais trilhados temas som propostas que requerem nossa infinita paciência para assumir que imos por um bom caminho para alguma situaçom que algum dia será milhor. Convertem-se em dias quando praticamente se nos bota em cara que nom é necessária nenhuma revoluçom para mudar as coisas, senom que com uma lista de demandas basta.
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De quando as instituiçons fam duma jornada de luita uma festa. Do Papa Pio XII, de Franco e da Marea Atlantica

Há certa contovérsia ao respeito de porque a data do 8 de março foi a escolhida como jornada de luita reivindicativa das mulheres:

Há quem aponta que a origem tem ilaçom coa efemérides da greve dum grupo de trabalhadoras do textil de New York que em 8 de março de 1857 foram reprimidas e queimadas vivas dentro da fábrica e que, na sua lembrança, Clara Zetkin (líder socialista alemana) propugera dita data na Conferência de mulheres socialistas de Copenhague. Esta é a teoria oficial da O.N.U. que estabeleceu legalmente tal data em 1975 como “dia da mulher” para amputar-lhe seu caráter revolucionário, como un dia festivo, um feriado mais, sem nenhuma reivindicaçom “molesta” para seus intereses.

Em contrapartida as libertárias falam de que foi em 1908 quando 40,000 costureiras de grandes fábricas textis se declararam em greve, demandando o seu direito a sindicar-se, milhores salários, jornadas mais curtas e a aboliçom do trabalho infantil. Nom pediam sufrágio universal, nem ser representantes políticas, nem poder parlamentar nos congressos, tampouco pediam ser m(p)atronas nem ocupar cargos jerárquicos; suas demandas eram claras: “Queremos o pam, pero tamém queremos as rosas!…” Durante essa greve foram brutalmente reprimidas pola polícia, quem prendera lume á fábrica onde se refugiaram as grevistas e a consequência da brutal repressom morreram 146 mulheres. 120.000 operárias assistiram á posterior manifestaçom-funeral. A maioria das grevistas eram filiadas do sindicato anarquista IWW, que se opunham ao socialismo autoritário, advogando por uma organizaçom libertária.
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Um paro de 2 hs nom é uma greve!! 8 de março: 24 horas de luz x Acratosaurio Rex

Nom estava eu moi ao tanto de como se estava perfilando esta convocatória dirigida em exclusiva ás mulheres; o que entra dentro da lógica da convocatória dado que eu som home e como tal nom me di por convidado; tamém nom figem caso algum desses chamados que correm pola rede de como devemos comportar-nos os homes nessa jornada de luita; mais que nada porque desde já há muito tempo sei qual é o meu papel nos 8 de março e noutras convocatórias feministas; quanto menos desde que compartilhara militância comunista lá polos anos 80 coas mulheres envolvidas na revista Andaina e por suposto desde que, minhas milhores amizades femininas daquelas, participavam moi ativas nas luitas pola Igualdade de direitos (laborais e civis) ou pola despenalizaçom do aborto.

Cicais e em consonância com minhas aprendizagens passadas deveria, como home, ficar calado e nom adicar espaço algum na minha bitácora para fazer uma crítica ás convocatórias dos grandes sindicatos pactuantes (como dado a sinalar nenhum deles nunca forom dirigidos por mulheres) tanto espanhois CCOO, UGT como o galego CIG. Mas crio moi acertada a opinióm de Acratosaurio em AlasBarricadas, porque tamém fala do papel dos homes e do que sinifica uma greve para o Sistema Capitalista e do que vale fazer um paripé de 2 horas de paro pactado; é por ilo que nom puidem deixar passar a oportunidade de criticar o oportunismo destes pactários que prefirem prantear fazer algo anedótico nesta jornada porque “o risco de tirar-se a uma piscina vazia era moi alto e o pior que poidera passar é que resultara um fracaso convocar 24 horas de greve” (segundo palavras dalguém da CIG querendo justificar o injustificável). Colo (traduzido):

No dia 8 de março há convocada uma greve. A iniciativa partiu de centos de organizaçons de mulheres, entre elas as libertárias, que têm apontado na agenda que nesse dia nom se trabalha. Desde que comecei a ler sobre esse assunto no final de 2017, e anos anteriores, ficou-me claro que a greve ia dirigida às mulheres, e que se lhes convocava a nom fazer absolutamente nada durante 24 horas. E como todas as greves, me pareceu uma ideia fabulosa, porque… Pode haver algo mais maravilhoso no mundo capitalista, que deixar de currar um dia às bravas, e parar esta loucura?
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A peculiar maneira das sindicalistas de CCOO e UGT de “Adolfo Domínguez” de sumar-se a Greve das Mulheres em 8 de março

Já vai uma porrada de anos que nada que saia destes sindicatos me surpreende; mesmo durante um bo tempo nom entendia como gente que luitara de verdade durante o franquismo sendo filiada destes sindicatos, inda seguia ligada a eles quando já se lhes vira muito seu plumeiro pactista -atitude traidora que mesmo valera legítimos parabéns dos máximos representantes dos empresários durante a falsa transiçom- mas isto de publicar comunicados agradecendo ao patrom que lhes deixe sair a protestar 15 minutos durante o tempo do descanso para o café e parabenizándo-lhe porque nom lhes vai descontar é já de mejar fora de penico. Por descontado o feito de que enviem a comunicaçom em perfeito castelám já nom depara surpresa alguma nestes sindicatos espanholeiros que bailam ao ritmo que lhe marquem em Madrid, mesmo seja seu hino pátrio com letra de Marta Sánchez. E mais nada, só agradecer a Benito Soto Troleada Galega por dar-lhe pulo ao comunicado e por fazer-me rir tantas vezes co que publica nessas mal chamadas “redes sociais”. Continuar lendo

[Reino Unido] Evento Benéfico “só para homes” (de muito dinheiro) para acosar e abusar de açafatas altas, delgadas e guapas

Soubem ontem desta escándalosa notícia por um quadrinho pequecho num jornal de pouca estima e quigem saber mais e apenas atopo informaçom sobre um assunto que deveria estar enchindo páginas de jornais e espaços televisivos do mundo enteiro. As razons para tal silenciamento fam-se óbvias, dado que deixa ver o percal de como som os homes VIP do mundo ocidental e a mim levou-me a lembrar o Crime de Alcasser, do triple assassinato das moças Miriam, Toñi e Desirée, salvagem e brutalmente violadas depois de ser raptadas na tarde-noite do 13 de novembro de 1992 e que vinculava a pessoas moi influentes do governo do PSOE do Sr. X dos GAL (Felipe González) a uma “rede de sádicos sexuais”, que estaria implicada na desapariçom de quanto menos 150 minores (ver acá mais informaçom deste silenciado assunto e suas consequências para os investigadores que quigerom tirar luz sobre o tema, só adinato que em 1998 Juan Ignacio Blanco publicara seu livro: “Qué pasó en Alcasser”, no que dava as chaves do triple assassinato pero em 2000 um juiz ordenava que o livro ficara secuestrado de por vida).

Mas voltando ao caso que me ocupa da Gram Bretanha, segundo a informaçom do Financial Times (FT), que destapou o assunto tras infiltrar Madison Marriage, uma sua jornalista, entre as 130 açafatas contratadas para atender uma ceia-gala anual no Dorchester Hotel de London, um hotel de lujo, organizada polo excelso The Presidents Club Charitable Trust, organizaçom “sem ánimo de lucro”, na que participariam 360 homes do mundo dos grandes negócios e fináncias e da alta política, e que tinha como objectivo recaudar “fundos para boas causas” como “as crianças desfavorecidas”. Se bem tal como conta no seguinte vídeo a jornalista do FT “muitas açafatas forom acosadas sexualmente por estes babosos” e receberom todo tipo de “manuseos e comentários lascivos e mesmo petiçons para acompanhar-lhes a alguma habitaçom”:
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Nom sejas profissional da política!! Ao respeito da campanha da Junta de Andaluzia contra os piropos

Desde há bem de anos levo deconstruíndo-me e tratando de despejar da minha linguagem cotidiá todo vestígio discriminatório; o meu passo pola Rádio Livre A Kalimera contribui de jeito inegável na minha procura de fazer uma emissom limpa de linguagem discriminatória e de expresons carregadas de valores autoritários, sexistas, androcentristas, especistas… e trato de criar novas formas, novos verbos, jeitos revolucionários de nomear as coisas, investigar e recuperar uma linguagem que nos posibilite nom discriminar, avanzar, ampliar as miras, para nom seguir transmitindo com ela o mesmo contra o que tentamos luitar.

Quando soubem desta Campanha, o primeirinho que me veu á minha cabecinha tola de carnaca, foi pensar em que culpa terám os animais das nossas eivas e costumes patriarcais e machistas, como para que as encarregadas de fazer tal campanha, tiveram que recorrer a 6 espécies animais para mirar de aplacar os piropos dos moi machos como forma de acoso sexual ás mulheres. É algo que nom posso evitar, como quando olho esses documentais da vida animal onde a voz em off fala de assassinos perigosos e de vítimas inocentes, como se fossem as animais as que tiveram esse comportamento errático que só carateriza á espécie humana. Um animal nom atua como esse lixo humano.

E como gosto de ser crítico com todo quando vêm das nossas poltroneras governantes e co galho de limpar o bo nome dos animais usados em dita campanha, figem uma busca dos usos e costumes destes, com um resultado mais surpreendente do que aguardava atopar e que dista muito dos qualificativos que recebem na maldita Campanha. Poderiam ter usado imagens de políticos na busca do voto, de quando baboseam com infantes e bicam sem mirar a quem; a mim quanto menos se me asemelham mais aos babosos que piropeam.
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Xavier Domènech, líder de “Catalunya en Comú Podem”, retrata á perfeiçom a velha hipocrisia da nova política

Já tenhem amossado em infinidade de ocasions, podemitas e suas confluências na equidistância, suas particulares maneiras de fazer política partidista tentando ir de guais e de ser consequentes com o que largam polas suas bocanchas quando prometem o milhor dos mundos possíveis se elas governaram; já tenhem demonstrado com creces que tudo é uma falácia, pois nada mudaram em quanto á repressom de ativistas e de gentes sem recursos naqueles pontos nos que governam e mesmo segue havendo desafiuzamentos nos concelhos nos que tenhem a alcaldia; pero o que se passou esta quarta feira passada, dia 17 de janeiro de 2018, com as declaraçons do Domènech em rolda de imprensa é como para botar-lhes de comer à parte: HIPOCRISIA MACHISTA 100%. Uma atitude que a mim me lembra a esses homes que, quando nom estám em presença de mulheres, largam babosadas de grande calibre e depois vãm de feministas pola vida dando liçons e tenhem o morraço de assinar um manifesto público contra essas mesmas atitudes.

Xavier Domènech assegura que a fotografia da composiçom da Mesa do Parlament “doe” porque “só há uma mulher” ao que um jornalista espavilado fai-lhe ver que “Catalunya en Comú Podem” reclamava um sítio em dita Mesa e propunha Joan Josep Nuet, e nom uma mulher. Mas convido a vê-lo vídeo e que cada quem tire suas conclusons:

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