Arquivo da categoria: matemáticas anticapitalistas

Do cancro, do altruismo da família Ortega (Inditex) e das suas suculentas consequências

Falsimédios de toda pasta e condiçom acostumam, cada certo tempo, a encher seus espaços com fantásticas notícias ao respeito da generosidade de D. Amancio Ortega e da sua família, a través da Fundaçom que leva seu nome, para com as pessoas doentes de câncer: e assim os jornais saem as ruas repletos de colunas panegíricas por doquier e as televisons e rádios fam reportagens sobre tam excelência bondade e um sem-fim de louvanças emergem espontáneas nos corrilhos das barras de bar entre compas de curro, estúdios ou mesmo na cola do paro, e com especial admiraçom, mesmo devoçom, nas salas de espera das consultas médicas.

Já tenho tratado o tema desta peculiar filantropia da fundaçom orteguiana, mas hoje quiger focaliçar o assunto aportando um dado que saiu nalgum falsimédio (num pequeno espaço do apartado adicado á economia, que caseque ninguém olha) e do que acho que ninguém fijo umha ilaçom com a tam cacarejada donaçom dos noseiquantos milhons á sanidade pública para a luta contra o câncer. É refíro-me ao feito de que a filha primogénita de Amancio, Sandra -hoje em dia a mulher mais rica de Espanha graças a morte da sua nai e de quem, a imprensa de papel couchê, destaca “seus escasos aires de grandeza”– é a 2ª maior acionista da farmaceútica “Pharma Mar”, que como se fosse coisa da casualidade, adica-se a fazer negócio coas doenças provocadas polo câncro. Oh casualidade causal!!
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A abstençom ganha as eleiçons na França – Matemáticas para anticapitalistas (3)

Pese a que mesmo algum falsimédio espanhol num artigo que leva por cabeçalho “Cuatro datos para entender las elecciones francesas” sinala como 3º dado: “La abstención es el tercer partido”; isto nom resulta ser mais que MENTIRA.

Nom sei quem ensinaria matemáticas aos redatores das notícias eleitorais ou igual deveria perguntar-me quem lhes ensina a manipular os dados da participaçom e a abstençom, porque o que está claro é que fam do seu um pandeiro em quanto ao mal uso e/ou abuso dos tanto por cento. Se é por falha de conhecementos, grave, mas se é para manipular e desvirtuar a importância da abstençom como opçom, muito pior.

O assinante de tam fantástico artigo, Jaime Rubio Hancock, recolhe a imagem da agência francesa AFP segundo fonte do ministério do intérior francês e que poidera ter-lhe incitado ao erro ou engano e poida que de ai jurdíra-lhe o encabeçamento escrito sem pensar ou adrede.
Mas
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Do suposto altruismo de Amancio Ortega

Do sinificado de altruismo podemos tirar duas conclusons que ajudem a entender porque a donaçom de Amancio Ortega de 320 milhons á sanidade pública para a luta contra o câncer nom tem nada que ver com o altruismo: 1º Se Amancio considerara “a dedicaçom aos outros como norma suprema de moralidade” nom teria agardado tantíssimo tempo (desde que se converteu em multimilhonário) em fazer algum donativo que lhe figera merecedor dessa moralidade da que, sem dúvidas, caresce. Á contra sua única preocupaçom -além de seguir copando o mercado textil a base de subcontratas onde se pratica sem pudor a escravitude infantil e a exploraçom das mulheres em condiçons paupérrimas e abusivas (situaçom denunciada multiples vezes na Campanha “Ropa Limpia”)- é seguir recebendo coba dos medios, atender sua hípica para seu próprio deleite e outros praceres mundanos.

2º Se Ortega tivera um mínimo de “abnegaçom e complacência no bem do próximo” nom daria as costas ás continuas denúncias de escravitude das crianças e mulheres exploradas por firmas subsidiárias de Inditex e já teria rematado com elas e com a mesma pagaria um jornal mais que justo ás suas empregadas. Mas se tal figera nom seria multimilhonário graças ao sudor de outras.
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Resultados eleitorais USA: A abstençom arrasa.

14980778_10154005654456179_171732286570441751_n A verdade é que sempre é ganhadora desde que para poder votar tês que registrar-te como votante e cumprir umha série de requerimentos, o qual já deixe fóra da democracia representativa a um feixe de moradoras nos USA, que venhem a ser um 30% (aprox) de todas quantas pessoas residem lá com papeis legais de nacionalidade e ás que, por suposto, haveria que sumar todas as indocumentadas sem direito a nada. Mas nom só, porque de todas as pessoas que se registraram e cumprimentaram os requerimentos para poder votar, houvo um 46’9 % de abstencionistas!!
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CONFIRMADO: O PPdeGa governa com maioria absolutista com o apoio de só 1 de cada 4 galegas com direito a voto

O DOG do martes 11 de outubro publica os dados definitivos dos resultados eleitorais que eu recolhim na imagem adjunta; onde fica demonstrado que este sistema representativo chamado democracia é totalmente injusto e os governos saidos das consultas eleitorais nom tenhem nem remotamente o apoio da povoaçom a quem dim representar. Deste jeito 3/4 partes das pessoas com direito a voto para escolher o parlamentinho galego vam-se ver governadas durante outros quatro anos dum jeito absolutista por um partido político que nom representa para nada seus intereses

dibujo Mas nom só; porque a realidade numérica amossa que mais dum 50% desse eleitorado (um 51’72%) nom vai ter representaçom algumha na cámara de representantes galega; como resultado de sumar as abstencionistas (46’37%) mais votos nulos (0’54%), votos em branco (0’52%) e votos a partidos que nom obtiverom representaçom algumha (3’29%) .
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Mais da mitade das galegas (com direito a voto) fica sem representaçom algumha no parlamentinho

democracia-representativa Ontem foi realizado o reconto das votantes do CERA (Censo de residentes ausentes) e tudo foi como apontava na minha anterior entrada neste blogue na que figera valoraçons dos resultados eleitorais e da vitória contundente da abstençom; e tal como predisse houvo umha participaçom ridícula do 2’42%, tudo em perfeita sintonia com o pouco que interesa o governinho galego ás galegas espalhadas polo mundo e que apenas tenhem contato físico com sua terra (muitas delas estám nesse censo sem ter pisado nunca terra galega polo simples feito de ser descendentes direitos de emigrantes galegas e ser possuidoras de dupla nacionalidade; se bem tenhem o mesmo direito a voto e a estar representadas no parlamentinho que as que residemos acá e padecemos dia a dia os desmáns do sucessivos governinhos).

Sumados os dados á participaçom no dia da votaçom (e a falha de que se publiquem os dados definitivos que o corraborem), temos que a abstençom acadou o benefício dum total de 1.253.194 pessoas o que vem a ser o 46’38% do censo total, e em quanto aos dados finais, estes som os resultados totais: Continuar lendo

Matemáticas para anticapitalistas (2). A trampa das declaraçons da Renda em trabalhos precários

Ainda que pareza mentira deixar de fazer a declaraçom de fazenda quando tês um contrato lijo e/ou um trabalho precário (a maioria) perjudica gravemente a tua economia e benefícia á fazenda dos governos capitalistas estatais. Tu verás o que fás…

destrucción + iva Lim hoje um artigo no que se fazia mençom de que Galiza era a 2ª autonomia com menor porcentagem de declaraçons (um 27%) onde se marcou o X nas achegas á Igreja católica nas últimas declaraçons da renda correspondentes aos ingressos percebidos no ano 2015, só por detrás de Catalunya. Mas nom foi essa questom a que chamou a minha atençom senom um comentário dum autodefinido como “consultor e analista nas áreas da estatística, a economía, a administración pública, …” e além “comentarista de atualidade num falsimédio público” no que fazia umha “penosa” retificaçom ao articulista ao sinalar que dito “27% non sobre o total de declaracións (1.265.000) senón sobre as positivas (295.000), é dicir, aproximadamente 80.000 declaracións” e ato seguido como querendo quitar argumentaçom pergunta ao respetável: “son esas 295.000 declaracións representativas de toda a poboación?”. Ante tamanha inhorância de quem vai de economista e jornalista só puidem escrever eu mesmo um meu comentário ao respeito que vos colo e que vos convido a lêr porque poida que vos interese a todas aquelas pessoas que estades a cobrar salários e que nom fazedes a declaraçom da renda porque nom chegades ao mínimo; pois sendo assim é moi possível que estejades a pagar de mais a Fazenda e perdéndo-vos a possibilidade de recuperar muito (senom tudo) do que já vos quitaram nas vossas nóminas:
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