Arquivo da categoria: racismo

[Brasil] “A Inimiga da Rainha” nova revista anarco-feminista. Livros Clandestinos: Anarquismo nom é Terrorismo

Recolho do seu blogue “ainimiga.noblogs.org” e dou pulo a esta iniciativa editorial brasileira baseada em Salvador (apesar de ter contribuidores e contribuidoras em outras partes do mundo) e da que, há coisa dum mês, saia seu primeiro número do prelo.

A Inimiga da Rainha é uma nova revista  anarco-feminista interseccional, autogerida. O nome é um tributo ao [jornal] Inimigo do Rei, e uma ênfase na presença feminina no anarquismo, porque não só homens são revolucionários da mesma forma que não só homens são reacionários.

Valorizamos a irmandade entre mulheres, e acreditamos no apoio entre feministas. Mas também achamos importante apontar a nossa oposição a um certo feminismo reacionário, que é uma apropriação neo-liberal do termo, exemplificado pela Rainha. Preferimos abolir hierarquias e cultivar a Rainha dentro de cada uma de nós.

Visamos um feminismo que apoia e incorpora a luta da comunidade trans, pobre, e negra. Lutamos contra o ‘feminismo’ cooptado pelo Capitalismo e pelo Estado. Não basta lutar contra o Estado, lutamos também contra o patriarcado, a supremacia branca, Capitalismo e o neo-colonialismo.

Livros Clandestinos: Anarquismo não é Terrorismo

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“A luita antirracista é a mais radical que há”. Entrevista a Yuderkys Espinosa, feminista antirracista e descolonial

“Levo mais tempo no feminismo que no antirracismo, de feito fígem-me antirracista á força, justamente porque me desgastei tentando fazer possível a suposta sororidade entre mulheres e cair na conta todo o tempo que é impossível, porque há intereses distintos”.

Colo (e traduzo) do site “Es Racismo” esta entrevista realizada por Youssef Ouled a Yuderkys Espinosa (1) publicada antontem; nela esta mulher, que se autodefine como feminista descolonial e antirracista, aporta uma outra mirada, um outro olhar ao feminismo e mais a luita de classe. Yuderkys foi convidada a vir ao Estado espanhol polo coletivo Ayllu, um grupo colaborativo de investigaçom e açom artística-política formado por agentes migrantes, racializadas, dissidentes sexuais e de gênero provintes das ex-colónias, e sua conferência “Uma década de feminismo descolonial: Reflexons a partir dum percorrido” impartida em Valencia foi um éxito de assistência. Tamém uns dias antes, participara do obradoiro “Ráiva é o que temos”, dirigido a pessoas racializadas co galho de avaliar e construir estratégias para enfrontar a colonialidade e o racismo institucional.

– Entendendo que o racismo afeta a homes e mulheres racializadas qual deve ser o posicionamento dos feminismos que se denominam antirracistas?
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Tudo um Ejemplo de Dignidade: O “Sindicato de Manteros y Lateros” rejeita 5000 € que Ahora Madrid aportou ao seu “Goteo”

Nesta bitácora, na coluna direita, figura desde há vários dias o acesso a sua campanha de crowdfunding em Goteo com o cabeçalho destacado “Auto-organizaçom e Apoio Mútuo contra as fronteiras” Gotejo Solidário co Sindicato de Manteros e Lateros de Madrid , uma iniciativa solidária que parteu das migrantes residentes em Madrid. sob o objectivo geral de que todas as pessoas, independentemente da sua origem, tenham acesso a uma vida digna e plena.
Agora venho de saber por uma sua publicaçom numa rede social que venhem de fazer público seu rejeite a 5000 € dados por Ahora Madrid ao seu projeto de crowdfunding em Goteo ao tempo que convidam “ás personas que realmente queiram apoiar-nos na nossa luita, colabourem económicamente neste crowdfunding”; goteio que, por certo, pecha amanhã quarta feira, mércores.

Além soubem por OK Diario da repatriaçom do corpo de Mame Mbaye em 28 de março passado até Touba, seu lugar de nascemento, onde foi enterrado. Seu translado foi costeado pola comunidade senegalesa, a través de pequenas aportaçons, “dinheiro dos petos dos senegaleses” e de gente do bairro de Lavapiés que preparou comidas para vender” com o que tamém “criou-se um fundo para a família”.  Além soubem da negativa deste coletivo a admitir a ajuda da embaixada de Senegal porque  “nom lhes importa o acontecido, nom figerom nada”. “Nunca vinherom apoiar”.

Colo acá (traduzido) a sua explicaçom a tal Ato de Dignidade que eu aplaudo:
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Arona Diakhate denúncia aos agentes da polícia que malharam brutalmente nele em Lavapiés

Arona Diakhate, o home que fora apancado com sanha pola polícia antidistúrbios entanto estava tranquilamente apostado a uma farola da praça Nelsom Madela no bairro madrilenho de Lavapiés, vêm de apresentar uma denúncia “contra o agente que lhe agrediu, contra dos que lhe denegaram o auxílio devido e abandonaram o lugar tras presenciar os golpes e mais contra dos polícias que o transladaram até um portal e depois até comissaria e nom lhe remitiram a um serviço médico”.

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O racismo, uma chaga que devemos eliminar

Colo (e traduzo) do blogue do “Grupo Anarquista Tierra”  ligado á F.A.I.:

[Sobre o acontecido na quinta-feira, 15 de março, no bairro de Lavapiés  em Madrid]

A discriminaçom racial e a ideologia que a sustenta fai tempo que está caduca. Está demonstrado cientificamente desde o século XX que o ser humano nom está dividido em raças, mais que tudo, independentemente de nossa procedência e nossa etnia, somos a mesma espécie de homínidio.
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