Arquivo da categoria: repressom

“Como enfrontar o caso de “La Manada” desde um transfeminismo antipunitivista” x C.A.M.P.A.

Recolho, traduzo e cópio do seu blogue:

Desde o Colectivo de Apoio a Mulheres Presas em Aragón (C.A.M.P.A.) queremos fazer uma reflexom a propósito da sentença do juízo a “La Manada”:

Desde nossa perspectiva antipunitivista esperavamos com certo medo o resultado da sentença, que fosse uma condena de mais de 20 anos e, esta, fóra aplaudida desde o movemento feminista e desde a sociedade em geral. Temiamos tamém que, como sucedeu há apenas umas semanas, se reabrira o debate sobre a prisom permanente −ainda que esta só poida imponher-se em assassinatos onde haja alguma circunstância específica agravante− num momento de especial enfado e frustraçom.

Nós definímo-nos como transfeministas e abolicionistas do cárcere, do sistema penal e penitenciário. Isto léva-nos ás vezes a gerir debates e repensar as contradiçons que agromam.

Quando conheces de perto o cárcere, es consciente de que serve única e exclusivamente para castigar, tanto á pessoa condenada como as suas familiares e amizades. O armaçom penal só gera mais violência. Nada nos fai crêr que tras um, nove ou cinquenta anos de prisom estes homes nom vaiam volver violar uma outra mulher com igual ou mais violência coa que já o figeram.

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[Grécia] Áudios revelam estreito vínculo entre Amencer Dourado e as Cúpulas Policiais

Na Grécia da SYRIZA como na Espanha de Rajoy

Por momentos estivem por colar tal sugestivo encabeçamento nesta entrada para fazer ver a similitude entre o que se passa por estes lares e o que se vêm de destapar no lento juízo (*1) contra 69 membros de Amencer Dourado na Grécia da SYRYZA, essa Coaligaçom que viste do eufemista título de “Esquerda Radical” e na que PODEMOS pugera em miras para copiar tal trunfadora ideia eleitoralista.

Recolho esta informaçom (e traduzo) de KaosenlaRed, o artigo assinado por Revolución Real Ya e mais do artigo “Amanecer Dorado: la noche que lo cambió todo” autoria de Leonidas Oikonomakis no jornal El Salto

Uma série de chamadas telefónicas e intercâmbios de mensagens de texto, apresentados no juízo, revelarom uma vez mais os laços e a cordinaçom entre partidárias de Amencer Dourado e membros da polícia, incluidas as unidades antiterroristas e antidistúrbios.

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[Vídeo] Caso Altsasu: A prova definitória da montagem da Garda Civil

Por se alguém ainda nom tinha claro como se orquestrou a montagem contra os moços e a moça judicializados como terroristas por uma simples lea de bar; vos colo acá este vídeo correspondente á 6ª jornada deste juízo onde um agente da Garda Civil afirma que quando foram a deter a Adur, um dos acusados nada menos que de terrorismo, nom poideram faze-lo porque “no se dejó detener” pese a estar na casa!!.

É dizer, como aponta um tertuliano: NOM É CRÍVEL!! eu estou com ele mas que cada quem tome suas próprias conclusons:

Eu sego a têr moi clara a intervençom de quem, na altura, era o máximo responsável político da Garda Civil e pioneiro no de falsificar seu curriculum: Continuar lendo

Solidariedade coa Greve de Fame dxs Presxs – Amanhã 3 de maio envio de faxes e Rádio-Relato de “Títeres desde Abajo”

Este gajeiro já anunciara no seu dia que em tal data histórica coma a de ontem do 1º de maio, ia começar uma GREVE de FAME COLETIVA nas PRISONS para fazer vissível sua LUITA pola sua DIGNIDADE á que “os meios de desinformaçom nom darám cobertura” e sobre a qual solicitavam ajuda para que sua voz ressoe “afora” dos muros. Agora já começada solicitam o envio de faxes amanhã 3 de maio no seu apoio.
Nessa onda, Alfonso, membro de “Títeres desde Abajo”(*) publicou esta “Historia de un títere” um seu rádio-relato, escrito e locutado por ele mesmo que agardam que goste: Continuar lendo

Sobresseído o caso do insubmisso a Audiência Nazional, o jornalista alternativo Rubén Ollo “Olazti”

Em 13 de março publicava nesta minha bitácora a detençom deste moço indundarra “Olatzi”, colaborador dos médios alternativos La Haine Ahotsa.info, , tras declarar-se insubmisso a Audiência Nacional que pretendia julgar-lhe polos presuntos delitos de “enaltecemento do terrorismo” e “humilhaçom ás vítimas” por comentários nas redes sociais. Algo mais de um mês antes tamém dera conta da sua decissom de declarar-se insubmisso a justiça espanhola ao considerar com moi bo critério que “a Audiência Nazi-onal é um tribunal franquista e de excepçom para com meu povo e nom tem legitimidade para atuar como órgano jurídico nem comigo nem com nenhum pessoa de Euskal Herria, nem tampouco com nenhuma das pessoas dos diferentes povos aos que o reino de Espanha oprime.

A Fiscalia da Audiência Nacional vêm de estimar que as mensagens que Rubén Ollo publicara numa rede social entre 2012 e 2016 nom som constitutivos de delito de enaltecimento do terrorismo porque “nom propiciam ou alentam, inda que seja de maneira indireita, uma situaçom de risco para as pessoas ou direitos de terceiros ou para o próprio sistema de liberdades”.
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[Caso Altsasu] Vídeo que desminte a versom da Garda Civil e da fiscalia

Colo acá este vídeo que foi admitido coma prova depois de começado o juízo, dado que o tribunal se opusera a elo até agora, um vídeo que ETB difundiu ontem mesmo:

No vídeo gravado polo procesado Iñaki Abad com seu telemóvel na madrugada do 15 de outubro de 2016 no exterior do bar Koxka fica demonstrado sem dúvida alguma que a Garda Civil planificou uma montagem para que uma simple lea de bar passara a ter consideraçom de ataque terrorista. Co vissionado deste vídeo -julgade vos mesmas- fica patente que houvo um claro interés por parte de quem na altura era Director deste corpo, Cuco Fdez de Mesa, em convencer aos gardas implicados na lea entre borrachos para que mentiram e construir uma montagem nas que se figeram passar por vítimas do entorno da ETA (??).

O sargento da Garda Civil declarou que foi malhado “brutalmente” no chão por numerosas pessoas. Com tudo, nas imagens gravadas o sargento aparece com uma camisa branca impóluta, sem rabunhadas nem manchas de sangue; e mesmo ve-se como este indivíduo pega um lapote ao moço Iñaki Abad quando este está a gravar entanto ele, o “macho garda”, sérve-se de estar protegido polas forças da polícia foral par atacar a traiçom. De feito som as presuntas agressoras as que nesse momento acusam de violência ao sargento: “A ese que ha hecho de todo, a ese sí le dejáis”.

Doutra banda, na sessom de ontem tamém declararom duas médicas citadas pola defessa. Ambas coincidirom em sinalar que as testemunhos oferecidos polos gardas civis e as suas parelhas nom se correspondem coas lesons recolhidas nos diferentes partes médicos. Os quatro declararam durante o juízo que na agressom participaram “entre 20 e 25 pessoas”, que foram golpeados “brutalmente”, ocasionándo-lhes feridas de gravidade e a ruptura dum nozelho ao tenente.
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De Mestras e Gardas, de Humilhaçom e Adoutrinamento

Eu como filho dum militar profissional nunca ocultei minha filiaçom, um dado que nunca ocultei á gente que fum conhecendo ao longo da minha vida, assim como o feito de que meu pai era um bom home, um militar atípico de quem sempre estivem orgulhoso. Quando crio era algo que sabiam todas minhas companheiras de aulas e nenhuma, que eu lembre, valorou-me por este feito que me veu implícito por razom de berço. Suponho que, na mesma medida, as alunas filiadas de gardas civis do instituto El Palau de Sant Andreu tampouco ocultaram sua filiaçom nem denantes nem depois dos feitos da jornada do 1-O em Catalunya. Dito isto, fágo-me esta pergunta:

Se desde os meios que estám a provomer a judicializaçom das profissoras pedindo castigo exemplar para elas, sempre se defendeu como boa e necessária a “intensa laboura” das gardas civis durante essa jornada do referendum catalám pola independência, como é que consideram uma “humilhaçom” que ao dia seguinte se lhe perguntara ao alunado por quem era filiada do “corpo”?
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