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DISCURSO DE BEM-VINDA JORNADAS SOBRE TRABALHO SEXUAL DA CORUNHA no CS A COMUNA

Recém colado em castelám numa Rede Social há escasos minutos, (traduzo e) reproduzo eiqui. Assinalar que nas fotos se advirtem muita assistência desde seu início:

Bons dias, muito obrigado a todos e todas por vir a estas Jornadas de debate sobre Trabalho Sexual que tanto nos custou levar a cabo.

Por primeira vez na Galiza imos falar (num mesmo evento) 8 trabalhadoras sexuais (além de outras 3 pesquisadoras e aliadas).

Nom imos falar de “como iniciar-se no trabalho sexual”, nem imos tentar convencer a ninguém de que “ser puta é guai”.

Mais bem imos falar de nossos problemas, das diferentes violências que sofremos e de quais som nossas reivindicaçons.

O boicote e a série de difamaçons que temos sofrido nos últimos dias, resultando na censura e cancelamento das Jornadas na Universidade da Corunha, demonstra que a luta por nossos direitos vai ser dura e difícil: é paradoxalmente triste que em tempos de democracia se nos tente privar dum dos direitos democráticos mais básicos como é a liberdade de expressom.
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A nova guerra contra imigrantes e anarquistas em Grécia. Entrevista a um anarquista de Exarchia

Colo e traduço de Crimethinc:

Cheio de centros sociais ocupados e caracterizado por um espírito combativo antiautoritário, o bairro de Exarchia em Atenas, Grécia tem sido durante muito tempo um ponto de referência importante para os movimentos autónomos de todo mundo. O novo governo de direita que chegou ao poder em Grécia se comprometeu a arrasar este experimento de inclusom e autodeterminaçom. Em 26 de agosto, as redadas policiais em massa desalojaram quatro okupas, incluídas algumas que albergam famílias de refugiados, muitas das quais têm sido enviadas a campos de concentraçom. Neste momento, a polícia antidistúrbios rodeia a Exarchia, preparando seus próximos ataques. Em resposta, convocaram-se manifestaçons. Entrevistamos a um residente de Exarchia sobre o contexto deste novo capítulo de luta e as perspetivas futuras para aqueles que procuram um mundo sem capitalismo ou opressom estatal.

Em janeiro de 2015, quando a onda mundial de vitórias eleitorais de direita estava a cobrar impulso, o novo partido de esquerda Syriza ganhou as eleiçons gregas. Nesse momento, isto inspirou muito entusiasmo de esquerdistas e socialistas em Grécia e em outras partes do mundo; no entanto, argumentamos que Syriza sacaria movimentos das ruas, voltaria a legitimar as instituiçons do estado sem mudar seu caráter essencialmente repressivo e, em última instância, nom abordaria as consequências do capitalismo, polarizando aos votantes gregos para a direita. Como antecipamos, Syriza nom cumpriu suas promessas de defender a Grécia das medidas de austeridade exigidas pola Uniom Européia. Em mudança, impuseram-se medidas de austeridade, polarizando ainda mais a Grécia e confirmando que nom há uma soluçom eleitoral viável às crises impostas polo capitalismo.

Em consequência, em julho de 2019, o partido de direita Nova Democracia ganhou as eleiçons nacionais por maioria clara. Alguns jornalistas de meios corporativos celebraram a vitória da Nova Democracia como um regresso aos negócios como de costume, uma rejeiçom do suposto «extremismo» tanto de Syriza como do fascista partido Aurora Dourada. Mas a vitória da Nova Democracia também é uma vitória para a extrema direita, que tem visto sua agenda racista e nacionalista converter na corrente principal. Assumiram o cargo com a intençom de fazer bodes expiatórios a imigrantes e anarquistas polos falhos do capitalismo neoliberal e as traiçons dos políticos de esquerda. Aproveitando as férias de verão, já começaram a desalojar violentamente os centros sociais anarquistas e as vivendas de refugiados autoorganizadas em Atenas, declarando abertamente a guerra a todos os que se interpõem em sua visom opressiva da ordem.

Realizamos a seguinte entrevista com um anarquista anónimo de Bandeira Negra residente de Exarchia a três maçãs de Exarchia Square, após um pequeno motim nas primeiras horas do 28 de agosto.

Nova Democracia começou declarando a guerra aos anarquistas, especificamente no bairro de Exarchia em Atenas. Temos visto uma série de artigos mau escritos pola imprensa amarela que difundem o medo à «violência anarquista» e prometem importantes repressons governamentais. Porquê têm priorizado centrar nos anarquistas e especificamente Exarchia como o principal inimigo do estado? Que parte da populaçom achas que está de acordo com esta caracterizaçom dos anarquistas?
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A Prostituiçom nas Universidades Públicas ou De como chegar a ser professor(a) universitária …

Dantes de nada, dizer que tenho relaçons com as universidades públicas galegas desde 1980; primeiro como estudante (mas bem como matriculado) e desde 1989 como PAS; como tal tenho vivido em primeira pessoa (e sofrido) a segregaçom da única universidade galega, a USC, em 3; ao tempo que o resto das universidades públicas espanholas se escindiam e multiplicavam por doqueir tal qual células divididas por meiose (de 29 que havia na decada dos ’70 se passaram a 52 entre finais dos ’80 e primeiros dos ’90).

Coma estudante, moi poucos docentes atopei que souveram ensinar (uma coisa é saber muito dum tema moi concreto e outra ter atitudes para saber -ou querer- ensinar isso que tanto sabes) e pouquíssimos que gostaram de faze-lo (mesmo muitos nom ensinam bem porque nom desejam criar futuras competidoras para ás suas aspiraçons pessoais de prestígio e sona). Se bem foi como PAS que comecei a ver de bem perto tudo o entramado criado nas universidades públicas para chegar a ser professor(a) universitária sem ter que competir com ninguém para se-lo:
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“Auga que nom hás de beber, deixa-la correr”. Sobre a tromba no Levante e a TVE

Preocupado polas inundaçons que estám a sofrer no Levante, (tenho muita família e boas amizades por lá), acendo a tele na busca dalgum noticiário na noite de ontem que me poida atualizar a informaçom que já tinha olhado durante esta finde em diversos noticiários e tamém por boca de gente. Som as 21 horas e está a começar o da TVE1 e disponho-me a olhar e escutar.

Mentiria se digera que me surpreendeu ver que as inundaçons e as mortes provocadas deixaram de ser o tema prioritário com o que começar o noticiário. E isso pese ao muito que gostam nas televisons todas de informar com morbo destes temas e culpar á meteorologia e a natureza e ao tempo desculpar a açom humana (ou a inaçom) que facilita estas mortes e a destruiçom; e louvar com muita pompa a açom postrera dos militares (sempre chegam ao final a fazer-se as milhores fotos e vídeos; neste caso o nada espetacular salvamento dum bebé por uma duzia deles) e dos (i)responsáveis políticos (nesta ocasiom fartarom-se a dizer que houvera previssons e avissos de alerta que evitaram danos mais quantiosos e mais pessoas mortas ou desaparecidas e orgulhavam-se dilo)

Uma outra notícia, sem dúvida MUITÍSSIMO MAIS IMPORTANTE para os intereses pátrios do governo espanhol, figera-se em apenas umas horas com o CABEÇALHO e uma boa minutada de tempo adicado dantes de dar informaçom alguma das inundaçons que anegaram todos os telejornais até entom.
ESPAÑA GANHARA O CAMPIONATO MUNDIAL DE BALONCESTO!!!

OÉ, OÉ , OÉ…

Além a última vítima (desparecida) era holandês… Que se foda!…

CAMPIONES, CAMPIONES

Sobre o P(M)aternalismo da UDC e a sua CENSURA ás palestras sobre Trabalho Sexual

A Universidade da Corunha (UDC), em nome de seu reitor (Julio E. Abalde Alonso), da sua equipa de governo e da Faculdade de Sociologia (suponho que se refirem á sua Decana Raquel Martínez Buján e resto da sua diretiva) COMUNICAM a toda a Sociedade que “o forte rejeite, fustigaçom e crueldade que estavam a sofrer nas redes sociais e os comentários recebedos” fora o que lhes decidiram a vetar a realizaçom de ditas Jornadas.

Pobrinhos, pobrinhas !!

E assim como vitimárias se passam a ser vítimas.

Alegam de maneira bem hipócrita e na defesa da sua atitude censora que “a Universidade é um espaço de livre circulaçom de ideias, foro natural para o debate, livre de censuras e proibiçons”; que estám convencidos disto e apontam que assim o defendem (faltou-lhes sinceridade para engadir “nom sempre” ou um “procuramos que seja”). Pero sentenciam para tratar de justificar sua CENSURA que, nesta ocasom nom se reunem as condiçons necessárias”.

Condiçons necessárias ??

Que temem ??

Que um grupo de ABOLAS vaiam montar altercados, alvorotos ??

Num mundo onde tudo o feminismo denúncia uma geralidade dos abusos sexuais nos trabalhos e nos fogares; e que alerta de que caseque todas as mulheres padecem alguma vez ditos abusos; e mesmo que a maioria destes som cometidos por homes do seu redor. Que sentido tem negar o direito á palavra a estas mulheres ??

Ou quiçás preocupa-lhes que suas alunas (e alunos) escuitem algo que nom deveram ouvir ??

Mas, por fortuna (e ocasiom), nom som estas alunas e alunos o mais granado e excelso da Sociedade ?? Nom som acaso possuidoras de mentes privilegiadas?? Nom som por consequência da deriva elitista das universidades, e desde anos há, os filhos e as filhas de gente adinherada e com recursos ??

Entom a que vem esta drástrica decissom de CENSURAR ditas Jornadas ??

Acaso nom é uma decisom P(M)ATERNALISTA ??

Ou será só uma VAGA ESCUSA para CENSURAR VOZES que nom gostam de ouvir essas classes privilegiadas??

Seja o que for, a mim nom me cabe a minor dúvida de que é um ato de CENSURA PURA e DURA.

Proibido debater x Clara Serra (sobre a polémica censura da UDC ás jornadas sobre trabalho sexual)

Clara Serra, professora universitária de Filosofia e deputada podemita no Congresso espanhol, escreve no site ctxt, este texto ao que dou pulo (tras traduzi-lo). Nom compartilho algum dos seus prantejamentos quando fala das instituiçons e os recursos que supostamente temos para remedar seus abusos (algo que me soa a falso), mas sim sua crítica a aquelas que se crem com a verdade absoluta ao respeito do feminismo e a prostituiçom, a essas censoras da discrepância e negadoras da palavra a quem nom opina como elas.

Uma coisa é desejar um mundo sem prostituiçom e outra muito diferente é querer impedir que mulheres prostitutas falem na universidade. Faz falta ter esquecido muitas coisas fundamentais para demonstrar semelhante grau de intolerância

“Nom estou de acordo com o que diz, mas defenderei com minha vida seu direito ao dizer” Voltaire

Au Salon de la rue des Moulins, de Henri de Toulouse-Lautrec

Este verám houvo debate com a problemática cancelamento do concerto de C Tangana ou a actuaçom no Festival BioRitme do grupo SFDK, e muitas feministas temos dito que esse é um caminho sem saída, que o feminismo deve ser coerente e radical na defesa da liberdade de expressom. Desde a mudança do Código Penal e a aprovaçom da Lei Mordaça em 2015, a liberdade de informaçom e de opiniom têm sofrido um grave retrocesso em nosso país e isso nos situa a todas e a todos ante a responsabilidade de trabalhar por defender e alargar essas liberdades. O feminismo tem muito que dizer em tudo isto, começando polo fundo da questom.
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“Feminismo Hegemónico” que CENSURA e SILÊNCIA a VOZ das MULHERES. E essa UNIVERSIDADE PÚBLICA que CEDE diante as PRESONS e suma-se á CENSURA

Recolho (e traduzo) do muro duma rede social do Colectivo de Prostitutas de Sevilla (e incluio ao final o seu COMUNICADO NA DEFESA DA CELEBRAÇOM DAS JORNADAS SOBRE TRABALHO SEXUAL, que tiraram público dias antes desta PENOSA CENSURA por parte do REITORADO da UDC e mais tamém um “Abolograma” da sua invençom):

A presom e a violência finalmente calarom na Universidade de A Coruña, até o ponto de cancelar as Jornadas previstas sobre Trabalho Sexual.

No seu último comunicado a Universidade expressa o seguinte:
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