Arquivo da categoria: Terra em luita

ORGULHO DE POVO, VERGONHA DE GOVERNO!!

Desenho proposta do meu irmão Jesús (artista muralista e membro de “La Compañía de Mario” Asociación Artística del Mar Menor) que me remitiu desde Cartagena.

Sua intençom é pinta-lo nalgum muro de por lá em solidariedade com Galiza (sua terra de nascemento)

Orgulho de irmão!!

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Bolas de lume!! Assim é como avançam os incêndios e jurdem novos focos.

Já tenho tocado nalgum outro artigo o efeito das pinhas voadoras e da casca do eucalipto ardendo. Como espécies pirófitas (gostam do lume) que som, entra dentro dos seus cometidos na luita por um lugar na natureza, expander-se polo território aproveitándo-se dos incêndios e de ai que, segundo expertos na matéria, possuam tais pinhas e cáscaras para servir-se delas para expander os lumes. Soa um tanto a ciência ficçom por aquilo que estamos afeitas a ver ás árvores como seres inánimados e sem sentimentos e por suposto incapaces de fazer tais maldades (nessa dicotomia de bos e maus na que as humanas gostamos de qualificar comportamentos naturais e instintivos do resto dos animais, vegetais, fungos, protistas e mais das moneras). Pero é-che o que há!!

Estes dias nas imagens que nos serviram as televisons e mesmo nos vídeos que gravou a gente e publicou na rede, poidemos olhar e escuitar como várias vizinhas afetadas polos lumes falavam de grandes bolas de fume que vinham polo ceu a cair perto delas quando o monte que ardia estava ainda a muitos metros de distância. Imensas bolas de fume que passavam por riba das suas cabeças e assim que caiam eram origem dum novo foco.

Isto que, unido ás condiçons imelhoráveis para sua rápida propragaçom, mesmo poderia explicar esses misteirosos focos que jurdiam case ao mesmo tempo por diferentes zonas dum mesmo incêndio. Pero nossos governantes e governantinhos prefirem inhora-lo e apurarom-se a falar desses focos coincidentes como umha monstra infalível do carater delituoso de todos os lumes na sua teima em buscar grupos terroristas organizados para matar (que nom digo eu que nom existam tais, pero se é que existem é muito mais provável que sejam mercenários do Capital moi bem pagados e nom umha associaçom da paisanagem pirómana que atua cordinada em comandita).
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Opinions muito interessantes sobre os lumes – “Se buscam culpáveis que se mirem num espelho”

“O lume do ladrom arde por debaixo e por enriba, nom”. refraneiro popular galego

Colo acá as ligaçons a 3 artigos que, ao meu entender, ajudam a calibrar a magnitude da tragédia que sofremos na Galiza e mesmo no Portugal e alguma coisinha mais falando de lumes:

– Sobre incendios Forestais – assinado por “Un dos do lume”; e que recolhim da minha página amiga A Irmandade da Costa, do que vos colo seu início: “Eu son brigadista da empresa SEAGA na provincia da Coruña. Este fatídico fin de semana acababamos de ser recontratados (*) para o dispositivo antiincendios, ainda así ninguén nos chamou para actuar. Gustaríame facer unhas pequenas reflexións soltas sobre esa e outras cuestións relativas á vaga de lumes”.

– Miguel Ucles, as verdades dun bombeiro que estivo nos peores lumes: “Menten descaradamente”; entrevista assinada por Xurxo Salgado no jornal digital Galicia Confidencial . Colo acá a entrada na matéria: É o presidente da Plataforma de Bombeiros Públicos de Galicia. Estivo todo o domingo dun lado cara a outro no sur de Pontevedra para tentar facer fronte ás lapas nos peores incendios, os de situación 2. Viviu tensión, terror, medo, indefensión… pero sobre todo, moita solidariedade. A de centos de veciños que saíron a axudalos cando máis o precisaban. Sobre a coordinación, os medios e os efectivos dos que fala a Xunta é contundente: “Menten descaradamente”. E sabe do que fala. Estivo loitando contra os lumes durante 24 horas.

– El cártel del fuego (I e II) uma reportagem da ctxt assinada em Lisboa por Daniel Toledo; publicado em duas partes (é extenso e íntenso e recomendo a quem coma mim costa-nos lêr textos longos na pantalha, que os cópie e cole num documento de texto e imprima) em 12 e 27 de setembro. Está em castelám e fala da existência duma investigaçom judicial que revela que existe uma máfia empresarial que tem conseguido 250 milhons de euros públicos amanhando concursos de extinçom de lues com médios aéreos ligada a políticos com cárregos públicos que derivaria umha parte importante dos fundos destinados a prevençom de incêndios vam parar, de maneira fraudulenta, a empresas de extinçom com um passado legal mais que duvidoso.
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ORGULHO DE POVO, VERGONHA DE GOVERNO!

Quando ontem baixava polas ruas caminho da praça compostelá do Toural dirigindo meus passos á convocatória do protesto pola nefasta politica forestal do governinho galego e a vaga de incêndios que assolam Galiza ano tras ano; veu-me a mente a imensa quantidade de imagens nas que se vê a gente do povo luitando contra enormes lapas em situaçom de grave risco; lembrou-me a atitude da gente do mar quando chegaram as primeiras ondanadas de chapapote do Prestige ás nossas rias; quando chorando de ráiba e á desesperada quitavam do mar, valéndo-se so das suas mãos enguantadas, grandes quantidades do mortal veleno entanto que nossos governantes tentavam manipular a realidade fazendo declaraçons escándalosas:

“Probablemente el fuel no toque la costa gallega (Arsenio Fernández de Mesa, na altura Delegado do Governo espanhol na Galiza baixo mandato de Aznar. Depois seria premiado co cargo de diretor geral da Garda Civil quando assassinaram 15 pessoas na praia ceutí de Tarajal e agasalhado deste ano com umha porta giratória coma conselheiro de Red Eléctrica​)
“Ya ha pasado el peligro más grave” (Manuel Fraga. Presidente do governinho galego)
“Las playas están limpias y esplendorosas y el marisco está allí extraordinário” (Federico Trillo-Figueroa y Martínez-Conde, quem depois berraria Viva Honduras estando em El Salvador, seria responsável do acidente do Yakolev e remataria sua “tourné” sendo embaixador em London sem ter nem papa de inglês )

E dentre todas recordava como especial aquelas declaraçons de Mariano Rajoy, daquelas vicepresidente e portavoz do Ejecutivo espanhol e ministro da Presidência que foi o encarregado de assumir a cordinaçom da gestom da crise: “Salen unos pequeños hilitos, los que se han visto, hay en concreto cuatro regueros que se han solidificado con aspectos de plastilina en estiramiento vertical”

E assim caminhando rua abaixo e á medida que ia sumándo-me a um regueiro de gentes veu-me á mente, nom sei se por inspiraçom ou porque já o tinha escuitado nalgum outro momento da minha vida, a cantinela, a consigna, que colguei como cabeçalho desta entrada e que crio que refleja moi bem o sentimento da gente galega diante deste nova catástrofe ecológica que nos assola e que nos enraiva como povo contra das nossas patéticas governantes:  ORGULHO DE POVO, VERGONHA DE GOVERNO!
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Domingo 22 ás 12hs na Alameda de Compostela: Manifestaçom GALIZA di que NOM á LEI de DEPREDAÇOM

Dou pulo a esta convocatória de protesto contra a Lei de Fomento da Implantaçom de Iniciativas Empresariais (LIIE), umha lei que facilita ás multinacionais a depredaçom da nossa terra e que permitirá requalificar terreos queimados antes dos 30 anos. Hoje no parlamentinho tinham previsto aprovar esta Lei pola porta de atrás cos votos do PP em solitário (coisas da maioria abosulta representativa quando só tês o voto do 25,24 % do eleitorado com direito a voto) e co silêncio cúmplice do resto das forças com representaçom parlamentar que semelha tamém assinaram um pacto de nom amolar o governo durante a crise dos lumes, como já fijo o exjuiz mareante Luís Villares (sic) “hoje nom é o momento de pedir dimisons senom que os responsáveis políticos trabalhem tentando de dar soluçom a aquilo que nom figeam em todos estes anos”; e que nom estranharia que se sumaram á criminalizaçom do povo como já figeram durante seu mandato bipartito BNG e PSOE.
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5ª feira, joves 19 ás 20 hs no CSA do Sar: Apresentaçom da ediçom galega do livro “Requiem por unha viaxe sen retorno” de Nikos Romanós

Recebo na minha caixa de correios esta convocatória de “algunhas Individualidades Anarquistas” que seguem na brecha do projeto informativo anarquista galego “Abordaxe”. De feito tudo o recaudado irá destinado a financiar seu novo projeto editorial Abordaxe.org que já está ativo na rede e onde ficam a disponibilidade de quem quiger vários artigos, resenhas e mais as diversas publicaçons que se foram editando em torno a “Abordaxe” (revistas, boletins e mais material) e que segundo o que apontam na sua web som “froito da necessidade de confrontar e gerar ideias e debates-chave numha realidade na que naufragamos presas da democraticidade e o mercado das opinions, e da intençom de investigar e recuperar a memória respeito das luitas contra a dominaçom e dos tecidos comunitários e autogeridos que ligarom Galiza e outros territórios do mundo durante longo tempo”; e dentre suas prioridades está sua intençom de plasmar esta tarefa a través das suas publicaçons que editam “para fornecer estas luitas no presente, e por suposto, visibiliza-las”. Tudo elo encaminhado a reformular o projeto Abordaxe como editorial, mantendo tamém a revista, que é onde milhor e com mais sanha destripam o cadáver desta sociedade autoritária e onde mais alegremente passam pola quilha os princípios que a sustentam.
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(Atualizaçom) 4 pessoas mortas na vaga de lumes e nosso inoperante Governinho galego á busca de culpáveis alheios

Antontem tivem vissita dumha boa amiga; entre das nossas distendidas conversas saiu o tema da perigosa vaga de lumes que tinhamos enriba nossa quando ela contou-me que, motivada por outra razom que nom vêm ao caso, estivera olhando na web da RTVG os informativos da semana e constastara que apenas falaram dos incêndios que já estavam arrasando Galiza e que adicavam muitos mais minutos, já nom só a falar do monotema Catalunya, senom para dar conta de paparolas, festas e festinhas e do “bo clima” do que desfrutamos nesse estranho vrão outonal que estivemos a viver. Isso foi o sábado, quando ainda nom morrera ninguém.

Ontem domingo, chamado pola curiosidade, acendim o televisor para assistir ao noticiário do mediodia da RTVG. As lapas dos diferentes lumes já eram de tal calibre e quantidade que, á contra do que me contara minha amiga, o telejornal começou com a notícia dum Domingo complicado na loita contra o lume. Isso sim, na sua tónica normal de desinformar e buscar culpáveis alheios aos nossos governantes e sua nefasta política forestal e anti-lumes; seguem na teima de considerar esses lumes como claramente intencionados, mesmo culpam a brigadistas, num momento no que há altas temperaturas e os fortes ventos dificultam o traballhos dos médios de extinçom. Isso sim nada dim, nem na Junta nem na RTVG, de que Médio Rural desactivara a finais de setembro o dispositivo de reforço dos serviços contra incêndios e isso pese a que já era evidente de que a falha de chuva e as altas temperaturas que se estavam dando no começo do outono nom só é que poideram causar grandes lumes, senom que muitos nom deixaram de estar ativos.
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