Arquivo da categoria: Terra em luita

[Ourense] Falo em galego “por que me peta!“. Festa homenagem no Dia das Letras as nenas e nenos que falam galego contra vento e maré

Colo da web “porquemepeta.gal” criada a tal efeito:

O idioma galego está em perigo de extinçom. Por toda a parte, cada dia, as novas geraçons desconhecem e deixam de usar a língua que é fundamento e veículo da nossa identidade colectiva, o idioma que contra vento e maré foi mantido e transmitido através dos séculos, mas que hoje nengumha criança fala… Nengumha?? Nom!!

No nosso país ainda há nenas e nenos que vivem em galego, no mais difícil dos contextos, protegendo com o seu pequeno exemplo de imensa dignidade a semente da nossa língua. Frente a maioria das crianças, frente a TV e o cinema, frente o mundo que as rodeia, frente muitas hostilidades abertas ou veladas… na Galiza do século XXI há pequenas e pequenos galegofalantes, a quem a Galiza enteira deve, talvez, a sua última possibilidade de futuro.
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Que é terrorismo? E tu mo perguntas? x Borroka garaia da!

Recolho e traduzo de Borroka garaia da! este seu artigo publicado ontem mesmo, co galho do “Caso Altsasu”:

A palavra terrorismo inventou-se em 1794 durante a revoluçom burguesa na França. Terrorista (terroriste em francês) era um termo que designava a certas facçons dos jacobinos em control do Estado. Terrorismo por tanto foi considerado a açom repressiva do Estado que começou a medrar na persecuçom incluindo o uso da guilhotina em execuçons maciças.

A origem do termo terrorismo por tanto corresponde á legalidade da repressom dum Estado burguês. Choveu muito desde entom. Tanto que hoje em dia som precisamente os Estados burgueses, tamém desde a sua legalidade, os que empregam esse termo, pero nom para identificar-se.

Quando se começou a distorsionar a origem e sinificado de terrorismo? Pois precisamente quando esses Estados burgueses, a propósito da terrível cárrega emocional que ainda perdurava associada ao termo, começaram a emprega-lo contra dos seus adversários. E um dos pontos de inflexom nessa distorçom foi a açom contra o Tsar Nicolas II da Rússia co galho de associar terrorismo com anarquismo e um outro foram as açons da Irmandade Republicana Irlandesa para assim associar terrorismo com o independentismo anti-imperialista.
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[Curdistám Sírio] Internacionalistas de Rojava denunciam os bombardeamentos da NATO contra o território sírio

Recolho do IndymediaPortugal a traduçom de “Face oculta” do artigo publicado em origem na web das Internacionalistas de Rojava assinada em 14 de abril, e no que, além de denunciar este brutal ataque sob a escusa da utilizaçom de armas químicas por parte do exército de Bachar el Asad (feito nom demonstrado e moi questionado com várias denúncias de montagem por parte dos chamados “Cascos Brancos” (*), especialistas na matéria), denunciam o feito de que, em contrapartida, o uso demonstrado e constastado de armas químicas em Efrîn, tais como o cloro gasoso usado polos bandos jihadistas que luitavam ao lado do exército turco, nom provocaram qualquer resposta dessa autodenominada comunidade internacional:

A partir da Comuna Internacionalista de Rojava, na Federaçom Democrática do Norte da Síria, denunciamos os bombardeamentos das forças da NATO contra o território sírio esta madrugada. Estes ataques imperialistas liderados polos EUA, com a colaboraçom da França e do Reino Unido, som um novo exemplo da brutalidade e da sede imperialista das forças da NATO no Médio Oriente.
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Vídeo da Revoluçom das Mulheres contra o fascismo em Efrîn

Colo da web Rojava Azadi Madrid este vídeo (com legendas em castelám) autoria de Zozan Sima, membra da Académia de Jineoloji de Rojava, quem explica a visom sociológica de Jineoloji sobre Efrîn. Esta guerra está atacando a cultura e a revoluçom das mulheres, que é ao mesmo tempo a revoluçom social.

É momento de atuar. A campanha “Women Rise Up For Afrin – Mulheres erguémo-nos por Efrîn” entra na sua segunda etapa.
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[A Corunha] Sábado 14 desde ás 09:30′ Concentraçom na Defessa do CSO A Insumisa diante do C.C. da Cidade Velha

Recolho a informaçom da página deste CSO numa rede social:

Este sábado 14, ás 9:30 da manhã no Centro Cívico da Cidade Velha (Rua Veeduría, 2), o governo do concelho da Corunha convoca a primeira sessom de trabalho do projeto das Naves do Metrosidero. A “cópia” institucionalizada e fagocitada polo poder do nosso centro social, repartíndo-se o construido desde abaixo quando inda está vivo, anulando nossa horizontalidade, nossa autonomia e a autogestom que identificam um CSO como A Insumisa. Noutras palavras, para gerir mais centros cívicos infrautilizados baixo novos nomeamentos.

Como resposta a este processo de pilhagem, o Grupo de Apoio á Insumisa convoca este sábado ás 09:30 uma Concentraçom ás portas do Centro Cívico co objetivo de amossar nosso total rejeite á fagotizaçom dum espaço que já é de todas, construido de jeito horizontal e autónomo, e tamém para informar sobre dito espaço, lembrando uma vez mais que as portas da Insumisa estám abertas para qualquer coletivo ou pessoa que queira participar sem ánimo de lucro.
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“Los borbones son unos ladrones”. Resposta do rap estatal á repressom

Recolho (e traduzo) do Mondo Sonoro

Treze nomes da cena autoinculpam-se em “Los borbones son unos ladrones” rapeando alguns dos versos polos que condenarom a cárcere a Valtonyc, Pablo Hasel e La Insurgencia.

Trata-se, mais que nada, de passar á ofensiva. De expôr o ridículo e alarmante duma onda repressiva que pode levar a qualquer -de esquerdas- ao cárcere por uns tuits ou uns versos duma cançom. E fíxo-se em forma de tema e videoclip, protagonizado por nomes tanto veteranos da cena –Frank T, Elphomega ou Rapsusklei– como formaçons emergentes como IRA e Machete en Boca, passando por ZOO, Def Con Dos, Tribade, La Raíz, Homes Llúdriga, Los Chikos del Maíz, Noult e a argentina Sara Hebe. Todas elas rapeam versos próprios e prestados sobre um beat de Juan Pablo Balcazar, Clara Peya, Antonio Torres Vega e Roger Martínez Solé criado para a ocasiom.

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Acontecementos em Efrîn do 30 de março ao 5 de abril de 2018

Recolho (e traduzo) de Rojava Azadi Madrid, que á sua vez recolheram e traduziram de IC Afrin Resist:

Introduçom

Coa derrota do ISIS na Síria e especialmente depois da liberaçom de Raqqa em outubro de 2017, o Estado turco intensificou as suas ameaças e ataques contra a Federaçom Democrática do Norte de Síria. Neste contexto, a guerra de ocupaçom turca contra Efrîn começou em 20 de janeiro de 2018 violando o direito internacional e a soberania do seu pais vizinho. O exército turco lançou esta guerra em cooperaçom com grupos jihadistas das filas do FSA. Muitos deles som antigos membros da Al-Qaeda ou ISIS.

Desde princípios de março, todos os distritos e o centro da cidade de Efrîn foram objeto de intensos bombardeios e vigilância por médio de drons do exército turco; estes ataques foram especialmente dirigidos contra civís. Em 18 de março, mais de 200.000 pessoas abandonaram o centro da cidade, sendo evacuadas para evitar um genocídio real. Desde entom, a maioria das refugiadas permanece na regiom de Shehba sem nenhuma garantia de seguridade nem apoio internacional.
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