Nem jovem nem pescador; o imprudente belga e outras mortes no Mediterráneo

Andavam os falsimédios todos contentes coa ciclogêneses explosiva que ameaçava com causar graves destroços nesta finde passada e que por vez primeira recebia um nome para referir-se a ela; e para nom perder a costume da falsa galantaria de quem designa a ordem alfabética paritária, derom em chantar-lhe um nome fiminino: ANA. E digo que estavam todos os mentireiros contentes porque sabiam que ia ser uma fonte inagotável de sucessos com muito morbo tanto para jornaluchos locais de baixa estofa -que assim enchirom suas páginas de fotos de árvores caidas e outras desfeitas urbanas- como para todas as televisons públicas ou privadas que dispugerom suas cámaras e jornalistas em situaçons idôneas para que suas pasivas espetadoras fliparam coa força do vento. É ponher-lhe um nome a um fenómeno atmosférico -que de sempre manifestou-se por estes lares durante o inverno- e ganhar um feixe de importância nos falsimédios. Nom sei se é porque pôr-lhe um nome duma pessoa humaniza os ventos, ou só por puro papanatismo e alimento do morbo.

E quando semelhava que o que foi-se co vento ia ser peccata minuta, vai e salta a notícia da caida ao mar dum belga na costa malhorquina. Olá e olé!!

Agora é coisa de dar-lhe morbo e tergiversar e manipular um tanto a notícia para dar-lhe essa peculiaridade de trato que require a morte quando léva-se por diante um europeio branquinho de pel no mar Mediterráneo. Nada que ver com pateras, nem jihadistas, nem negros, nem tratas e toda essa calanha que está enchindo de cadáveres nossas privilegiadas costas para desespero de banhistas autoctones e turistas.
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A conquista do deserto no Século XXI. Balanço repressivo do governo argentino ao povo mapuche

Colo (e traduzo) de AlasBarricadas esta analise realizada polo Departamento de Agitación Libertaria de Argentina que resume as repressons para o povo Mapuche e suas consequências políticas durante o 2017: Nele as compas argentinas falam da manipulaçom mediática progovernamental, do seu invento dum grupo terrorista mapuche (RAM) para desprestigia-lo povo para poder assassinar impunemente as suas membros; além de disfarçar a verdade fazendo passar por terras legítimas de famílias indefessas o que som intereses moi capitalistas das multinacionais que roubaram ditas terras ao povo mapuche.

Sem dúvida, um dos temas centrais relativo ao autoritarismo, repressom e avanço do neo-liberalismo em Argentina é o sofrido polo povo Mapuche durante a segunda metade do ano 2017. O desaparecimento de Santiago Maldonado foi, talvez, o que abriu as portas para exibir de forma publica a situaçom das comunidades originárias no sul, ao mesmo tempo que deu cancha ao imaginário oficialista para gerar uma nova mitologia sobre o terrorismo. Sendo que estamos adentrándo-nos no último mês do ano, vemos apropriado fazer uma síntese do acontecido em 12 meses.

A princípios de Janeiro, e no marco diferentes situaçons de violência armada contra o povo Mapuche em território argentino, o nome de Facundo Jones Huala (Lonko/Líder da comunidade Cushamen – Chubut, Argentina) começa a ressoar nos principais diários (de tiragem oficialista) do país, vinculando a este com a RAM (Resistência Ancestral Mapuche) -cuja existência até o dia de hoje segue estando em dúvida- e, a sua vez, com organizaçons “terroristas”, postulando o discurso oficial que esta pessoa e sua suposta organizaçom estariam a ser financiados polas FARC, ao mesmo tempo que se propom que seria respaldado polo ex governo nacional. Sendo que a disputa dos povos Mapuches no território argentino tem como um de seus principais antagonistas à empresa Bennetton, também se começa a vislumbrar uma manipulaçom na linguagem em vários meios de corte oficialista, ao começar a se referir a dita empresa como “a família Bennetton”, tentando gerar uma visom no leitor que nom relacione o nome Bennetton com uma multinacional. É também durante este mês quando a (comunidade) Pu Lof em Resistência – Cushamen (Chubut-Argentina), território, antes em mãos de Bennetton e que em 2015 fora recuperado polo povo originario Mapuche, sofre sua primeira repressom do ano, ao ser invadidos pola Gendarmeria Nacional e Infanteria por ordem do Juiz Federal Guido Otranto, deixando várias pessoas feridas e detidas como saldo da mesma. Cabe realçar que dita comunidade pertence ao Movimento Autónomo do Puelmapu (MAP), que nucleia diversos lof (comunidades) em Chubut, Rio Negro, Neuquén, Buenos Aires e La Pampa e nom à suposta RAM, como tamém plasmam os meios oficiais em outra tentativa por manipular a opiniom publica.
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Nom a repressom na USC !! Multadas 8 estudantes por protestas contra os recortes em educaçom

Colo para dar-lhe pulo esta informaçom que recolhim duma das mal chamadas “redes sociais” e que figerom público ontem as implicadas:

Como algumas já saberedes fai duas semanas decorreu o juízo no que 12 estudantes fomos julgadas por um protesto estudantil no ano 2013.

Finalmente 8 das 12 pessoas imputadas forom acusadas e multadas com 280 euros de multa e obrigadas a pagar uma fiança solidária de 1.500€.
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“A prostituiçom nom é delito. As prostitutas nom somos delinquentes”. Manifesto das prostitutas de Sevilla

Eu som da opiniom de que todo trabalho é fiel á sua essência definitória, á sua etimologia: “Trabalho” vem do latim “Tripalium”, instrumento de tortura constituído de três estacas de madeira bastante afiadas. Desse modo “trabalhar” significa “ser torturado”.

Dito isto, valio que sempre tomei e tomarei posiçom do lado das minhas compas torturadas; e é por isso que pautei comigo mesmo dar pulo nesta minha bitácora a este Manifesto das prostitutas sevilhanas em resposta á campanha de criminalizaçom lançada desde o governo municipal desta cidade, por muitas e variadas razons: A 1ª por solidariedade com toda pessoa repremida pola autoridade; a 2ª por solidariedade operária, se bem minha situaçom é muito mais liviana da que elas; a 3ª porque sendo elas trabalhadoras, tenhem na sua contra toda uma hipocrasia sócial organizada; a 4ª porque mesmo algumas supostas defesoras de direitos das mulheres vê-las como traidoras á sua causa e participa entusiasta da sua criminalizaçom e advogam pola violência abolicionista para seu extermínio; a 5ª porque me peta e gostei muito de quanto lá contam, pola sua claridade e rotundidade e a 6ª, 7ª, 8ª,… , e assim poderia seguir até cair na conta da infinitude de razons.

A prostituiçom nom é delito. As prostitutas nom somos delinquentes.
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[Roma] Célula “Santiago Maldonado”da FAI-FRI assume autoria de ataque a delegacia de Carabineri

Recebo um correio de turbanegra, na que se me informa desta açom e se me facilita a traduçom ao castelám do Comunicado reivindicativo que está a rular pola rede pola “Célula Santiago Maldonado – Federaçom Anarquista Informal”. Além a A.N.A. (Agência de Notícias Anarquistas) aponta a que esta reivindicaçom em nome do anarquista argentino que recém foi assassinado polas forças repressivas daquele pais, foi feita pública algumas horas depois de que a família deste jovem anarquista fosse recebida polo papa Francisco nesta quinta-feira passada (07/12). Tamém aponta a A.N.A. que, de acordo com a imprensa local, o explosivo apenas danificou o portom de entrada do destacamento policial e alcançou com fragmentos dois carros estacionados nas proximidades do local. Colo acá seu Comunicado (traduzido):

Roma, Italia – Ataque explosivo contra delegacia de Carabinieri

Em tempos de paz social e imobilismo, nom há milhor resposta que a açom. Um estímulo, uma continuidade e uma sacudida para espertar ás que dormen. Atuar por própria iniciativa rompe o imobilismo e a inaçom e acende a aquelas cujo sangue ferve.

A praxe de ataque anárquica deve ser o estímulo básico da anarquia; de nom ser tal, será só uma morta vivente. A açom é necessária para fazer-nos viver da maneira que consideramos apropriada á margem de programas, estruturas jerárquicas e verticais. Uma das tantas práticas revolucionárias que formam parte da esência do anarquismo.
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Pablete “o equidistante” na busca de a quem cargar o suposto resurgir do Fascismo

Pablete nom se entera; segue na sua burbulha que nem sube nem baixa mentras Podemos e “suas confundências” seguem perdendo votantes a passos agigantados cada vez que seu líder e/ou outra membro do seu grupo de intelectuais universitários abrem a boca e sacam a reluzir suas maneiras de elite equidistante.

Pero como bem di o dito: “Mais vale uma imagem que mil palavras” (*), colgo acá este magnífico desenho de “@SenyoraRamoneta” em resposta a suas estúpidas bravatas: Continuar lendo

Chamamento anárquico desde Chile: “Por um Dezembro Negro!!

Recolho e colo da Agência de Notícias Anarquistas-ANA:

Com o anárquico Sebastián Oversluij na memória, a quatro anos de sua morte em combate no Chile em meio de uma tentativa de expropriaçom bancária em dezembro de 2013.

Com o coraçom inchado recordando o companheiro anarquista Alexandros Grigoropoulos, a sete anos de ser assassinado em Exarchia, Grécia, polas balas da polícia em 2008.

Por um Dezembro Negro!

Enquanto o totalitarismo democrático e civilizado avança expandindo seus mecanismos de controle e vigilância, devastando territórios naturais, atacando espaços liberados e implementando a caça de insurgentes em todo o mundo, impondo castigos, prisom e longas condenas contra as inimigas da dominaçom.
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