5ª feira, joves 19 ás 20 hs no CSA do Sar: Apresentaçom da ediçom galega do livro “Requiem por unha viaxe sen retorno” de Nikos Romanós

Recebo na minha caixa de correios esta convocatória de “algunhas Individualidades Anarquistas” que seguem na brecha do projeto informativo anarquista galego “Abordaxe”. De feito tudo o recaudado irá destinado a financiar seu novo projeto editorial Abordaxe.org que já está ativo na rede e onde ficam a disponibilidade de quem quiger vários artigos, resenhas e mais as diversas publicaçons que se foram editando em torno a “Abordaxe” (revistas, boletins e mais material) e que segundo o que apontam na sua web som “froito da necessidade de confrontar e gerar ideias e debates-chave numha realidade na que naufragamos presas da democraticidade e o mercado das opinions, e da intençom de investigar e recuperar a memória respeito das luitas contra a dominaçom e dos tecidos comunitários e autogeridos que ligarom Galiza e outros territórios do mundo durante longo tempo”; e dentre suas prioridades está sua intençom de plasmar esta tarefa a través das suas publicaçons que editam “para fornecer estas luitas no presente, e por suposto, visibiliza-las”. Tudo elo encaminhado a reformular o projeto Abordaxe como editorial, mantendo tamém a revista, que é onde milhor e com mais sanha destripam o cadáver desta sociedade autoritária e onde mais alegremente passam pola quilha os princípios que a sustentam.
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(Atualizaçom) 4 pessoas mortas na vaga de lumes e nosso inoperante Governinho galego á busca de culpáveis alheios

Antontem tivem vissita dumha boa amiga; entre das nossas distendidas conversas saiu o tema da perigosa vaga de lumes que tinhamos enriba nossa quando ela contou-me que, motivada por outra razom que nom vêm ao caso, estivera olhando na web da RTVG os informativos da semana e constastara que apenas falaram dos incêndios que já estavam arrasando Galiza e que adicavam muitos mais minutos, já nom só a falar do monotema Catalunya, senom para dar conta de paparolas, festas e festinhas e do “bo clima” do que desfrutamos nesse estranho vrão outonal que estivemos a viver. Isso foi o sábado, quando ainda nom morrera ninguém.

Ontem domingo, chamado pola curiosidade, acendim o televisor para assistir ao noticiário do mediodia da RTVG. As lapas dos diferentes lumes já eram de tal calibre e quantidade que, á contra do que me contara minha amiga, o telejornal começou com a notícia dum Domingo complicado na loita contra o lume. Isso sim, na sua tónica normal de desinformar e buscar culpáveis alheios aos nossos governantes e sua nefasta política forestal e anti-lumes; seguem na teima de considerar esses lumes como claramente intencionados, mesmo culpam a brigadistas, num momento no que há altas temperaturas e os fortes ventos dificultam o traballhos dos médios de extinçom. Isso sim nada dim, nem na Junta nem na RTVG, de que Médio Rural desactivara a finais de setembro o dispositivo de reforço dos serviços contra incêndios e isso pese a que já era evidente de que a falha de chuva e as altas temperaturas que se estavam dando no começo do outono nom só é que poideram causar grandes lumes, senom que muitos nom deixaram de estar ativos.
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“ESPAÑA ES FALSA” Videoclip de Samyone

Recolho da rede este vídeo autoria do rapero Samy X colgado na plataforma de youtube; ao qual cheguei ao recolher críticas ao dia da hispanidade (tamém chamado dia da raza polos fascistas), num seu comentário ao texto-mensagem publicado por Kaire Banish (que vos colo traduzidos junto á imagem que acompanha ao texto, de seguido)
Mensagem para gente que di que o colonialismo rematou x Kaire Banish:
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Hoje 12 de outubro – “Dia de Resistência Anti Colonial, de Rebeldia Antirracista” x Daniela Ortiz.

Recolho (e traduzo) de Daniela Ortiz este seu texto publicado ontem na rede. Volto a recorrer a ela para ajudar a dar pulo a um texto que, quanto menos a mim, fai-me olhar desde umha outra vissom, dás de quem sofrem a opressom colonial e racista:

Hoje 12 de outubro venhem-me lembranças de fai 8 anos quando, umha companheira de turma na Faculdade de Artes da Universidade de Barcelona, maltratou-me em frente a dois professores e umha sala repleta durante a apresentaçom de meu trabalho quando contava algo sobre Guaman Poma de Ayala.

A.E, essas som seus iniciais, fitou-me com muito ódio, com muito desprezo, enquanto de sua boca saíam essas já muito repetidas palavras pola populaçom eurobranca, “isso passou fai 500 anos, eu nom tenho nada que ver em isso, nom entendo por que tens que falar cá da colonizaçom”, essas palavras que escutamos umha e outra vez para anular qualquer reclamo que tenhamos sobre um sistema colonial que se mantém em pé precisamente com celebraçons como o 12 de outubro como Festa Nacional. Lembro-me do vazio que senti nesse dia, da vergonha, da dúvida absoluta ante meu próprio trabalho, a vulnerabilidade, a impotência.
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Atençom ao dado: “El 38,47% no es el pueblo de Catalunya” Miquel Iceta

Gosto de fazer números e quando escuitei as declaraçons do primeiro secrétario do PSC quitando valor ao que a gente de Catalunya foi votar num referendum (e algumhas receberom a câmbio carinhos dos servidores da ordem constitucional espanhola), o primeiro que me veu a minha cabecinha tola foi que esse dado vinha a pôr em questom a quantidade de gente que se precisa para dar validez a um resultado eleitoral. É tem razom, um 38,47% do eleitorado nom deveria dar validez a nada.

Pero como além de tola, minha cabecinha tamém é retorcida, recabei estes surpreendetes outros dados (bom para ser sinceiro eu já os esperava) que espero fagam reflexionar:

França: Presidente Emmanuel Macron foi eleito tras acadar só o 18,19% do censo na 1ª volta, como nom foi suficinte foram a 2ª volta (só os 2 candidatos máis votados) e tivo um honroso 42,61% na 2ª volta
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Éxito rotundo da companhia teatral “VivaEspañaUna” em Calella e Pineda de Mar na sua turnê catalã.

Quem fam esta crítica teatral som umha mulher que mora em Canet de Mar, umha vila que está moi perto de Calella e amizades suas de Pinedade Mar. Eu agora limito-me a dar-lhe pulo:

Tanto Calella primeiro como depois Pineda de Mar depois foram o cenário noturno das atuaçons da companhia espanhola “VivaEspañaUna”. Umha posta em cena que irradiava expontaneidade e grandes doses de querer atuar. Pese a que um dos dias da sua turnê coincidira com umha jornada de greve geral na Catalunya, seu amor ao público estoupou demandando a berros “que nos dejen actuar” (ver vídeo ajunto), quando nessa noite nom poideram levar a cena sua obra. Este detalhe amossa á perfeiçom seu fervor polo arte dramático e seu compromiso para com suas espetadoras e siareiras que ávidas de espectáculo acodiram aos hoteis onde se alojava a companhia a berrar-lhes consignas “arremecaghonas” do estilo: espanha da-me canha!!. Continuar lendo

Resposta a “Que drogas lhes derom?? Ao respeito da violência policial no 1-O em Catalunya

Tal pergunta figem-me nesta minha bitácora ao dia seguinte do 1-O e tras visionar a bárbarie cometida por maderos da nacional e picolos contra o povo catalám.

Essas imagens de polícias saltando enriba de corpos tirados ao chão, disparando balas de borracha em horizontal e apontando ao corpo, baboseando umha entanto é arrastrada polas escaleiras,… essas cargas indiscriminadas contra gente de todas as idades em atitude “Ghandi florida”, … e toda essa violência inusitada e inusitada. E escrevo a palavra “inusitada” por duas vezes porque qualifico como tal essa violência nas duas acepçons do seu sinificado: “esquisita” e “nom usual”, por aquilo de que essas hóstias e esses disparos de balas de borracha som faenas policiais do calibre que soem dirigir contra o que os “médios sistémicos” qualificam-nos de “antisistema” e neste caso foram dirigidos contra “gente do comum” (dessas que mercam produtos tecnológicos de rápida obsolescência em grandes centros comerciais e tenhem conta corrente de mais de 6 cifras em bancos moi solventes) apostada nos lugares de votaçom; mesmo em sítios onde presumia-se que ia haver mais gente e onde dáva-se por descontado que ia haver presência das televisons e outros médios, como no centro Sant Juliá de Ramis de Girona, que era onde ía votar Puigdemont (seria interesante averiguar porque esse interés em que se viram em todas as televisons do mundo tais imagens violentas).

Pois bem, depois de fazer um inquerito por amostragem ( totalmente fiável com um 0’00000032 % de marge de erro), tirei as seguintes conclusons:
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