Arquivo mensal: abril 2022

[Sicília, Itália] Tribunal de Justiça Administrativa declara Inconstitucional a vacinaçom obrigatória.

Recolho e traduço da web da Fundaçom RAIR dos USA

“Quem determinaria a porcentagem de cidadás descartáveis? É indiscutível. Caso contrário, resulta em nazismo.”

O tribunal afirmou que os tratamentos experimentais de mRNA destinados a proteger o público do Covid demonstraram causar “efeitos adversos graves ou fatais”. O tribunal explica que, mesmo que essas mortes sejam raras, uma única morte é suficiente para tornar o mandato inconstitucional.

A decisom siciliana passa a decisom ao Tribunal Constitucional, que agora terá que se pronunciar sobre a questom.

Assista à seguinte reportagem em vídeo do advogado italiano Marco Mori sobre a decisom inovadora:

Transcripçom do vídeo:

Tenho boas e excelentes notícias.

Tudo bem, esta é uma decisom muito importante.

É a decisom do Tribunal de Justiça Administrativa da Sicília.

O Tribunal remeteu o processo ao Tribunal Constitucional, relativo à inconstitucionalidade da vacinaçom obrigatória imposta, neste caso específico, ao pessoal médico.

Mas as declaraçons explicativas afetam a vacinaçom obrigatória na sua totalidade.

Segundo o Tribunal de Justiça Administrativa da Sicília, a vacinaçom obrigatória é inconstitucional.

Esta decisom de 53 páginas certamente pressionará o Tribunal Constitucional. Este nom poderá preservar a obrigatoriedade da vacinaçom e as posiçons do Governo, a menos que faga uma decisom politizada.

Eles já agiram sobre isso, nomeando Giuliano Amato, um político, como presidente do Tribunal Constitucional. Francamente, eles nom poderiam ter fornecido melhores explicaçons.

Uma parte muito interessante som os dados da Eudravigilance, que é a base de dados de farmacovigilância da Uniom Europeia.

Cujos dados som realmente chocantes.

A decisom diz: “Os dados coletados pelo banco de dados europeu revelam que, até o final de janeiro de 2022, 570 milhons de doses da Pfizer foram administradas na UE até o momento. Em relaçom a elas, foram notificados 582.000 casos de efeitos adversos, dos quais 7.000 tiveram desfecho fatal.”

Essa foi a Pfizer. Quanto à AstraZeneca, “entre 69 milhons de doses, 244.000 casos de efeitos adversos foram relatados, 1.447 dos quais tiveram desfecho fatal”.

Entom eles mencionam Moderna tamém. 139 milhons de doses, 150.000 reaçons adversas, 834 das quais com desfecho fatal.

Entom Janssen. 19 milhons de doses, 40.766 casos notificados, 279 dos quais foram fatais.

“A maioria dos efeitos colaterais mencionados som, sem dúvida, leves. Mas, entre esses efeitos, há tamém patologias graves que, nalguns casos, podem comprometer irreversivelmente a saúde do paciente vacinado”, e é exatamente esse o ponto. Causando deficiência, ou nos casos mais infelizes, a morte.

Portanto, é duvidoso que tais produtos médicos, cujos dados sobre as reaçons adversas estám sendo coletados, cumpram o requisito constitucional mencionado.”

E entom eles escreveram nove linhas espetaculares. E me pergunto o que Giuliano Amato escreverá sobre essas linhas. Por ser uma pessoa politizada e alinhada com a postura do Governo.

“É verdade que os casos de efeitos adversos graves acabam sendo uma pequena parcela.” Por favor, ouçam isto: “no entanto, o critério estabelecido pelo Tribunal Constitucional para a aplicaçom de tratamentos médicos obrigatórios nom deverá incluir uma avaliaçom quantitativa. Assim, a licitude de uma vacinaçom obrigatória deve ser excluída, se utilizar produtos cujos efeitos sobre a saúde das pacientes vacinadas ultrapassem o limiar de tolerabilidade normal. O que nom pode incluir o risco de efeitos adversos graves ou fatais, mesmo que sejam uma pequena parcela em relaçom à povoaçom vacinada.”

Assim, mesmo que sejam poucos, basta um efeito fatal para tornar isso inadmissível.

“E mesmo no caso de aceitarmos o risco de – embora raros – efeitos adversos fatais, esse critério teria implicaçones éticas sensíveis”. Por exemplo, quem determinaria a porcentagem de cidadás descartáveis? É indiscutível. Caso contrário, resulta no nazismo. É indiscutível. Se o Tribunal Constitucional decidir contra esta sentença, significa que os seus membros som servidores da política. Som políticos, nom juristas. Um jurista nom pode deixar de chegar à mesma conclusom que esta decisom. Se os membros do tribunal decidirem de forma diferente, isso significa que eles nom som ignorantes, é claro, mas certamente alguém extremamente tendencioso e politizado. Alguém para dispensar mais rápido que a velocidade da luz.

Portanto, devemos desafiá-los sobre este assunto e sobre o dever de fundamentar.

#FreePablo .- O jornalista do que o governo progre español nom quere saber nada.

O jornalista Pablo González estivo ontem de aniversário, fijo 40 anos, cumpriu-nos encirrado numa cela dum cárcere da Polónia, muito longe de suas achegadas, sem poder falar com elas. Tal qual vem sucedendo desde que em 28 de fevereiro passado fora sequestrado polo governo polaco sob graves acusaçons de ser espia do governo russo, isso sim, sem aclarar em nenhum momento porque é acusado de tais delitos e com a cumplicidade do governo español mais progresista da história das españas, que cala e nom fai nada por ele.

Colo acá, traduzido, o artigo publicado ontem polas compas da publicaçom anarquista “Todo por Hacer”:

Já se passaram mais de 2 meses desde o início da invasom da Ucrânia pelo exército russo. Desde o final de fevereiro, recebemos diariamente notícias, fotos e vídeos dessa guerra, dos horrores que acompanham qualquer conflito armado. Quando tudo isso começou, um dos repórteres que se deslocaliçou até lá foi Pablo González, jornalista e politólogo especializado no Leste Europeu que já cobrera conflitos armados como o da Ucrânia (2014) ou o de Nagorno-Karabakh. Durante quatro dias, Pablo relatou desde a fronteira polaca sobre a fuga em massa de ucranianas diante do início dos combates. Seus artigos no jornal Público, conexons ao vivo para La Sexta ou uma grande produçom de conteúdo no Twitter som as evidências desse seu trabalho.

Mas tudo isso terminou na manhã de 28 de fevereiro, quando as autoridades polacas o prenderam na cidade de Przemysl. Por vários dias, nom ficou muito claro onde ele estava ou do que era acusado. Finalmente, depois de 3 dias, o governo polaco relatou sua prisom e as acusaçons contra ele: ser membro da inteligência militar russa e “agir contra os interesses da Polônia”. Desde entom, Pablo permanece em prisom preventiva (deverá permanecer assim até 29 de maio), incomunicável sem poder falar com sua esposa e filhos ou receber cartas. Seu advogado tampouco conseguiu falar com ele e designaram-lhe um defensor público polaco. Apenas o cônsul espanhol na Polônia conseguiu visitá-lo duas vezes, afirmando que Pablo perdeu 10 quilos nestes meses e continua declarando-se inocente.

As evidências fornecidas polo governo polaco até agora se baseiam na origem de Pablo, nascido na Rússia, de pai e nai russas. Sua mãe é filha duma “criança de guerra” espanhola, uma das muitas que foram enviadas para a URSS antes do avanço de Franco durante a Guerra Civil. Após a separaçom de seus pais, Pablo passou a residir em Euskadi, obtendo a nacionalidade espanhola. Desta forma, Pablo tem dois passaportes, o russo com seu nome de nascimento, e o espanhol, com seu nome espanhol e os sobrenomes de seu avô paterno. E até então…

Diante dessa situaçom, o que preocupa agora, além da sua situaçom física e psicológica, é a falha de confiabilidade em que receba um juíço justo das instituiçons polacas. A tudo o que se viu neste caso, acrescenta-se que estamos a falar dum país sancionado pola Comissom Europeia pola falha de independência de sua judicatura em relaçom ao governo ultraconservador de Lei e Justiça. Por outro lado, tamém vale a pena destacar a inaçom do governo espanhol, que sempre tentou eludir a sua responsabilidade e fazer o mínimo esforço possível para reclamar que os direitos básicos de Pablo González sejam respeitados (e o que dizer sobre as conotaçons desta caso em relaçom ao ataque à liberdade de informaçom). Uma continuidade na política externa do governo mais progressista da história.

Da nossa parte, só podemos enviar todo nosso apoio e carinho ás achegadas de Pablo e exigir sua imediata liberdade.

Para mais informaçons sobre este caso, nesta ligaçom duma RRSS

Sementando para o 1º de Maio – “O Trabalho Dignifica” x Pepe Rubianes

Há hoje 10 anos, publicava eu no blogue da revista anarquista galega por excelência “Abordaxe” esta mesma entrada que vos colo acá agora:

Alguém pediu que “estaría bonito ver polo blogue antes do 1 de maio algun texto contra o traballo, por iso de que ides de acratas e tal….” Como primeiro passo a esta petiçom, publico este vídeo do “genial” Pepe Rubianes (em memoriam):

Sementando para o 1º de maio: As origens -A Ideia de Chicago-

Colo acá traduzido o seguinte texto publicado polo extinto Colectivo “Nuevo Proyecto Histórico” anarco argentino

O primeiro de maio nom é nenhuma festa do trabalho, como nos fai crer a litúrgia do movimento operário reformista fordista ou a mesma Igreja ou, incluso, certos partidos da esquerda anacrónica. Se há algo de festivo é contra do trabalho posfordista. Abolir a forma assalariada do trabalho nom é uma ingenuidade anarquista, nem o mito do bo salvagem. Assim como o trabalho é o motor central da história, que permitiu dominar a natureza e modificar as nossas próprias capacidades, agora devemos liberar-nos da penúltima escravitude, do trabalho assalariado, como uma necessidade de supervivência do movimento. O Capital-Parlamentarismo é o momento histórico no qual esta contradiçom tem a possibilidade de ser superada. Deve ser uma jornada similar a uma greve salvagem, um dia antagonista.

Todas máis ou menos conhecemos a história. Primeiro de Maio de 1886. Um jornal de Chicago informa: “Nom saía fume das altas chaminés das fábricas e ateliês; e tudo tinha um ar dominical”. O Philadelphia Tribune escribira: “Ao elemento operário picou-no uma espécie de tarántula universal…  toleou”. Em Detroit, 11.000 operçarios marcharam num desfile de oito horas. Em New York, uma marcha com fachos de 25.000 operários passou como torrente de Broadway a Union Square; 40.000 figeram greve. Em Cincinnati, um trabalhador descreveu o comício inicial: “So levamos bandeiras vermelhas… a única cançom que cantamos foi Arbeiters Marseillaise… um batalhom operário de 400 rifles Springfield encabeçou o desfile. Era a Leher und Wehr Verein, a sociedade protetora e educacional de operários aguerridos…. Todos agardávamos violência, suponho”. Em Louisville, Kentucky, mais de 6.000 trabalhadores, pretos e brancos, marcharam juntos polo Parque Nacional violando deliberadamente o edito que proibia a entrada de gente de cor. Em Chicago, o baluarte da rebeliom, quanto menos 30.000 operários figeram greve. Todos os trens pararam, os currais de gando pecharom, os peiraos estavam repletos de barcaças cheias de carrega. Aos líderes conservadores empurráro,-nos á periferia. Uma  grande coluna de proletárias e famílias, em roupa de domingo, encheu a avenida Michigan. Um incidente crítico aconteceu na fábrica de McCormick Reaper. Os patrons pecharam a fábrica desde mediados do verám aos operários sindicalizados e a polícia acudia a  diário com grupos de fura-greves.

Em 2 de maio o companheiro Spies, esgotado, presentou-se para dar um dos seus muitos discursos diante os trabalhadores reunidos no campo. Mentres um grupo de 6.000 ou 7.000 operários escoitava, uns quantos centos foram a confrontarse contra os fura-greves que nesse momento saiam da fábrica do “Arbeiter Zeitung” : “De súpeto, ouviram-se disparos perto da fábrica de McCormick e mais ou menos setenta e cinco assassinos robustos, grandotes e bem comidos, ao mando dum tenente gordo de polícia, passaram, seguidos por tres vagons cheios de bestas da orde pública. No meio duma batalha de pedras dos operários e as balas da polícia, os operários de súpeto dispersáram-se e fugiram. Nas costas estourárom-lhe balas. Quanto menos dous trabalhadores cairam mortos; muitos ficaram feridos, entre eles muitas crianças. Em cousa de horas um volante, escrito polo iracundo Spies, circulava nos tugúrios da classe operária. “OPERÁRIOS, ÁS ARMAS!!!”; proclamava: “Os seus amos dessatarom os seus sabujos (a polícia) e mataram seis dos nossos irmáns em McCormick esta tarde. Mataram aos desafortunados porque eles, coma vos, tiveram o valor de desobedecer a vontade suprema de seus patrons…. Alçaram-se em massa, como Hércules, e destruirám o nefando monstro que busca destruir-lhes. Ás armas, chamamos ás armas!.

Ao dia seguinte, em 3 de maio, o medre da greve era “alarmante”. No movemento participavam mais de 340.000 operárias por todo o país, 190.000 deles em greve. Em Chicago, 80.000 faziam greve. Quando centos de costureiras se lançaram ás ruas para sumar-se ás manifestaçons, o Chicago Tribune publicou: “Amazonas bravas!”. Neste momento candente, o “Arbeiter Zeitung”(1) figera um chamamento á luita armada, como sempre o figera, salvo que agora tinha um claro tono de urgência: “O sangue verquiu-se. Aconteceu o que tinha que acontecer. A milícia nom estivo a adestrar-se em vam. Ao longo da história, a origem da propriedade privada foi a violência. A guerra de classes chegou… Na pobre choupana, mulheres e crianças cubertas de retalhos choram por seus homes e pais. Nos paços brindam, com copos cheios de vinho custoso, pola felicidade dos bandidos sanguentos da orde pública. Séquem as suas bágoas, pobres e condenadas: anímem-se escravos e tumbem o Sistema de latrocínio. Nas salas de reuniom de proletas, rugim intensos debates; o tigre Capitalista efeivamente atacara e miles debatiam como respostar. Aparentemente, importantes facçons queriam uma insurreçom. Convocou-se uma reuniom popular na praça Haymarket para a noite do 4 de maio. Preocupados pola possibilidade duma emboscada, os organizadores escolheram um lugar aberto e grande com muitas rutas de escape. Depois duma acalorada desputa, Spies convenceu aos organizadores de Haymarket de que retiraram o seu chamado a um comício armado e que, no seu lugar, celebraram a reuniom co maior número de assistentes possível.

A manhã do 4 de maio, a polícia atacou uma coluna de 3.000 grevistas. Por toda a cidade se formaram grupos de operárias. Ao atardecer, Haymarket era uma das muitas reunions de protesta, com 3.000 participantes. Os discursos seguiram, um tras outro, desde a parte de atrás dum vagom. Ao começar a chover, a reuniom disolveu-se. De súpeto, quando só ficavam 200 assistentes, um destacamento de 180 polícias, fortemente armados, apresentou-se e um oficial ordenou dispersar-se. Respostaram-lhe que era um comício legal e pacífico. Quando o capitám da polícia se volteou para dar-lhes ordes aos seus homes, uma bomba estoupou nas suas fileiras. A polícia transformou a Haymarket numa zona de fogo indiscriminado, descarregando salva tras salva contra a multitude, matando várias pessoas e ferindo 200. No báirro reinava o terror; as farmácias amoreavam-se de feridas. A classe dominante usou este incidente como pretexto para dessatar a sua planejada ofensiva: nas ruas, nos tribunais e na imprensa.

Os jornais, em Chicago e por todo o país, volvéram-se tolos. Demandaram a ejecuçom instantânea de tudo subversivo. Os cabeçalhos bramavam: “Brutos sanguentos”, “Rufiáns vermelhos”, “Ondeam bandeiras vermelhas”, “Dinamarquistas”. O Chicago Tribune escribiu em 6 de maio: “Estas serpes quentárom-se e alimentarom baixo o sol da tolerância até que, ao final, se encorajaram para atacar a sociedade, a orde pública e o governo”. O Chicago Herald do 6 de maio: “A chusma que Spies e Fielden incitou a matar, nom som americanos, som a fez de Europa que veu a estas costas para abusar da hospitalidade e desafiar a autoridade do pais”. 

Em 5 de maio em Milwaukee a milícia do Estado respondeu com uma massacre sanguenta num comício de trabalhadores; balacearam a oito operários polacos e um alemám por violar a lei marcial. Em Chicago, um operativo encheu os cárceres de miles de revolucionários e grevistas. Para descrever os interrogatórios, alguns historiadores usaram a palavra TORTURA. Os grupos de caça usaram listas de subscripçom. Entraram á força em salas de reuniom e casas, destruiram imprensas operárias. Arrestaram a toda a equipa de imprenta do Arbeiter Zeitung. A polícia exibiu todas as provas que se precavira de atopar: muniçons, rifles, espadas, porras, publicaçons, bandeiras, faixas agitadoras, chumbo a granel, moldes de balas, dinamita, bombas, instruiços para fabricar bombas, campos subterráneos de tiro ao branco… A imprensa fiz muito escándalo sobre cada descobrimento. Fronte a esta salva de ataques, a greve geral desintegrou-se. O liderado dos trabalhadores de inclinaçons revolucionárias estava nas poutas da burguesia.

A classe dominante abriu um gram jurado em Chicago a meiados de maio. A acusaçom: assassinar um polícia que morreu em Haymarket.

Vários dos acusados eram membros prominentes da IWPA: August Spies, Michael Schwab, Samuel Fielden, Albert R. Parsons, Adolf Fischer, George Engel, Louis Lingg e Oscar Neebe. Evidentemente, o juíço foi um linchamento legal. O juíço celebrou-se sem nenhuma prova da participaçom no incidente da bomba. Só dois dos oito acusados estavam presentes na reuniom onde estaoupara. Julgárom-lhe polo crime de dirigir aos oprimidos, nem mais nem menos.

Resumindo os seus princípios revolucionários diante o tribunal, Spies concluiu com estas suas palavras: “Bem, estas som as minhas ideias…. se vostedes se pensam que podem borrar estas ideias que estám a ganhar mais e mais partidárias co passo de cada día, se vostedes se pensam que podem borra-las aforcándo-nos, se uma vez mais vostedes imponhwem a pena de morte por atrever-se a dizer a verdade… eu reto-lhes a amossar-nos quando mentimos, digo, se a morte é a pena por declarar a verdade, pois, obriga de pagamento com orgulho e desafio o alto preço! Chamem ao verdugo!”. Lingg, de 21 anos, cuspiu com desafio“Repito que som inimigo da ‘orde’ de hoje e repito que, com todas as minhas forças, mentres tenha alento para respirar, a combaterei… Desprézo-lhe. Desprezo as suas ordes, as suas leis, a sua autoridade apontoada pola força. Afórquem-me por isso”. Os sete foram condenados a morte.

Jurdiu um gram movemento para defender-lhes; celebraram-se reunions por todo o mundo: Paisos Baixos, França, Rússia, Itália, España e por todo Estados Unidos. Na Alemanha, a reaçom dos operários sobre Haymarket perturbou tanto a Bismarck que proibiu toda reuniom pública. Ao se aproximar o día da ejecuçom, mudaram a sentença de dois dos condenados a cadeia perpétua. Louis Lingg apareceu morto na sua cela: un fulminante de dinamita voou-lhe a tapa dos miolos. Nom se sabe se isto foi um ato final de desafio; nom tanto, rumorava-se que lhe iam suspender a ejecuçom, assim que é provável que a sua morte fosse um assassinato.

Em 11 de novembro, denominado logo o “venres negro”, foi o día programado para a ejecuçom. Os jornais de Chicago vibravam com rumores de que ia estoupar uma guerra civil nas rúas. O meio milhom de pessoas que assistiram ao cortejo fúnebre era testemunha de que o nerviosismo da burguesia estava justificado. E parece que se propugeram plans de atacar o cárcere. Nom tanto, os condenados figerom que seus companheiros prometeram nom levar a cabo tais “atos temerários”. Ao mediodía, quatro homes (Spies, Engel, Parsons e Fischer) apressentaram-se diante da forca, com togas brancas. Spies falou, mentres cubriam sua cabeça coa carapucha: “Chegará um tempo em que o nosso silêncio será mais poderoso que as vozes que vostedes estrangulam hoje”. Parsons berrou: “Permita-me falar, sherif Matson! Que se oia a voz do povo…”. O nó corrediço apertou-se silenciando-lhe.

Dada a genealogia, o 1º de Maio nom deve ser entendido nem como o día do Trabalho, nem do Trabalhador, ilustres feriados impostos por Hitler e Stalin, senom jornada de loito e reprimenda, de rebeliom e valorizaçom popular. O 1º de Maio é o día do rejeite ao trabalho. Festa, pode ser, pero revolucionária. Os lemas que uma e outra vez apareciam nas faixas e insignias do 1º de Maio: os Tres oitos (oito horas de trabalho, oito horas de esparegemento, oito horas de sono), “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” e “Trabalhadores de todo o mundo, unide-vos!”, estavam circunscriptos ao operário semiprofissional e artesanal da época. Nom tanto, tras eles estava algo mais grande e menos definível, marcas do instinto social da multitude, tipificado polos dous símbolos que, á margem da velha iconografia reformista e stalinista, sobreviveram mais duradeiramente: a bandeira vermelha e o sol nacente da utopia constituínte.


(1) NOTA.- O Arbeiter-Zeitung foi um jornal anarquista escrito em alemão, criado em Chicago em 1877 polos veteranos da grande greve de ferrocarrís desse ano. Fora o primeiro jornal da classe operária em Chicago que se mantivo em ativo durante um periodo sinificativo de tempo, financiado graças ás achegas das leitoras. Nas revoltas de 1886 as oficinas do jornal foram assaltadas e os seus discursos e escritos foram utilizados como provas principais para colgar os autores anarquistas. O editor do jornal August Spies e um tipógrafo deste, Adolph Fischer, foram ejecutados na histéria posterior ás detençons. Quem era gerente do jornal Oscar Neebe e o assistente do jefe editorial Michael Schwab foram sentenciados a morte, ainda que mais tarde foram indultados.

[Vídeo “A Cara B da LÍMIA”] Documentário sobre a degradaçom ambiental da Baixa Límia por causa da ganderia intensiva x Ecoloxistas en Acción Ourense

Recolho a informaçom da sua web:

Este vídeo-documentário foi apresentado numa mesa redonda sobre “Ganderia e Sostibilidade” celebrada na passada sexta feira, 22 de abril, no campus de Ourense, num encontro onde participaram mais de meio cento de pessoas para escuitar aos ponentes falar sobre o deterioro ambiental que provoca a ganderia intensiva.

Na mesa redonda, o eixo central do debate girou em torno á responsabilidade política de quem governa. Durante os últimos 11 anos, as distintas instituiçons implicadas e (i)responsáveis figeram caso omiso das demandas e protestos, nom só das vizinhas da Límia e da Baixa Límia, senom de informes de expertos cientistas da UCM e do CSIC que evidenciavam a insalubridade das suas augas e a necesidade de ponhr freo ao avanço dos verquidos de purins das macrogranjas da comarca da Límia.

As ponentes sublinharam que, pese ao grave da situaçom, a Junta de Galiza, co silêncio cúmplice da Confederaçom Hidrográfica do Minho Sil, seguiu concedendo autorizaçons para novas instalaçons ou ampliaçons. Isto abocou á terra limiá a um absoluto despropósito ambiental que conleva um gram problema de saúde pública cos poços particulares e acuíferos contaminados.

Assinalaram além que a degradaçom ambiental tivera mais consequências: “A Baixa Límia, território emblemático por todo o seu reconhecemento paisagístico e ecológico, viu que uma das únicas entradas económicas que tinha, o turismo, foi desaparecendo”.

Tamém se falou das alternativas socio económicas para a comarca limiá. Fronte aos prejuízos que causa o modelo gandeiro intensivo da Límia está a ganderia extensiva a que “permite viver nas vilas, a que trae povoaçom ao rural, a que coida das leiras, das augas e dos animais, mantém limpos os caminhos e mantém vivas as tradiçons”. Mas em troques, esta atividade, mais respectuosa co meio, nom é á que se apoia institucionalmente, nem a mais subvencionada.

Lembrarom que diante a inaçom das administraçons, coma consumidoras temos o direito a conhecer qual é a cadea do sistema alimentário que há tras da carne que mercamos e poder fazelo assim com responsabilidade ecológica.

O documentário recolhe declaraçons testemunhais da vizinhança afetada que atopam na ineficácia das administraçons e no despropósito empresarial do seitor gandeiro uma merma da sostibilidade.

Na reportagem lembram que quando no ano 2011 produzira-se a primeira grande explosom evidente de cianobactérias, ninguém na Galiza dava explicaçons, nem as autoridades políticas nem as científicas:

Levamos 11 anos de inoperância. Silenciados polos meios de comunicaçom e procurando obtér informes e documentos aos que é complicado aceder. Nom há atuaçom de ofício por parte da Fiscalia ante uma situaçom que se asemelha ao acontecido recém no mar Menor denúncia um dos vizinhos.

Ecoloxistas en Acción Ourense denúnciam que “a sociedade civil está farta de aturar as evidências, de serem desatendidas, da asfixia do poder político ao rural. Temos parte de responsabilidade cum papel activo de protesta e mobilizaçom mas, desde logo, a situaçom da Límia e do encoro das Conchas nom é culpa da sociedade.

ATÉ SEMPRE “PASTORA” (na sua lembrança)

Publicara esta entrada na minha bitácora há hoje 3 anos, em 26 de abril de 2019, pouco depois de ter conhecemento do passamento da minha amiga Pastora. Desde entom, no seu cabodano, amigas da Galiza e doutras paragens juntámo-nos na sua lembrança. Hoje, na sua homenagem, volto a colar acá, o meu panegírico na sua honra:

Venho de saber da morte duma companheira á quem lhe tenho muito apreço: “PASTORA”, que se bem figera-se conhecida por ser a Nai de Tarrío, sempre estivo ai nas lutas contra as prisons, do carom de quem sofre.

Em 23 de maio de 2007, Xosé, de estar vivo, teria cumprido 39 anos. Pastora, estava esse dia, ao igual que muitos outros, colabourando na Comida Popular que todas as quartas se celebravam na já desaparecida Casa Encantada de Compostela.

Nesse dia especial Pastora nos pedira “ás kalimeras” presentes que deramos leitura pelos nossos micros (na altura moi ativas no ar) duma Carta de Amor que lhe escrevera Xosé quando este já era consciente de que ia morrer sem sair do cárcere.

Eu prestara ai minha voz, nerviosa como poucas vezes, e aiqui tendes o resultado nesta ligaçom como uma sincera homenagem a esta GRANDE MULHER

CARTA de AMOR a NAI de Xosé Tarrío

QUE TENHAS UMA BOA VIAGEM !!

SEMPRE LIVRE !!

EXEMPLO de DIGNIDADE

25 de abril; Sempre?? – O papel da rádio na revolta dos cravos portuguesa

Co galho desta data histórica do pais vizinho, figera lá polo ano 2006 este meu programa na Rádio Kalimera (a rádio livre de Compostela). Nele tratei de abordar umha vissom particular do papel jogado pola rádio como médio de apoio à revolta do nosso pais irmão. Umha revolta que, de início, tras o derrocamento do Ditador, prometia muitíssimo, mas que ao final ficaria em caseque nada coa volta ao poder dos representantes mais recalcitrantes do Capitalismo excluinte e com seus impulsores mais aguerridos e rupturistas no cárcere.

25-de-abril-de-1974-12-728

Hoje, dezaseis anos apôs da primeira emissom do meu programa Comochoconto, volto a colgar neste meu blogue o aúdio para quem queira escuta-lo:

25-de-abril-18-728

Tamém podedes descarrega-lo em dois formatos, clicando em
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Descárrega acolá em mp3

De Abstençons e de Manipulaçons

Hoje, FALSIMEDIOS ESPAÑOIS, que se camuflam e vestem com diferentes pelagens, mas que, na realidade, cumprem a mesminha funçom desinformativa ao manipular e tergiversar a eito para benefício de seus intereses capitalistas, destacam nos seus cabeçalhos a FORTE ABSTENÇÃO na 2ª VOLTA das Eleiçons Presidenciais francesas.

CURIOSO É que, quando som as legislativas españolas, com muita MAIS e MAIOR ABSTENÇOM do que nas francesas, CALEM, ao uníssono, coma PETOS.

Abstençom Presidenciais Francesas —– 27’68 %

Abstençom Legislaticas Españolas —— 33’67 %

Contra a Guerra, pola Solidariedade Mundial.- Comunicado do Comitê de Relaçons da Internacional de Federaçons Anarquistas 

Colo da sua web i-f-a.org

O Comitê de Relaçons da Internacional de Federaçons Anarquistas (CRIFA), reunido em Marselha nos dias 19 e 20 de Março, aprovou o Comunicado que se segue e que este gajeiro cola acá agora para ajudar a expandir os posicionamentos anarquistas com respeito à guerra na Ucrânia e para conhecemento de quem quiger:

Condenamos a criminosa agressmo à Ucrânia promovida polo governo russo, em conjunto com todos os militarismos, e solidarizamo-nos com os povos oprimidos de ambos os lados da fronteira, promovendo o apoio ativo às vitimas do conflito, às refugiadas, aos desertores e prisioneiros dos dois bandos desta guerra e da sua potencial expansom. Nos contextos em que agem as nossas diferentes federaçons, devemos denunciar e opormo-nos ao papel da OTAN, dos Estados Unidos e da UE na criaçom, tamém, das condiçons prévias que permitiram ao Estado russo atacar o seu vizinho mais débil com a cumplicidade da sua marionete, a Bielorrússia. Denunciamos o crescimento do autoritarismo em todo o mundo nos últimos anos, em que se viu o papel crescente dos exércitos nas políticas públicas. Com a situação atual, destacamos especialmente a crescente militarização da sociedade, no contexto do aumento do rearmamento em toda a UE, entre apelos generalizados para a criação de um Exército Europeu em detrimento das despesas sociais.

As pobres e as oprimidas do mundo som sempre as perdedoras em todas as guerras. Convertem-se em carne para canhom e som tirados à força das suas casas, e deparam-se com a pobreza e a doença em consequência desta guerra. Ao mesmo tempo, os patrons globais continuam a movimentar-se para controlarem os recursos do planeta. Nós opomo-nos ao capitalismo global e ao nacionalismo que são as causas da guerra. Ao contrário, temos que promover a guerra de classes, contrariando a indústria bélica e a despesa pública na guerra, e toda a lógica da guerra, desenvolvendo mobilizaçons horizontais mais amplas por parte das trabalhadoras e das coletividades.

Deste modo, insistimos no perigo de se cometer o erro de defendermos a “nossa” naçom ou o “nosso” país, fazendo ressaltar as nossas posiçons anti-nacionalistas e de negaçom/recusa, já que o nosso inimigo está no “nosso” país e o estado nacional ou a burguesia nacional som “nossos”. Pola contra, pretendemos construir a solidariedade entre todas as proletarias e destacar o caráter global dos estados capitalistas.

Confirmando os nossos valores históricos de internacionalismo, solidariedade e parentesco global, para além das fronteiras, reafirmamos a nossa oposiçom a todos os crimes e massacres perpetrados polo Capital e polos Estados, desde o genocídio dos povos negros e indígenas que hoje continua no Brasil, na América Latina e em todo o Sul Global, até à destruiçom do meio-ambiente provocada pola lógica dos Estados, a ganância e os mercados que ameaçam a própria existência de vida no nosso planeta.

Comitê de Relaçons da Internacional de Federaçons Anarquistas (CRIFA)

Marselha, 20 de Março de 2022

i-f-a.org

NOM Á GUERRA!! Declaraçom da seçom da I.A.T. na regiom da Rússia

Recolho e traduço da web da seçom russa da Associaçom Internacional de Trabalhadores:

A guerra começou.

O que se temia, o que se alertava, no que nom queriam acreditar, mas o que era inevitável, aconteceu. As elites dominantes da Rússia e da Ucrânia, instigadas e provocadas polo capital mundial, ávidas de poder e inchadas com bilhons roubados ao povo trabalhador, uniram-se numa batalha mortal. Sua sede de lucro e dominaçom agora é paga com o sangue de pessoas comuns, assim coma nós.

O primeiro tiro foi disparado polo mais forte, predatório e arrogante dos bandidos: o Kremlin. Mas, como sempre acontece nos conflitos imperialistas, por trás da causa imediata está todo um emaranhado de razons repugnantes: esta é a luita internacional polos mercados do gás e o desejo das autoridades de todos os países de desviar a atençom da povoaçom sobre da tirania das ditaduras “sanitárias”, e a luita das classes dominantes dos países da antiga Uniom Soviética pola divisom e redistribuiçom do “espaço pós-soviético”, e contradiçons maiores e globais, e a luita pola dominaçom mundial entre a OTAN liderada polos EUA e a China, que está desafiando a velha hegemonia e prendeu a seu “irmãozinho” no Kremlin à sua carruagem. Hoje essas contradiçons dam origem a guerras locais. Amanhã eles ameaçam com se transformar numa Terceira Guerra Mundial Imperialista.

Seja qual for a retórica “humanista”, nacionalista, militarista, histórica ou qualquer outra que justifique o conflito atual, por trás dela estám apenas os interesses daqueles que detêm o poder político, econômico e militar. Para nós, trabalhadoras, jubilados, estudantes, só traz sofrimento, sangue e morte. Bombardeio de cidades pacíficas a matanças de pessoas não têm justificativa.

Exigimos o cesse imediato das hostilidades e a retirada de todas as tropas para as fronteiras e linhas de separaçom que existiam antes do início da guerra.

Apelamos aos soldados enviados para luitar a nom atirarem os uns nos outros e mais ainda a nom abrirem fogo contra a povoaçom civil.

Nós os exortamos a recusarvos em massa a cumprir as ordens criminais de vossos comandantes.

PAREM ESTA GUERRA!

BAIONETA AO CHAM!

Apelamos às pessoas na retaguarda de ambos os lados da frente, ás trabalhadoras da Rússia e da Ucrânia, a nom apoiarem esta guerra, nom a ajudarem – polo contra, a resistirem com todas as vossas forças!

Nom vaias a guerra!

Nem um único rublo, nem uma única hryvnia de nossos bolsos para a guerra!

Ataque contra esta guerra se puder!

Algum dia – quando elas tiver força suficiente – trabalhadoras da Rússia e da Ucrânia exigirám a medida total de todos os políticos e oligarcas presunçosos que nos colocam as umhas contra as outras.

Nós lembramos:

SEM GUERRA ENTRE TRABALHADORES DA RÚSSIA E DA UCRÂNIA!

SEM PAZ ENTRE AS CLASES!

PAZ ÀS CASAS – GUERRA AOS PALÁCIOS!

Seçom da Associaçom Internacional de Trabalhadores da Regiom Russa