“Outra gaita na festa” – Tamém há um militar entre os 5 violadores do S. Fermín

13626968_1952525521640429_6193135244560595919_n Nom nos esquezamos da tolémia identitária das festas populares. As festas populares som sacras e ai de quem se atreva a meter-se com elas. É como o fútbol. Se criticas a Messi, criticas ao Barça, esse que é “mais que um club”. Em Tordesillas únem-se PP e PSOE por defender o direito para matar touros e a ver quem é o político guapo que se declara antitaurino ou defensor dos animais ante a sua vizinhança. Discurso e racionalidade contra atavismo e “tradiçons”, as das festas populares, ou as religions, as pátrias, as fronteiras, etc… E já sabemos quem leva as de ganhar. Comentário de JMGP na rede

Ontem deitei escrito no meu antérior artigo sobre este deleznável feito que, em quanto soubem de que entre os 5 violadores da moça no San Fermín havia 1 picoleto, a minha primeira impressom foi que nom podia ser tal coisa e ato seguido perguntei-lhe estranhado ao meu informante: Só um??.

A noite seica já se contava em algum médio basco que, entre os 5 energúmenos violadores, há tamém 1 militar profissional. E assim, aos poucos, é como os falsimédios vam tirando a informaçom sobre a violência contra as mulheres neste San Fermín. Se hoje fas umha busca na rede sobre as violaçons e abusos sexuais nestas festas apenas atoparás novidades nos grandes médios estatais; e nos bascos a notícia fica num segundo plano oculta entre a autosatisfaçom pola nova resposta da cidadania pamplonica contra estes execráveis crimens e a suposta rápida resposta do responsável da Garda Civil, Cuco Fdez de Mesa, suspendendo de funçons ao picolo detido por violador, mas isso sim deixando claro que nom está apartado do Corpo até que nom saia a sentência, e que a suspensom é devida á “gravidade dos feitos investigados” e tamém pola “importante alarma social” gerida (o que me leva a pensar que, se nom saira nos falsimédios, o Cuco teria mirado para outro lado?).
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Pablo Iglesias reverência Obama na base ianquie de Torrejón

Obama visita Se há algo que distinguia esquerdas e direitas na pantomima democrática espanhola era o grado de submissom com respeito aos mandatos dos presidentes de EEUU. A suposta esquerda parlamentária sinificada polo espectro partidista ubicado desde a socialdemocracia do PSOE até o eurocomunismo de IU sempre evitara todo sinal de seguidismo cego ás teses ianques, mesmo até chegar a situaçons de patetismo como quando o atlantista ZP se negara a pôr-se em pê ao passo dum batalhom ianqui que participara no desfile das forças armadas espanholas co galho da celebraçom do genocídio das américas celebrado tras a guerra de Iraque, sendo ainda presidente Aznar. Mas se o do PSOE e as suas relaçons internacionais é de psiquiatra, a postura de IU e aliadas sempre fora, até o de agora, de acertado distanciamento que lhe valia bem de votos na sua caça do votante descontente coa economia capitalista internacional comandada por EEUU, seus bancos e empresas.
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“Outra vaca no milho” – Um “picoleto” entre os 5 violadores no San Fermín

san ferminAs notícias nos que, um ou mais “picolos”, cometem atos delituosos som abondosas e variadas, desde membros da “benemérita” que som pilhados em assuntos de tráfego de drogas (ou de desapariçom de comissos confiscados) até gardas implicados em casos de torturas em prisom e/ou assassinatos de imigrantes nas fronteiras, nom há case dia em que nom haja um membro desta força repressiva implicado em atos que, ás mais das vezes, som cometidos com abuso de autoridade e com a prepotència de quem, sendo parte dum corpo armado, acha que tem tudo o direito da sua parte para se tomar as licências oportunas da sua situaçom e tirar proveito personal desse abuso de força.

Assim que, em quanto soubem de que entre os 5 violadores da moça no San Fermín havia 1 picoleto, a minha primeira impressom foi que nom podia ser tal coisa e ato seguido perguntei-lhe estranhado ao meu informante: Só um??
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O que o santo nom ve, ou como questionar os Sanfermins sem deixar ser um bo pamplonês x Paco Roda

Hoje lim na rede que em Iruña (Pamplona) volvera haver umha moça violentada por um grupo de energúmenos durante as festas e que a manifestaçom de protesta por estes feitos fora um éxito de participaçom, mesmo feministas galegas davam loas, numha rede social, a tal suposto éxito de participaçom com um simples clic de “compartilhar” a notícia do jornal Gara-Naiz com o cabeçalho “La repulsa a la agresión sexista congrega más gente que el txupinazo”; como se fosse umha vitória popular á que nom há nada mais que aportar e sem pôr em questom nenhum outro aspecto destas râncias celebraçons da tortura animal, da loa á gentrificaçom do casco velho pamplonica e da mercantilizaçom da festa. Nom sei se estas mulheres galegas (e alguns homes) seguem abduzidas pola “bascofília” que leva a olhar com amor todo quanto chega de Euskal Herria e nom se pararam a pensar bem o que apaludem porque, se é manifestamente loável que a gente saia a denunciar os abusos sexuais nessas festas, nom o é tanto que defendam essa festa a morte e que vaiam ao protesto portando a simbologia festeira que promove essa violência sexual e animal. Outra coisa seria se se manifestaram em contra dumha festa que, tal como é hoje em dia, favorece estes abusos.

Como contraposiçom a esta simpleça de “eu gostos” e “compartilhos” vos colo acá (traduzido) este magnífico artigo do pamplonica Paco Roda publicado na web Pamplona.Info, na que fai umnha crítica a esta festa da sua cidade sem necessidade de recorrer ao espinhento assunto do maltrato animal nas touradas:

San Fermín. Nom há no imaginário coletivo pamplonês umha evocaçom mais simbólica, mais vinculante. Nom há. Por muito que te esforces, nom atoparás nada que vincule tanto a um pamplofascista sem rubor cum esquerdista radical livre. A umha votante de UPN com outra de Bildu. E é que O Santo tem poderes de seduçom que chegam mais alo da ideologia que professes. Porque o Santo está por riba de tudo. Para justificar tudo. Tudo na sua honra e desonra. E é que Pamplona por San Fermín (em diante Pamplona por SF) deixa de ser umha cidade para converter-se num macroevento festivo de proporçons gigantescas que altera a vida e mesmo a morte desta gloriosa cidade. Pamplona por SF oferece todas as chaves simbólicas para gerar umha identidade colectiva que esconde e omite a autêntica realidade da cidade, que apaga os focos dos conflitos internos, as contradiçons, as diferenzas, os usos e abusos cotiáns da festa em si. Pamplona por SF trata de lograr, e conségue-o, um aval de alto rendemento. Consegue que a cidadania defenda esta festa sem igual por riba de tudo. Mais ainda, evita o questonamento da festa em si e sorteia com isso penetrar-se nas cloacas por onde circulam os excrementos das gravíssimas contradiçons que gera.
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Juan García Durán “O Fugas” – O anarquista de Vilaxoán no 30 cabodano do seu pasamento

Recolho do Sermos este artigo autoria de Xesús Manuel Piñeiro e que deito tal qual foi escrito:
                       Vilaxoán de Arousa, a principios do século XX. Imaxe: Touporroutou

Era carpinteiro de ribeira arousán e García Durán, como era coñecido, non era o seu verdadeiro nome. Cúmprense neste 2016 os 30 anos do seu pasamento en Alicante. Afiliado á CNT desde ben novo, foi condenado a morte 2 veces. Logrou fugarse das prisións franquistas e fuxir ao estranxeiro grazas aos seus amigos abertzales, portando o seu exilio por varios países. 

“Tres cousas ten Vilaxoán que non as ten calquera: a Coral, o San Martín e o campión Pantera”. Orgullosa de si propia como só saben estalo as vilas de tradición mariñeira, Vilaxoán ten ben claras as súas bandeiras: o bo cantar, o seu equipo de fútbol e Pantera Rodríguez, o boxeador local que entre outras fazañas, non sempre no ring, proclamouse en 1978 campión europeo dos pesos pesados. Podería ondear Vilaxoán máis bandeiras, como a de ser a vila onde tivo lugar a primeira reunión de dirixentes da guerrilla galega. Foi en 1942, na casa de Armando Cotarelo Valledor e 11 mandos acudiron á cita desde diferentes partes de Galiza, segundo deixou escrito Gonzalo Bouza Brey.

Entre esas bandeiras que agardan ser izadas en Vilaxoán está a de Juan García Durán. En realidade, nen sequer se chamaba así senón Luis Costa García. Cambiou de nome a raíz dun enfrontamento con esquirois no porto de Vilagarcía. Carpinteiro de ribeira, anarquista, mestre en fugas, exiliado, historiador e bibliotecario. Non hai moitos no Estado español que poidan presumir de ser nomeados asesor histórico da Biblioteca do Congreso dos Estados Unidos de América. El si.
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Quando Europa abre suas fronteiras a África

“Detrás de um patriota há sempre um comerciante” ― José Bergamín

577d46b3c03c0e48b008a5fb Ontem estivem olhando a final dos 10000 metros mulheres do campionato europeio de atletismo. Ganhou, bom mais bem arrasou, a jovem atleta turca Yasemin Can, de tam só 19 anos. Polo que ouvim aos comentaristas da prova e depois contrastei na rede, Yasemin Can nom é o seu nome de nascemento nem Turquia o seu lugar de berçe; Yasemin cháma-se na realidade Vivian Jemutai e nasceu em Kenia e chegou a Turquia da mão dum seu representante no ano passado e em tam só um ano (desde março passado) já compite com Turquia nos eventos internacionais tras mudar o seu nome para adapta-lo a um nome turco e tratar de disfarçar sua procedência.

O caso de Vivian nom é nem muito menos único; as provas de atletismo estám copadas por atletas de orige africana tanto na competiçom masculina como feminina que compitem por paises europeios.

Isso levou-me ontem a reflexionar sobre a hipocrasia dos governos europeios sobre a imigraçom.
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