O galego perde falantes na infância – Vivências causais ou casuais: 1º) O futebol

TORNEO RC DEPORTIVO – DIA DAS LETRAS GALEGAS

Na tarde do domingo passado, horário de assento zumbi-zaping por excelência, liguei na TVG a retransmissom dos partidos das semifinais e finais do XIV Torneo Real Club Deportivo das categorias Prebenjamim e Benjamim; e falo de retransmissom porque a jornada de competiçom fora celebrada na sinalada data do 17 de maio, Dia das Letras Galegas, na Cidade Desportiva de Abegondo entre 206 equipas de futebol espalhadas por toda Galiza e conformadas por rapazes e rapazas de até 10 anos (nessas categorias nenos e nenas jogam juntas, índa que eu só vim umha rapaza jogando na equipa que ficou de 2ª na categoria benjamim). E nom é que fosse umha casual coincidência jogar nessa data, senom e tal como figura na web deste peculiar torneio, essa é a data escolhida: “Todos os anos, desde 2004, o Dia das Letras Galegas é também o dia da festa do fútebol base em Abegondo”.

Sem dúvida umha ocasiom perfeita para comemorar ambos acontecementos juntos e poder espalhar assim a nossa língua num espaço de esparegimento, jogo e convívio durante mais de 12 horas entre rapazes e rapazas de curta idade.
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Anarquistas contra Syriza, essas coleguis gregas das Mareantes Podemitas.

Ninguém esquecerá (nom sendo podemita, mareante ou doutra confluência morada) os grandes laços de amizade entre Tsipras e Iglesias ou entre Tsripas e Beiras; por muito que agora pretendam “fazer de tsripas coraçom” e lhes cause verdadeira incomodidade que se lhes lembre pola sua apaixonada relaçom quando se presumiam como futuriveis governantes das espanhas todas e ansiavam possuir os mesmos loureiros de glória que seus compis gregos luziam já, como vencedores das eleiçons, nas suas amplas frontes.

Á contra, a gente anarquista nunca abandonou suas luitas e seus sonhos em construir um mundo milhor, nom só para a gente que nasceu e reside na Grécia, senom para todo o mundo e assim o demostram no seu dia a dia, no seu bo fazer internacionalista quando dam a cara contra das fronteiras, contra dos muros da vergonha e seguem levando a termo missons arriscadas como promover um assalto ao Parlamento grego durante as jornadas de greve que foram convocadas tras assumir as teses da Troika o governo de Syriza com o apoio da forza direitista cristã ortodoxa ANEL, e convocar o Parlamento para aprovar essas novas medidas de severa austeridade que desta volta atingem pessoas com incapacidades e pensionistas que trabalharam por toda vida, e das que já vos falei nestoutra entrada.
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29 de maio ao 3 de junho : “Corunha Libertaria” – Jornadas de Recuperaçom da Memória Anarquista

Colo acá o cartaz e a notícia (mantendo sua normativa) da primícia informativa das compas da web “A Irmandade da Costa”:

Temos o inmenso pracer de presentarvos en primicia o cartaz das xornadas de recuperación da memoria anarquista da Coruña que, baixo o título de “Coruña Libertaria”, desenvolveranse a semana do 29 de maio ao 3 de xuño nos distintos Centros Sociais antiautoritarios da cidade.

Con esta iniciativa pretendemos recuperar a historia de loita social da Coruña, eminentemente anarquista e tradicionalnmente ninguneada desde os sectores progresistas ben pensantes que falsean o peso do movemento libertario. Posto que pese a que as correntes socialistas e galeguistas eran claramente minoritarias nos tempos de pre-guerra na cidade, foron enxalzadas polo oficialismo en favor dos seus intereses actuais e en detrimento da realidade històrica de hexemonía do movemento libertario. Deste xeito quixemos que as charlas se realicen nos Centros Sociais herdeiros ideolóxicos das loita contra o poder que, lonxe de desaparecer, aínda sosteñen a día de hoxe a bandeira da liberdade e o combate contra toda forma de autoridade. Afastando así a memoria histórica do movemento obreiro dos museos, os institutos e da naftalina institucional coa que os novos dirixentes progres preténdennola meter dobrada.

Luns 29 de Maio ás 20h: “O tráxico maio de 1901 e outras loitas” por Rosalía Regueiro no local da Unión Anarcosindicalista (rúa Washington 36) Continuar lendo

“Consumir e Matar: Dous verbos irmanados” x Pedro García Olivo

Recolho e traduzo este reflexivo artigo escrito polo meu amigo Pedro no seu muro dumha rede, que espero faga pensar a aquelas gentes que nom olham para outro lado quando vem alguém “tirada” na rua e nom me estou a referir a essa maioria que fuge de mirar cara elas nem a quem olha com acenos de desgosto e desagrado, caseque de nojo, nem muito menos a quem se adica nos falsimédios a criminalizar sua presência nas ruas e mesmo a pedir que sejam encirradas para que nom se vejam; senom a todas aquelas pessoas que, índa sem sabe-lo e sem pretende-lo, consentimos na sua situaçom e sustentámo-la:

Consumir e Matar: Dous verbos irmanados

Polícias, profissorado, juizes,… E, sustentándo-lo todo, consumistas

Que é o que mais lhe doe ao Capitalismo?

Nom é que loitemos contra a “brutalidade policial”, porque entom colócam-nos polícias nom-brutais, amigáveis, simpáticos, “cidadanistas”, e a Polícia sobrevive milhor. E nós, gentes reprimidas e no fundo repressoras, regalámos-lhes flores ás canalhas dessa condiçom, porque já nom lhe temos medo. Pero som mais que temíveis.
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Sábado 27 em Compostela “Dupla Jornada de Hip-Hop: FURNIER & LA ISLA DEL TESORO APRESENTAM…”

Meu bo amigo Adri, “Furnier”, nom para de argalhar atividades diversas co galho de dar a conhecer o verdadeiro mundo do Hip-Hop, esse que nasceu nas ruas como movemento rebelde e que como tal tem que seguir por muito que alguns interesados no dinheiro pretendam fazer delo um simple negócio e desvirtuem sua história e sua essência.

Assim no Sábado 27, tal como me fijo chegar num seu correio, “Furnier” junto a “La Isla del Tesoro”, convidam a umha jornada de projeçons e música ao vivo coa seguinte programaçom e lugares de desfrute:

-Ás 20:00h no local “EL TESORO SHOP” (rua Poza de Bar nº3) Apresentaçom do videoclip “HAROLD SMITH” de FURNIER e da entrevista com LA ISLA DEL TESORO, ambas realizadas por SHIR-KHAN FILMS.

-ÁS 22:30h na Taberna “O’ POZO” (Ruela das Ánimas nº1) Atuaçons de:
FURNIER & LAROCK (showcase)
DJ LA ISLA DEL TESORO
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Há vida mais lá do telemóvel – Animaçom

Um outro corto documentário que adico a quem gosta de visionar maravilhas da animaçom, depois de colar a primeiros de mês o vídeo de Steve Cutts, agora colo estoutro que atopei pola rede e do que nom fum quem de saber a autoria, índa que tudo aponta a que vem do Japom, e que agora colo acá coa esperança de que faga reflexionar as pessoas que vissitem esta bitácora e coa vaga ilsusom de que algumha tire bem longe de si e para sempre seu aparato, esses “engenhos tecnológicos do Capital” aos que eu prefiro denominar “engendros tecnológicos” que venhem a ser os telefones móveis, telemóveis, celulares, smartphones ou como queirades chamar-lhe a esses aparelhos dos que já tanta gente tem forte dependência aditiva; e mesmo, em muitos casos, com efeitos similares aos que provocam as drogas mais duras nas gentes que nom sabem controla-las. ALTAMENTE RECOMENDÁVEL (dura menos de 3 minutos):

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Conversa verídica numha livraria de velho apenas 11 horas denantes do Dia das Letras Galegas

Andava eu polos andeis na busca dalgum livro ou banda desenhada que mercar nesse templo do saber que constituem as livrarias, quando entrarom pola porta um par de estudantes (um moço e mais umha moça) co galho de mercar um livro para umha amiga dele e falando entre si em castelám com acento da Terra.

Nesses espaços é habitual que a gente adoite um silêncio tranquilizador como nas bibliotecas; no entanto esse silêncio cautivador soe ver-se interrumpido quando entram juntas várias pessoas, mesmo com só duas já se provoca tal rotura.

Já no umbral da livraria escoitou-se a ela perguntar ao agasalhadeiro: – “Y a ella, ¿qué le gusta?”. E el resposta: – “Le encanta el gallego, hasta te lo habla siempre. Por eso quería comprarle un libro en gallego”

Já nom quigem escuitar mais, além de que ia com certa presa, paguei minha escolha e lisquei pensando no que acabava de viver a escasos metros do campus universitário, nos que notroura o raro era escuitar alguém falando castelám.
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