Matemáticas anticapitalistas: “Maioria Silenciosa”.- um termo ao serviço da manipulaçom dos “mass merdas”

Á vista da alta participaçom nos protestos que se estam vivendo nestes dias nas ruas de toda Catalunya a prol do referendum que lhe permita decidir sobre seu futuro; estám a sair a cotio nos falsimédios um feixe de opinadores que às toas repitem como papagaios a insistente litaina de que a maioria silenciosa é a que nom está nas ruas, querendo dar a entender com elo que quem se manifesta som umha minoria pouco menos que recalcitrante quando nom antidemócrata ou mesmo, se me apuras, filoterrorista.

Ou seja que, se em Barcelona na Diada nom houvo nem 1 milhom de manifestantes, é porque o resto das catalás, umhas 6 milhons e meio, a maioria silenciosa, está em contra. Assim de simples é o analise feito estes dias nos mass merdas e por opinadores vários sem se cortar nada á hora de dize-lo.
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De violencias e violencias x C.R. (Irmandade da Costa)

Depois de publicar minha entrada antérior dim com esta opinióm do meu compa e colega C.R. na web “A Irmandade da Costa” na que fai umha analise moi acertada ao respeito do tratamento nos falsimédios da violência nos protestos das ruas segundo contra que governos sejam. Assim destaca que a violência dos protestos em Venezuela é considerada como “terrível repressom da polícia contra pacíficos manifestantes” e manifesta que gostaria de que se aplicara esse mesmo raseiro para toda violência revolucionária, mesmo que “no sucessivo se passem a elogiar a resistência das okupas fronte aos despejos, encomiem as heroicas açons do Black Block rebentando as cimeiras do G20 ou considerando a malheira que receberam os antidisturbios nas Marchas da Dignidade como saudável e edificante resistência civil”. Mas milhor vos colo seu artigo:

Non serei eu, anarquista convencido, quen loe a estas alturas o goberno de Nicolás Maduro, o impresentable autocrático ao que se lle aparece Chavez en forma de paxariño. Por non simpatizar, non me simpatizaba tampouco o seu predecesor (nin sequera cando aínda tiña forma humana, antes das súas epifanías ornitolóxicas) remiso como son aos militares, aos caudillos e aos dirixentes de todo tipo, especialmente cando falan sempre coma se estivesen desde unha tribuna, aleccionando ao respetable con voz mesiánica e dedo levantado.

Pero a pouca simpatía que me espertan os caudillos suramericanos, por moi de esquerdas que se pretendan, non me impide ver a bochornosa campaña mediática que os medios de comunicación europeos levantan na súa contra. Deste xeito, é curioso ver como un sen fin de ditadores infinitamente máis cruentos e deleznables son supinamente ignorados polos nosos medios informativos occidentais, cando non os presentan coma civilizados aliados do noso cacarexado “mundo libre” (como podería ser o caso de Guinea Ecuatorial ou Arabia Saudí, por poñer uns dos exemplos mais descarnados, pero tamén, porqué non, de Marrocos, o amigo, socio e aliado do flamante reino español). De feito é curioso ver como México, un narco-estado onde o cómputo electoral cambia xusto despois de oportunos apagóns eléctricos e onde a tasa de mortalidade dos periodistas semella a de Beirut nos seus mellores tempos, é ensalzado coma exemplo democrático latinoamericano pola prensa canalla occidental; mentres falan de outros paises da rexión, máis esquerdistas e menos sumisos aos nosos intereses, coma de execrables dictaduras bananeiras. Xa non falaremos de Honduras, Guatemala, Colombia ou El Salvador, onde, pese as súas non tan lonxanas represións salvaxes da insurxencia, as súas guerrillas paramilitares ligadas ao poder e os seus vínculos institucionis co crime organizado, non parecen incomodar o máis mínimo cos seus gobernos neoliberais a nosa benpensante prensa occidental. Pero ah! Venezuela, despótico lugar. Que saian a relucir as lupas democráticas buscando o que noutros sitios ocultan e ignoran os nosos adalides da liberdade.
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C’s, os falsimédios e a ridícula pintada no negócio familiar de Rivera.

De tudo quanto se está passando na Catalunya, os falsimédios espanhois seguem na sua coerência goebbeliana de querer converter o negro em branco ou vice-versa. Sem dúvida, e quiçás motivados pola evidente falha de credibilidade da gente do PP (ontem mesmo caiam duas peças mais do taboleiro da corrupçom: a tesoureira do PP espanhol, Carmen Navarro, e Alfonso Grau, quem fora a mão direita de Rita Barberá, imputadas por financiaçom irregular do PP valenciá), semelha que estám focalizando a campanha orquestrada contra o direito universal de autodeterminaçom dos povos, nas figuras mediáticas de C’s.

De tal jeito ontem escuitei abraiado como o secretário de comunicaçom de C’s, um tal De Páramo tolamente alterado invocava, aos deuses da sua democracia, parar tal desaguisado de demostraçom popular nas ruas a favor do referendum sob a argumentaçom de que (sic): Es el mundo al revés: los que se saltan las leyes dan lecciones de democracia, los que señalan por ideas políticas dan lecciones de libertad” e de seguido denunciava o gravíssimo feito de que o negócio familiar de Albert Rivera aparecera com pintadas No puede ser normalidad que te señalen con el dedo por pensar distinto o que te hagan pintadas en tu casa llamándote fascista.
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A Imaculada Constituiçom

“Por definiçom nenhuma lei pode ser injusta, dado que essas mesmas leis constituem os pilares de dita justiça. O que poida que seja injusto é o Sistema que dita tais leis”. Frei Bernardino de Sigüenza (*)

Eu contava apenas com 17 anos de idade quando, em dezembro de 1978, foi realizado o referendum que pretendia avaliar as novas leis que iam fazer possível a transaçom de poderes da Ditadura franquista à neodemocracia “alaespañola” e pese a que, prévio rebaixaram a idade de poder votar dos 21 ao 18 anos, eu nom tivera opçom de opinar ao respeito dessas leis que, promulgadas por franquistas e falangistas e por vários supostos opositores bempagos, derom em fazer realidade legal aquela sentência pré-mortem do ditador Franco: “Todo queda atado y bien atado”.

Se eu, que na atualidade já conto com 56 tacos e levo 39 sofrendo estas leis, nom puidem opinar ao respeito, é claro que tampouco puideram fáze-lo a imensa maioria da sociedade atual com direito a voto. E nom só. Porque tendo na conta o passo do tempo pode-se afirmar sem cair num erro de cálculo que, da gente que votou no tal referendum constituinte, a imensa maioria dela já estám a criar malvas ou suas cinzas já há tempo que voaram. E se, índa mais, temos na conta de que só votaram afirmativamente um 60% do censo de 1978; podo concluir que, a dia de hoje, nossa Imaculada Constituiçom só foi aprovada por umha exígua minoria da gente que hoje seguimos a sofre-la.
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Posicionamento da “Federació Anarquista de Catalunya” sobre o referendum do 1-O

Desde a Federaçom Anarquista de Catalunya manifestamos nosso apoio ao referendo do 1 de outubro

Se ontem colei a opiniom de anarquistas portugueses ao respeito da diferências entre anarquistas e as esquerdas e dizia que pese a nom compartilhar íntegro, sim considerei necessário reflexionar ao respeito do Process catalám. E seguindo nesta onda pero com umha atitude diferente da das compas tugas, hoje colgo este Comunicado da Federaçom Anarquista de Catalunya, com o que, se bem tampouco concordo na sua totalidade, sim me sinto mais identificado:

Nós queremos um “procés” destituinte do poder vigente e um processo de participaçom coletiva que se encaminhe à participaçom total do povo nas decisons óptimas para estabelecer formas de organizaçom social e laboral que blindem órganos horizontais e assembleários de decisom.

Entendemos que é difícil entender umha organizaçom social que nom esteja blindada por um “Estado republicano”, pero é um reto que teremos que afrontar juntas se queremos ser totalmente livres e independientes.
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Compas tugas opinam ao respeito da diferências entre anarquistas e as esquerdas.

Colo de ContraInfo.pt este panfleto assinado por Anarquistas do nosso pais vizinho, opiniom que, se bem nom compartilho na sua totalidade, sim considero necessário reflexionar ao respeito disto, nom só polo do das guerrilhas curdas senom tamém polo Process catalám:

A propósito das guerrilhas no Curdistám e da sua propaganda assim como em relaçom aos apelos dumha luita antifascista em comum entre esquerdistas e anarquistas, é necessário ter clara a distinçom entre as anarquistas e as esquerdas:

Nós somos libertárias, elas autoritárias;
Nós somos anti-estatais, elas a favor do Estado (evidentemente, o delas);
Nós luitamos pola liberdade, elas pola ditadura (do proletariado, dizem para disfarçar isso, mas ditadura, no fundo).
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