A Linguagem Matemática ao serviço do MEDO na propaganda da COVID

Se uma qualquer pessoa que só se informa da pandemia polo que dim nas teles e nos grandes jornais e segundo a informaçom facilitada polos governos e governinhos, escutara ou lera num qualquer destes meios que, na atualidade, na España temos uma incidência acumulada de 446 pessoas infestadas da COVID por cada cem mil habitantes; de seguro que seguirá tendo-lhe um medo atroz a pilhar esta doença e seguirá a olhar com muita desconfiança a qualquer que se lhe achegue a menos de 2 metros de distância.

Se bem, se essa mesma pessoa lêra num jornal ou escutara na tele, que essa incidência acumulada é de 4’46 pessoas por cada 1000 habitantes, ou ainda milhor de 0’44 pessoas por cada 100; ou postos a redondear para nom ter que dividir uma pessoa em anacos, e digeram que só 4 de cada 900 habitantes estám na atualidade infetadas (que nom é o mesmo que doentes, dado que, mesmo os governos, autoridades sanitárias e falsimédios tudos reconhecem que, a imensa maioria das pessoas que deram positivo nos PCRs apenas tenhem síntomas e curam aos poucos dias sem que lhe fiquem sequelas sinificativas dessa enfermidade no seu corpo) igual o susto nom era tanto e o medo e a desconfiança se propragariam duma outra maneira. Nom si?  

Basta imaginar que numa multitude de 900 pessoas (algumas mais do que o censo atual no concelho de O Bolo) haveria só 4 infestadas da COVID. Se faria tam terrível esta epidemia??

Pois todos os dados manejados neste escrito até o de agora som idênticos, igualinhos, puro resultado da mágia da numerologia; onde os dados adquirem importância ou restam medo segundo coma se contem.

E falo da mágia por esse efeito válido para burlar as mentes mais predispostas a ser enganadas para que fijem a sua atençom só no que se fai com uma mão e á vez engana-las com a outra. E assim, a maioria das pessoas quando escutam ou lêm 446 de cada 100 mil, fica na sua mente esse dado preciso e preocupante das 446 pessoas infetadas e preocupa muito, senom muitíssimo se só ficas com o de cada cem e borras da tua mente o mil da continuaçom.

E coma som as grandes quantidades o que assustam ás medorentas crédulas, quando se trata de falar de mortes, desaparecem as quantidades referentes dos tantos por cem mil e entom os mentideiros (governos e meios afins) falam só de números frios e enteiros: 53.079 mortes registradas até agora pola COVID na España (segundo venho de mirar).

Mas, se temos na conta de que segundo o censo español de 2020 há registradas 47.332.614 habitantes; poderiamos escrever que, desde que começou a temível pandemia o índice de pessoas mortas por total de habitantes arroja um índice de 0,00112 pessoas; e se o exponhemos coma fam os governos por cada 100 mil habitantes, optemos um índice de 112 pessoas por cada 100 mil, ou uma mortalidade de só 1 de cada mil, dados âmbos de muito minor impacto mediático e muito menos medonhentos que o das 53 mil 79 mortes totais.

Além, os mentireiros (governos, governinhos e falsimédios ao uníssono) estám agora agoniados porque os dados das defunçons do ano 2020 nom reflitem a importância da pandemia da COVID nos dados oficiais da mortalidade anual em comparança com anos anteriores. Segundo se despreende das últimas estatísticas publicadas polo próprio Ministerio de Sanidade español (dados a 17 de dezembro de 2020) o total de falecidas no ano passado (e a falha de sumar os dados da 2ª quincena de dezembro) foram 366.163; quando em 2019 sumaram 418.556 e em 2018, 427.967.  

Para justificar essa míngua, professionais da mentira, tratam de justifica-la multiplicando o efeito da mascarilha e do distanciamento para justificar essas menos mortes tamém por causa doutras doenças infeçosas (isso sim sem aportar dado algum) e outras aventuram-se a quantificar que essos dados pendentes de dezembro vam fazer superar por muito as defunçons de anos anteriores (tamém sem aportar nenhum dado justificativo das suas prediçons). Mas uma simples operaçom de dividir o total de falecidas até 17 de dezembro entre os 11 meses anteriores, dá uma tasa de 33.287 mortes por mês, e asssim mesmo jogando na contra dos meus intereses, quantificaria uma previsom de 399.450 pessoas mortas no 2020; 19 mil 500 menos que em 2019; 28 mil 500 menos que em 2018,…  

E assim é coma se construem as linguages do medo. Pura mágia.

“Velaqui por que som anarquista!” Declaraçons de Louise Michel publicada em “La Revista Blanca” no 1 de janeiro de 1930·

La Revista Blanca foi uma publicaçom anarquista individualista​ quincenal publicada em Madrid desde julho de 1898 até 1905, e depois em Barcelona desde o 1 de junho de 1923 até 15 de agosto de 1936. Da Louise Michel, sendo este um blogue anarquista individualista, acho que nom precisa apresentaçom prévia. Colo acá (traduzida) dita declaraçom de princípios que recolhim do fanzine “Anarcofeminismo y Louise Michel” editado em pdf pola “Anarko Biblioteka” :

«Converti-me em anarquista quando nos exiliaram a Nova Caledónia por nossas atividades na Comuna de Paris. Nos barcos do Estado, enviaram-nos com condenas dolorosas e difamatórias, às que fomos por completo indiferentes; e já que obedecíamos as nossas consciências, teriamos sido criminais se nos tivéramos comportado dum modo diferente a como o figemos: mais bem, reprochávamo-nos não ter sido mais rebeldes; a tristeza em certas circunstâncias é traiçom.

Para fazer que nos arrependêssemos por ter luitado pela liberdade, e para se proteger contra tam “grandes delinquentes” coma nós, sempre nos punham em gaiolas como a leons ou tigres.

Durante quatro meses no barco, não pudemos ver nada mais que céu e água, e ocasionalmente o velame dalgum barco, coma o asa dum pássaro, no horizonte —e essa sensaçom de monotonia era alarmante—. Ali tínhamos o tempo todo do mundo para pensar, impulsionadas pelo suave ritmo das ondas, que se elevavam infinitamente na distância ou desapareciam todas ao mesmo tempo nas profundidades imensas, o estridente silvo do vento nas velas, o gemido do navio baixo o fluxo das ondas; ali estávamos, a graça dos elementos e com a Ideia magnificada.

E bem! A intensidade ao contrastar as coisas, os acontecimentos, as pessoas… Ao ter visto a nossos amizades na Comuna atirando energicamente as suas vidas pola borda, tam íntegras e tam aterrorizadas de não ser aptas para suas tarefas, eu convencim-me cedo de que as pessoas honestas no poder serám tam inúteis nele coma daninhas som as deshonestas, e de que é impossível que a liberdade se alie jamais com nenhum tipo de poder.

Sentim que uma revoluçom que formasse qualquer tipo de governo seria algo contraditório, que não abriria de jeito nenhum as portas ao progresso, e que as instituiçons do passado, que pareciam esfumar-se, em realidade, tinham permanecido baixo nomes mudados. Forjadas nas correntes do velho mundo, estas instituiçons formaram um único bloco que devia desaparecer completamente para deixar passo a um novo mundo, feliz e livre, baixo os céus.

Vi que as leis da atraçom, que sem cessar levam inúmeros mundos para novos soles entre as duas eternidades do passado e do futuro, tamém presidem os destinos dos seres humanos num progresso eterno que os atrai para um ideal verdadeiro, sempre mudante e em crescimento. Por isso, som uma anarquista, porque só a anarquia implica a felicidade da humanidade. E trabalho pelo objectivo supremo, a ideia mais elevada que a racionalidade humana pode compreender: a anarquia.

Com respeito a quando sucederá isto, os progressos, ainda desconhecidos, continuarám. Não é de conhecimento geral que o que é uma utopia para uma ou duas geraçons, fai-se realidade para a terceira geraçom?

Só a anarquia pode brindar consciência ética ao ser humano, já que unicamente ela pode fazer-lhe totalmente livre.

Anarquia sinifica a completa libertaçom das hordas de escravizadas e por isso, de sua verdadeira humanidade.

Para todo ser humano que participe no poder, o Estado é como o osso que se dá ao cam, e por esta razom defenderá o poder do Estado.

Se o poder fai-nos agressivas, egoístas e crueis, a servidume é igualmente degradante; a anarquia sinificará o final da horrível miséria na que a raça humana tem languidescido sempre; só a anarquia não se converterá numa volta ao antigo sofrimento. A cada vez mais, atrai os coraçons atemperados na batalha pela verdade e a justiça.

Para lutar contra o desespero, a humanidade deseja viver e aderir-se à anarquia, com a que se deve comprometer para sair do abismo; esta luta é a dureza que tem surgido baixo das rochas; qualquer outra ideia é como ruínas e má ervas arrincadas. Devemos lutar não só com coragem, senão tamém com lógica. É hora de que o verdadeiro ideal, que é superior e mais formoso que todas as fiçons que lhe precederam, seja mostrado de forma suficientemente precisa para que as massas desherdadas não sigam derramando seu sangue por falsas quimeras.

Velaqui por que som anarquista!»

Entrevista a Ramiro García de Dios, juiz jubilado: “Há uma insuficiência no controle das atuaçons policiais”.

«A ‘Lei Mordaça’ não é uma lei ideológica do PP senom uma lei ideológica do subsistema policial»

Ramiro García de Dios foi juiz 31 anos, até que se jubilou em 2018. Sua defesa dos direitos e liberdades reconhecidos na Constituiçomn valeram-lhe várias denúncias por parte de membros da Polícia. Já em novembro de 2019 numa entrevista emitida pola canle catalã TV3 (vissionar vídeo ao final deste artigo), saltaram á luz as suas declaraçons sobre as caraterísticas do Poder judicial na España, desqualificando a Marlaska e Marchena coma juízes (ver infografia), assim como denunciando as estreitas conexions existentes entre este e o que ele denomina o «Subsistema Policial Autoritário». Mas nom era a 1ª vez que se enfrontara abertamente aos poderes estatais, e assim, estando em ativo coma juíz do CIE de Aluche, assegurara numas declaraçons a El Diario.es que “é uma falácia que nom se vulnerem os direitos humanos”; que “quens denunciam maltrato soem ser deportados rápidamente”, que “o corporativismo policial existente tende a tapar os casos de maltrato” ou que “o milhor destino dos Centros de Internamiento de Estrangeiros (CIEs) seria que desapareceram”. Agora volta á carga contra o fascismo instalado desde sempre nos corpos de (in)seguridade do Estado: a Polícia Nacional e a Garda Civil e sua conivência com o poder judicial.

Colo acá (traduzida) a entrevista que lhe realizou Patricia Simón e que saiu publicada ontem no jornal digital “La Marea”:

Como juiz, tivera uma relaçom diária com a Polícia durante boa parte deste período democrático de Espanha. Considera suficientes os mecanismos de controle que há sobre este corpo?

Minha experiência ao longo de 31 anos permite-me concluir que há uma insuficiência no controle das atuaçons policiais, tanto desde os mecanismos de controle internos do próprio subsistema policial, como som as brigadas de assuntos internos, como, por suposto, de controle externo, isto é, a actividade jurisdicional tanto pela via penal como contencioso administrativa. É verdade que no plano teórico existe um elenco de possibilidades de controle, mas não é menos verdadeiro que em relaçom com as irregularidades do subsistema policial, já sejam actuaçons arbitrárias, violentas ou doutro tipo, o sistema judicial, nuns casos, olha para outro lado, e em outros, é complaciente. E, desde logo, consagraram-se uma série de privilégios quanto à investigaçom judicial e o ajuizamento penal daqueles casos ilícitos cometidos por agentes como torturas, maus tratos, detençons ilegais, abusos contra a dignidade das pessoas. Por exemplo, todos os polícias gozam dum foro em relaçom com os delitos cometidos no exercício de seus cargos e, por isso, em vez de ser julgados pelo penal, o som por audiências provinciais, o que lhes garante o recurso de casaçom, ao que uma cidadá normal só tem acesso em determinados casos. Ademais, qualquer estudosa poderá observar como as escassas condenas a agentes por açons no exercício de seu cargo terám penas não precisamente conformes com a gravidade dos delitos. Em outros casos, as condenas brilharam por sua ausência e em outras não poucas ocasions, quando existiram condenas graves, o Tribunal Supremo ou as Audiências Provinciais têm pedido seu indulto e os governos de turno os concederam.

Como se traduz essa ‘impunidade’ em seu labor?

Na pergunta vai incluída a resposta porque essa garantia duma verdadeira impunidade produz que o subsistema policial se reforce em suas práticas arbitrárias, em sua resistência cultural, activa ou passiva, à aplicaçom garantista do Direito e, desde depois, numa interpretaçom redutora dos direitos, liberdades e garantias. Assim, em general, os agentes têm uma autoconsciência de poder atuar arbitrariamente porque se sentem amparados pelo poder Executivo ou pelo distanciamento do controle judicial com respeito a suas actuaçons. Um distanciamento que se traduz nessa consideraçom de que os agentes som funcionais à necessidade dum sistema eficiente em relaçom com as garantias. Esta impunidade produz o que Walter Benjamin disse quando definiu à Polícia como uma mistura de duas espécies de violência: a que pom o direito e a que o conserva.

Em 2016, o sindicato Unión Federal de Policía formulou uma queixa ante o CGPJ na que lhe acusavam de “trato déspota” a uns agentes antidistúrbios no CIE de Aluche por recriminar-lhes que fossem com armas de fogo, com chaleques antibalas, capacetes… numa visita que realizou ao mesmo como juiz de controle com outros magistrados. Que luta de poderes se está a livrar quando a Polícia denuncia a um juiz por exigir o cumprimento da lei?

Nenhuma das denúncias que tivem que aguentar ao longo de minha carreira como juiz me perturbou nem inquietou, porque estou afeito a conhecer as actuaçons irregulares da Polícia. No caso das que interpuseram sindicatos policiais por meu labor como juiz de controle do CIE de Aluche, porque tamém as recebim como juiz de instruçom, vinham promovidas pelo chefe de seguridade -posteriormente direitor do centro- ou por outros agentes com o fim de amedrentar-me. E som consequência duma Transiçom absolutamente desgraçada que nom rachou com os aparelhos repressivos da ditadura franquista pelo que os agentes pensam que um juiz garantista é perigoso para suas actuaçons policiais. O que mais amolou ao direitor do CIE de Aluche, como a outros agentes, é que como juiz tivesse actuaçons de controle garantista de suas actuaçons em relaçom com os direitos e liberdades das pessoas em privaçom de liberdade, já fosse ali, num cárcere ou nos calabouços duma comisaria.

Como definiria a linguagem específica que se emprega nos atestados policiais?

É uma linguagem que se aplica quando se trata de manipular a realidade para assim enmascarar as irregularidades em relaçom com as actuaçons policiais sobre pessoas que não têm feito nada. Um exemplo seria: “Que X iba caminando de forma atenta y tratando de ocultarse y al ver la presencia policial cambió de acera en actitud huidiza, con lo cual hizo sospechar a los agentes de la posibilidad de haber cometido un delito, por lo cual le dieron el alto, y entonces el sujeto trató de zafarse de la actuación policial, por lo que los agentes se vieron obligados a desencadenar la fuerza proporcional”. Estes som os termos habituais: “atitudes suspeitas”, “fugidiças”… Outro exemplo seria quando há gente jovem sentada num banco, passa um carro policial e no atestado dizem que os mesmos se riram a seu passo e ““por tanto, los agentes se vieron obligados a llamarles la atención. Los jóvenes les profirieron insultos y…” . Assim se vai engordando o atestado policial até justificar uma detençom absolutamente irregular ou o uso da força de maneira ilegítima sobre essas pessoas.

Tamém nos atopamos atestados mais complexos como os que elaborou o tenente coronel Baena da Guarda Civil sobre o Procés, onde se vai fazendo um relato absolutamente tramposo, no que se misturam suposiçons, presunçons, juízos de valor e suspeitas… E com todo isso, pretende construir um atestado como um mecanismo expressivo de fontes de provas ou de indícios da comissom de delitos. No caso do Procés saíram condenados pelo Supremo, mas isto tamém se pode ler nos atestados que elaboraram o mesmo Baena e o coronel Pérez de los Cobos sobre o maior Trapero. Na sentença faz-se uma crítica das declaraçons destes dois mandos da Garda Civil que, mediante suposiçons, trataram de envolver ao maior, ao intendente Laplana e a outros mandos da Generalitat como autores de delitos de rebeliom ou sediçom. Construíram uns atestados que elevavam suas opinions, e em alguns casos afirmaçons carenciadas de sustento real, a pretendidos indícios para assim fundar provas de cargo.

Tamém seguiu com atençom o caso de Isabel Serra, condenada pela sua participaçom no protesto para paralisar um desafiuzamento em Madrid.

Foram a por ela. Uma das agentes da Polícia Municipal conhecia-a, sabia que era uma líder estudiantil e de movimentos sociais. A raiz dos protestos contra esse despejo, ela e outros agentes articularam um relato no que fixam uma série de feitos e colocam a Serra como partícipe deles. Ela estava ali e se produziram esses feitos, mas nem ela lançou botes, nem pedras nem nada, nem proferiu insultos ou agarradas contra nenhum agente. Os feitos acaeceram anos atrás e chamou-me a atençom como a agente municipal verbaliçou um relato construído de memôria de acordo ao que tinham dito no atestado. Na jurisdiçom penal a declaraçom dum polícia não goza da presunçom para valer como numa denúncia pelo contencioso-administrativo. Mas há uma degradaçom do sistema judicial pela que se tende a dar mais veracidade à declaraçom dos polícias. E por isso foi injustamente condenada.

Tem visto uma evoluçom no padrom das práticas irregulares da Polícia nestes 30 anos?

Há menos denúncias por maltrato policial que nos anos 90, mas se mantém o tipo de pessoas detidas ou abordadas por actuaçons policiais. Nos nove anos que fum juiz de controle do CIE de Madrid houvo muitas denúncias por trato verbal degradante, de conteúdo racista, humilhante, xenófobo. E isso sim se manteve.

O governo de Rajoy mudou a cessom da formaçom da Academia Policial de Ávila da universidade pública à privada Universidad Católica de Ávila. Como tem influído em seus planos educativos?

Não tenho conhecimento de como se deram os conteúdos, mas sim de que os planos de formaçom da Academia de Ávila não som o rigorosos que deveriam ser em matéria de direitos humanos, de entendimento por parte da polícia sobre a prática conforme a esses direitos e na interiorizaçom de que os agentes devem ser uns servidores públicos e os principais garantes no respeito da dignidade das pessoas. Há uma ausência de planos formativos que contribuam a dotar aos agentes da Polícia dum volume de conhecimentos bem claros, precisos e interiorizados de que devem de atuar sempre em defesa da liberdade, a integridade física e moral e a dignidade das pessoas sem incorrer em falsificaçons, falsidades ou omisions.

Mas você sustenta que esta fragilidade no respeito dos direitos fundamentais por parte de agentes da Polícia é útil ao poder Executivo.

É funcional ao poder Executivo precisamente porque este pretende que a Polícia seja eficiente para dar tranquilidade às pretensons que existem em sectores sociais em relaçom com o que poderíamos chamar o alarme social e os mecanismos de defesa social. Se apanhamos, por exemplo, o tema de atualidade das chamadas ocupaçons de vivendas, é evidente que se a Polícia atua irregularmente em relaçom com as mesmas, há sectores sociais que vam aplaudir essa resposta e, por tanto, ao poder Executivo não lhe desagrada que se produzam esse tipo de atuaçons.

Nos anos 90, sendo ministro Corcuera, tratou-se de dar legalidade, através da primeira lei de seguridade cidadã –conhecido coma da patada na porta– a que o polícia pudesse entrar num domicílio dizendo que se está a cometer um delito flagrante quando este só se pode dizer que se está a produzir se se vê. Trata-se dum exemplo mais para explicar por que estas atuaçons policiais som eficientes e, portanto, o poder Executivo olha para outro lado ou trata de evitar sua perseguiçom.

Tamém chama a atençom que enquanto os mossos d’Esquadra têm aprovado que seus agentes antidistúrbios levem um sistema de perfeita identificaçom com números curtos e visíveis nas suas costas, no seu casco e na parte frontal, na Polícia Nacional e na Guarda Civil qualquer pode comprovar que é muito difícil captar essas identificaçons. Trata-se de outro médio mais para garantir a sua impunidade. É mais. Os agentes do subsistema policial negaram-se em numerosas ocasions a que fique filmado o que ocorre nas salas de interrogatórios. Nos julgados gravam-se todos os interrogatórios e os juízos. Mas parece que ao subsistema policial lhe molesta.

Tem julgado casos de irregularidades na Polícia?

Em 31 anos, só tenho tido dois casos que afetavam a agentes. Um foi em Bilbo, em relaçom com polícias que falsificavam passaportes para o tráfico de mulheres com fins de exploraçom sexual. E outro em Madrid, pelo que vários agentes praticavam subornos.

É habitual que um polícia denuncie a outro agente por práticas irregulares? O sistema policial favorece ou castiga isto?

Depende do tipo de atuaçom que se denuncia. Se é relativo a práticas de corrupçom, de conexons com narcotraficantes ou com delinquentes que se aproveitam de confidências por parte de um agente, as brigadas de assuntos internos fazem-no o melhor que podem porque se trata das açons que eles consideram que “podem manchar o bom nome do nome”. Outra coisa é quando se trata de denúncias por maus tratos, torturas, humilhaçons, agressons verbais, por golpear a pessoas… Entom há um feche em banda por parte do resto de colegas que o consideram um traidor. Por isso é muito difícil encontrar agentes dispostos a denunciar. De modo que a protecçom real desse agente dependerá de se a denúncia chega a assuntos internos e de que esta brigada atue sem revelar o nome da denunciante.

Numerosas investigaçons demonstraram que na Alemanha, na Itália e na França há um verdadeiro problema pela quantidade de membros das Forças e Corpos de Seguridade do Estado e do Exército afins e/ou membros de organizaçons filonazistas e ultradireitistas. Na España, VOX tem desenvolvido desde seu início uma estratégia para ganhar-se o apoio de polícias, gardas civis e militares. Está a conseguí-lo?

Jubilei-me vai dois anos, de modo que como juiz não tivem um número de casos que me permita concluir a existência duma conexom forte de agentes de polícia com VOX. O que sim tenho visto ao longo de meu exercício judicial em relaçom com agentes de polícia imputados ou testemunhas, mais que nada na jurisdiçom penal, som numerosas expressons e declaraçons de pensamento neofranquista e reacionário. E como cidadám estou atento à realidade e esta me diz que, maioritariamente, o sindicato JUSAPOL não é mais que um sindicato de VOX metido na Polícia Nacional e na Garda Civil. E há outro dado: a análise das zonas de votaçom demonstra que onde existem aquartelamentos da Polícia Nacional e da Garda Civil há um maior número de votos a VOX.

A Transiçom figera-se como se fijo e não acho que houvera uma conversom repentina do que pode ser o aparelho militar a uns princípios plenamente democráticos. Há que pensar que a Lei de Seguridade Cidadã, a Lei Mordaça, foi elaborada em grande parte por comissários da Polícia e por mandos da Garda Civil. É um projecto do Executivo que entom estava governado pelo PP, que foi aprovado pelo poder legislativo. Mas a Lei Mordaça não é uma lei ideológica do PP senom uma lei ideológica do subsistema policial.

Ramiro García de Dios: “Na España funciona um “subsistema policial autoritário”

Mais sobre a HIPOCRISIA ELÉTRICA do governo español.

A façom pesoista do Governo español autoaplaude-se porque, desde que governa Schez e até esta suba espetacular das tarifas prevista para este janeiro de 2021, lograram reduzir a tarifa elétrica: “y a veces se nos olvida que, gracias al esfuerzo que hemos hecho en estos dos últimos años, se ha logrado una reducción del 40% del precio de la energía dixit recém a “menestra para la Transición Ecológica y el Reto Demográfico e vicepresidenta quarta”, Teresa Ribera, que, nom tanto reclama que no se cree alarmismo entre las familias por el incremento del precio mayorista de la luz porque ese aumento no se reflejará en el recibo que paga el consumidor final, o lo hará a lo sumo “en unos cuantos euros””.

Além a menestra expresou a sua confiança no bo funcionamento do Sistema, e descartou a priori que se producira uma concertaçom entre as companhias elétricas para provocar um alça nas tarifas da eletricidade coincidindo com o temporal “Filomena”, ainda que assinala que encarregou á “Comisión Nacional de los Mercados y la Competencia” (CNMC) uma investigaçom: sic: “Le hemos pedido a la Comisión si ha habido algún comportamiento irregular de los oferentes del mercado mayorista y que confirme si ha existido algún posicionamiento especulativo, algún tipo de retención de posición para buscar un precio más alto o si, por el contrario, se ha desarrollado todo con arreglo a las reglas de funcionamiento del mercado eléctrico. Es bueno que la CNMC saque sus conclusiones y las haga públicas”.

Bisbilhotando um tanto, aporto acá um dado um tanto curioso que atopei buscando informaçom para redatar isto: O home da menestra ecologista é Mariano Bacigalupo, quem na atualidade desempenha o cargo de Director de la Asesoría Jurídica y Vicesecretario del Consejo de la Comisión Nacional de Energía (CNE) e além, está considerado coma um dos conselheiros com mais poder dentro da CNMC, capaz de influir nas suas decisons e as diretrizes a tomar. Com o que até é possível que essa petiçom da menestra á CNMC fosse argalhada entre sabás de satém (e sem necessidade de mantas, que nas casas de ricos podem tirar de calefa a tope e mesmo nom seria raro que a obtiveram debalde).

O que me dá para assinalar-lhes de HIPÓCRITAS e que a dita menestra agora tira balons fora botándo-lhe a culpa da espetacular suba prevista na fatura elétrica deste janeiro ao Mercado e a Europa (sempre Europa, coma se eles nom tiveram parte e arte nesse enredo fronteiriço Capitalista) em base a que nom podem mudar as regras do jogo: “no podemos separarnos de las reglas europeas que determinan cómo se debe fijar los precios en los mercados mayoristas de electricidad”.

É dizer segundo a menestra do ramo, governo español nom tem parte nem arte nesta vindoura suba no mês mais frio do século XXI mas sim som os verdadeiros e cicais únicos artífices da baixada nos anos anteriores.

E coma se come isso??

Pois para nós as galegas, tal qual coma as rodas de moinhos pois tomam-nos por parvas, pretendendo que nos criamos que quando baixam os preços é pelo seu bo fazer, mas quando subem é por causa exclusiva das empresas, do mercado e de Europa.

A Respeito da SUBA da TÁRIFA ELÉTRICA e do GOVERNO PROGRE

Sabedes que, do montante do que pagamos na fatura da luz, uma ampla porcentagem som IMPOSTOS do Estado?

Sabedes que España é um dos países da UE que impom um IVE maior á luz, um 21% como no dos produtos nom básicos??

Sabedes que na maioria dos países da UE, a luz elétrica e o gas tenhem consideraçom de ESSENCIAIS e por isso é que contam com uma porcentagem inferior do IVE?? No Reino Unido e Portugal é do 5%; na Itália, dum 10%; na França, do 16,7% ; em Irlanda, dum 13,5%; na Grécia do 13%; e na Alemanha, dum 19% ??

SABEDES que a MINISTRA PORTAVOZ do GOVERNO ESPAÑOL, María Jesús MONTERO, VOLTA A MENTIR, coma já figera com o IVE das mascarilhas, dizendo que Europa nom lhes permite reduzi-lo??

SABEDES que o GOVERNO PROGRE vai recaudar milhons de euros graças a esta SUBA??

E ainda mais, SABEDES por que quanto mais falha fai, todos os governos da españa sempre nos suberam as tarifas elétricas?

Basta com olhar a quem tenhem contratados coma assessores essas companhias e veredes porquê sempre foram uns ladrons, tanto quando governaram como tras sair direitos polas portas giratórias:

ASSIM É O CAPITALISMO !!

E TÚ, VAS SEGUIR VOTÁNDO-LHES??

2020.- O ano da Pandemia ou o ano da HISTERIA COLETIVA x José R. Loayssa

Recolho este texto, autoria de José R. Loayssa, médico de família do Serviço de Urgências de Osasunbidea (Serviço Navarro de Saude) e colunista no jornal El Salto, onde tenhem saido publicados vários artigos de seu durante esta pandemia da COVID, críticos coas medidas tomadas ao respeito. Colo acá traduzido:

Ninguém poderia vaticinar a catástrofe que se produziu. Especulava-se desde fai anos com o aparecimento dum vírus mortal capaz de decimar a povoaçom do planeta. Veu um Vírus novo, ainda que com curmáns conhecidos, e estendeu-se por todo mundo de um a outro confim. Mas resultou que sua virulência assassina conquanto era não desdenhável tamém não era espetacular. Dava igual, de montar o espetáculo encarregaram-se os governos e um sector de “expertos” que se viram com a possibilidade de ganhar protagonismo dando-lho ao novo vírus. Ao protagonista da catástrofe, chamado originalmente SARS-COV-2, puseram-lhe alças para que parecesse mais alto e rechearam-lhe seus ombros para que parecesse mais forte. Deram-lhe abundante publicidade converteu-se no rei de todos os noticiários, onde sempre saía com o perfil favorável, a melhor cara de mau de filme de terror.

Resultou que como seus curmáns é capaz de fazer passar um mau engolo a uns quantos e se te apanha com o pé mudado atirar-te ao cham, ainda que sejas uma pessoa com aparente boa saúde. Mas sem esquecer a estas vítimas mais dolorosas se cabe, temos que dizer que é um vírus que precisa que estejas com o pé mudado ou tenhas muita má estabilidade para te causar danos irreparáveis. Os casos individuais som muito dolorosos, mas não podem servir para se converter na trama dum filme que tem outras paisagens, outras vítimas e sobretudo tem a muitas participantes, que não se inteiram que têm albergado em suas células ao vírus assassino mais famoso da história. Muitas das que foram abatidas tinham já apalavrada uma outra morte com um outro protagonista, mas nosso vírus tirou-lhes o prato.

Nosso assassino em série acaba com a vida dentre 2 e 4 em cada mil que “possui” e se o possuído tem menos de 70, 1 em cada 2000/3000, com essa capacidade letal relativamente exígua, tem conseguido paralisar a economia do mundo, e que os governos, tomando seu nome em vão, amargurem a vida da gente e organizem uma “hecatombe zumbi”, as mortes que vão produzir a criaçom, rodagem e projeçom deste filme, vão compensar sobradada a escassa ( em relaçom ao proclamado) potência assassina de nosso vírus.

Sobre ser anarquista ético e essas merdas x Acratosaurio rex

Há tempo que nom recolhia por acá (traduzido) algum dos escritos publicados pelo Acratosaurio rex no site de Alasbarricadas. Quiçás porque durante um tempo estivem dando só espaço aos meus próprios argumentos e minhas paranoias; mas, tras a leitura deste seu artigo, sentim a necessidade de traduzi-lo por concordar na essência do que me transmitiu a leitura do seu escrito e coa mesma, voltar afazer-lhe um oco nesta minha bitácora em galego, dando por feito que obterei seu posterior permisso. Assim que lá vai:

Que é ser anarquista? Como se mede isso? Malatesta dera uma definiçom que vinha a ser, que uma anarquista é quem não quer mandar e não quer obedecer. Não quer nem dominar, nem ser dominada. Ser anarquista seria pois um desejo. Um desejo complexo. Federica Montseny acho que tamém dizia que o anarquismo é uma filosofia da liberdade, que pretende o maior bem para todas. Que é algo que tamém não está claro que é isso do maior bem.

No entanto, ao longo de minha vida, encontrei-me a anarquistas que têm posto uma série de condicionantes: não votar nas eleiçons, não se apresentar de candidata nem ser eleita alcaide, não comer carne, não beber álcool, não fumar, aprender esperanto, decidir todo em assembleia e ter um comportamento ético.

O de não ser deputado, para mim tem sido muito singelo: não dou o perfil. Nem vendendo-me compram-me esses cabrons de milionários. Votar, só o fiz num par de vezes para ver que se sentia. A primeira vez senti-me como um gilipolhas. Repetim a ver se tinha sido um erro, e voltei a sentir-me como um gilipolhas, que é algo que ademais em mim é bastante habitual por h ou por b.

O do álcool levo-o mau. Não bebo habitualmente entre as 6 da manhã e as 12 do meio dia. A partir daí pode passar qualquer coisa, de modo que pode dizer-se que se de álcool se trata, só sou anarquista entre essas horas e quando durmo. Quando vou com a talhada, podeis dizer que não sou anarquista se vos place.

O de não comer carne pois não há problema: não gosto, dá-me nojo.

O esperanto aprendi-no uma vez que me partim uma perna e tivem tempo livre. O mau é que como não o fala nenhuma anarquista de meu meio imediato, não me serviu para nada anarquisticamente falando.

O de decidir todo em assembleia, confesso que essas reunions resultam-me tediosas e insuportáveis. Prefiro esperar num bar a que me dêem os resultados e saber a que me ater.

E o de ter um comportamento ético… Aí vai. A ética que tanto se prega, para mim, olho, é minha opiniom, podo equivocar-me… A mim a ética, parece-me –em linhas gerais–, uma demonstraçom de Poder, uma coartada para impor ás demais um determinado comportamento. Dizem-te os da anarquisiçom ética que isto ou aquilo é ético ou não é ético, e atopas-te fazendo de repente coisas que não queres fazer em realidade, só porque a um pendelho se lhe meteu na cabeça que há que se comportar de um modo concreto. E depois olhas ao tipo, e vês que deixa muito que desejar.

A ver como o explico: para mim o anarquismo é fazer quanto me peta. É levar a cabo aquilo que sai de meu interior com ganas. E quando alguém te fale de ética, e do que se deve fazer, sal daí a toda presa. Porque a ver se o anarquismo vai acabar sendo, fazer o que uma não quer. Se te peta.

Carlos Pereira, virólogo da USC: A vacina nom é a panaceia e tal coma se está a fazer pode ter implicaçons dificis de predizer.

O virólogo galego Carlos Pereira Dopazo, professor de virologia do departamento de Microbiologia e Parasitologia da USC, atendeu recém uma entrevista publicada no jornal digital Dius Diario (a aposta de periodismo digital de Mediaset, propriedade de Silvio Berlusconni). Nela, além da sua aposta por um confinamento domiciliário de 2 meses para toda a povoaçom (a semelhança do feito em Wuhan com rotundo éxito), tal coma figura ressaltado no cabeçalho sensacionalista e morboso do tipo do que gostam nesta classe de falsimédios, tamém aporta outras coisas de muito interés ao respeito da vacinaçom e de como e quando se está a fazer, coma que: NOM É O MOMENTO DE APLICAR A VACINA“; “NOM É LÓGICO VACINAR QUANDO ESTAMOS NUMA SUBA DA INCIDÊNCIA”; “NOM SE PODE VACINAR A UMA PESSOA QUE É PORTADORA” ou “AINDA QUE HAXA PRISAS, NOM SE DEVE VACINAR COM RISCO DE COMETER ERROS“.

E engade “podemos demorar mais dois anos em superar o vírus, em que o vírus se adapte à povoaçom. O vírus acaba-se adaptando porque não lhe interessa matar a sua hospedadora. Inclusive, sem vacina“.

E conclui: “Vacina nom é a panaceia, entendam-me: Farmacêuticas desenham uma vacina para uma cepa determinada e o problema é que estamos a provocar a circulaçom de muitas cepas e estamos a provocar que tenha mais variantes. Entom pode ocorrer que a vacina nom tenha tanta eficácia. É algo que nom sabemos, que descobriremos dentro de uns meses“.

Dada sua proposta mórbida e alarmante dos 2 meses de confinamento geral, num dos programas dum dos canais televisivos do empório Berlusconni na España, convidaram a falar ao Carlos Pereiro numa intervençom ao vivo e dela extraim este aúdio no que critica de novo o COMO e o QUANDO se está a fazer a vacinaçom e que, tal como intitulo esta crônica pandémica: a VACINA NOM É A PANACEIA e tal coma se está a fazer PODE TER IMPLICAÇONS DIFÍCEIS DE PREDIZER.

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Avisso ás recelosas e incrédulas ( o aúdio está recortado mas nom manipulado e convido a comprovar tal nesta ligaçom do vídeo do programa à carta de dita emissom a partir do min 33 do programa)

Ah! E com isto espero que as SIAREIRAS das VACINAS deixem de olhar mal a quem, coma mim, nom pensamos vacinar-nos nem nos fiamos dos negócios em mãos de empresários farmacéuticos que se estám forrando a conta de todas.

Uma questom (i)lógica covidiana?

Quando eu estudava no insti, a filosofia que se nos impartia e impunha consistia em pouco mais que a história do pensamento no mundo eurocentrista; começando cos “gregos da antiguidade” e passando pelos “medievais” e os “ocidentalistas cristiás do renascimento” e logo pelos “modernistas” para rematar (se dava tempo) nos “contemporâneos” – Observe-se que, por fora da minha costume e hábito, estou a escrever em masculino, por mor de ser consequente com as minhas ensinanças recebidas, dado que absolutamente nenhuma mulher figurava nessa relaçom histórica de iluminados pensadores. Nem Hiparquia de Maronea, nem Aspasia de Mileto , e nem sequer a medievalista Hipátia de Alexandria ocupavam uma só linha naqueles tediosos livros de chapatória. Só um apartado atrazia minha atençom com certa delícia: “A Lógica”; mais que nada por aquilo da sua afinidade coa ciência matemática (ao igual que se me passara coa “métrica poética” na, tamém tediosa, matéria da Literatura Española), e mais em concreto os “silogismos”; esses tipos de raciocínio dedutivo formado por três termos e três proposiçons, de que a última, chamada conclusom, se deduz da primeira, premissa maior, por intermédio da segunda, premissa menor. Ainda dançam entre minhas neuronas do passado junto a Barbara e Cesare, nomes ilegíveis ou insinificantes coma Celarent, Darii, Ferio, Camestres, Festino, Baroco,… que, quem sejam da minha quinta, seguro que lembram pois eram de obrigado conhecemento para saber distinguir as diferentes classes de premisas segundo a divissom inventada supostamente por Aristóteles: universais contra particulares e afirmativas versus negativas.

Soltado esta argumentaçom inicial vou direito ao assunto:

Premissa 1 (universal positiva: A) : “Todas as mascarilhas homologadas pola OMS e comercializadas nos países desenvolvidos prevenhem eficazmente da COVID e doutras infeçons víricas”.

Premissa 2 (universal positiva: A) : “Todo pessoal sanitário desses mesmos países, na altura, conta com as milhores mascarilhas e mais outras proteçons anticovidianas e pelo seu bem e em cuidado da sua própria saúde cumpre estritamente as recomendaçons sobre seu bo uso”.

A conseguinte conclusom lógica e única, segundo Aristóteles e qualquera que tivera que estudar isto, seria uma outra universal positiva, A, do tipo “Todo pessoal sanitário dos países desenvolvidos está protegido eficazmente da COVID” com o que BArbArA seria a CONCLUSOM lógica, universal e verdadeira; mas dá-se a fatal circunstância de que nom é assim, e destas duas premisas universais positivas que nos repitem até a saciedade desde governos e governinhos e que repitem coma um mantra falsimédios tudos, obtemos, incomprensivelmente uma conclusom universal negativa: E; dado que “Todo pessoal sanitário NOM está devidamente protegido e corre grave risco de estar afetado e infetado pola COVID” (segundo dados de dezembro, até um 16’8% delas está ou foi infetada pola COVID); e assim, contravinhendo toda lógica, obtemos um inovador silogismo ou neosilogismo A, A, E, para o que, nem Aristóteles, nem nenhum outro erudito iluminado de ocidente, fora quem de inventar um palavro mnemotécnico com o que lembra-lo.

Eu, polo bem da filosofia, aporto vários palavros possíveis: PAtAnEs, FArsAntEs ou mesmo MAngAntEs.

Se bem, tudo aponta a uma questom de ILÓGICA UNIVERSAL, uma mentira espalhada até a saciedade por aquelas (i)responsáveis políticas e suas vozeiras que, botando balons fora, seguem culpando desta pandémia á povoaçom.

Nas vacinas está a soluçom??

A conversa duma sociedade define e forma parte da comprensom que suas indivíduas tenhem do mundo. Quando crências e imagens nom som objeto de debate ou incluso tam só som dominantes numa sociedade determinada, habitualmente as suas indivíduas chegam a aceita-las como verdades evidentes por si mismas”. D. Goldhagen no seu livro “Os Verdugos Voluntários de Hitler. Os alemás correntes e o Holocausto”.

Muito, muitíssimo, estám a falar mentideiros de toda pelagem e feitura ao respeito do SARS-CoV-2, esta cepa do Coronavírus com nome de nave espacial de “Star Trek” ou da “Guerra das Galáxias”.  A Alarma Internacional causada pola doença provocada por este micro-organismo -de apenas 0,00002 milímetros de tamanho- ocupa jornais, televisons e as redes sociais de supostas espertas que alentam ao cumprimento estrito das diversas medidas de obrigado cumprimento. Som as colabouradoras necessárias das aleatórias alertas que, governos e governinhos, mudam caprichosamente com o passo do tempo segundo optem em adotar a destra ou sinestra, uma ou outra estratégia cara, supostamente, tentar freiar e conter a virulência deste bichinho que, segundo nos contam, está a originar, em pleno século XXI do calendário cristã, muitas mais mortes em humanas que nenhuma outra doença conhecida até agora no “mundo moderno”.

E quando falo do “mundo moderno” estou a falar desses territórios limitados do planeta Terra, dos que, suas governantes -e a maioria das suas governadas- se autodefinem coma “mundo desenvolvido” e onde, o coidado de nossos corpos e a nossa saúde está em mãos caseque exclusivas de gentes que aprendem o ofício encirrados em aulas e laboratórios e que, sem contato algum coa natureza, desprezam e denigram séculos duma sabiduria ancestral transmitidas de geraçom em geraçom polas gentes que aprenderam a sandar observando às outras animais, e que praticavam seus saberes de curaçom utilizando ervas, sementes, raizes, cogumelos, barros, lodos, cortiças, flores, …

Claro está que, naquelas épocas, os comportamentos animais assim observados eram sobre exemplares que viviam livres no seu habitat, entanto que agora, as animais observadas por cientistas e gentes da “medicina ocidental” estám engaioladas permanentemente, alimentadas de maneira artificiosa e envelenadas adrede com vírus e outros patógenos para estudar suas respostas diante destes agentes infecciosos.

Ah! quando escrevo “ocidental” refiro-me a essa vissom eurocentrista do planeta, onde o centro do mundo está focalizado no hemisfério desenhado desde há tempo – nom foi assim sempre- na parte de arriba das cartas naúticas, dos mapas e doutros planisférios. Nos mesminhos territórios onde, segundo contam tanto as lendas coma recolhem as histórias oficiais, governam e governaram os maiores assassinos da Terra, os maiores causantes de desgraças e holocaustos e onde, antigas pandêmias mortais, já deitaram evidências abondo de que, nossa maneira de viver amoreadas em espaços com pouca ventilaçom e moi pouca higiene, era a causa primórdia dessas pragras infeçosas que causaram milhons de mortes e das que, governantes e outros mentideiros de antanho, para botar fora responsabilidades, assinalavam aos seus inventados deuses coma emissores de tam fatais desgraças e mentindo contavam que estes atuavam de jeito tam cruel porque estavam anojados pola falha de obediência e submissom da plebe para com seus governantes e outras falsidades; e nom só culpavam mesmo às mortas de ser merecedoras de tam cruel castigo divino; tamém as animais da sua contorna eram assinaladas de ser as únicas culpáveis da propagaçom dessas doenças e das mortes que causava.

Na altura, afetadas polo mal eram afastadas bem longe e/ou encirradas em lugares ilhados à espera da morte e mesmo muitas vezes eram queimadas vivas para evitar que propagaram as pestes. A questom preferente que motivara estes encirros, afastamentos ou assassinatos das doentes era evitar que se contagiaram as gentes importantes do reino, que guardavam quarentena muros adentro nos seus castelos.

Nestes tempos, nos que supostamente a maioria da gente ocidentalizada está milhor informada, que tem aparatos tecnológicos case sempre entre suas mãos cos que até podem optar por buscar mais informaçom e mesmo contrasta-la com a oficial; semelharia que já nom é tam doado botar as culpas ao lombo das governadas, mas seguimos igual que séculos atrás; o poder de conviçom das profissionais da mentira e/ou de nossos governantes seguem fazendo melha em responsabilizar ao povo da permanência do mal entre suas fronteiras; e para assombro de curiosas coma mim, há muito tempo que estes mentideiros nom contam absolutamente nada sobre a origem desta pandémia internacional, de como se volveu a passar, uma outra vez mais, que um vírus de procedência animal saltara ás humanas.

“O 75% das enfermidades víricas e bacterianas que temos as humanas procedem de animais, som de origem zoonótico”. Som palavras de Nacho de Blas, Epidemiólogo veterinário da Universidade de Zaragoza que além assinala que “muitas destas coisas  sabemo-las os veterinários desde há 90 anos, porque temos coronavírus em animais. O principal problema das galinhas e os polos desde 1930 é uma coronavírus: a Bronquite Infecciosa Aviar. Levamos décadas trabalhando com coronavírus. Sabemos perfeitamente quais som as suas vias de transmissom, os seus comportamentos estacionais,  sabemos perfeitamente que as vacinas som uma porcaria e que som complexíssimas. Sabemos incluso que as vacinas nalguns casos foram contraproducentes. Nos cans, as vacinas registradas como para combater ás coronavírus foram todas retiradas do mercado porque nom protegem. Estamos falando de vacinas que foram superprovadas mas que nom funcionam. A imunologia é supercomplexa”.

UMA HISTÓRIA REAL

Estes dias caeu na minha mão o livro “Cuando estés enfermo cúrate por el crudismo”, autoria de Nicolás Capo (1) quem, tras padecer uns graves problemas de saúde com 16 anos, se interessara polo naturismo tras entrar em contato com o emigrante galego José Castro com quem fundara a Revista “Vivir” e a “Escuela Libre Naturista de Montevideo” em 1920. Capo está considerado, ainda hoje em dia, coma um dos grandes promotores do nudismo, do naturismo e da cultura do corpo livre (2), além da trofologia, uma dieta regeneradora que, misturando crudismo com vegetarianismo, trata as enfermidades causadas por uma má combinaçom dos alimentos que ingerimos.

Capo num capítulo deste seu livro, lembra um fito histórico direitamente relacionado coa expansom das teorias de Pasteur e seus siareiros (sic): “Com o descobrimento dos micróbios e com a decidida e universal propragaçom da teoria das suas peligrosas infeçons no século passado, Pasteur (e isso que nom era médico) deu um terrível susto á humanidade.

Alucinados os professores das principais cátedras das facultades de París e os “grandes” mestres de seus hospitais, por tam brilhante descobrimento, crerom que estavam já entrando numa era de sabiduria clínica de laboratório, tam científica que era necessário e imprescindível pôr-se de costas à natureza.

Pugeram mão a obra e adicaram-se a combater com todas suas forças e a sangue e lume todas as teorias contrárias (as de Bechamp , por exemplo), ordenando ferve-lo tudo, cocinha-lo tudo, incinera-lo tudo, “desinfeta-lo” tudo. (…)

(…) e até mesmo beber toda água bem fervida, sob o pretexto de detruir com o lume os micróbios que encerram os alimentos e as bactérias que contem as águas.

Fora a bagunça!! Quem comeria cru?… Digera tal o Pasteur!!  

Nada de fruitas cruas, nada de saladas cruas!!

Potas, marmitas, caços e tijolas apropriaram-se de todos os centros civilizados de Europa e os egrégios professores do famoso Instituto Pasteur, juramentaram-se a nom provar jamais nada cru (…)

(…) E que se passou? Que os professores do Instituto Pasteur foram as primeiras vítimas desse “cocidivorismo” riguroso e enfirmavam sem saber qual era o motivo e mesmo algum deles morreu sendo moi novo.

Segue contando Nicolás Capo no seu livro que, este fracaso da teoria microbiana tivo que asssitir no final de século XIX ao glorioso descobrimento das vitaminas e das suas consequências e a rehabilitaçom das recomendaçons da alimentaçom em cru. “E é que se chegou cientificamente á conclusom de que existem muitas classes de micro-organismos (ou micróbios) porque se nom fosse assim, “tudo” seria infeçom, pois na Natureza tudo é Vida, em tudo há micróbios, até em nós mesmas, nos nossos corpos, na nossa sangue, nossa saliva. E no mesmo ar puro há milhons e milhons de micro-organismos por centímetro cúbico. (…)

Figera-se de novo uma parêntese e chegou-se a uma nova conclusom: Há mocróbios -ou vidas- sás e que favorecem nosso corpo e hai-nos maus ou patológicos.        


NOTAS

(1) Nicolás Capo (1899 – 1977) https://www.pressreader.com/spain/historia-de-iberia-vieja/20160519/282780650736131   Uruguaio de nascemento chegara em 1923 a Barcelona e lá criara junto a sua mulher, Ramona Pereda, a escola Naturista Pentalfa em 1926 e a revista quincenal do mesmo nome que se publicara ininterrumpidamente até 1937 quando, tras a ocupaçom fascista de Barcelona, fora perseguido, expulsado e exiliado (por recomendaçom do bispo de Barcelona, Gregorio Modrego) e encirrado em vários campos de concentraçom na França; além se lhes confiscaram todas as ediçons de seus livros. Retornara Barcelona no 1941, e estivera agochado em casas de amistades mais pouco depois fora detido por “desafeto ao regime” e recluido a trabalhos forçados durante 3 anos no campo de concentraçom de Nanclares de la Oca (Áraba), onde sanara a muitos prisioneiros com as suas receitas. Em 1952 fora denunciado por “intrusismo” e tivera que se exiliar a Perpignan até 1967 onde seguiu publicando e difundindo incansável o naturismo. Morrera em Barcelona em 19 de março de 1977, só um ano depois da 5ª ediçom do extraordinário livro que venho de lêr e que, na altura, se esgotara rápidamente por causa do boom das coisas naturais, polo maior conhecemento da dietética e pola popularizaçom dos regímenes vegetarianos.

Entre suas coetâneas adetas figuram pessoas senlheiras do movimento libertário coma Federica Montseny ou Joan Puig Elies, e suas crências coexistiram junto com a defessa da revoluçom social como via para chegar a um comunismo libertário naturista. Entre 1923 e 1934 nos países catalás proliferaram as publicaçons das tendências naturistas do movimento libertário. A revista individualista “Iniciales” (1929 – 1931) recolheu as distintas correntes deste naturismo libertário numa sua seçom adicada ao nudismo.

(2) A cultura livre ou livrecultura autodefine-se coma um movimento biológico, e polo tanto instintivo que se separa das maiorias humanas que vam polo caminho da degeneraçom. Manifesta-se em tres planos: a) Higiénico: fronte ao anti-higiénico catolicismo: limpeza, sabom e sol, b) Estético: a nudez expressa a beleça natural oculta polas vestimentas e c) Ético: a nudez como franqueça e eliminaçom de roles e máscaras sociais.