A Imaculada Constituiçom

“Por definiçom nenhuma lei pode ser injusta, dado que essas mesmas leis constituem os pilares de dita justiça. O que poida que seja injusto é o Sistema que dita tais leis”. Frei Bernardino de Sigüenza (*)

Eu contava apenas com 17 anos de idade quando, em dezembro de 1978, foi realizado o referendum que pretendia avaliar as novas leis que iam fazer possível a transaçom de poderes da Ditadura franquista à neodemocracia “alaespañola” e pese a que, prévio rebaixaram a idade de poder votar dos 21 ao 18 anos, eu nom tivera opçom de opinar ao respeito dessas leis que, promulgadas por franquistas e falangistas e por vários supostos opositores bempagos, derom em fazer realidade legal aquela sentência pré-mortem do ditador Franco: “Todo queda atado y bien atado”.

Se eu, que na atualidade já conto com 56 tacos e levo 39 sofrendo estas leis, nom puidem opinar ao respeito, é claro que tampouco puideram fáze-lo a imensa maioria da sociedade atual com direito a voto. E nom só. Porque tendo na conta o passo do tempo pode-se afirmar sem cair num erro de cálculo que, da gente que votou no tal referendum constituinte, a imensa maioria dela já estám a criar malvas ou suas cinzas já há tempo que voaram. E se, índa mais, temos na conta de que só votaram afirmativamente um 60% do censo de 1978; podo concluir que, a dia de hoje, nossa Imaculada Constituiçom só foi aprovada por umha exígua minoria da gente que hoje seguimos a sofre-la.
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Posicionamento da “Federació Anarquista de Catalunya” sobre o referendum do 1-O

Desde a Federaçom Anarquista de Catalunya manifestamos nosso apoio ao referendo do 1 de outubro

Se ontem colei a opiniom de anarquistas portugueses ao respeito da diferências entre anarquistas e as esquerdas e dizia que pese a nom compartilhar íntegro, sim considerei necessário reflexionar ao respeito do Process catalám. E seguindo nesta onda pero com umha atitude diferente da das compas tugas, hoje colgo este Comunicado da Federaçom Anarquista de Catalunya, com o que, se bem tampouco concordo na sua totalidade, sim me sinto mais identificado:

Nós queremos um “procés” destituinte do poder vigente e um processo de participaçom coletiva que se encaminhe à participaçom total do povo nas decisons óptimas para estabelecer formas de organizaçom social e laboral que blindem órganos horizontais e assembleários de decisom.

Entendemos que é difícil entender umha organizaçom social que nom esteja blindada por um “Estado republicano”, pero é um reto que teremos que afrontar juntas se queremos ser totalmente livres e independientes.
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Compas tugas opinam ao respeito da diferências entre anarquistas e as esquerdas.

Colo de ContraInfo.pt este panfleto assinado por Anarquistas do nosso pais vizinho, opiniom que, se bem nom compartilho na sua totalidade, sim considero necessário reflexionar ao respeito disto, nom só polo do das guerrilhas curdas senom tamém polo Process catalám:

A propósito das guerrilhas no Curdistám e da sua propaganda assim como em relaçom aos apelos dumha luita antifascista em comum entre esquerdistas e anarquistas, é necessário ter clara a distinçom entre as anarquistas e as esquerdas:

Nós somos libertárias, elas autoritárias;
Nós somos anti-estatais, elas a favor do Estado (evidentemente, o delas);
Nós luitamos pola liberdade, elas pola ditadura (do proletariado, dizem para disfarçar isso, mas ditadura, no fundo).
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Syriza (“Podemitas mareantes da Grécia”) cada dia mais escorados á ultradireita.

Duas notícias de impacto acontecidas em Atenas lévam-me a escrever este cabeçalho que tem como protagonistas a essas plataformas eleitoraleiras que se montarom na Grécia ou nas “Espanhas todas” para que segam governando os mesmos capitalistas pero agora “ponhéndo-se morados”:

1ª) Polícia protege a sede de Aurora Dourada no 4º cabodano do seu assassinato do rapper antifascista Palos Fyssase a mãos de membros deste partido neonazi.

2º) Felipe González, mr X dos GAL, recebe o Prémio á Democracia da Cidade

Da 2ª nada mais vou engadir mas que deixar patente o bem que se lo montam alcaides e presidentes “democráticos” á hora de repartir-se prémios e loubanças entre eles.

Da 1ª recolho o publicado pola ANA e colo o vídeo:
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Animais ou mascotas?

De sempre nom tivem moi clara qual é foi razom primitiva que levou a estes animais a fiar-se dos homes (e das mulheres) e converter-se no que muitas gostam de chamar aos cans “o seu milhor amigo” ou “a sua milhor amiga” ás cadelas.

Quando hoje vim este fantástico desenho de Mincinho na rede, solicitei-lhe permiso para dar-lhe pulo no meu blogue porque considero que é do milhorinho que tenho vista na minha vida ao respeito dessas, para mim, estranhas relaçons entre humanos e animais.
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Ser ou Nom Ser Anarquista x Acratosaurio Rex

Recolho (e traduzo) de AlasBarricadas:

Há umha coisa das anarquistas que me chama profundamente a atençom: as vontades que têm de definir, que é ser anarquista e que é nom se-lo. E os amargos lamentos que lançam quando alguém incumpre os mandamentos, e empenha-se em seguir sendo anarquista.

A questom é a seguinte: anarquistas de nome organizado somos muito poucas, pouquíssimas. E como em cima há gente empenhada em botar fora do estreito círculo a quanto mais pecadoras melhor, pois agora mesmo há três anarquistas que se acabam de ir aburridas de escutar reproches.

Felizmente, estám as anarquistas que nom sabem que o som. Som milhons de pessoas que nom querem mandar, e que nom querem obedecer, e que ao longo do terrível século XX, mudaram as propostas reacionárias em torno da questons de género, etnia e direitos sociais. Esse anarquismo sociológico, infecta todas e a cada umha das instituiçons existentes. Contra ele som impotentes estados, religions, dinheiros, costumes e naçons (as cinco grandes pestes).
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