A SÍNDROME DA NORMOPATIA .- Um mal destes tempos

Normopata é toda pessoa que aceita passivamente por princípio tudo o que sua cultura lhe indica como bom, justo e correto, não ousando questionar nada e muitas vezes nem mesmo pensar algo diferente, mas é quem de julgar criticamente aquelas que o fam e até mesmo condenam ou aceitam que lhes condenem (algo muito semelhante ao que é política e socialmente conhecido como maioria silenciosa)”. Guinsberg, Enrique

Em psicodinâmica, Normopatia designa a tendência de se conformar excessivamente às normas sociais de comportamento sem ousar expressar a própria subjetividade. Essa personalidade foi descrita polos psicanalistas Joyce McDougall (normopata) e Christopher Bollas (personalidade normótica). Bollas a descreve como “a atenuaçom e finalmente o desaparecimento da subjetividade, em favor dum ego concebido como objeto material entre os outros produtos humanos” . Além Christophe Dejours relaciona a noçom de normopatia à noçom da ‘Banalidade do Mal’ desenvolvida pola filósofa Hannah Arendt ao falar sobre o criminal de guerra Adolf Eichmann, o organizador da deportaçom e assassinato de miles de pessoas judias, ciganas e dissidentes durante o periodo nazista europeu.

Normopatia é a nova forma de dessubjetivaçom: naturalizada, normalizada, finalizada com o objetivo de aceitar os processos sociais como “naturais”. Sua linguagem, seu pensamento, seu comportamento regulado em vista do resultado e da eficácia, perderam todo o poder de resposta.

Stefania D’Alessandro, assessora de Eudinámica na Medicina Integral na Itália, publicou recém estas suas palavras ao respeito:

A SÍNDROME DA NORMOPATIA é chamada de Normopatia. Normopata é aquela pessoa que nada se questiona, mas aceita tudo quanto lhe é servido, para não se sentir diferente.

É uma síndrome muito comum baseada na obsessom em “ser como as demais”.

Normopatas som pessoas com pouca iniciativa, sensibilidade, empatia e senso crítico. Elas seguem a “norma”, as modas, os dogmas, criticando e anulando tudo o que não está conforme, “normal”. Elas som espectadoras passivas, agem como autômatas.

Sem usar razom (inteligência cognitiva) nem sensibilidade (inteligência emocional), elas identificam-se com as normas / valores de instituiçons / agregaçons de massa, como Igreja, festas, TV, psiquiatria, etc.

A “normalidade” é mantida “curando” / normalizando o psiquismo, o corpo e as emoçons, cancelando tudo que pudesse questionar a “normalidade”.

Esta é sem dúvida a síndrome desta época, explica porque na altura ainda há moreas de pessoas paseando polas ruas com um trapo tapando-lhe as suas vias respiratórias mesmo que vaiam sozinhas ou porque miles de pessoas acederam gostosas a se picar um invento da farmáfia sem saber nem em que consiste e desconhecendo seus graves efeitos secundários. Mas tamém explica porque neste vrão do medo pandémico miles de pessoas acoderam de novo a uma mesma praia urbanita para estar amoreadas pese a têr a muita pouca distância umas outras praias maravilhosas e caseque desertas.

A hora é agora! Proposta desde Itália contra a suba da luz e contra o controle social no Capitalismo Global.

Na España coma na Itália (e presuponho que em muitos lugares mais) estám-se a produzir roubos descarados nos cobros das empresas elétricas polo gasto doméstico com o consentimento tácito e táctico dos governos de âmbos paises. As jogadas estratégicas destes governos de presunta distinta pelagem (de suposta esquerda na España e duma mistura multicentrista na Itália) semelham-se como duas pingas de água vistas polo olho humano: Fazer cair nas cidadás o peso do cargo que as indústrias cobram por este serviço tam primário e necessário. Umas indústrias que primeiro roubam terreos, destruem cauces fluviais, destroçam montes e talam bosques, arruinam fundos, flora e fauna marinhas, ensujam paisagens naturais e lixam o ar que necessitamos para respirar para depois enchir os seus petos de ganâncias milhonárias entanto o povo se empobrece cada dia mais.

Este texto que recolho (traduço, colo, e convido a lêr) da Coordinamenta femminista e lesbica fixo-me refletir sobre este problema que gera o Capitalismo Global onde uma panda de energúmenos sem escrúpulos fam-se de ouro e se permitem lançar ameaças de incrementos de costes ou de apagons de serviços no que se poderia considerar, a olhos de qualquer leitora atenta, um sequestro em toda regra onde se nom se cumprem as condiçons dos sequestradores, estes mataram de friagem a boa parte da povoaçom, a de menos recursos e dinheiros, a mais necessitada e a que menos importa a governos e empresas capitalistas. No texto fam propostas de luita e resistência diante dum problema assaz similar a que sofremos por estes lares:

Fatura da luz

Contra o controle social / A hora é agora!

As contas de luz de agosto-setembro chegaram, minhas caras! E o chamado Ministro da Transiçom Ecológica (realmente ridículo esta nova criaçom neoliberal) já decretou que em outubro vam medrar ainda mais num 40% e com sua cara lavada dixo que estava preocupado com a parte mais fraca da povoaçom!

Houve e continua a haver uma subestimaçom muito forte por parte da esquerda em relaçom a toda uma série de mudanças de controle que caracterizaram a transformaçom da sociedade. No caso específico, por exemplo, ter aceitado e passado sem golpe a instalaçom de medidores eletrônicos nos quais a eletricidade é desligada à distância e dificulta qualquer forma de resistência e luta. Isso torna necessário repensar as formas de boicote ao Sistema com novas formas de auto-organizaçom.

Isso deve nos fazer refletir imediatamente sobre a necessidade de não aceitar maneiras de controle social, de qualquer natureza, seja o passaporte sanitário ou a digitalizaçom de documentos, sejam câmeras ou drones de vigiância, a digitalizaçom da sanidade e outros serviços públicos, controis nos transportes, dispositivos nos locais de trabalho ou a aboliçom do dinheiro solto… porque tudo isto vai contra a nossa possibilidade de luitar.

A hora é agora!

Coordenaçom feminista e lésbica

A ERA DO AGRADECIMENTO x Pedro García Olivo

Obrigado, Administraçom, por salvar-nos da Peste contemporânea, a desse vírus. Dá igual que umas poucas tolas digam que a Peste é vostede e que lhe abriu as portas à doença para robustecer-se. Obrigado!

Obrigado, Administraçom, por ensinar-nos a ser mais cívicas, empáticas, resilientes, pró-ativas, patrióticas, humanitárias. Dá igual que umas poucas tolas digam que o Monstro é vostede e que, mediante suas hipócritas palavras, anela robotizar por completo à povoaçom. Obrigado!

Obrigado, Administraçom, por reparar nas pobres, nas vulneráveis, nas precarizadas; e assistí-las com subsídios, rendas básicas, oficinas de proteçom, subidas mínimas do salário mínimo. Dá igual que umas poucas tolas digam que vostede é o braço esquerdo da exploraçom e labora para um aperfeiçoamento em doce da opressom capitalista. Obrigado!

Obrigado, Administraçom, e sobretudo, polos tratamentos, pola farmacopea e polos sanitários (expressom que designa, ao mesmo tempo, aos retretes e aos médicos: a mais sincera das palavras). Dá igual que umas poucas tolas assinalem à Medicina Científica como a inimiga maiúscula da Saúde e, ao lado de você e de seus correccionais (perdom, queria dizer “escolas”), tamém como a adversária de fundo da vida humana. Obrigado!

Vivemos na era do Agradecimento. E já fomos vacinadas contra a rebeldia. É o século da Cidadá Robô.

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NOTA do Gajeiro:

Nesta ligaçom ao seu blogue tendes acesso livre ao seu escrito em pdf “LA FORJA DEL CIUDADANO-ROBOT (VIRUS, CAPITALISMO NECRÓFAGO Y OPTIMIZACIÓN DEL FASCISMO DEMOCRÁTICO)” publicado em Alto Juliana em 10 de maio de 2020 e Reelaborado em Buenos Aires em 14 de fevereiro de 2021 por LOS DISCURSOS PELIGROSOS EDITORIAL (Factoría no-económica de herramientas críticas).

Abolas: Questom de classes x Georgina Orellano

Não é casual que a maioria das abolas sejam brancas classe média, não é uma questom de pele, é uma questom de classe.

E as escuras como eu deveríamos estar a lavar-lhes as bombachas mas não minhas rainhas, fugamo-nos do Sistema e agarramos a rua essa pola que lhes falta caminhar a vostedes.

Nom preciso patroas porque som minha puta jefa, de modo que deixem de nos oferecer seus supostos trabalhos dignos que consistem em trabalhos de merda, explodidos e mau pagados, onde se se igualam fam-no por baixo.

Eu quero ganhar o mesmo que ganham vostedes nesses escritórios decorados com quadros feministas mas com a diferença de que meu escritório é a rua, cordom e vereda e o meu feminismo é o das marrons, putas da classe operária.

Nom quero escutar a sua teoria, compreender o seu argumento socialista, vê-las enredar-se em palavras tam técnicas para explicar-me o que eu vivo todos os dias em carne própria.

Ao seu marco teórico falta-lhe realidade, deixem um pouco de ler a Marx, larguem o Twitter e saiam a patear o território e aí verám às putas ser as condutoras de seus próprios destinos.


Georgina Orellano é a Secretaria Geral em AMMAR – Sindicato de trabajadorxs sexuales de Argentina; qualifica-se de Puta Feminista Sindicalista

Liberdade ou libertinagem

Para a gente que, coma mim, sendo conscentes, sofremos e vivemos os últimos estertores de Franco na sua agonia; nom lhe resultara estranha a opçom escrita neste cabeçalho, se bem, claro está, escrita e falada em perfeito castellano “Libertad o libertinaje”.

Em quanto fascistas e satrapas de toda pelagem viram irremedíavel a apertura da Ditadura franquista a uma falsa Democracia monárquica, começaram a ponher claro que nom iam mudar tanto as coisas e para isso tiravam a cotio da muletilha “no es lo mismo libertad que libertinaje” para assim impedir certas atitudes e manifestaçons tanto no terreo do político, como no sexual, nas vestimentas, nas festas, nos entruidos, nas reunions, nas letras das cançons, na literatura, …

Era coma uma frase ritual praticada por multitude de carcas de cara a frear todo atisbo de liberdade e em especial daqueles aspetos que mais repulsa lhes causava a essa panda de retrógadas na mal chamada transiçom, que algumas tildaram com mais acerto de transaçom, por aquilo de tudo no que se transigiu na altura.

Certas anarquistas de agora ubicadas na França que se autotildam de anarco-comunistas venhem de tirar um panfleto no que reflitem respeito às vacinas que na sociedade pode haver necessidades sociais que ultrapassam a liberdade individual e com isto negam o direito das pessoas a nom ser inoculadas com um experimento farmacêutico; considerando que este suposto direito a negar-nos a ser infiltradas nos nossos corpos sobrepassa nosso direito pessoal e com essa atitude mais que libertárias estariamos a ser libertarianas.

Eu entendo que essas necessidades sociais às que fam referência ultrapassam as necesidades individuais, quando alguém pretende acaparar tudo para si e nom deixar nada ao resto; mas até o de agora nom conhecera nenhum caso de insolidariedade que tenha por objecto algo ao que tu renúncias a possuir.

A minha liberdade de nom injetar-me algo que nom conheço o que é, simplesmente porque ninguém conta a verdade sobre isto, semelha que lhe fastidia a estas presuntas anarco-comunistas. O feito de que gente vacinada sega a se contagiar tampouco parece sinificativo para estas alegres cobaias presuntamente Anti-Sistema e mesmo o grande negócio com o que se estám a forrar as empresas farmacêuticas semelha nom preocupar-lhes.

O único que lhes amola parece ser a presência de anarquistas nos protestos contra o passaporte sanitário na França e de ai esse artigo criminalizador. Nom somos egoistas nem liberais as que nos negamos a que se nos injete algo que desconhecemos o que é e do que ninguém fai-se responsável se algo sae mal.

Suponho que coa mesma, de ter vivido aqueles anos, estas anarco-comnistas francesas tamém estariam em contra da insubmissom ou da objeçom de consciência na mili.

Conhecem a sensação de ser enganados? x Alberto Gonçalves

Recolho este texto do Observador publicado em 4 de setembro passado. O Alberto Gonçalves fala de Portugal mas tudo quanto conta é perfeita e totalmente extrapolativo à situaçom que sofremos no estado español. Cópio e colo:

A 14 de Janeiro de 1978, em São Francisco, John Lydon questionou o público: “Conhecem a sensação de ser enganados?”. Imediatamente após esse momento célebre, Lydon acabou com o concerto, com os Sex Pistols, com o movimento “punk” e com a farsa em que aquilo se transformara.

“Conhecem a sensação de ser enganados?”. É uma pergunta que me tem ocorrido bastante neste ano e meio de folclore virológico. Não ocorre a muitos, de certeza à maioria. Há dias, entrei num escritório para tratar de rotinas e a funcionária, que estava de rosto descoberto como é normal em pessoas honestas ou alheias a fanatismos religiosos, apressou-se a pegar no farrapo e a prendê-lo nas orelhas pelo elástico. Disse-lhe que por mim não era necessário o gesto, e acrescentei que achava a encenação ridícula. A funcionária respondeu que “tinha de ser”. Não percebi se o imperativo se prendia com a preocupação dela com a saúde ou o respeito por ordens “superiores”. Percebi que ficou assaz espantada quando a informei de que em inúmeros países já ninguém, excepto os assaltantes, esconde a cara. “Não me diga!” Eu disse. E disse mais: “Não reparou nas bancadas dos estádios estrangeiros, sem limites à lotação, sem “distanciamentos” e sem máscaras? (contive-me para não adicionar “e sem as restantes poucas-vergonhas”). A funcionária, de súbito sorridente, não reparara: “Ai, pois é!” Ai, pois é.

Vídeo gravado em 4 de setembro passado. Começo do futebol universitário USA na Virgínia.
TODAS AMOREADAS SEM MASCARILHAS

Para demasiados portugueses, todos os delírios imputados à Covid tornaram-se tão normais e inevitáveis quanto a chuva ou o bom tempo, isso na remota época em que a chuva e o bom tempo eram normais e inevitáveis e não sintomas das “alterações climáticas” que afligem o eng. Guterres. É, de facto, a consagração do “tem de ser”. As pessoas usam máscara porque tem de ser, mantêm as distâncias porque tem de ser, untam as mãos com gosma porque tem de ser, contam os convivas à mesa porque tem de ser, cumprem horários alucinados porque tem de ser, vacinam-se a elas e aos filhos e aos periquitos porque tem de ser, enfiam cotonetes no nariz porque tem de ser, exibem certificados de pureza porque tem de ser, em suma fazem figuras de urso. Porquê? Porque tem de ser.

E porque é que tem de ser? Aqui as opiniões divergem. Porque o governo é que manda. Porque as “autoridades” assim decidem. Porque “especialistas” alimentados por patrocinadores ou desejo de fama juram que sim. Porque os “media” apelam ao pânico. Porque esta particular maleita suscita um medo desproporcionado em sujeitos que não se imaginavam mortais. Porque há denúncias. Porque há multas. Porque não há vontade de descobrir uma relação de causalidade entre as medidas impostas e as respectivas consequências. Porque essa causalidade não existe e convém ocupar o vazio com um nevoeiro de regras e sanções, as quais, embora brutalmente irracionais, concedem aos pobres de espírito um simulacro de “orientação” e uma prova de virtude. Porque o conformismo, parente próximo da irresponsabilidade, é dos principais activos pátrios.

Um exemplo do absurdo em vigor? Tomem lá vários. Se a vacina impede a doença e a morte (as “autoridades” garantem ter havido apenas 70 vítimas entre os milhões de vacinados com menos de 80 anos), a que título se quer separar os vacinados, que estão protegidos, dos que escolheram não estar? O que justifica a vacinação de jovens que nem querendo adoecem com Covid? Se alunos e professores são testados à entrada, as máscaras nas escolas servem para quê? Se alunos e professores andam de máscara nas escolas, os testes servem para quê? Como é que os hotéis, em que mal nos cruzamos com estranhos, são forçados ao “certificado” e os supermercados e autocarros, com a promiscuidade de um curral, não são? O que explica que os “pivots”, “especialistas” e políticos que nos exigem farrapo nas trombas mesmo na rua conversem sem farrapo em estúdios fechados? De que forma 40 moços nos copos constituem um perigoso ajuntamento ilegal e 40 mil devotos de Estaline aos molhos perfazem a legalíssima e sanitária Festa do “Avante!”? Qual a probabilidade de cada “parecer técnico” sofrer convulsões até se encaixar direitinho nas decisões prévias do dr. Costa? A que se deve o empenho de esquerdistas na defesa de vacinas obtidas graças ao capitalismo da estirpe “selvagem”? Que buraco negro engoliu, pelo menos dos noticiários, os países e lugares que não ligam à Covid e obtêm resultados similares a um charco de proibições do calibre de Portugal? Qual o argumento para banir por cá a entrada de cidadãos de Israel, pioneiro na terceira dose? A terceira dose da vacina dispensa a administração da quarta, quinta e vigésima oitava? Conhecem a sensação de ser enganados?

Admito que são perguntas ingénuas, infantis até. Não vamos confundir as cabecinhas de gente que faz um semi-círculo de 5 metros na calçada para se desviar de nós, que se besunta com álcool-gel na praia e que tem a melhor impressão do desempenho das dras. Graça & Marta. Isto é gente simples, para quem a “ciência” são os palpites saídos do conselho de ministros. Se inventariarmos o conhecimento científico de tais portentos, aprendemos que as vacinas, os “certificados”, as máscaras, os testes, os “distanciamentos”, os recolhimentos e os horários esquizofrénicos são indispensáveis no combate à Covid – e indispensáveis a ponto de nenhuns dispensarem os demais. Essa gente não entende que a valoração obsessiva e simultânea de tudo é igual a não valorizar nada. Essa gente não quer realidade: quer delírios confortáveis. Se procuram “negacionistas” a sério, ei-los.

Se procurarem John Lydon, vive em Venice Beach e confessa pouco receio da ameaça da moda. É que a mulher sofre de Alzheimer, uma das inúmeras chatices que reduzem ao ridículo a histeria com a Covid. Também tem de ser.

LUMES.- A QUEM LHES POIDA INTERESAR

Num jornal español, que nom vou nomear nem ligar, dam voz a Fernando Peña, artesá e vigilante das brigadas contralumes na Ribeira Sacra, quem fala assim do lume que venhem de suportar na Póvoa de Brolhom e da fraga de castinheiros e frondosas autóctonas que arrodeam a sua aldeia e que segundo a crónica do jornal “resplandecem horas apôs no meio da obscuridade geral”:

“Figeram de cortalumes natural e salvou-se tudo: animais, setos, vivendas e toda a vegetaçom que cobre a aldeia. Tudo arrodeado, até a mesminha porta, polo imenso universo de cinzas”.

“NOM FOI UMA MILAGRE: ARDEROM PINOS e EUCALIPTOS. DEVERAIM ESTAR PROIBIDOS NA GALIZA !!

Totalmente de acordo com o Fernando Peña, deito acá estas ligaçons a diversos textos meus, escritos durante a terrível vaga de incêndios de 2017 na Galiza e Portugal, ao respeito dos LUMES, da sua relaçom direita com as plantaçons de EUCALIPTOS e PINHEIRAIS, e da busca dos VERDADEIROS CULPÁVEIS.

Desde entom NADA MUDOU na política preventiva nem forestal da Junta de FEIJOO, quem ainda pretende que ENCE perpetue seu ECOCÍDIO saltándo-se as leis:

E engado coma final esta ligaçom à reflexom de Elena Buch, feita só quatro meses apôs da vaga:

“Onte fixo catro meses” x Elena Buch – Palavras sobre a vaga de lumes do outono passado

CACHONDEIO COVIDIANO ou Como os ricos zafam de quarentenas

Nom acostumo olhar jornais esportivos, se já som maus os normais, que dizer destes… mas hoje, no intre do meu descanso laboral, caeu um deles entre minhas mãos e pugem vista aos cabeçalhos futboleiros até que este, do que vos colo a imagem da captura de pantalha, chamou a minha atençom:

Qualificar e quantificar coma um “horror” o que lhes passa a este quatro milhonários nestes momentos é tratar às suas leitoras de idiotas, quanto menos. Mas nom foi isso o que me chamou a atençom da notícia senom o feito de que dois deles vaiam fazer quarentena em Croácia (??)

O porquê de Croácia nom tem uma explicaçom plausível evidente, sendo coma som patriotas argentinos que jogam ao futebol em Inglaterra e que foram deportado e expulsados do Brasil; é dizer Croácia nom tem nada com eles, absolutamente NADA!! ou sim?

No corpo da notícia fica a explicaçom a esta “curiosidade”: Os quatro milhonários que se saltaram todos os protocolos covidianos para ir jogar pola sua pátria contra do Brasil, agora tenhem que retornar a Inglaterra para voltar as filas das equipas inglesas com quem tenhem contrato.

Dois deles para zafar da quarentena obrigatória de 14 días num hotel COVID que tem que passar qualquer pessoa que provenha da Argentina e queira entrar na Grão Bretanha, tal qual marca o protocolo atual británico; vam ir prévio a Croácia (Split) para assim só ter que cumprir 10 días de quarentena para voltar a Inglaterra; 10 días nos que poderám sair a fazer treinamentos normais em boas instalaçons esportivas.

E sim estou a falar duma enfermidade mortal onde presuntamente os protocolos estám para ser cumpridos por todas de igual maneira…

E agora vos deixo que estou a escachar da risa e nom podo seguir escrevendo…

Reflexom pandemoniaca num livro escrito em 1956 x Günther Anders

Recolho e traduço duma RRSS duma compa italiana este texto (e mais a imagem que lhe acompanha, autoria de Zac Deloupy ) que foi recolhido do livro “Die Antiquiertheit des Menschen” (A Obsolescência do Homem) autoria de Günther Anders e, se quiger, que cada quem tire suas conclusons:

🔺 ′′Para reprimir antecipadamente qualquer revolta, não se deve agir com violência. Métodos como o de Hitler estám obsoletos. Basta com criar um condicionamento coletivo tam poderoso que a própria ideia de revolta nem mesmo virá à mente das pessoas

🔺 O ideal seria formatar as indivíduas desde o nascimento, limitando suas habilidades biológicas inatas. Em segundo lugar, se prosegue o condicionamento reduzindo drasticamente a educaçom, para fazer de-la só uma forma de integraçom profissional. Uma pessoa ignorante tem apenas um horizonte limitado de pensamento e, quanto mais se limite a preocupaçons medíocres, menos pode se rebelar. É preciso garantir que o acesso ao conhecimento se torne cada vez mais difícil e elitista. Que a lacuna entre as pessoas e a ciência aumente, que a informaçom destinada ao público em geral seja anestesiada por qualquer conteúdo subversivo.

🔺 Sobretudo nenhuma filosofia. Tamém neste caso devemos usar a persuasom e não a violência direta: difundiremos massivamente, através da televisom, entretenimento lisonjeiro, sempre emocional ou o instintivo. Animaremos com o que é inútil e divertido. É bom, com charlas banais e música incessante, impedir o ánimo de pensar. Colocaremos a sexualidade na vanguarda dos interesses humanos. Como um tranqüilizante social, não existe nada melhor

🔺 Em geral, procurará-se banir a seriedade da existência, transformar em escárnio tudo o que tem alto valor, manter um pedido constante de desculpas pela leviandade; para que a euforia da publicidade se torne o padrom da felicidade humana e um modelo de liberdade. O condicionamento produzirá, assim, por si mesmo, tal integraçom que o único medo -de se manter- será o de ser excluída do Sistema e, portanto, de não poder mais acessar as condiçons necessárias para a felicidade.

🔺 A pessoa massificada, assim produzida, deve ser tratada como ela é: uma bezerra e deve ser vigiada como um rebanho deve ser. Tudo que permite que ela adormeça é socialmente bom, o que ameaça acordá-la deve ser ridicularizada, sufocada, lutada. Qualquer doutrina que questione o Sistema deve primeiro ser designada como subversiva e terrorista, e suas proponentes devem ser tratadas como tais.

Um chiste a velha usança nos momentos atuais: Vam um español, um alemão, uma francesa, uma …

sueca, uma belga, um inglês e um holandês todos juntos a um piquenique campestre. Pousam todas juntas tras da merenda dantes de começar a picotear para tirar-se uma foto de grupo – um selfie que lhe dim agora-. Como é que se distingue ao español ??

A resposta ao final; mas seguro que muitas já o adivinhastedes quem é ao ver o desenho adjunto.

Este tipo de contos eram costume nas ultimas etapas do franquismo como exaltaçom do patriotismo español. Sempre rematavam para bem dos espanhois com estes zafando de morrer entanto o resto sucumbiam por diferentes motivos. Era uma vingança, uma maneira de superar a clara inferioridade que sentiamos com respeito às gentes desses paises da nossa entorna que estavam muito mais desenvolvidos do que nós e aos que acodiamos às mandas os españolitos de pê para atopar trabalho digno fora das nossas patrióticas fronteiras.

Neste caso todas morreriam infetadas polo bicho agás o español pese a que está demonstrado que o tapabocas nom freia nada. De ai que seja um chiste que, como todos os demais patrióticos, seja mau de roer.

RESPOSTA: É o único que ainda segue levando tapabocas ao ar livre.