COMOCHOCONTO – Fazendo memôria doutras pandêmias: GRIPE AVIAR (2004-06) e GRIPE A (2009-10)

Disponhibiliço acá, para quem quiger, 2 programas de Comochoconto emitidos na rádio Kalimera em  2006 (GRIPE AVIAR) e em 2010 (GRIPE A).

Ámbos programas realizados quando os MEDOS a estas PANDÉMIAS que iam MATAR a toda a humanidade já estavam calmos e quando os FALSIMEDIOS seguiam a enganar na sua estratégia de confundir e nunca dizer toda a verdade.

                                                              GRIPE AVIARgripe aviar

No primeiro –GRIPE AVIAR– falo sobre a ALERTA MEDIÁTICA contra todo tipo de aves coma possíveis causantes da suposta NOVA GRIPE. Os cabeçalhos nom deixam lugar a dúvidas da ALARMA: “Podem morrer mais de 150 milhons de pessoas”. “A gripe aviar esta-se a converter na maior ameaça para a supervivencia da humanidade”. “Em qualquer momento, este letal virus surcará toda a Terra infectando sem remédio a gram parte da povoaçom”.  E deriva o programa para denunciar o grande NEGÓCIO das FARMACEÚTICAS e uma crítica ao Sistema Sanitário.

Ir a descarregar

                                                                  GRIPE Aunnamed

No segundo –GRIPE A– Um continho dá entrada ao programa no que falo desta nova pandémia fazendo memória da Gripe Aviar e dos medicamentos que se usaram. A exageraçom dos médios, da OMS e da sona que acadara, dera pé a várias artistas para tirar seus temas musicais, que acompanham este programa; que remata com dois continhos de Jorge López Ave e um conselho do gram Galeano.

Ir a descarregar

Podedes escuta-los acá mesmo ou descarregalos e escuta-los depois nos vossos dispositivos (estám em mp3)

Aúdio Conto Nom Roubar / Nom Matar

avalon
Aproveitando uma minha baixa por lumbágia antérior ao Estado atual de Alerta, figem algo que tinha pendente desde há mais de 1 ano; pôr música a um conto que escrevera e que, durante minha baixa, por fim gravei e pugem música de fundo.
Agora vo-lo ofereço a todas vós. Dura algo mais de 1 hora, mas acho que agora era bó momento para publica-lo acá.
Está dividido em 3 partes para facilitar a escuta e a descárrega (livre) por capítulos duns 20 minutos, mas é uma só história:

 

Ir a descargar

Ir a descargar

Ir a descargar

Espero que os desfrutedes e já sabedes que Amanece que no es poco…!!!
———
pdt- Quero agradecer a Gema seus sábios conselhos sobre o Conto, que é de bos amigos ser agradecido.

HIPÓCRITAS PATRIÓTICAS e o COVID-19

asterix-coronavirus-868x644Hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade nom possue, frequentemente exigindo que as outras se comportem dentro de certos parâmetros de conduta moral que a própria pessoa extrapola ou deixa de adotar. Hipocrisia é interpretada ás vezes coma um mecanismo inconsciente de defessa e nom coma o ato de engano consciente que se despreende da sua conotaçom clássica.

PODER sustenta-se sobre TRES PIARES que perduram ao longo da história: IGNORÂNCIA, MEDO, SENTIDO DA CULPABILIDADE.

IGNORÂNCIA, controlando os meios para poder alterar a verdade e manter á povoaçom ignorante da realidade.

MEDO, que é o control de massas mais eficaz. Há que manter á povoaçom submetida a temores, reais ou falsos. Nom importa, âmbos som igualmente eficaces. Quando se esgota o medo a algo, simplesmente cria-se um outro.

SENTIDO DE CULPABILIDADE, como complemento indispensável do que se alimenta o MEDO.

Desde a declaraçom de Guerra Mundial da nova cepa de Coronavírus contra da Humanidade toda, as pessoas das sociedades privilegiadas viram vir ao «lobo» dos seus medos irracionais quando esta já atacava, de maneira alarmante, as interioridades duma das novas economias pujantes no Capitalismo Internacional, a China; mas nom foi até que a doença, provocada por este novidoso mutante vírus, superara as fronteiras europeias -sem que houvera valos, muros nem polícias fronteriças que o impediram- que a alerta mediática começou a emitir seus medos por todos seus altofalantes e suas vozes foram replicadas por grande parte das suas privilegiadas cidadás tal coma faziam outrora as campás da Idade Media coa peste.

Em 2018 a OMS lançara uma sua ALERTA de ATUAÇOM IMEDIATA contra PANDÊMIAS e advertia aos governos do mundo tudo que se tomaram á sério as suas recomendaçons para preparar ás suas povoaçons diante do que a todas luzes, já se previa imediata. O cabeçalho de dito informe nom oferecia dúvidas sobre suas intençons: Estamos preparadas para uma vindoura pandemia?  O texto, toda uma guia de conselhos a tomar moi similares aos agora repetidos até a saciedade polos falsimédios, fazia referência só á chamada “Gripe estacionária” mas som moi similares, senom os mesmos que agora replicam por todas partes coma um mantra e que por entom e até agora calaram nossos governos e seus vozeiros pese as sérias e graves advertências da OMS.

2020-03-14-230259_1280x1024_scrotAlém este Informe tem dados que poidam surpreender à gente pouco informada:

«Gripe estacionária» é chamada assim porque se registra por duas vezes cada ano durante os invernos das regiones templadas (uma em cada hemisfério) e circulam todo o ano nas regions tropicais e subtropicais sem que, até agora, nenhuma barreira as freara. Há estudos que situam aos movimentos da gente viageira do hemisfério norte durante seu inverno cara as zonas cálidas do sul, como as transmissoras do virus da gripe ano tras ano entre hemisférios. Outras assinalam a cria de porcos coma culpável, dado que este virus da gripe é algo que compartilhamos com estes animais que som encirrados em jaulas pequenas por todo o mundo para ser cebados e depois matados e comidos; poida que seja uma sua forma de vingança diante de tal maltrato.

Esta doença anual afeta cada ano de 3 a 5 milhons de habitantes do planeta Terra e MATA umas 650.000 pessoas cada ano «normal»; isso sim, a imensa maioria das pessoas que morrem nom acostumam a ser famosas, nem gente da elite social ou económica, nom sendo que sejam maiores de 75 anos, que é a franja de idade da maioria das mortes no hemisfério norte; senom mais bem é gente do comum e de todas as idades que na sua maioria morava das zonas mais empobrecidas do hemisfério sul.

Segundo a ONU as pessoas que morrem cada ano na Europa nom passam das 70.000 e no Estado español morreram 6.300 só no ano passado e afetou a pessoas de todas as idades. Quiçás se mirades de primeiras estes números pareçam pouca quantidade; normal dado que estamos afeitas a assumi-los e até agora nunca causaram nenhuma alarma nem se tomaram precauçons algumas para evitar contágios e o seu espalhar polo mundo; mas se vos digo que agora mesmo no Estado español há 6.023 pessoas que foram contagiadas polo COVID-19, que delas 5.315 seguem ativas, tras a recuperaçom total de 517 pacientes e a morte de 191 pessoas, nenhuma delas minor de idade. Nom vos fai pensar que as contagiadas polo COVID sejam, a data de hoje, menos que as que morreram por Gripe em 2019 ???!!!

6.300 mortes por gripe no ano 2019 e, pese ao abultado desta cifra, eu nom lembro ter mirado nenhum cartaz de como lava-las mãos para evitar os contágios. Por suposto tampouco lembro nem sequer umas recomendaçons mínimas mais lá do típico dríptico da  campanha de vacinaçom do Sergas, que forma parte já da rutina e ao que apenas damos importância se nom estamos nalgum dos casos de risco que as autoridades sanitárias marcam e determinam.

Pergunto-me agora porque nunca governos e seus vozeiros figeram nenhum ano um seguimento dia a dia da evoluçóm das infetadas e mortas por Gripe estacionária coma fám agora co COVID-19; e nom podo mais que dar-lhe voltas ao porquê agora; mas tudo volta a levar-me o que já escrevim nesta bitácora ao respeito há só uns dias “Alerta Sanitária Internacional!!” A nova cepa dum coronavírus que pode matar por igual a ricas que a pobres.

Certo é que o COVID-19 infeta e mata e polo visto até agora (que ainda nom chegou a infetar de maneira maciça no hemisfério sul; que começará seu outono em dias) a relaçom entre infetadas e mortas é moi similar á das gripes anuais que nom tiveram sona mediática, essas que já temos interiorizadas como nossas e semelham nom preocupar-nos. Mas tamém é certo que as cientistas chinesas já conseguiram atalhar a doença com éxito quando saltou acá a Alerta; desconheço se deram com uma vacina e se é o caso tampouco sei (ainda que mo imagino) porque nom estám a distribui-la gratis por todo o mundo como jeito de atalhar sua expansom imediata em troques de encirrar as povoaçons nas suas casas. Por vezes penso que é tudo um simulacro criado a propósito para estudar nosso comportamento obediente e submisso diante do desconhecido ou mesmo algo pior como aplicar um holocausto dirigido para eliminar gente com o aplauso e aprovaçom do resto, coma figeram os Reises Católicos quando expulsaram a todos os infies ou Hitler quando encirrara e gaseara a prazer, judeus, gitanas e dissidentes políticos co silêncio cúmplice ou o apaluso e a colabouraçom necessária do resto.

O mapa elaborado por uma universidade dos USA -que vam atualizando cada pouco- marcava quando escrevia isto 147.779 infetadas em tudo o mundo e 5.539 mortes -ainda som menos que as que morreram no ano passado por gripe só dentro das fronteiras españolas- o que constitue um 3,75% de mortalidade entre infetadas; ainda que é muito provável que a porcentagem real seja minor coma consequência lógica de que muitas das infetadas nom manifestam síntomas alguns ainda que sejam transmissoras do bicho, como ao parecer sucede com as crianças e a gente mais nova, e como tais, nom figuram no cómputo de infetadas.

IGNORÂNCIA cura-se querendo saber. Hoje em dia vivemos num mundo onde meios de transporte movém-se sem parar levando pessoas e mercadorias por todas partes e tamém vírus que polo que contam os médios gostam de se pousar em agarradeiras, bancas, portas, botons e barras para permanecer ativos mais tempo e se deslocar em metros, buses, vagons, avions e barcos; vê-se que saiu-nos viageiro. Além as novas empresas que vendem seus produtos por internet e o distribuem a qualquer lugar do mundo fam possível a viagem dum vírus desde a China até Mazorros muito antes do que o AVE. O risco de que uma nova enfermidade manifestada num lugar concreto do Globo acabe contagiando a gente do mundo enteiro é evidente; mas tamém nom é nada novidoso, na História (periodo da humanidade da que se tenhem dados interpretáveis hoje em dia) ficam múltiples registros de pandêmias que afetaram territórios imensos infetando e matando ingentes quantidades de pessoas.

Só os españois patriotas e idiotas seguem negando o holocausto indígena que causamos em todo o continente da Abya Yala tras a invasom das naves dos Reises Católicos e a posterior colabouraçom necessária dos governos e gentes de toda a Europa rica daqueles anos obscuros do holocausto indígena e tamém do sequestro e leva á força de pessoas da África coma escravas até esse suposto Novo continente.

Epidémias (indigenas caresciam de anticorpos contra as doenças que europeias levaram com elas), guerras e fames decimaram aquelas terras. Investigadores británicos assinalam, num seu estudo recém publicado na revista Quaternary Science Reviews, que a povoaçom indígena se passou de 60 milhons a só 6 em apenas um séqulo; o que vêm a dar sinificado real a 1ª acepçom da palavra «decimar» – Matar uma de cada dez. E aleḿ indicam que «tal foi a magnitude das mortes, que incluso perturbara o clima mundial» tras o abandono das terras cultivadas (56 milhons de hetáreas), o brote das ervas naturais e o crescemento consequente da superfície boscosa provoaram uma reduçom do CO2 que a sua vez contribuiu a um enfriamento global da Terra nuns 0,15 º entre finais do século XVI e primeiros do XVII.

O posterior descobrimento de que algumas doenças provinham duns bichinhos que nom podemos ver a simples vista e que se podiam combater sua infeçom e morte com pequenas doses desses mesmos bichinhos, dando pé a que o corpo humano crie em consequência os anticorpos para combate-lo; fora um grande avanço na investigaçom e tratamento desas pandémias. Até entom, a humanidade culpabilizava da transmissom destas doenças a qualquer, fosse esta humana, animal ou um ser fantasioso e irreal e enfrontavam-se a elas com proclamas ao vento, ou aos deuses, nada efetivas por parte de fanáticos de todas as religions e crênças e tamém mediante práticas médicas que hoje nos arrepiam efetuadas por sanadores de sona ou curandeiros triviais como sangrias ou trepanaçons que nom tinham efetividade alguma nestes casos.

Como nota curiosa dizer que da famosa Peste Negra -que acabara com um terço da povoaçom europeia a meiados do séqulo XIV e deixara milhons de vítimas- sempre levaram a culpa as ratas da sua expansom desde Ásia até Europa. Agora, e graças ás inovaçons no campo da investigaçom cientista semelha que nom tal. Uma equipa da universidade de Oslo dirigido pola Dra Katharine Dean publicara em janeiro de 2018 um seu Estudo na revista PNAS, no que acusam ao parasitos humanos -como pulgas e piolhos– de ser os principais transmissores da bactéria da Peste. Eu venho de sabe-lo agora, seguia pensando que as ratas eram culpáveis; mas tamém é certo que há cientistas que nom dam valor a este Estudo em base a que, de aceta-lo, sinificaria que muita gente «importante» teria estado anos dándo-lhe de comer ao demo posto que «genetistas e historiadores modernos colocaram á rata na posiçom [de extender a peste] e estavam recolhendo até a mais mínima prova»; isso sim, pese a que nos registros da peste medieval nom se mente por nenhures e para nada uma morte maciça de ratas.

Há múltiples filmes e livros que falam daquela pandémia ou doutras doenças coma a lepra; nelas assistimos como espetadoras ou leitoras passivas ao devenir do trato humano para com as apestadas e leprosas. As enfermas de entom eram tratadas como despojos e como inumanas culpáveis das desgrácias de todas as demais, daquelas todas que se consideravam a salvo até entom daquelas pragas, de doenças e mortes que nom entendiam e das que nom se consideravam merescedoras, isso pese a que viviram numas condiçons de certa falha de higiene desde o medre do tamanho de vilas e cidades.

Contam os contos que muitas pessoas da Baixa Idade Média mesmo repudiavam lavar-se porque aquilo era coisa de moros e infieis; coma nossa rainha Isabel I “La Católica” quem jurara que nom se lavaria nem cambiaria camisa até que Granada fosse conquistada (10 anos tardaram). Um cronista arabe na altura escrevera sobre os cristiás da Península que «nom se limpam nem se lavam ao ano mais que uma ou duas vezes, com água fria. Nom lavam seus vestidos desde que os ponhem até que, postos, se fam tiras; crêm que a sujedade que levam do seu sudor proporciona benestar e saude aos seus corpos».

Pois bem este anterior párrafo resulta ser o que agora chama-se “uma fake”; uma mentira moi espalhada que me pareceu oportuno introduzir. A investigadora Consuelo Sanz de Bremond no seu blogue Historias para mentes curiosas  explica que «é ridículo pensar que nossas ancestras medievais nom conservaram os antíguos saberes botánicos e de higiene pessoal. Sabemos da existência de banhos públicos nas urbes cristias. Existem recetários medievais para a limpeza do corpo, para manter a pel sa, para quitar manchas da roupa, para a elabouraçom de cosméticos, para a fabricaçom de perfumes. Havia normas em hospitais para aseiar a doentes emanter limpa a roupa de cama. Qualquer prenda era considerada um bem moi valioso, herdavam-se mesmo as roidas pola traça». E engade que o único cicáis certo dessa imagem duma sociedade que, a olhos atuais, poderia parecer descoidada, é que a primeiros do séqulo XVI apareceram novas Normas de Higiene na Europa cristia diante da crência de que a través dos poros da pel entravam as infecçons. De ai que se desaconselharam os banhos quentes ou de vapor, sem que isso fosse obstáculo para que realizaram uma limpeza exaustiva e diária do seu corpo a través de método em seco como era a frotaçom das prendas.

De todas, Isabel «La Católica» morrera antes deste câmbio absurdo nas normas de higiene ditadas desde arriba por supostos expertos que hoje fai-se-nos evidente a todas que erraram no seu diagnóstico.

E por que dar creto agora ao que nos contam??

MEDOTurvaçom do ânimo, principalmente forte e súbita, na presença de um perigo real ou imaginário.

Dias prévios a esta alerta souvemos dumas Operaçons militares da Fuerza de Guerra Naval Especial española que, sem prévio avisso mediático, despregou tropas por diferentes partes da Galiza em exercícios que poderiam fazer tremer de medo a quem mirara tal sem saber que se passava. Dim que é uma atuaçom de rutina para saber como ir a matar polo mundo adiante em nome da pátria. Seica agora estám ao mando do exército español em Iraque fazendo das suas envoltos na Operaçom Inherent Resolve contra do Estado Islámico.

Que isso suceda e pouco depois dite-se desde o governo español o Estado de Alarma; a mim causa-me certa Alarma; mas debo ser um paranoico porque miro ao meu redor e nom vejo a ninguém; cicais seja coisa de que estou encirrado na minha casa escrevendo isto por foder.

Vim dias atrás rostros riseiros polas ruas quando morriam chineses desta nova cepa de Coronavírus (bicho que já existia e do que já houvo outras cepas e outras epidémias pero que por acá apenas afetaram, e será por isso que ninguém nos alertara no seu dia e nem sequer nos falaram) e semelhara, uma vez mais, que o perigo ficava bem lonjano.

Comecei a ver rostros cariacontecidos quando o perigo invadiu Itália porque já estávamos certas de que aqui tamém ia chegar. Começavamos a conhecer o medo diante das disposiçons de eventos sem público polo Coronavírus, do que já tamém falei nesta bitácora

O MEDO ia cumprindo sua funçom e espalhándo-se a medida que falsimédios todos começaram sua nova Campanha Orquestrada, da que som já espertas expertas; depois de éxitos recéns como o de 2014 co vírus Ébola e a auxiliar de enfermeria galega, Teresa Romero nos papeis de protas.

Teresa -quem há pouco se queixava no jornal El Español de que ainda nom recebera nenhuma indemnizaçom por parte de Instituiçom alguma- infetara do vírus ao tratar a uns velhos curas españois que, infetados de Ébola foram trazidos até Madrid num Airbus A310 do Exército do Ar desde Serra Leoa num ato patriótico de moi pouca fe e muita irresponsabilidade sanitária e desconhecemento de protocolos de prevênçom, e quando na África Ocidental seguiam a morrer centos de pessoas desde que a OMS informara em março desse ano dum grande surto desta doença na Guiné. Teresa tivera a honra de se passar a ser a 1ª pessoa contagiada no Mundo fora de África do terrível Ébola. Da gente que seguia lá a morrer por Ébola deixamos de saber de seguido; o que importava era que nom se propagara polo mundo que nós importa.

A apestada, desde que saltou a notícia em tudos os falsimédios, e o eterno seguimento mediático de seus síntomas e apariçons pola ventá pechada do hospital converteram-se no que hoje em dia di-se de «trending topic» ainda que mas bem semelhava um «tremending atopic» e durante meses tivera que suportar momentos épicos e trágicos como quando mataram ao seu cam Excalibur.

Reportajes_365975018_111600379_1706x1280Agora declara que «o pior que levei é que fazendo meu trabalho por riba me botaram a mim a culpa. […] Saio dessa situaçom e atopo-me que me querem botar a mim todos os marrons. Nom entendia nada, sego sem entende-lo… mas agora intento nom perguntar-mo».

Por certo, de momento nenhum laboratório farmaceútico atopou uma vacina que cure esta doença que segue tendo surtos no hemisfério Sul de quando em quando; de feito a OMS declarou em 17 de julho de 2019 que um novo surto de Ébola em agosto de 2018 na República Democrática do Congo é uma EMERGÊNCIA INTERNACIONAL que já infetara lá mais de 2.500 pessoas e causara a morte a mais de 1.650. A mim desculpáde-me porque miro pouco os falsimédios pero até hoje que estava na busca de informaçom para escrever isto, nom tivem notícia de tal declaraçom de emergência.

Igual é que entanto morram africanas nom importa, se já nunca nos importaram quando morrem querendo cruzar o estreito de Gibraltar porque nos iam a importar quando o Ébola volta a estar fora da Europa e mau será que voltemos a traze-la.

SENTIDO DE CULPABILIDADE

Dizia ao início deste longo texto (nom vos queixar que tempo tendes abondo) que é o complemento indispensável do que se alimenta o MEDO. Mas nom tanto de que cada uma de nós poida sentir-se culpável de ser possível transmissora do vírus ainda que cumpras a consciência todos os conselhos impartidos desde arriba por sábios que á força tenhem que saber mais do que tu sobre este novo bicho, que tamém; senom, que neste caso busca-se botar a culpa nas outras e de ai toda uma demarragem de intolerância, xenofobia e assinalamentos airados por toda uma pleiade de fanáticos siareiros dos mandatos desde arriba.

Minha página numa RRSS na que procuro ter só como «amizades» gente com cabeçinha (ou eu dim por suposto que a teriam) enchirom-se estes dias passados de mensagens nada cómicas em contra da gente de Madrid, e coma quem aproveita que o Pisuerga se passa por Valladolid, aproveitara a contingência para tirar a dar contra da gente que viu a Galiza desde lá trazindo o maldito vírus; de nada importa que em Compostela a primeira infetada detetada fosse uma vizinha que anda na capital española a estudar e voltava a casa tras pechar-lhes a universidade. Já temos uma outra culpável coma a Teresa. Fodechinchos som fodechinchos com coronavírus e sem ela; aproveitar esta situaçom de Alerta para buscar estas culpas nas alheias, nom se me diferência a mim muito daqueles de Vox que botam as culpas nas emigrantes do mal que está a vida acá. Raro que serei pero sobram desde sempre argumentos para se queixar do Turismo Maciço que padecemos desde anos há e nom só venhem de Madrid.

Mas tamém está a trazer malestar entre vizinhas, entre as gentes do lugar. Qualquer que nom acate ao 100% o ditado desde arriba pode sofrir nom só as consequências da lei, senom as olhadas de ódio desde as ventás das autosequestradas. Aquelas que nom saiamos a aplaudir ás ventás para parabenizar-nos polo bem que obedemos e o submissas que somos seremos assinaladas coma culpáveis ou cûmplices de que se sega a expander o bicho durante o tempo que as autoridades determinem e para isso é de obrigatório cumprimento que todas estejamos cada quem encirradas e contentas nas suas casas.

Diredes que som um exagerado pero eu sínto-me coma se estivera num filme futurista, dos tanto que se figeram, onde em qualquer momento numa pantalha gigante vai aparecer o dono do mundo advertindo de que estamos sendo vigiadas; mas as imagens que mirei dos drons falando desde o alto á gente chinesa que desobedecia as ordes e saia ás ruas eram moi reais ou a mim mo pareceram.

Ou isso ou estou escrevendo em sonhos e quando acorde todo terá sido um pesadelo.

TONE GÓMEZ-REINO e seu COVID-19 em PRE-CAMPANHA ELEITORAL

Há hoje 2 dias publiquei esta minha brincadeira numa RRSS:

Hoje (*), venho de publicar estoutro:

Numa jogada estratégica sublime,  Antón Gómez-Reino (antes Tone), auto-declara-se em QUARENTENA e JÁ é NOTÍCIA em tudos os falsimédios.

Gomez-Reino figera uma reuniom de urgência, ONTEM de manhã, junto a Martiño Noriega e Eva Solla para decidir algo sobre a suspensom, sim ou nom, da pre-campanha. Ato seguido declara junto suas acompanhantes da candidatura aos meios por um micro ( ver hora – 11:15 A.M. no twitter de “Galicia en Común”)
Continuar lendo

[Compostela] SUSPENSO (ATÉ NOVA CONVOCATÓRIA) .- “UNO DE LOS NUESTROS” FEST – Concerto Solidário com Compa represado na Greve Geral do 2012

A Greve Geral de 2012 resultou ser uma jornada moi combativa na Galiza pola sua radicalidade, especialmente em Compostela (comércio paralisado, bancos esnaquizados, carros policiais picados, vias do trem bloqueadas, barricadas de lume…), e na memória coletiva recém dos movementos sociais anticapitalistas fica como um fito.

No desenvolvemento destes acontecementos, a repressom cevou-se contra 6 pessoas, e em especial com um compa que sumou, em dividas ao Estado, mais do duplo que as outras 5 juntas (perto de 7.500 euros de condena económica).

Caseque uma década depois, o companheiro continua tentando afrontar estes pagos derivados do processo repressivo, sem ter recebedo apenas ajuda. Por este motivo, diferentes individualidades antiautoritárias decidimos realizar um CONCERTO SOLIDÁRIO, contando coa colabouraçom da gente do CSA do Sar (que nos cede o seu espaço) e as bandas Taiga Dukha e Naitinain (que participarám no evento).

Tudo isto terá lugar o vindeiro sábado 14 de março a partir das 20:00.

Haverá bebida a preços populares e solidários e comida ausente de sofremento animal.

ÚLTIMA HORA!!! CIENTISTAS chinesas atopam REMÉDIO INFALÍVEL contra Coronavírus COVID-19 !!!

UM MÉTODO MOI SIMPLES e ECONÓMICO e sem ter que ir ao Médico nem Hospital nenhum:

BASTA com SAIR com PARÁGUAS do REVÉS !!

O COVID-19 resultou ser da mesma família que aquele bichinho da COLZA que, em 1981, e pouco depois do GOLPE de TEJERO, colhera SONA MEDIÁTICA quando o nosso ministro de Trabalho, Sanidade e Seguridade Social, Jesús Sancho Rof (UCD), saltara à pantalha dos televisores españois, para atalhar aqueloutra psicose coletiva e chantara contundente toda sua sabiduria para traquilizar ao povo ignorante diante das mortes causadas por até entom um agente exsterno desconhecido: “Es menos grave que la gripe. Lo causa un BICHITO del que conocemos el nombre y el primer apellido. Nos falta el segundo. ES TAN PEQUEÑO QUE, SI SE CAE DE LA MESA, SE MATA.

Ao parecer o Covid viajava polo ar coma um passarinho qualquer e se deixava cair sobre a povoaçom para infeta-la, mas pondo assim os paráguas e desinfetándo-los bem antes de fechalos e de entrar nos espácios techados, consegue-se anular seus terríveis efeitos.

DEMONSTRADO !!

1.000 MILHONS DE CHINESAS NOM PODEM ESTAR ERRADAS !!
Continuar lendo

“Eventos sem Público polo Coronavírus” ou “como Afastar ao Apestado Povo das Estrelas Mediáticas e doutras Divinidades”

Ontem confirmaram-se minhas expetativas refletidas no meu anterior artigo sobre esta nova doença que, de momento, ataca e mata por igual a gentes pobres e a ricas.

Foi olhando a etapa ciclista de ontem mesmo da París-Niza pola canle TDP. Num momento dado, um desses comentaristas patrióticos da caixa boba pública, falou de que muitas competiçons esportivas estavam a ser suspensas em tudo o mundo (quando fala-se nos mentideiros de “tudo o mundo”, devemos entender “o 1º mundo”); de que muitas equipas ciclistas nom estavam compitindo em nenhuma carreira, nem se lhes esperava de momento, por temor a que seus corredores caiam vítimas deste vírus terrórista que ataca por igual a pobres que a ricas e contra do qual nom se dispom até agora de nenhuma defessa efetiva e satisfatória; e tamém souvem de que na saída desta etapa ciclista na França nom deixaram achegar-se ao público a menos de 100 metros e na meta nom pode haver ningum público a menos de 300 metros!! Só haverá valos e faixas publicitárias. E ato seguido, este servil comunicador,  dá as oportunas explicaçons rotundas, que nom som outras que, que os milhons de dinheiros que se jogam as empresas que patrocinam estes ciclistas, nom se podem ver afetados porque seus corredores de elite caiam enfermos desta doença.

Ou seja, há que afastar ao povo das figuras ciclistas para nom criar um mal económico ás empresas que investem em esportistas mediáticos para vender seus produtos capitalistas.
Continuar lendo