Arquivo da categoria: machismo

“A prostituiçom nom é delito. As prostitutas nom somos delinquentes”. Manifesto das prostitutas de Sevilla

Eu som da opiniom de que todo trabalho é fiel á sua essência definitória, á sua etimologia: “Trabalho” vem do latim “Tripalium”, instrumento de tortura constituído de três estacas de madeira bastante afiadas. Desse modo “trabalhar” significa “ser torturado”.

Dito isto, valio que sempre tomei e tomarei posiçom do lado das minhas compas torturadas; e é por isso que pautei comigo mesmo dar pulo nesta minha bitácora a este Manifesto das prostitutas sevilhanas em resposta á campanha de criminalizaçom lançada desde o governo municipal desta cidade, por muitas e variadas razons: A 1ª por solidariedade com toda pessoa repremida pola autoridade; a 2ª por solidariedade operária, se bem minha situaçom é muito mais liviana da que elas; a 3ª porque sendo elas trabalhadoras, tenhem na sua contra toda uma hipocrasia sócial organizada; a 4ª porque mesmo algumas supostas defesoras de direitos das mulheres vê-las como traidoras á sua causa e participa entusiasta da sua criminalizaçom e advogam pola violência abolicionista para seu extermínio; a 5ª porque me peta e gostei muito de quanto lá contam, pola sua claridade e rotundidade e a 6ª, 7ª, 8ª,… , e assim poderia seguir até cair na conta da infinitude de razons.

A prostituiçom nom é delito. As prostitutas nom somos delinquentes.
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“La Manada” somos nós…

Colo e traduzo (com permiso) do blogue Estrabismo Ilustrado:


O caso da violaçom múltiple de S Fermines tem-me perturbado. Sinto angústia, moita tristura, ráiva e confusom. Nom fum quem de “repostear” as fotos dos cinco violadores. Nom sei moi bem porque. Crio que nom queria ter essa barbárie tam perto, ponher-lhe cara, pensar que pode ser real. Coma se quiger negar o mau ou afasta-lo e pensar que nom forma parte de mim e que é menos real. Passarom uns dias e crio que me dá medo pensar no que poida haver de mim nas caras desses moços. Dá-me vertigem.

Este caso é tam simbólico porque eram um grupo de 5 rapaces novos. Quando é um só o violador, inconscentemente é mais fácil de abstraer-nos e pensar nele como um perturbado, como algo que está fóra do normal, algo que está longe e nom forma parte da nossa realidade. Pero com “La Manada” é mais dificil abstraer-se e pensar que é algo que nom nos toca de perto. Porque som cinco moços novos, aparentemente normais e sans (filhos sans do patriarcado). Este caso demóstra-nos que isto é um problema coletivo nom pontual.
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Mais sobre o Juíço á moça Violada.

Estivem mergulando na rede e atopei um texto que colgou Pablo Alvarez Fernandez na sua página duma rede social e mais umas quantas opinions, assim como imagens e vídeos, que considerei interesantes de recopilar, juntar e colar numa só entrada desta minha bitácora:

Nom eram humanos, nom eram animais, os animais jamais fariam algo semelhante, eles eram monstros, depredadores sexuais capazes de todo para satisfazer sua luxria. Ela saía de festa, a divertir-se, eles saíam de caça, a destroçar vidas alheias, e seus caminhos se encontraram para nom se separar jamais, porque a impressom de uma violaçom permanece, é uma lâmina que rasga o alma dia a dia, mês a mês, ano a ano, nunca se apaga. E nom o fai porque numa sociedade tam machista como a nossa protége-se mais ao violador que à violada.
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Os TONTOS do CARALHO x Faktoria Lila

Colo (traduzido) da sua web este estupendo artigo adicado a todos os homes que se pensam que as mulheres som inferiores a eles e sujeito das suas bravatas machistas:

Som os que desfrutam sabendo que te dam medo. Som os que nom entendem porque te dam medo. Som os que se burlam de teu medo. Som os que te têm medo.

Som os que acham que, por falar mais alto, te vam fazer mudar de opiniom.

Som os que te berram polas ruas o que opinam sobre teu corpo, e o que fariam com ele, se se atrevessem.
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Começa o Juízo á moça violada no S. Fermín (modificado)

Já tenho falado deste assunto em várias entradas (ver acá) desta minha bitácora, da circunstância de que entre os 5 energúmenos há um picoleto, um militar e até um siareiro do Sevilla FC . O motivo deste nova entrada é colabourar na difussom dos seus caretos no momento em que deu começo o juízo coa declaraçom da moça violada, quem tivo que respostar durante mais de 3 horas ás perguntas da fiscalia e dos 3 advogados dos violadores, numa situaçom judicial que nom soe ser o habitual dado que a norma é que a vítima goce do benefício de ser perguntada depois, uma vez interrogados os acusados, para assim favorecer que sua advogada poida modificar sua estratégia em base ás declaraçons destes; mas o Sr Juiz prefire faze-lo do revés porque considera que assim é mais garantista para os acusados, que nom terám que declarar até o dia 22.  É por isto que venho de modificar o cabeçalho da minha entrada, dado que semelha que quem está a ser julgada é a vítima da violaçom e nom os violadores que, tras consumir seu gravíssimo atentado, roubarom-lhe seu telemóvel para que nom poidera solicitar ajuda imediata (senom pa’ que?) e que termam em dizer que ela consistiu; teoria que defendem alguns falsimédios e muitos energúmenos nas redes sociais.

Assim te é nossa justiça!!
Que tanto terá que nos mintam dizendo que som poderes separados; se som sósias o um do outro!! Continuar lendo

Estimadas brancas x Fàtima Aatar

Fàtima Aatar, antropóloga, feminista islámica e militante do BDS (Boicote, Desinvestimento e Sançons a Israel), residente em Barcelona escreveu este moi interesante artigo no jornal digital catalá Directa como proposta de debate que já é hora de encarar. Jurde num momento em que outras vozes racializadas e migrantes de residentes em Catalunya como Daniela Ortiz (de quem já publiquei recém um par de seus artigos), pese reconhecer o direito de autodeterminaçom dos povos, estám a pôr em questom o racismo instituiçonal e que, mesmo a esquerda independentista branca tira do discurso paternalista “espéra-te, isso depois” quando fála-se de reconhecer direitos das pessoas migrantes, racializadas ou solicitantes de asilo.

Estimadas brancas

“Já que ela é a colega indispensável das indígenas, a esquerda é seu primeiro adversário” Sadri Hiari

Sim, estimadas brancas. Dirijo-me a vostedes concretamente porque já é hora de encarar este debate, um debate constantemente postergado porque sempre se nos tem dito que nom é o momento. Um debate que conquanto se tentou encarar, nom se fixo com nossas regras de jogo, isto é, com nossa linguagem, liderança e autonomia. Quando se falou de racismo, se é que alguma vez se falou,  figera-se desde a simplicidade dos preconceitos e os estereotipos, transladando a responsabilidade às classes populares, e evitando, assim, assinalar a causa estrutural deste fenómeno. Isto nom quer dizer que as classes populares brancas nom tenham nenhum tipo de responsabilidade, a têm na reproduçom e a manutençom do racismo, bem como a invisibilidade nas luitas políticas e sociais, porque, afinal de contas, “no fundo é uma questom de classe”, como dizem. Mas nom só, a classe nom se explica por si sozinha, como senom explicaremos a escravitude, a colonizaçom, o apartheid e a limpeza étnica? Pois mostrando a inferioridade e desumanizaçom das Outras que se realiza através da raça.
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Ilustres suicidas x Acratosaurio

Índa que já falei eu do tema, agora recolho (e traduzo) de AlasBarricadas este texto de Acratosaurio e recomendo avidamente sua leitura (de feito só acostumo a colar artigos de outras pessoas quando concordo coa sua opiniom e considero que merece ser traduzido e dar-lhe pulo):

Um novo suicídio pola crise. Tráta-se dum senhor de lustre, um mata-ursos, e tal, que apareceu listo coa sua carabina o seu carom. Quem a ferro mata, a ferro morre, di a Bíblia. Acapara portadas de revistas etc., incrementando a curiosa lista de falecidos de direitas. Os ricos tamém morrem, menos mal. A polícia dizia na tele, que quando a ferida é no peito, tentando alcançar o coraçom, é porque um busca acabar coa sua vida. Claro. Evidente, se o que buscas é quedar coxo, a ferida fas-na num pé. E o certo é que a mim nom me estranha que se vaiam morrendo todos esses imputados. Os juízos prolóngam-se tantos anos, que se queira ou nom, a gente acaba palmando denantes que se ditem sentenças exemplares.

Com tudo há cidadáns que duvidam de que alguém coa cara tam dura, e que nom deixa nota de despedida, máte-se assim sem mais, porque nom quer que lhe dea o sol ao coche. Vai cambia-lo de sítio temperám, méte-lo na garagem, percatá-se de que quando volva vai estar como um forno, e nom pode suporta-lo. Sofre. Colhe sua escopeta… Absurdo, dim alguns escépticos. Eu vou demonstrar que sim se pode. Nom duvidedes amigos anarquistas. Nom duvidedes.
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