Arquivo da categoria: machismo

Programa Comochoconto -A ablaçom ou mutilaçom genital feminina (MGF)

Hoje 6 de fevereiro é um desses dias nos que, organismos internacionais, decidem adicar-lho a algum tema polémico mundial do que falar só nesse concreto dia nos falsimédios para depois volver garda-lo no baul dos maus recordos até o seguinte ano na mesma data. Eu nom acostumo fazer seguimento de tais comemoraçons por entender que, estes lavados de cara, som um gesto mais da hipocrisia geralizada no mundo do Capital e do Consumismo dos paises que se autodenominam “civilizados” ou “desenvolvidos”. Assim hoje nos informativos matinais da TVE davam conta desta “efemeride”, cuja denúncia, por estes lares, tem certo pouso “xenófobo” ao assinalar esta bárbarie contra o corpo das meninhas como próprio de certas religions e culturas alheias a estes lares e coa mesma negam que no estado espanhol se poidam estar realizando estas brutais práticas sob o rotundo argumento de que é delito!! Como se isso bastara!… Tamém é delito roubar e nom há político com alto cárrego que nom enchira seus petos durante seu mandato co dinheiro de todas. Além indicam que nestes lares a preocupaçom é impedir que as meninhas sejam levadas aos paises de origem de seus progenitores para que se lhes practique lá tal “barbárie” e denunciam que é dificil de evitar porque há familias que deixam lá suas filhas uma vez que lhes praticam a mutilaçom… É dizer culpabilizam as famílias e seus paises de origem e assim seguem criminalizando as emigrantes e permíte-lhes, uma vez cumprido o trámite de falar um dia sobre elo e depois seguir olhando de esguelha esta problemática até o vindouro ano.

ablacion

Quando publiquei uma entrada nesta bitácora na que expressava a minha confussom e surpresa diante dalgumas das aportaçons que estava a receber a campanha #PrimAcoso, recebim um comentário no que se me respostava com estas palavras: “Tamén nalgunhas culturas cortan o clítoris por tradición e estética. O problema é cando a persoa chora de dolor e non quere”. Nom sei que lhe motivou a esta pessoa a enviar-me esse comentário; mas retrotraeu-me a quando no ano 2007 emitira um programa na Kalimera sobre este tema da MGF (depois remitido em outras ocasions) e mantivera um debate com um home que pretendia que a MGF era comparável e basicamente igual que a circuncisom masculina, á que este home tildava de mutilaçom.

Colo acá agora este programa para quem queira ouvir a minha opiniom ao respeito:


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Do dito ao feito há um gram treito!!. De cuidados descuidados e de “feministos” violentos.

Brais Borrajo, comunista e “feminista”. agressor e acosador

 Tempo há, mas nom tanto, jurdera uma polémica mediática e social porque um home colhera do braço a uma moça para quita-la a bailar num pub da noite compostelã. Este home conhecido nos ambientes da protesta lúdica, no desenho artístico e no ativismo pola língua, entroutras várias fazetas, foi assinalado como objectivo duma campanha orquestrada co galho de eliminar toda expressom ou ato machista dos espaços noturnos que, algum grupo de mulheres, entende como seus. Para quem isto escreve foi uma “caça de brujo” com resonância ampliada e amplificada nas mal chamadas redes sociais polo feito de que esta pessoa se sinificara e participara da cantidatura eleitoral de esquerda nacionalista que ganhara a alcaldia de Compostela. Nom vou entrar no manido debate de se sua atuaçom (ao colher do braço uma moça para convida-la a dançar num local de copas noturno) meresce ser tratada de machismo ou de micromachismo, mas insistirei em que, ao meu entender, tal ato nom é constitutivo de nenhuma agressom; e que tal atitude nom dista nadinha de outras que eu tenho presenciado em vários dos “feministos” que assinaram o tal Comunicado denúncia contra a atuaçom do “susodito”.

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“Como enfrontar o caso de “La Manada” desde um transfeminismo antipunitivista” x C.A.M.P.A.

Recolho, traduzo e cópio do seu blogue:

Desde o Colectivo de Apoio a Mulheres Presas em Aragón (C.A.M.P.A.) queremos fazer uma reflexom a propósito da sentença do juízo a “La Manada”:

Desde nossa perspectiva antipunitivista esperavamos com certo medo o resultado da sentença, que fosse uma condena de mais de 20 anos e, esta, fóra aplaudida desde o movemento feminista e desde a sociedade em geral. Temiamos tamém que, como sucedeu há apenas umas semanas, se reabrira o debate sobre a prisom permanente −ainda que esta só poida imponher-se em assassinatos onde haja alguma circunstância específica agravante− num momento de especial enfado e frustraçom.

Nós definímo-nos como transfeministas e abolicionistas do cárcere, do sistema penal e penitenciário. Isto léva-nos ás vezes a gerir debates e repensar as contradiçons que agromam.

Quando conheces de perto o cárcere, es consciente de que serve única e exclusivamente para castigar, tanto á pessoa condenada como as suas familiares e amizades. O armaçom penal só gera mais violência. Nada nos fai crêr que tras um, nove ou cinquenta anos de prisom estes homes nom vaiam volver violar uma outra mulher com igual ou mais violência coa que já o figeram.

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[Brasil] “A Inimiga da Rainha” nova revista anarco-feminista. Livros Clandestinos: Anarquismo nom é Terrorismo

Recolho do seu blogue “ainimiga.noblogs.org” e dou pulo a esta iniciativa editorial brasileira baseada em Salvador (apesar de ter contribuidores e contribuidoras em outras partes do mundo) e da que, há coisa dum mês, saia seu primeiro número do prelo.

A Inimiga da Rainha é uma nova revista  anarco-feminista interseccional, autogerida. O nome é um tributo ao [jornal] Inimigo do Rei, e uma ênfase na presença feminina no anarquismo, porque não só homens são revolucionários da mesma forma que não só homens são reacionários.

Valorizamos a irmandade entre mulheres, e acreditamos no apoio entre feministas. Mas também achamos importante apontar a nossa oposição a um certo feminismo reacionário, que é uma apropriação neo-liberal do termo, exemplificado pela Rainha. Preferimos abolir hierarquias e cultivar a Rainha dentro de cada uma de nós.

Visamos um feminismo que apoia e incorpora a luta da comunidade trans, pobre, e negra. Lutamos contra o ‘feminismo’ cooptado pelo Capitalismo e pelo Estado. Não basta lutar contra o Estado, lutamos também contra o patriarcado, a supremacia branca, Capitalismo e o neo-colonialismo.

Livros Clandestinos: Anarquismo não é Terrorismo

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Sentência do Caso “La Manada”: Nom é uma aberraçom jurídica; assim é a Justiça democrática que temos

Quem segue mantendo este Sistema com seus votos, que saiba bem o que está permitindo e mantendo: Juízes, Militares e Forças Policiais nom vivirom nenhuma “transçom” á “memocracia”; nem sequer figeram um paripê de limpeza e os mesmos que estavam na elite de ambas estruturas do Poder sob o franquismo seguirom estándo-lo com a “merdocracia” (como mínimo 10 dos 16 juízes que tiveram praça titular no Tribunal de Orden Público franquista, o temível TOP, foram ascendidos e se passarom a ser magistrados do Tribunal Supremo ou da Audiencia Nacional; e os que nom o forom foi porque lhes chegou sua hora de jubilaçom ou de criar malvas nom porque fossem repressaliados por protofascistas, dado que todos o eram posto que juraram obediência ás leis franquistas, tal como tamém figera Juan Carlos I rei emérito); depois e agora som suas milhores alunas e alunos as que agora ditam estas sentências tam favoráveis para os intereses da doma e castraçom do povo e de anulaçom das suas faculdades para pensar e analisar a realidade circundante por se mesmas.

A sentência do caso de “La Manada” NOM É ALGO ÚNICO NEM INSÓLITO
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A sentência do juíço a “La Manada” conhecera-se esta 5ª feira, 26 de abril.

Hoje soubem que um enquerito realizado polo organismo “FACUA-Consumidores en Acción” entre suas filiadas vêm de outorgar seu PRÉMIO ao PIOR (e MAIS MACHISTA) anúncio publicitário do ano 2017 ao cartaz do Ministerio de Sanidad, Servicios Sociales e Igualdad que figura ao carom.

Este galardom que FACUA-Consumidores en Acción organiza desde 2010 foi ganhado por este Ministério -que, atendendo a sua razom de existência, deveria velar por tudo o contrário- por méritos próprios e por uma gram diferência de votos com o 2º classificado, dado que acaparou o 50% dos mais de 6.000 consumidores que participaram. A razom para tal vitória contundente salta á vista em quanto olhas o polémico cartaz que o próprio  Ministério de Igualdade (?) acabara retirando polas fortes críticas recebidas por usuárias das redes sociais e a postérior pressom mediática e fontes desse minsitério hipócrita asseguraram que o publicaram por “error”. Desculpa vana e incrível que só evidência o  mal que se trabalha e se gasta num ministério com os quartos de todas, dado que o cartaz foi editado, publicado e colado dentro duma campanha.
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Vídeo da Revoluçom das Mulheres contra o fascismo em Efrîn

Colo da web Rojava Azadi Madrid este vídeo (com legendas em castelám) autoria de Zozan Sima, membra da Académia de Jineoloji de Rojava, quem explica a visom sociológica de Jineoloji sobre Efrîn. Esta guerra está atacando a cultura e a revoluçom das mulheres, que é ao mesmo tempo a revoluçom social.

É momento de atuar. A campanha “Women Rise Up For Afrin – Mulheres erguémo-nos por Efrîn” entra na sua segunda etapa.
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“A luita antirracista é a mais radical que há”. Entrevista a Yuderkys Espinosa, feminista antirracista e descolonial

“Levo mais tempo no feminismo que no antirracismo, de feito fígem-me antirracista á força, justamente porque me desgastei tentando fazer possível a suposta sororidade entre mulheres e cair na conta todo o tempo que é impossível, porque há intereses distintos”.

Colo (e traduzo) do site “Es Racismo” esta entrevista realizada por Youssef Ouled a Yuderkys Espinosa (1) publicada antontem; nela esta mulher, que se autodefine como feminista descolonial e antirracista, aporta uma outra mirada, um outro olhar ao feminismo e mais a luita de classe. Yuderkys foi convidada a vir ao Estado espanhol polo coletivo Ayllu, um grupo colaborativo de investigaçom e açom artística-política formado por agentes migrantes, racializadas, dissidentes sexuais e de gênero provintes das ex-colónias, e sua conferência “Uma década de feminismo descolonial: Reflexons a partir dum percorrido” impartida em Valencia foi um éxito de assistência. Tamém uns dias antes, participara do obradoiro “Ráiva é o que temos”, dirigido a pessoas racializadas co galho de avaliar e construir estratégias para enfrontar a colonialidade e o racismo institucional.

– Entendendo que o racismo afeta a homes e mulheres racializadas qual deve ser o posicionamento dos feminismos que se denominam antirracistas?
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Para esses “feministos” que nom sabem escuitar

Uma vez passado um tempo prudencial da jornada de greve de mulheres convocada a nivel internacional na data deste 8 de março passado; quiger dar meu parescer ao respeito desses homes que vam de superfeministas e ainda nom entenderam que seu papel nessa data é o de permanecer ao margem para facilitar a vissibilidade da luita exclusiva das mulheres. Nom compreêndem que quando se lhes pede que fiquem ao margem dos protestos e que, como muito, se limitem a fazer o possível para que todas as donas poideram estar presentes ne-les, nom estám pedíndo-lhes mais nada e nom pintam res nas manifestaçons, nem sequer como acompanhantes nas últimas filas pese a que, desde as convocantes oficiais, se lhes convidada a “acompanhar, sem protagonismos, as açons que se desenvolveram nesse dia ou á cola nas manifestaçons”.
Em definitiva: estám entendendo moi mal a mensagem aqueles homes que foram á greve, aqueles que foram as manifas de protas, os prebostes da nova política subidos ao palco ou os lideres sindicalistas falando como vozeiros da luita ante os micros dos falsimédios e mesmo aqueles que, atendendo as petiçons de coidados, figerom tal só nesse dia (como se nom fora coisa deles no resto dos dias do ano); e incluso, ao meu entender, tamém todos aqueles hipócritas que em aparências som moi feministas pero que, quando estám rodeados só de machos, rim as brincadeiras mais machistas e mesmo tenhem atitudes misóginas.  Som o mesmo que M. Rajoy, quem tamém é moi feminista e mesmo luziu nessa data um laço violeta na sua lapela.

Dito tal dou pê acá á traduçom das palavras de Awka no seu muro duma rede social, na que esta mulher argentina apresénta-se assim: “Se es neutral em situaçons de injustiça, é que tês escolhido o lado opressor”:
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“Irmandinhas” Peça microteatral sobre os cárceres

Lá por 2014 escrevera esta peça curta a petiçom das “Bichas lerchas”, um grupo de compas envolvidas numa experiência teatral já desaparecida (se bem alguma delas segue ativa nesta arte dramática) coa que montaram (juntando textos escritos por outras pessoas, das que agora mesmo só lembro a Santi Cobos) sua obra de denúncia da situaçom dos cárceres focalizada nas mulheres, e que teria sua estrena co galho da II Feira do Livro Anarquista de A Guarda celebrada a finais de abril desse ano. A mesma foi representada num domingo de sol na praça de S. Benito desta vila marinheira com grande sucesso e assitência e depois rulou por algum outro lugar da cena antisistema.

Agora, abrumado pola notícia segundo a qual é uma mulher, Gina Haspel, a nova máxima responsável da fabrica de torturar que é a CIA, que além tem sona de ser tamém uma experta na matéria; publico neste meu blogue a versom atualizada e corregida desta minha colaboraçom á que pugera de cabeçalho o título de “Irmandinhas”:
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