Arquivo da categoria: machismo

Ilustres suicidas x Acratosaurio

Índa que já falei eu do tema, agora recolho (e traduzo) de AlasBarricadas este texto de Acratosaurio e recomendo avidamente sua leitura (de feito só acostumo a colar artigos de outras pessoas quando concordo coa sua opiniom e considero que merece ser traduzido e dar-lhe pulo):

Um novo suicídio pola crise. Tráta-se dum senhor de lustre, um mata-ursos, e tal, que apareceu listo coa sua carabina o seu carom. Quem a ferro mata, a ferro morre, di a Bíblia. Acapara portadas de revistas etc., incrementando a curiosa lista de falecidos de direitas. Os ricos tamém morrem, menos mal. A polícia dizia na tele, que quando a ferida é no peito, tentando alcançar o coraçom, é porque um busca acabar coa sua vida. Claro. Evidente, se o que buscas é quedar coxo, a ferida fas-na num pé. E o certo é que a mim nom me estranha que se vaiam morrendo todos esses imputados. Os juízos prolóngam-se tantos anos, que se queira ou nom, a gente acaba palmando denantes que se ditem sentenças exemplares.

Com tudo há cidadáns que duvidam de que alguém coa cara tam dura, e que nom deixa nota de despedida, máte-se assim sem mais, porque nom quer que lhe dea o sol ao coche. Vai cambia-lo de sítio temperám, méte-lo na garagem, percatá-se de que quando volva vai estar como um forno, e nom pode suporta-lo. Sofre. Colhe sua escopeta… Absurdo, dim alguns escépticos. Eu vou demonstrar que sim se pode. Nom duvidedes amigos anarquistas. Nom duvidedes.
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Das estranhas feministas que aplaudem iniciativas capitalistas “só para mulheres”

Hoje flipei ao ver numha das chamadas “rede social virtual” o aplauso entusiasta dalgumhas mulheres ao anúncio de que na Suécia as pessoas que organizam o seu maior festival de música, “Bråvalla”, acordaram celebrar a próxima ediçom em 2018 vetando a entrada dos homes e isso foi acordado tras conhecer-se que, na ediçom deste ano que concluiu o passado sábado 1 de julho, a polícia registrara 4 denúncias por violaçom e 23 por agresons sexuais. E se bem num 1º momento os seus organizadores pensaram em cancela-lo, mudaram de ideia e, no que pretende ser um golpe de efeito e umha medida exemplar, decidirom manter o cartaz só para mulheres e já falam de que vai ser “o primeiro festival sem homes; até que aprendam a comportar-se”.
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Sobre o autor do crime da meninha de Sabiñánigo: Vigiante privado, filho de Guarda Civil e fascista (atualizaçom)

Os média de toda “españa una y nocincuentauna” qualificam este assassinato de barbaridade extrema e semelha que, por moi raro que pareza, nas suas primeiras informaçons e quando já era sabido quem foi seu autor e assassino da meninha de só 8 anos, e umha vez que este se autoproclamou culpável, tirarom luz das suas simpatias e filias para com partidos da ultradireita e de que gostava pular e compartilhar na rede vídeos fascistas, xenófobos e racistas e discriminatórios para com as mulheres. Tampouco ocultarom que seu pai fora Guarda Civil (já morreu) e que ele, ao igual que seu irmão e padrasto da meninha assassinada, estám na vigiância privativa (ao meu entender é de supôr que nom deram a talha para seguir a tradiçom familiar dada a facilidade com que filhos do corpo accedem ao mesmo).

Ah! da sua filiaçom a imensa maioria de falsimédios só deram seu nome: Ivan e as curiosas iniciais dos seus apelidos P.P. É claro que nom é um perigoso antisistema. Só é um assassino de mulheres que merece sua intimidade.
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“Os putos tamém existimos” Artigo de Lucas Master (Lord_Storm)

Por sorte para nós, o seitor feminista abolicionista nom se mete conosco, porque nom somos mulheres submetidas a um jugo heteropatriarcal que nos oprima ou nos leve a prostituir-nos.

Em venres 5 de maio cheguei, navigando na deriva, até este moi interesante e necessário artigo publicado na web “El Muro de Gilgamesh” e tras umha amena leitura cheguei comigo mesmo á decisom de pôr-me em contato co autor para solicitar-lhe permiso para traduzi-lo ao meu galego e publica-lo acá nesta minha bitácora. Motivou-me pedir-lhe permiso o feito de que rematara seu escrito coa pós-data “Doy la autorización expresa para que este artículo lo puedan copiar Colectivos o Asociaciones de Trabajadorxs del Sexo” e, ao nom ser eu partícipe de coletivo ou associaçom algumha que cumprimentara sua autorizaçom expressa, considerei de rigor pedir-lhe permiso; graça que me foi concedida poucas horas depois, mas que nom vim até hoje (nas findes procuro desconetar da virtualidade), e coa mesma ponho-me a elo:

“Os putos tamém existimos”

Bo, como sempre, nom sei como começar escrever e se este escrito terá ou nom demasiada vissibilidade ou será entendido pola gente pero, a verdade: farei como sempre e deixarei que as minhas maõs se deslizem soas polo teclado sacando as ideias da minha cabeça.

É algo complicado plasmar num escrito umha parte de ti, da tua vida: um aspecto que tens totalmente integrado pero vas dándo-te conta já nom só de que a gente nom o tem integrado, senom que nom o tenhem assimilado e, é mais, nem sequer expuséram-lho.

Ante todo, apresentar-me: Chamo-me Lucas e tenho 48 anos. “De que se trata?” -estarédes-vos a perguntar, nom sim?-. A resposta é moi clara . Os putos -garotos de programa… ou o termo que queirades usar cada quem- tamém existimos. Incrível (oh sim!, nom fai falha levar as maõs á cabeça). Formamos parte do Coletivo de Trabalhadorxs do Sexo desde a antigüidade (outra sorpresa para algumhes, nom, sim?), dado que as chamadas civilizaçons clássicas como Grécia e Roma já contavam com putas de ambos os sexos (incluidos travestis e transexuais) para satisfacer a qualquer orientaçom sexual.

É incrível que em pleno S.XXI haja que falar da nossa existência, que sejamos uns totais desconhecidos e que nos meios de comunicaçom, redes sociais, e em muitíssimos casos nos que se fala de prostituiçom, em público ou em privado, só mencióne-se á prostituiçom feminina obviando por completo (salvo exceçons nas que sim se nos inclue) o coletivo masculino -que nom é pequeno- de trabalhadores sexuais independentemente do nome que lhe deamos.

Porquê sei tal tamém falo em primeira pessoa? Bo: é fácil de responder. Eu som puto desde há já muitos anos, empecei com pouco mais de 20 anos e já me achego aos 50, e estou orgulhoso de se-lo. Nom o fago obrigado por ninguém. É mais: gosto do meu trabalho (sim: esse que nom está bem visto pola sociedade nem no que podo estar dado de alta como assalariado) e nom estou a dizer que seja um trabalho fácil, que nom o é desde logo.
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E a procissom da Santa Cona saiu ás ruas da Corunha.

Dias atrás soubem da decisom da Audiência de Sevilla de reabrir a causa contra quatro mulheres por participar na procissom do ‘Santísimo Coño Insumiso’ em 1 de maio de 2014, umha marcha que co galho de tal data fora convocada pola CGT e a que se sumaram a comparsa de mulheres portando um trono com “a vagina como símbolo da mulher” e em reclamo dos seus direitos laborais. Agora os juízes dim que reabrirom o caso (que já fora arquivado em junho passado) dado que “baixo a liberdade de expressom nom se pode dar abrigo a condutas de ofensa, burla, menosprezo, ameaças e insultos contra pessoas ou grupos ou membros dumha confissom religiosa” e isso pese a que as mulheres declararam que o feito de que algumhas das manifestantes fossem disfarçadas de nazarenas ou com peinetas e mantilhas nom obedecia a burla ou mofa da religiom católica senom que entendem que “era uuma via de lançar sua mensagem feminista”. Vos colo acá um vídeo que da conta delo:
Pouco depois soubem de que moças de A Corunha agrupadas baixo a assinatura “As Conas Insumisas” tiravam um seu comunicado público no que faziam um chamado a participar, em venres 14 de Abril, na “Procissom da Santa Cona” e a server-se das ferramentas possíveis para sacar a Igreja dos nossos úteros e das nossas vidas. Mas na noite do venres 14 foram impossibilitadas a sair por efetivos da polícia que, repartidos pola zona, identificaram a quanta pessoa consideraram sospeitosa de querer participar do protesto em base a que a Delegaçom do governo espanhol o declarara ilegal devido a sua perigosidade (??).

Mas hoje venho de lêr no portal “As Irmandades da Costa” que ao final a “Procissom da Santa Cona” sim tivo feliz sucesso na noite do domingo 16 polas ruas de a Corunha e passo a colar-vos a crónica do seu reporteiro:
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19 abril as 20hs Assembleia Aberta de Mulheres em História: Organizando a resposta contra Luciano Méndez e o machismo na USC!!

O deste enérgumeno nom tem nome; segundo contam as moças envolvidas nos protestos contra a chularia e o machismo despregados por este professor da Faculdade de Económicas, no passado 9 de março, dia da greve estudiantil, agrediu a umha companheira (segundo o falsimédio local defensor a “ultra-ança” do Luciano: “agarrou-na dum braço e empurrou-na ao chão”) e reiterou-se nos seus comentários machistas.

Diante disto diversas moças de coletivos feministas e estudantis declaram que: “Ante todo isto nom podemos ficar caladas” e em 4 de abril passado juntáram-se numha concentraçom diante de Económicas para denunciar a volta ás aulas de Luciano Méndez e deixárom-lhe suas mensagens na porta do seu despacho ao finalizar a concentraçom (ver vídeo) Continuar lendo

A hipocrisia ante a morte de Carme Chacón: Nem era feminista nem pacifista e foi impulsora dos desafiuzamentos expresso

Iam bem, ao meu entender, no BNG no seu caminho de recuperar votantes, pugeram a umha mulher combativa como líder da plataforma eleitoraleira e assim sonhavam com ganhar representaçom a costa de podemitas e mareantes que já deram conta da sua real impotência a raiz das suas leas internas; mas num instante abre a boca e desmonta tam fornida estrutura pontonada:
Nom sei que igualdade buscam no BNG, poida que ajude a entender por onde vam os tiros a sua teima em levar serviços de ordem nas manifas conjuntas ou sua participaçom em plataformas que criminalizam os atos de desobediência ao régime capitalista como se passou na manifa das mulheres em 5 de março quando desde o cenário final criminalizaram a atuaçom dum grupo de mulheres valentes que atuaram no transcurso da manifa contra as cristaleiras de entidades bancárias e das grandes cadeas de exploraçom laboral.
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