Arquivo mensal: outubro 2017

Estimadas brancas x Fàtima Aatar

Fàtima Aatar, antropóloga, feminista islámica e militante do BDS (Boicote, Desinvestimento e Sançons a Israel), residente em Barcelona escreveu este moi interesante artigo no jornal digital catalá Directa como proposta de debate que já é hora de encarar. Jurde num momento em que outras vozes racializadas e migrantes de residentes em Catalunya como Daniela Ortiz (de quem já publiquei recém um par de seus artigos), pese reconhecer o direito de autodeterminaçom dos povos, estám a pôr em questom o racismo instituiçonal e que, mesmo a esquerda independentista branca tira do discurso paternalista “espéra-te, isso depois” quando fála-se de reconhecer direitos das pessoas migrantes, racializadas ou solicitantes de asilo.

Estimadas brancas

“Já que ela é a colega indispensável das indígenas, a esquerda é seu primeiro adversário” Sadri Hiari

Sim, estimadas brancas. Dirijo-me a vostedes concretamente porque já é hora de encarar este debate, um debate constantemente postergado porque sempre se nos tem dito que nom é o momento. Um debate que conquanto se tentou encarar, nom se fixo com nossas regras de jogo, isto é, com nossa linguagem, liderança e autonomia. Quando se falou de racismo, se é que alguma vez se falou,  figera-se desde a simplicidade dos preconceitos e os estereotipos, transladando a responsabilidade às classes populares, e evitando, assim, assinalar a causa estrutural deste fenómeno. Isto nom quer dizer que as classes populares brancas nom tenham nenhum tipo de responsabilidade, a têm na reproduçom e a manutençom do racismo, bem como a invisibilidade nas luitas políticas e sociais, porque, afinal de contas, “no fundo é uma questom de classe”, como dizem. Mas nom só, a classe nom se explica por si sozinha, como senom explicaremos a escravitude, a colonizaçom, o apartheid e a limpeza étnica? Pois mostrando a inferioridade e desumanizaçom das Outras que se realiza através da raça.
Continuar lendo

Anúncios

[Brasil] Sobre pluralismo, tolerância e monitoramentos: Em marcha a perseguiçom ás anarquistas – Operaçom Érebo

Recolho da web do Nu-Sol (Núcleo de Sociabilidade Libertária) de São Paulo; este escrito (aqui em pdf) assinado este domingo passado 29 de outubro e no que estas compas brasileiras denunciam a repressiva “Operaçom Érebo” que tem como eixo a perseguiçom de anarquistas no Estado Rio Grande do Sul na madrugada do dia 26, com mandatos de busca e apreensom para 30 pessoas (algumas estrangeiras) e coa invasom de locais e vivendas de compas anarquistas e roubos das suas possessons como livros ao considerar que eram “material perigoso”. Um texto que, além, contêm reflexons ao respeito do que as anarquistas consideramos presas políticas e que vêm moi a conto ao respeito da situaçom criada com os 2 líderes dos organismos cidadás independentistas catalás que até agora ficam encirrados em cárceres espanhois.
Em 2009, sob o governo estadual de Yeda Crusius (PSDB), a sede da Federaçom Anarquista Gaúcha (FAG), foi invadida pola polícia que roubou livros, computadores e material de propaganda. Na mesma época um professor anarquista fora executado e figeram pensar que fora um suicídio (ver acá)
Continuar lendo

“Santiago era uma pessoa super libertária” – Entrevista com Enzo Robles, um dos seus melhores amigos

Colo da Agência de Notícias Anarquistas (ANA) da traduçom ao português que figera “Liberto” desta entrevista realizada por Branco Troiano a Enzo Robles no site argentino de jornalismo militante Agencia Paco Urondo (APU):

“O Lechuga podo descrevê-lo como um anarquista pacifista, porque nom era violento. Toda a raiva que tinha contra o sistema refletia-se em piadas, em risos”

APU: Como conheceu Santiago?
Enzo Robles: Eu conheci o Lechuga há cerca de onze anos. As pessoas que tínhamos em comum antes de nos conhecermos sempre o mencionaram como alguém muito engraçado, sempre me disseram anedotas dele. A primeira vez que estive com ele foi num recital numa praça. Tivemos rápida empatia, havia muita conexom, e ele recém começara tatuar. Eu estava em La Plata estudando Artes Plásticas. E bem, a partir de entom estávamos forjando nossa amizade.
Continuar lendo

Cataláns, Autonomias e Mapuches x José Bengoa

O chileno José Bengoa, antropólogo, filósofo e historiador chileno, é uma das vozes mais autorizadas à hora de falar do povo Mapuche em Chile; suas investigaçons antropológicas e históricas têm nutrido a numerosas geraçons de mapuches na busca daquela parte da história silenciada pola academia oficial chilena. Acedim a este artigo assinado em 4 de outubro na página web The Clinic por puro azar quando andava á procura de argumentos que me ajudaram a escrever um artigo coa intençom de contrastar a campanha orquestrada por algumhas anarquistas que estám a tirar contra a parte do povo catalám que quere independizar-se sob a escusa de que vam contra do nacionalismo em todas suas extensons. Estou-me a referir á campanha impulsada desde sites anarquistas, que segundo contam receberom por correio electrónico (pero que fica colocada entre seus destaques) e que ao meu parecer, índa que o queiram negar, estám a fazer-lhe ás beiras aos capitalistas centralistas e á pior espécie de franquistas busca-votos.
Uma campanha que se bem eu poidera partilhar toda sua merchadise noutras situaçons, nom crio que este seja o momento de tomar postura coa reaçom, pois ainda que sei que nom é sua intençom, agora só beneficiam ás apologistas da reaçom que berravam “a por ellos” para alentar ás forças repressivas que, de sempre, som as encarregadas de aplicar contra nós as leis que se vam inventado (declaradas depois anticonstitucionais). E se busquei a ligaçom de Catalunya co povo Mapuche foi adrede, dado que muitas anarquistas nom duvidam em tomar partido polos povos originários na sua luita pola autodeterminaçom por um suposto direito secular que se remonta no tempo e pola contra fecham os olhos á história dos povos europeios e negam com rotundidade esse direito quando quem o pede é um povo imerso nas leis capitalistas. E assim foi que atopei tal artigo e coa mesma cópio, traduzo e colo e aforro escrever eu algo: Continuar lendo

A paz gánha-se a hóstias x Sendoa Jurado García – Pacifista

Recolho e traduzo de La Haine este moi interesante artigo autoria de Sendoa Jurado García, quem se autotítula como Pacifista, sobre os sucessos de Catalunya e sua experiência como cidadá de Euskal Herria. Quiger aclarar denantes que eu nom vim por nenhures que as independentistas catalás luitem por ter uma Catalunya independente e socialista (agás as membros das CUP e suponho que boa parte da cidadania); pero dito isto, concordo com o autor em caseque todo seu prantejamento e reflexom, e de ai que cole acá seu texto:

A paz gánha-se a hóstias.- Sendoa Jurado García – Pacifista

O pacifismo burguês instalou-se no subconsciente do povo até limites que seriam cómicos se nom fora polo dramático da situaçom. É esse pacifismo que diz que o feito de que o Estado submeta ao povo à mais humilhante das violências nom pode ser nunca desculpa para que o povo deixe de ser pacífico. É esse pacifismo de catequese que defende o “olho por olho” para pedir castigo para quem se rebela contra o poder, mas que lhe pede á oprimida que ponha a outra meixela para que siga manténdo-se submissa.
Continuar lendo

O PP segue coa sua teima de inculpar a quem menos culpa têm: Miguel e Maria Luisa novos bodes expiatórios

Quando o desastre do Prestige, a 13 de novembro de 2002, as culpas e a implacável justiça recairom em seu capitán, Apostolos Mangouras e contra dele dirigirom todas suas miras nossos governantes do PP e sobre ele canalizarom a impartiçom da justiça. Quando a terrível morte (assassinato?) de 81 pessoas e as feridas de outras 144 que iam do trem Alvia caminho de Compostela em 24 de julho de 2013, as miradas dirigirom-se só a Francisco José Garzón, único maquinista do trem e único imputado por delitos de homicídio imprudente, segue á espera de juízo, pese que nemhuma das associaçons de vítimas do Alvia o considera responsável e ele mesmo, pese ter pedido perdom inúmeras vezes, está convencido de que seu lapsus nunca pudo conlevar tal fatal acidente. Agora com esta vaga de lumes que se originaram por negligência e total falha de prevençom das incopententes que governam Galiza e as espanhas todas, e que causaram a morte de 4 pessoas, os seus olhares acusatórios e sues dedos implacáveis querem fazer recair as culpas em Miguel (vizinho de Os Blancos e Vigo) e mais Maria Luisa (vizinha da paroquia de Petelos em Mos); autoras de lumes de 2 e 3 hectares respeitivamente, só 5 hs das 35.500 totais que se queimaram nessa finde.

Á margem de toda investigaçom judicial ficaram os grandes culpáveis que obrigaram maniobrar o Prestige empurrándo-lo ao desastre e mais quem nom instalou medidas protetoras nas vias nem realizara analise de riscos denantes de lançar trens a tam altas velocidades e tudo aponta a que ninguém assumirá que os lumes poderiam ter-se previsto e tomar medidas preventivas em troques de despedir brigadistas e abrir a tempada de caça. Além, tal como ocorreu por entom, agora estám a botar balons fora e lançar mentiras polos seus falsimédios. E nom só!! muitos deles e muitas delas foram premiadas e ascendidas nos seus postos da escala de mando pepeira, de feito todas as pessoas que, na altura do Prestige, eram membros do Governo espanhol, salvo Jaume Matas (e por causas totalmente alheias ao Prestige) sairam moi bem paradas:
Continuar lendo

[Compos] “História da Pirataria na Galiza” no CSA do Sar; nesta 6ª feira, venres 27, desde as 20:00′

Viva!! Que milhor palestra que esta numha cidade do intérior para um apaixoado do mar coma mim? Vos colo a interesante proposta que publicaram numa rede social:

Qué sabes da pirataria na Galiza? Da de antes? Da de agora? Só es quem de imaginar-te um barco pirata de película?

Pois este venres 27 ás 20h na Casa do Peixe (CSA do Sar) tês a oportunidade de descobrir um feixe de histórias curiosas!

E para que nom marches com fame, depois haverá ceador. E coma sempre, birras artesás para começa-la festa! Continuar lendo