Os macabros contos dos irmãos Grimm

A “conto” das múltiples barbaridades escutadas polas opinólogas de qualquer caste com o galho de buscar argumentos para justificar a detençom de dois titeriteiros, quero colar esta entrada que atopei no blogue “ovejas eléctricas” e que adico a toda essa gente que se escandalizou pola temática da obra “Dom Cristobal e a Bruxa” por considera-la nada apropriada para crianças; quanto menos que saibam de onde venhem as histórias acarameladas dos contos mais famosos, agora em possessom da factoria Disney que lhes deu um seu toque misógino, racista e conservador e umha farsa e insulto cara a inteligência humana e os Direitos Humanos, tal como o desmontam na web Lennon

776px-franz_juttner_schneewittchen_6 Os irmãos Grimm, Jakob e Wilhelm, figéram-se soados polos seus contos infantis como Brancaneves, A Cincenta, Hänsel e Gretel, Rapunzel, A Bela dormente ou Joam sem medo. Com tudo, nom forom os autores destas histórias senom que se limitarom a recompilar contos da tradiçom oral alemá, destinados ás pessoas adultas mais que ás crianças pola sua violência e contido sexual.

O seu primeiro livro, Contos para a infância e o fogar, publicado em dous volumes a princípios do século XIX, fora censurado e relabourado nas sucessivas ediçons para suavizar o seu contido, que reflectia a extrema dureza da vida na Idade Média, e converte-lo numha obra destinada ao público infantil. As versons “descafeinadas” das suas histórias terminarom desprazando aos contos originais, que continuavam vivos na tradiçom oral.

Para contentar ao público burgués, ao que se destinavam os seus livros, figerom sinificativos câmbios nos seus contos. Por ejemplo, a nai de Hänsel e Gretel converteuse numha madrasta. Na época medieval, a escaseza constante de comida figera que os seres humanos amossasem com frequência o seu lado mais monstruoso, recorrendo ao infanticídio dos seus próprios filhos. Neste conto, a nai conseguiu persuadir ao pai para que abandonase aos seus filhos no bosque para que morreram porque nom podiam alimenta-os.

hg1 Amanhã, de madrugada, levarémo-nos aos nenos todo o mais espeso do bosque. Acenderémos-lhes um lume, darémos-lhes um anaquinho de pam e logo deixarémo-los sós para ir ao nosso trabalho. Como nom saberám atopar o caminho de volta, librarémo-nos de-les. – ¡Por Deus, mulher! -replicou o home-. Isso nom o fago eu. ¡Como vou cargar sobre mim o abandonar aos meus filhos no bosque! Nom tardariam em ser esnaquizados polas feras. – ¡Nom sexas nécio! -exclamou ela-. ¿Queres, pois, que morramos de fame os quatro? ¡Já podes ponher-che a aserrar as táboas dos cadaleitos! -. E nom cesou de importunar-lhe até que o home acedeu.

hg2 A comida era umha constante preocupaçom neste conto: a nai tentava matar os seus filhos para evitar a fame de-la e do seu marido e a bruxa construiu a sua casa de alimentos e desejava comer-se aos nenos.

Tamém em Brancaneves era a nai, e nom a madrasta, a que queria acabar coa vida da nova e bela filha. Neste caso, a rivalidade nom se geria por competir polos alimentos senom que era de tipo sexual.

No século XIX nom podiam aceitar-se estas nais desapiadadas, que nom coincidiam coa imagem da nai da época, de modo que se figera necessário substitui-las por madrastas.

rackrapunzel Tampouco o contido sexual era sutil. Em Rapunzel, a moça foi entregada a umha bruxa polos seus propios pais em troque de alimento. A bruxa mantívo-a encirrada numha torre, ilhada, até que um príncipe oíu-na cantar e começou a vissita-la todas as noites, escalando a torre graças á longa trança da rapariga. O resultado dessas vissitas será que Rapunzel fique embaraçada de gémeos.

A mediados do século XIX, especialmente em Norteamérica, os livros dos irmãos Grimm foram rejeitados por mestres, pais e religiosos, que condenarom, por exemplo, a violência de moitas pasagens e a dureza dos castigos impostos aos viláns.

Assim, em Brancaneves, á madrasta lhe calzarom umhas sapatilhas de ferro ardente a lume vivo e foi obrigada a bailar com elas até cair morta.

lix_cinderella Umha das médio irmá da Cincenta, para que lhe coubera o pequeno sapato de cristal, cortou-se umha deda do pé, pero um páxaro mágico advertiu-lhe ao príncipe que se fixara no sangue que estava pingando do sapato; a outra médio irmá cortou-se o talom, pero outra vez o páxaro advertiu do sangue que manava do pé. O castigo das médio irmás tamém foi especialmente cruel: os seus olhos foram arrincados por uns corvos.

Em Os doze irmáns, a malvada nai do rei é condenada por este a morrer metida numha tinaja cheia de aceite fervendo e serpes velenosas.

Em A nena sem mans, um muinheiro fai um trato co dianho para conseguir saír da pobreza. A câmbio, deberá cortar as mans á sua filha. Como, ademais, o dianho ameáza-lhe com leva-lo ao inferno, o muinheiro termina obedecendo e mutilando á nena.

E um dos contos mais horriveis é, sem dúbida, O osso cantarim. A história tem como protagonistas a dous irmãos que compitem por matar a um jabaril que atemoriza ao reino. A recompensa para o que o logre é obter a mam da princesa. O irmão minor conségueo, pero o seu irmão o emborracha, o assassina e arrója-o por umha ponte para casar coa princesa. Um pastor, passado um tempo, atopa um osso do irmão morto e fai umha frauta com el. O som que sae de-la denúncia o assassinato. O rei escoita a cançom e condena á morte ao malvado irmão, meténdo-o numha saca e enterrándo-o vivo.

Quando os irmãos Grimm convencérom-se de que os seus livros debiam destinar-se essencialmente ao público infantil forom progresivamente suavizando o contido das suas histórias. E é que, evidentemente, alguns destes relatos eram de tudo menos recomendáveis para ler-lhos ás crianças denantes fossem durmir.

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