“Já é dia 15, já posso ferir sensibilidades alheias” Maria Castelo sobre a efeméride da 2ª República Espanhola

Colo acá esta opiniom de Maria Castelo numa das chamadas “redes sociais” , que compartilho gostoso:

    Cartaz patriótico da Republica com um ¡Viva España!

“Já é dia 15, já posso ferir sensibilidades alheias. Assim, a vulto e sem contar alguma honrosa exceção, a II República espanhola foi uma 💩 cravada em um pau que fez renegar dela até quem a tinha apoiado de partida. Esmagou experiências comunitárias, libertárias, socialistas, não fez senão perjudicar a mulher por mais voto que lhe dera, se lixou nas minorias, nos direitos nacionais, foi um despropósito político, um querer e não poder e, finalmente, um exemplo claríssimo do que é que acontece quando desde o poder não se percebe nada, absolutamente nada. Foi um regime profundamente machista, classista, elitista. Não me serve a desculpa de que classes populares e mulheres estavam alienadas pela igreja. S’il vous plaît, parem de insultar a inteligência de miles de pessoas que em um determinado momento disseram basta. Um regime mau não implica per se o sucessor ser melhor. A monarquia bourbonica foi, é e será uma aberração mas quem pretendeu a suceder fez muitos méritos para o asunto acabar em água de castanhas. Vai ti saber, se ainda vai ter razão a fábula aquela que diz que a mona embora se vestindo de seda…”

Ditas palavras estám a gerir um debate na que alguma voz discrepante pontoaliça que de nom se perder a república “seguramente agora seriamos um país independente (Galiza) e não existiria Espanha como a vemos hoje”.  Ao que Maria resposta, ao meu entender com muito atino: Seria a mesma EspaÑa, mas sem rei. Com autonomias e regions, com a liberdade que a lei constitucional desse a estas, mais nada. A língua da república seria o castelhano, o himno e os símbolos do estado seriam os que temos hoje, a bandeira com mais uma cor, mais nada. Teríamos um estado desigual (como a França p.ex) onde se maltratariam classes populares e desfavorecidas (como em Portugal por exemplo) onde os imigrantes seriam apenas pessoas de segunda (como em USA, p.ex). Seriam uma república militarista, intervencionista, com uma minoria samesuga a viver do trabalho dos trabalhadores, como todas as repúblicas hoje em dia. Seria mais ou menos o que temos, desde que o problema não é a forma de estado mas o estado mesmo”.

Nesse mesmo fio, este gaveiro publicou que, “além disso, Franco era republicano quando deu o Golpe de Estado desde Canarias e a sua primeira arenga rematara com um seu berro de Viva la República!

 

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