A Prostituiçom nas Universidades Públicas ou De como chegar a ser professor(a) universitária …

Dantes de nada, dizer que tenho relaçons com as universidades públicas galegas desde 1980; primeiro como estudante (mas bem como matriculado) e desde 1989 como PAS; como tal tenho vivido em primeira pessoa (e sofrido) a segregaçom da única universidade galega, a USC, em 3; ao tempo que o resto das universidades públicas espanholas se escindiam e multiplicavam por doqueir tal qual células divididas por meiose (de 29 que havia na decada dos ’70 se passaram a 52 entre finais dos ’80 e primeiros dos ’90).

Coma estudante, moi poucos docentes atopei que souveram ensinar (uma coisa é saber muito dum tema moi concreto e outra ter atitudes para saber -ou querer- ensinar isso que tanto sabes) e pouquíssimos que gostaram de faze-lo (mesmo muitos nom ensinam bem porque nom desejam criar futuras competidoras para ás suas aspiraçons pessoais de prestígio e sona). Se bem foi como PAS que comecei a ver de bem perto tudo o entramado criado nas universidades públicas para chegar a ser professor(a) universitária sem ter que competir com ninguém para se-lo:

O primeiro passo importante tês que dá-lo quando estudante (isso comprovei-no desde meus tempos de matriculado). Trata-se de chuchar corredores na busca dalgum(a) profe com praça que deseje ter escravas (poucos nom querem) que lhe resolvam suas tarefas ingratas (ou as que nom gostam de fazer); tanto nos seus gavinetes como nos laborátorios e outros equipamentos. Uma vez introduzido em tal lugar, há que aprender a mover-se nesse entorno: levando cafés, limpando cachivaches, corrigindo exames e trabalhos de compas, acompanhando á titular até sua casa, suportando as excentricidades do catedrático da matéria, e sorrinte, sempre sorrindo.

Já estás em bo caminho e se o figes-te do agrado da titular passarás a ser designado como AJUDANTE por medios digitais (é dizer escolhida a dedo, enchufada,…), com contrato temporal a tempo completo; assim pronto veras-te impartindo aulas quando o titular esteja desganado ou bem preparando os materiais do laboratório e/ou dirigindo as investigaçons de tesinantes e bolseiras e entretanto vás ganhando pontos para as vindouras provas para acadar uma praça como PROFESSOR(A) ASSOCIADA(O) e assim podes estar até 5 anos!!; notanto chega tua oportunidade de escalar sem opositoras a ditas praças, podes mesmo acabar teu dotorado e passar a ser assinalada(o), outra vez de maneira digital, como AJUNDANTE DOUTOR(A), agora com contratos anuais a tempo completo até outros 5 anos (se bem há um límite máximo de 8 entre estas duas assinaçons a dedo). O seguinte passo é tamém doado (só tês que aprovar um exame estatal, nom uma oposiçom) e acadas um contrato indefinido a tempo completo como CONTRATADO(A) DOUTOR(A)!! Já estás no choio !!

Mas se nom tives-te sorte com o teu dotorado, ainda podes escalar e ser nomeada PROFESSOR(A) SUBSTITUTA(O) INTERINO(A)!! Supostamente com caráter temporal para cobrir necessidades pontuais pero que, na realidade, podem passar-se anos com um contrato de jornada parcial ou completa. Nom se precisa nenhum doutorado, nem o CAP, nem exame estatal. Que nom se diga que nom se agradecem os serviços prestados!!

Agora só falha que cheguem as oposiçons para acadar uma praça tua para toda-la vida como professor TITULAR. Aqui já estás no momento doce, agora tudo vai ser um caminho de rosas. As prazas de titulares vam sair com teu perfil feito expresso para ti. Durante minha estância numa faculdade -depois da segregaçom das universidades- assitim á prova de que quanto digo é certo: sairam duas praças para um mesmo posto de igual nome e caraterísticas, havia duas moças que levavam colabourando nesse departamento desde havia tempo; como os jefes do departamento (que além formam o tribunal qualificador) temiam que poidera vir alguém duma outra universidade a competir por essas praças, decidirom quantificar a pontoaçom de maneira diferente cada uma adaptando-las assim aos perfis delas duas; numa valoravam mais as aulas impartidas e noutra tinha mais valia o trabalho de investigaçom e tam panchas…

Mas se para acadar praça de titular fai-se assim, nom difire nada o processo em quanto a acadar a máxima categoria de CATEDRÁTICA(O).

De feito há quem aponta a que a segregaçom das universidades públicas, figéra-se só para permitir seguir escalando postos e salários entre os múltiples professores titulares espalhados que estavam a aguardar a que se jubilaram os que estavam na sua posse, para poder optar a sentar nessas cadeiras de privilégio elitista. Porque para quem nom o saiva, em cada universidade só pode haver 1 catedrático por matéria. E assim, na altura, houvera táboa rasa para que acadaram tal mérito, mesmo porfessores considerados maíssimos polos seus próprios companheiros (e isso pese ao forte corporativismo existente).

De feito há uma outra lembrança real que vivim de perto ao respeito disto: Uma cátedra que ia já com nome e apelidos para um inhorante ficou deserta quando um outro professor dessa mesma universidade -quem nom tinha boas migas nem pessoais nem políticas para com o designado- e sem ser esta sua especialidade específica, apresentara-se á catedra para evitar que o tribunal (conformado com catedráticos da mesma especialidade doutras universidades) lha concederam gratuitamente e originando com ilo um alvoroto de muito cuidado, conseguira que ficara deserta. Isso sim, pouco tempo depois, o profe que originara tal peculiar escándalo, tivo oportunidade de apresentar-se á catedra da sua matéria específica e aprova-lo e aos poucos meses voltaram a convocar a do profe suspenso, que desta volta sim acadou seu prémio ao nom ter rival algum ao nom se apresentar ninguém a disputar-lha.

E assim, quem se estranha ainda dos doutaros de Casado ou Cifuentes??

E agora é nesta instituiçom que se venhem de proibir umas jornadas sobre Trabalho Sexual!!

QUE ENORME HIPOCRISIA!!!

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