[Narasapura, Índia] Operárias em luta pela sua dignidade vandaliçam a sua fábrica de iPhones (Appel)

“Realmente estamos tentando fazer com que as coisas fiquem melhores. Mas a maioria das pessoas ainda ficaria perturbada se visse de onde vem o seu iPhone” palavras dum ex-executivo da Apple afirmando em 2012 que dita empresa estava ciente dos abusos existentes nas suas fábricas chinesas da Foxconn pelos que, frequentemente, é acusada de trabalho escravo.

Segundo a informaçom recabada por diversos médios informativos (de fiar), o protesto tivo lugar na fábrica do grupo taiwanés Wistron Corporation, uma das responsáveis da montagem do celular da Apple na regiom, envolveu cerca de 2 mil operárias desta empresa subsidiária da multinacionial Apple

A violência das operárias foi desencadeada após o turno da noite. Práticamente a totalidade dos seus mil operárias participaram do levantamento maciço este passado sábado, 12 de dezembro. Nos vídeos que circulam na internet, é possível ver a revolta das operárias que paralisaram a produçom após uma reuniom malsucedida com responsáveis de recursos humanos da empresa tras levar meses reclamando os pagos acordados nos seus contratos. Por isso acordaram revelar-se e destruir o ostentoso almacém onde se fabricam um dos produtos tecnológicos mais codiciados em tudo o mundo polas ávidas consumidoras de telemóveis e de toda quanta novidade saia ao mercado, além destruiram suas unidades de montagem, volcaram alguns autos, incendiarram um deles, destruiram cámaras de vigiância, lámpadas e ventiladores.

As operárias se queixam das suas péssimas condiçons de trabalho e de seus precários salários e do atraso dos mesmos que nom estavam sendo pagos a cerca de 4 meses. Algumas alegam ter recebido no último mês apenas 500 rupias (aprox 5’5 €), ter sido obrigadas a trabalhar horas extras e ter violados outros direitos em meio da emergência sanitária pola pandemia de coronavírus.

O inspector geral da polícia do lugar, assinalou que detiveram umas 125 pessoas e que nos incidentes “NOM HAVIA SINDICATOS NEM LÍDERES SINDICAIS”.

Pela parte da fábrica Wistron Corporation de Narasapura tirarom dum seu Comunicado onde denunciavam que “invasores desconhecidos” teriam danificado as instalaçons sem razões claras. Nesse comunicado, a empresa nom comenta nada das condiçons salarias de suas operárias nem das suas queixas a respeito das condiçons de trabalho.

Pola parte das operárias, além de culpar aos responsáveis da subsidiária de Apple, denunciam que “o governo do estado permitiu que a empresa nom respeitasse nossos direitos fundamentais coma empregadas”.

Casos como este amossam o fracasso do Capitalismo.

Nesse sistema, uma empresa multinacional e imperialista como a Apple, que explora diariamente trabalhadoras em fabricas subsidiárias e cujos produtos som extremamente superfaturados, é incapaz de manter salários e condiçons dignas de trabalho ás suas operárias. É nesse momento que o Capitalismo mostra sua cara mais sórdida, e as operárias em condiçons precárias som exploradas até a última gota por empresas que seguem lucrando às custas dessa exploraçom.

Nom é o único caso de luta operária no mesmo estado indiano de Karnataka, onde está a povoaçom de Narasapura: Mais de 3.500 operárias duma fábrica de Toyota estám em greve desde 10 de novembro, e estám em contato com protestos de operárias agrícolas da zona.

E tampouco é a primeira vez que salta á luz pública as manobras escravistas desta empresa que trabalha para Appel e que já tinha sona de oferecer péssimas condiçons de trabalho nesta zona. E assim:

  • Em 2015, uma de suas fábricas na China foi denunciada por uma organizaçom chinesa por abrigar suas operárias em dormitórios super-lotados e cheios de mofo e insetos.
  • Em fevereiro de 2015, um operário chinês de 26 anos morria por excesso de trabalho numa produtora de iPhones tras cumprir 12 horas de trabalho na empresa onde foi encontrado morto.
  • Em 2016, o relatório de Anistia Internacional, acusou Sony, Apple, Samsung e outras empresas de trabalho escravo infantil. Mark Dummett, o pesquisador nas áreas de negócios e direitos humanos da Anistia declarou: “Companhias cujo lucro global é de 125 bilhons de dólares nom podem realmente alegar incapacidade de verificar de onde vêm suas matérias-primas essenciais”.
  • Em 2012, um ex-executivo da Apple declarou anonimamente ao The New York Times: “Nós já sabíamos dos abusos de trabalho em algumas fábricas há quatro anos e, mesmo assim, eles ainda estám acontecendo. Por quê? Porque o sistema funciona para nós. Os fornecedores mudariam tudo amanhã se a Apple dissesse nom haver outra alternativa”.
  • Li Mingqi, que trabalhou na administraçom da Foxconn até abril de 2011 disse que “a Apple nunca se preocupou com nada além de aumentar a qualidade dos seus produtos e diminuir o custo de produçom. O bem-estar dos trabalhadores nom faz parte dos interesses da Apple”.

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