Ficar na casa! …e nom morrer no intento X Enrique Lozano, TVNeza

Colo acá e reproduz (uma vez traduzido) este muito interesante artigo de opiniom sobre PANDEMIA, CAPITALISMO, FAMILIA E FOGAR publicado hoje mesmo, em 3 de dezembro de 2020, no site da REVISTA ACRACIA , organo de expressom do Grupo de Cultura Anarquista “ROMPIENDO KADENAS” com base nos Estados Unidos Mexicanos.

… contínua

Duma beira, estám as pessoas que acham que nos encontramos ante uma falsa-pandemia, inventada para a atemorizarmos e para a controlarmos melhor (ainda mais nestes tempos em que já estava a haver demasiados distúrbios nas ruas, em todo mundo) e toda a informaçom ou recomendaçom oficial é ignorada… até o extremo de alguns jovens, em Alabama, USA, organizaram festas e apostaram para ver quem se contagia primeiro e quem o logra, ganha o dinheiro acumulado, ou é vista com desconfiança, quando nom, como uma verdadeira agressom como se passou em S. Andrés Larráinzar, Chiapas, onde queimaram patrulhas e oficinas, golpearam a polícias -felizmente- acusando-lhes de que, ao desinfectar, mais bem contaminavam o coronavirus, ou como as que se oponhem às “vacinas”, pois asseguram que conterám microchips e nanobots que injetarám nos nossos corpos, facilitando assim, o sonho malévolo de um biopoder informático omnipresente.

Na outra beira, as pessoas que vivem agoniadas e com pânico, que se negam agora a sair de casa, assim como quem nom duvidam em repetir o que vociferam suas guias e líderes (políticas, religiosas, profissionais), obedecendo toda cura que estes recomendem como “ingerir cloro”, como sugeriu o mandatário gringo, ou dizer que “os pobres som imunes”, como fijo o governador de Puebla, ou ainda pior, confiar que a estátua de um cristo redentor, com seus braços abertos, deterá o vírus, como em Soconusco, município de Veracruz, ou bem, pagar um curso virtual para receber conselhos dalguma “especialista na vida miserável”.

“Info-demia”, “Fake- news”, relaçons virtuais, som o óxido duma maquinaria social congestionada, que mistificam as nossas percepçons interpessoais e cognitivas, e, nos fam perder o juízo racional. Esta é a consequência mais desastrosa deste monopólio total sobre as nossas “necessidades” (sobre os nossos corpos, pensamentos e emoçons). Se a escolarizaçom obrigatória produz “analfabetas funcionais”, a colonizaçom total de nossa vida quotidiana, causa “inabilitados sociais disfuncionais”.

Tecnologias do ilhamento

O encerro é o espaço funcional ideal do Capitalismo e do Estado. O cerco e a privatizaçom dos campos comunais (a “acumulaçom” que dá origem e perpetua ao Sistema Capitalista), arrojou a muitas pessoas sem terra, às ruas das grandes cidades. Para sobreviver, viram-se obrigadas ao trabalho estandardizado e monótono da produçom industrializada.

A produçom em massa de “mercadorias” e o consumo obsessivo das mesmas, impujo-se como modo de vida. Neste processo, destroem-se os ecossistemas, despoja-se às comunidades e pervertem-se as relaçons sociais (que se voltam todas, relaçons económicas). Todo o espaço social, a arquitectura e a urbanizaçom (edifícios, ruas, praças, transporte), reordenam-se conforme às novas “demandas”, às novas “problemáticas” e aos novos dispositivos de produçom e de controle social; a fábrica, o cárcere, o manicómio, a escola, a casa…

Ás conflituosas e inadaptadas, ás que nom respeitam a “propriedade privada”, assim como ás folgazás, ás improdutivas e incapazes (físicas e mentais), envia-se-lhes aos cárceres e aos manicómios. Ás crianças das massas populares, para evitar-lhes a vagância e para formá-las como futuras trabalhadoras, se lhes manda às escolas. Às mulheres, por sua condiçom de “reprodutoras” da “força de trabalho”, ao claustro do “fogar”.

O “espaço público” individualiza-se enquanto o “espaço privado” economiza-se. Ao mesmo tempo que o Estado legisla á família e o desenvolvimento capitalista converte-na numa “unidade económica” (dependente dum “salário”, do consumo de “tecnologia doméstica” e do “trabalho fantasma”), os meios de comunicaçom e a escola, encarregam-se da sua “construçom social”. A “família” volta-se funcional ao Sistema, regida por leis de Estado, por tradiçons morais (religiosas e culturais) e polas flutuaçons do mercado… um espaço “sagrado”. A ideologia da família, como “refúgio” em frente a uma sociedade a cada vez mais insegura, e como “recompensa” após o trabalho agoniante, globalizou-se junto ao Capitalismo e ao Estado.

A “família”, a “parelha”, o “matrimónio”, as “crianças”, idealizaram-se e glorificaram-se (ao igual que o “trabalho”, o “salário”, a “educaçom” e as “férias”), para assegurar a continuidade da ordem imposta; a reproduçom da “mão de obra”, o consumo obsessivo de coisas e serviços e o “trabalho fantasma” (o “trabalho” adicional e nom remunerado, que se agrega a uma mercadoria comprada, para lhe dar um “valor de uso”).

Através de diferentes meios de comunicaçom (o fonógrafo, a rádio, a televisom …) e da introduçom de instrumentos para o entretenimento (como o piano), difundiu-se a imagem da “unidade familiar” (inventada pola burguesia, imitada pola aristocracia, e imposta às classes populares). No entanto, “home sweet home”, o canto inglês que enaltecia à família como num conto de fadas (no alvorecer do Capitalismo), terminou muito cedo, num terrível desencanto.

A instituiçom familiar moderna, viu-se questionada desde sua formaçom, inclusive tem sido anunciada, em diferentes ocasiones, a “morte da família”. E nom é para menos, já que a imagem “swete” das relaçons familiares que se propagou, tem mutado, em inúmeras ocasions, em monstruosas e sangrentas  iconografias. A família resultou ser, nom só uma unidade abastecedora de “trabalhadores” e de “donas-de-casa”, produtora de vida, harmonia e fraternidade; tamém produz opressom, sofrimento, loucura e morte. A biopolítica e a necropolítica como “armas de guerra” simultâneas. As violências na família som um sinal alarmante. Sofrem-na principalmente as crianças, as pessoas maiores e as mulheres (sujeitas consideradas “pouco produtivas”). Inclusive a ONU aceita que “o fogar é o lugar mais perigoso para uma mulher”. Já que, a nível mundial, mais da metade de mulheres vítimas de feminicídio, “foram assassinadas pola sua parelha ou ex (34%) ou bem por parentes próximos (24%).

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